quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Diversões medievais e actuais.


Entre as actividades mais queridas da nobreza e do clero, e com mais frequência praticadas, contava-se a caça. Na caça chegavam os nobres a passar semanas e meses.

Nos princípios do século XIII censurava-se D. Sancho I por obrigar os clérigos a sustentarem-lhe cães e aves para a caça.
Caçavam o urso, javali, o lobo, o gamo, o cervo, o onagro, etc.
A caça alargava-se a burgueses e vilãos. Caçavam-se o coelho, a perdiz, o gamo, o cervo.
O nobre medieval exercitava-se na arte de cavalgar. Montar bem, exercitar-se a cavalo, fazer toda a sorte de manobras do alto da sela.
Oito séculos de caça em Portugal
Oito séculos de caça em Portugal
No livro cuja imagem de capa reproduzo podemos encontrar as melhores referências do pouco que aqui fica dito sobre a caça na época  medieval.
Uma vez a cavalo, o nobre medieval podia entregar-se a uma série de exercícios desportivos, todos eles mais ou menos violentos. Desses, destacavam-se as justas e os torneios.
Do século XII ao século XIV, os trovadores e os jograis desempenharam papel de relevo nos divertimentos da nobreza.

Também eram frequentes os espectáculos de danças populares.
Todos os festejos populares se faziam à base de música e de dança. Bailava-se em roda, cantava-se, batia-se com as mãos e os pés.
Havia danças só para mulheres e danças em que tomavam parte os dois sexos.
Os instrumentos mais utilizados eram a viola, a cítola, o alaúde, a harpa, o saltério, a rota, a giga, o tambor, o pandeiro, o atabal e as castanholas.



Marques, A. Oliveira "A Sociedade Medieval Portuguesa"

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Etnias e linguagens do passado.

 ...E então quando falamos de antepassados olhemos para este mapa !
Pequena ou grande ( como cada um interprete ) amostra da humanização peninsular muitos e muitos anos antes dos romanos, por exemplo. O Portugal actual, diz-se, era então um enorme bosque povoado de toda uma imensidade de vida vegetal e animal que nós hoje dificilmente imaginamos. Se fosse possível recuar a esses tempos, interrogo-me como seriam esses ares de então no que ao oxigénio diz respeito? Poluição inexistente  que originaria fantásticas noites estreladas, com todo o encanto inerente. Como seriam as praias, os rios, o mar e a terra onde vivo ? Enfim; um sem número de questões que muito me apraz compartilhar.

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Parque Natural.


Eis aqui um exemplo de uma arquitectura interessante. 
Recantos do Parque Natural.


Ainda convive com construções de traça moderna que nos surgem em qualquer recanto cá do burgo, mas que nem por isso  deixamos de apreciar bela sua singular beleza.

Estimado e limpo o chafariz é disso um outro exemplo.
São pequenas maravilhas destas que tornam agradáveis os largos passeios pelo Parque Natural Sintra Cascais.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tempo ... e memória!

Por vezes dou comigo a cismar no que o tempo vai fazendo. Em tudo. Viver o dia a dia da melhor forma possível é o que se pede. Hoje, um amigo de longa data alvitrou que bons eram os tempos, em que adolescentes não nos parecia o dia de amanhã grande motivo de preocupação encarando até com alguma bonomia esses mesmo futuro. Fosse hoje e talvez não se pensasse assim... Concordei e olhei para dentro de mim para esses tempos e reconhecidamente foram e serão inesquecíveis.
Tempos bons de hoje ...para recordar mais tarde.
  Felizmente ainda podemos recordá-los. Das pessoas que de uma forma ou de outra comigo estiveram nessa viagem quantas restarão actualmente ? Por onde andarão ? Algumas houve em que laços afectivos foram bem fortes alguns deles pareciam-nos na altura perenes mas que o tempo se encarregou de esfumar. Outros, sei,  já cá não se encontram pela própria natureza desse mesmo tempo. Feliz me sinto por sobrarem ainda uns poucos ( muito poucos ) verdadeiros Amigos. São um tesouro a preservar no mais intimo da minha alma. E aqueles outros que de tão breve passagem por este mundo nos deixam escorrer uma lágrima saudosa, os nossos companheiros do mundo animal ? Quantas vivências não me ocorre.   Alguns cães por exemplo que criei de pequeninos e comigo cresceram, envelheceram e a meu lado faleceram? Hoje, mais que nunca, sinto muitas saudades de todo um passado que o tempo inexoravelmente afastou e  jamais voltará mas felizmente tenho um bom acervo fotográfico e uma razoável memória.
Becas II .

Sendo assim há coisas que nunca se esquecem e outras que esquecidas afloram de novo à mente quando um Amigo resolve reabrir o arquivo do tempo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Perdiz Vermelha


 A estrada parece deserta mas não está. Ainda que um pouco afastadas algumas perdizes usam-na como itinerário para as suas deslocações.
 As fotografias não permitem observá-las bem porém elas estão lá.

Perdizes no seu novo habitat ? !
 Caminhavam e caminharam muito tranquilas alguns metros à minha frente. Achei triste que o urbanismo desenfreado e inútil por vezes vá roubando os campos aos seus ancestrais habitantes.Mas, felizmente, a Mãe natureza zela pelos seus.
Aqui fica um exemplo " às portas de Cascais " daquilo que se classifica de urbanizar por urbanizar.
AlectorisRufa.jpg
Como ler uma caixa taxonómicaPerdiz-vermelha

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Phasianidae
Género: Alectoris
Espécie: A. rufa
Nome binomial
Alectoris rufa
(Linnaeus, 1758)
   
Alectoris rufa rufa
A perdiz-vermelha ou perdiz-comum (Alectoris rufa) é uma ave cinegética da família Phasianidae (faisões), da ordem Galliformes, ou galináceos. A perdiz-vermelha ocupa habitats algo variados, incluindo searas. É uma ave gregária que vive em grupos.
Habita em toda a Península Ibérica, sobretudo a sul, e encontra-se no sul da França e no médio oriente.
É uma espécie muito caçada, principalmente na Península Ibérica.

Subespécies









terça-feira, 22 de outubro de 2013

Burca. Um simbolo de opressão feminina ? !

 A origem da burca


  
A burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. É usada pelas mulheres do Afeganistão e do Paquistão, em áreas próximas à fronteira com o Afeganistão.
O seu uso deve-se ao facto de muitos muçulmanos acreditarem que o livro sagrado islâmico, o Alcorão, e outras fontes de estudos, como Hadith e Sunnah, exigem a homens e mulheres que se vistam e comportem modestamente em público. No entanto, esta exigência tem sido interpretada de diversas maneiras pelos estudiosos islâmicos e comunidades muçulmanas; a burca não é especificamente mencionada no Corão e nem no Hadith. A comunidade religiosa Talibã, que comandou o Afeganistão nos anos 2000, impôs seu uso no país.
Para alguns estudiosos, o Hadith fala de cobrir completamente o corpo das mulheres, enquanto outros interpretam que é permissível deixar o rosto, mãos e ocasionalmente pés descobertos.
A burqa foi proibida, na França, em 17 de julho de 2010, pela Lei nº 524, que entrou em vigor seis meses após.
A burca, traje islâmico que cobre o rosto e corpo da mulher, tem a sua origem num culto à divindade Astarte, deusa do amor, da fertilidade e da sexualidade, na antiga Mesopotâmia.

Astarte (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:5). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.

Identidade

  • Nome: Asterate / Asterath / Astarote / Astorate / Asterote / Astorete / Astartes / Astartéia / Asera / Baalat.
  • Família: Filha de Baal, Irmã gêmea de Camoesh (Camos), esposa de Tamuz

Ritualismo

Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O seu principal culto ocorria no equinócio da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto fazia dela uma deusa muito adorada entre os povos da altura, exatamente pelo seu teor. Talvez seja este o motivo que levou o rei Salomão a adorar esta deusa (1 Reis 11:5), contrariando o seu Deus.

* In: Wikipédia


A propósito deste assunto foi-me enviado o seguinte texto  que  muito agradeço.

Como acabou a Burca na Turquia.


  • Turquia
  • A Turquia, cujo nome oficial é República da Turquia, é um país euro-asiático que ocupa toda a península da Anatólia, no extremo ocidental da Ásia, e se estende pela Trácia Oriental, no sudeste da Europa. Wikipédia

  • Em homenagem à deusa do amor físico, todas as mulheres, sem excepção, tinham de se prostituir uma vez por ano, nos bosques sagrados em redor do templo da deusa.

    Para cumprirem o preceito divino sem serem reconhecidas, as mulheres de alta sociedade acostumaram-se a usar um longo véu em protecção da sua identidade.

    Com base nessa origem histórica, Mustapha Kemal Atatürk, fundador da moderna Turquia (1923 – 1938), no quadro das profundas e revolucionárias reformas políticas, económica e culturais, que introduziu no país, desejoso de acabar de uma por todas com a burka, serviu-se de uma brilhante astúcia para calar a boca dos fundamentalistas da época.

    Pôs definitivamente um fim à burca na Turquia com uma simples lei que determinava o seguinte:

    «Com efeito imediato, todas as mulheres turcas têm o direito de se vestir como quiserem, no entanto todas as prostitutas devem usar a burca».

    No dia seguinte, ninguém mais viu a burca na Turquia.

    Essa lei ainda se mantém em vigor.

    segunda-feira, 21 de outubro de 2013

    Santuário Pré-Histórico. Poio Grande

     Situado na Raia Alentejana bem perto da fronteira com Espanha aqui está um exemplo de património assinalado e registado.Para lá se chegar podemos utilizar qualquer meio de transporte desde que este se considere apto ao todo -o-terreno. Apesar de distar uns poucos de quilómetros de Terena, ou da aldeia de Hortinhas vale a pena a visita.

    Poio Grande. Santuário Pré- Histórico
     Bom será escolher uma estação do ano em que o calor ou o frio não sejam excessivos pois, como sabemos, nesse aspecto o nosso Alentejo é de extremos. No dia em que obtive estas fotos era uma tarde de Verão, a temperatura rondava os 30º  e não me senti particularmente confortável, porém isso não foi impedimento para uma aproximação ao monumento, acompanhado de meu filho e dos meus amigos Kadic, que nisso mostraram ter o maior gosto. Ainda espero voltar ali, em breve, numa estação do ano de temperaturas mais amenas para uma visita mais demorada e meticulosa. Diz-nos a descrição do Monumento o seguinte :  É possível que haja também ligação ao Endovélico e ás suas manifestações vindas das profundezas da terra
     
    Excelente painel interpretativo

    Trata-se de uma fenda alta, profunda e estreita, aberta numa vertente rochosa abrupta, na margem esquerda da ribeira da Silveirinha.
    No exterior, desenvolve-se uma plataforma cujo acesso é relativamente difícil. Na parte ocidental do abrigo foi gravado um painel com covinhas para além de outras covinhas dispersas em diversos pontos da cavidade. "

    Endovélico

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Endovélico é uma divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana. Deus da medicina e da segurança, de carácter simultaneamente solar e ctónico, depois da invasão romana seu culto espalhou-se pela maioria do Império Romano, subsistindo por meio da sua identificação com Esculápio ou Asclépio, mas manteve-se sempre mais popular na Península Ibérica, mais propriamente nas províncias romanas da Lusitânia e Bética.
    Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, no Alentejo, em Portugal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele no Museu Nacional de Etnologia. O culto de Endovélico sobreviveu até ao século V, até que o cristianismo se espalhou na região.1

    * Fotografias de minha autoria.

    domingo, 20 de outubro de 2013

    Alentejo profundo.



    Percorrendo alguns recantos do chamado Alentejo profundo deparei-me com estas duas placas de trânsito e à semelhança do que tenho feito aqui, pela minha região de Cascais, detive-me a contemplá-las  e fotografá-las antes que desapareçam deixando-nos uma certa tristeza e revolta.
    De notar : O homem, a bicicleta, o gado, a carroça.
     Esta como muitas outras foram ali colocadas com uma finalidade evidente.
    Pormenores únicos

     Hoje em dia poucos veículos de tracção animal circulam pelas nossas estradas mas, nem por isso, deixa de ter a sua beleza esta, em minha opinião, belíssima imagem dos tempos idos. *

    *  Tecle sobre as imagens para observar melhor.

    sexta-feira, 18 de outubro de 2013

    Crâneo com 1,8 milhões de anos põe evolução humana em causa .



    Homem primitivo: Crânio com 1,8 milhões de anos pode reescrever História (estudo)

    Localização de Dmanisi. ( Entre outros locais de interesse. )

     


    cranio georgianA evolução humana foi posta em causa, por culpa de um crânio com mais de 1,8 milhões de anos, encontrado em Dmanisi, na Geórgia, que deu novas informações sobre os homens primitivos. O ‘Crânio 5’ deixa perceber que os primeiros hominídeos a povoar o Planeta podem pertencer a uma única espécie. O crânio foi encontrado em 2005, mas só agora é conhecida a investigação que suscitou, publicada na revista Science, oito anos depois.

    Um crânio pode pôr em xeque todo o conhecimento adquirido sobre a evolução humana. Foi descoberto há oito anos e desde então tem sido alvo de uma intensa pesquisa, publicada naquela revista científica.
    O ‘Crânio 5’ tem mais de 1,8 milhões de anos e pode obrigar o Homem a reescrever a história. Segundo David Lordkipanidze, investigador do Museu Nacional da Geórgia, um dos principais responsáveis pelo estudo que esta descoberta suscitou, este crânio é “o mais completo” de todos os que foram encontrados, relativos ao homem antigo.
    Já Christoph Zollikofer, do Instituto e Museu de Antropologia da Suíça, que também participou na pesquisa, salienta que os dados históricos sobre a evolução do Homem ficam em dúvida. “Não desmentimos que possa ter havido mais de uma espécie, há cerca de dois milhões de anos. No entanto, consideramos que não temos evidência fóssil suficiente”, diz.
    O Homo Habilis ou o Homo Erectus podem, de acordo com a pesquisa realizada na Geórgia (não só ao ‘Crânio 5’, mas a outros quatro hominídeos encontrado em Dmanisi) ser de apenas uma espécie.
    O quinto crânio descoberto em Dmanisi exibe uma combinação de características desconhecidas para os investigadores: um rosto maior, mandíbula e dentes com características diferentes e um cérebro menor, dentro do grupo de crânios encontrados em Dmanisi.
    Os quatro crânios de hominídeos bem conservados encontrados na Geórgia anteriormente, bem como algumas partes do esqueleto, mostraram que os primeiros representantes do género ‘Homo’ começaram a expandir-se a partir de África, através da Eurásia, há mais de 1,8 milhões de anos.
    Uma vez que o ‘Crânio 5’ está completamente intacto, pode fornecer respostas a várias perguntas que até agora tinham oferecido amplo espaço para a especulação. O debate centra-se numa questão: houve ou não várias espécies de Homo em África? As respostas parecem estar no horizonte, graças ao crânio de Dmanisi.
    Um dos investigadores analisou esse crânio durante oito anos e fez uma descoberta que, segundo defende, pode reescrever a história evolutiva dos humanos.
    O chamado "crânio 5" é "o mais completo" de um homem antigo que se encontrou no mundo, de acordo com o principal autor do estudo, David Lordkipanidze, investigador do Museu Nacional da Geórgia, em Tbilissi.
    "Não estamos contra a ideia de que pode ter havido mais de uma espécie em algum momento há cerca de dois milhões de anos", sustentou Christoph Zollikofer, do Instituto e Museu de Antropologia da Suíça, que ajudou a analisar o crânio, "mas simplesmente decidimos que não temos evidência fóssil suficiente".
    O estudo do "Crânio 5" e de restos de outros quatro hominídeos na mesma zona, em Dmanisi (Geórgia), fez pensar estes investigadores que fósseis reconhecidos como provenientes de espécies distintas como o "Homo habilis" e o "Homo erectus" poderiam ser realmente de uma mesma espécie.

    quinta-feira, 17 de outubro de 2013

    Espécies que habitam os nossos mares.


    O lixo que se recolhe no fundo do oceano2013-10-17 (IPMA)

    O lixo que se recolhe no fundo do oceano - Campanha de Investigação de Recursos Demersais “OUTONO 2013”
    Noticia 4

    Após uma paragem em Lisboa para a troca de alguns elementos, os trabalhos prosseguiram a bom ritmo ao longo da Costa Alentejana e Algarve.
    Para além dos dados sobre espécies marinhas para os estudos de biodiversidade, o registo do lixo marinho faz parte da rotina nestas campanhas do PNAB, sendo importante para a avaliação do bom estado ambiental e planificação da monitorização no âmbito da Directiva-Quadro da Estratégia Marinha (DQEM). As zonas de maior tráfego marítimo e com maior presença humana são bons locais para encontrar estas “espécies” que habitam os nossos mares.


    SOLEMNIA VERBA

              

                                                  Disse ao meu coração: Olha por quantos
                                                  Caminhos vãos andámos ! Considera
                                                 Agora, desta altura fria e austera,
                                                 Os ermos que regaram nossos prantos...


                                                 Pó e cinzas, onde houve flor e encantos !
                                                 E noite, onde foi luz de primavera !
                                                 Olha a teus pés o mundo e desespera
                                                 Semeador de sombras e quebrantos ! -
                                      
                                                                                                               

                                                Porém o coração, feito valente
                                                Na escola da tortura repetida,
                                                E no uso do penar tornado crente,

                                                Respondeu : Desta altura vejo o Amor !
                                                Viver não foi em vão, se é isto a vida,
                                                 Nem foi de mais o desengano e a dor. *

                                                                                                                                                                               




       * Antero de Quental
    in. " Sonetos Completos "

    Fotografias: De minha autoria retratando o céu em  fins de tarde, aqui, na minha região.











    segunda-feira, 14 de outubro de 2013

    LAGOA AZUL. A velha placa.


    Com muito carinho e nostalgia dos tempos idos olho para esta placa que nos indica que, ali bem perto, está a mítica Lagoa Azul. Quantas e quantas vezes em criança acompanhado de meu Pai aqui passei! Também recordo, quando já adolescente, aqui vivi  as famosas " noites de Sintra " do, para mim, tão saudoso rali de Portugal. Ainda hoje felizmente por aqui passo diversas vezes saboreando os bons ares e a encantadora paisagem. Deixo um reparo no entanto.

    Velha placa indicando a Lagoa Azul
     Será que esta vetusta placa que ali conheço há mais de 50 anos à semelhança das muitas outras que " ornamentavam " a paisagem Sintrense, está destinada a desaparecer sem que a alguém ocorra a sua substituição ?  Já aqui descrevi o que sucedeu a uma outra que assinalava " curva contra curva " ali para os lados do Pé da Serra. Roubaram-na pura e simplesmente, parece-me ! Estou em crer que deve estar a ornamentar algum " museu " privado algures por esse mundo. Afinal nem só as imagens Sacras despertam cobiça. De qualquer forma um pouco de tinta e alguma boa vontade obstava a que este NOSSO património desapareça mais dia menos dia. Será que a ideia de que tudo o que servia a sociedade no passado recente agora é absoleto ? Era então a J.A.E. ou seja Junta Autónoma de Estradas que cuidava e preservava estas relíquias. Hoje quem cuida ?  O desleixo!
     Entretanto a fotografia aí está.

    sábado, 12 de outubro de 2013

    ANTROPOLOGIA


    A Antropologia ocupa-se dos seres humanos como produtos da vida em sociedade. Fixa a sua atenção nas características físicas e nas técnicas industriais, nas convenções e valores que distinguem uma comunidade de todas as outras que pertencem a uma tradição diferente.

       O que distingue a antropologia de outras ciências sociais é o ela incluir no seu campo, para as estudar cuidadosamente, Sociedades que não são a nossa sociedade.

    sexta-feira, 11 de outubro de 2013

    WAGNER. " Tristão e Isolda "


    Em Julho de 1854, Wagner tomou conhecimento duma obra de Schopenhauer, " O Mundo como vontade e como Representação ", e ficou profundamente impressionado. No Outono, escreveu a Liszt: " Visto que, na minha vida, nunca encontrei a ventura do amor, quero erguer, a este sonho, um monumento, no qual este amor se exprimirá livremente, do princípio ao fim. Tenho, em mente, um projecto de Tristão; a mais simples, a mais farta, das concepções musicais: a obra acabada com o véu negro, que flutua no fim. Envolver-me-ei nele para morrer " .


       Mas é inegável que, sem o amor que não tarda o artista a sentir por Matilde Wesendonck, a obra nunca teria sido escrita.
    Matilde Wesendonck
    Wagner
      Foi, em 1857, que Wagner, passando dias de felicidade na " colina verde ", perto de Zurique, iniciou a realização de Tristão. Acabou o primeiro acto, mas afastou-se em Agosto de 1858, para terminar Tristão, um ano mais tarde. Tudo, nesta obra excepcional, exprime o amor: o carácter uniforme da música, unicamente composta destes famosos acordes de sétima nunca saciados; a atmosfera do drama, a filosofia da obra. Numa trintena de leitmotive, metade exprime o amor de Tristão sob todas as formas: temas de amor, de desejo,de visão, de filtro do amor, de impaciência, de ardor, de arrebatamento apaixonado, etc. Os outros temas são consagrados à morte, considerada com o meio de libertação do amor. Não há, sem dúvida, obra mais profundamente sexual e, de resto, quando foi concluída, a paixão de Wagner extinguiu-se.
       A história de amor com Matilde Wesendonck terminou.
       Foi no final do período da juventude que o artista criou este tipo de obra de arte. Wagner tinha então quarenta e três anos quando escreveu Tristão.
















    quarta-feira, 9 de outubro de 2013

    Castelo de Vila Viçosa



    Em companhia de velhos amigos estive um destes dias no Castelo de Vila Viçosa. Todo o seu exterior e interior estão muito cuidados. Belos jardins e belas paisagens envolventes.

    Uma das três entradas para o Castelo

     Na visita guiada que fizemos fiquei a saber que tal é agora obrigatório devido ao facto de, há pouco tempo, alguns ou algum " turista " ter furtado uns chifres de rinoceronte que se encontravam em exposição numa das salas. Antes disto todos podia-mos percorrer o espaço, sem restrições. Fiquei bem impressionado pela forma simpática e cortês como o guia nos descreveu tudo o que vimos. Desde a parte arqueológica com os indícios da ocupação romana ou, como se afirma, serem estes os primeiros habitantes daquela zona. Posteriormente, sobre as antigas ruínas, mandou El Rei D. Diniz construir o Castelo.Podemos ver um amplo espaço com trabalhos em taxidermia. Outro dedicado a diversos tipos de armas.

    Aqui respira-se sossego
     Mais além podemos observar algumas fotos e livros. Tudo isto devidamente cuidado. Segundo o guia não são permitidas a obtenção de fotografias. Considero isto o unico registo desagradável e de certa forma incompreensível nos tempos que correm. Como sabemos basta um simples telemóvel para se fotografar o que se quiser sem qualquer impedimento a não ser o moral.
    Finalizada a visita fomos até a um restaurante onde saboreamos uns pratos típicos da região.

    Boa comida

    Os meus amigos Kadic.

    Por fim um passeio a outro local bem curioso que descreverei numa próxima oportunidade.

    Daqui envio um grande abraço à família Kadic que tão bem sabe receber e cuidar da velha Amizade !
     

    terça-feira, 8 de outubro de 2013

    Catástrofe Global ?


    " Isto " segundo todos os indicadores é um problema muito sério que, quer queiramos quer não, mais tarde ou mais cedo nos afectará. Os tempos que vivemos em termos climatéricos revelam-nos violentos contrastes globais. Há quem afirme que o actual aquecimento global ( ver gráfico ) se deve em grande parte às actividades humanas.

    Afirmam-no cientistas no Painel Intergovernamental para o Estado do Tempo na sua nota informativa emitida no passado dia 27 de Setembro.
    Se nada se fizer para obstar a esta situação está " aberta a porta " ao cataclismo dentro dos próximos 100 anos, afirmam.
    Lá diziam os portugueses de antanho... " Adeus Mundo cada vez pior " . E não se referiam " só " à política, não !

    quarta-feira, 2 de outubro de 2013

    Cascais: Festa do Animal

    FESTA DO ANIMAL



    No próximo sábado o Parque  Marechal Carmona recebe os nossos amigos felinos e caninos que ali se deslocam vindos da Fundação São Francisco de Assis na companhia dos seus agora responsáveis com a finalidade de encontrarem um novo lar. Não porque a meritória Fundação os não queira, bem pelo contrário, mas sim para passarem a usufruir de carinho e atenção mais personalizada cedendo assim lugar a outros mais. Foi desta mesma entidade que eu trouxe em tempos o meu actual gato que vive muito feliz cá em casa.

    O meu gato.
     Recomendo vivamente a adopção de qualquer cão ou gato vindo daquela casa dado virem devidamente vacinados e registados com tudo o que manda a lei. Este é um dos, senão o principal, objectivo desta visita ao Parque dos já referidos amiguinhos de quatro patas. Programadas estão também outras actividades por diversas associações do Concelho.
    Até lá !...

    terça-feira, 1 de outubro de 2013

    OUTUBRO

    OUTUBRO

    Dia 1 - Dia Internacional do Idoso.

                Dia Mundial da Música.


                Dia Nacional da Água



    Alguns factos relevantes ocorridos neste dia do mês que ora se inicia:

     Em 1908 o Ford T, primeiro automóvel produzido em série, começa a ser vendido nos E.U.A.

      "    1934 " nasce " o Pato Donald, criado por Walt Disney.
     Quem diria que faz hoje 79 anos este nosso amiguinho!


      "    1949 é proclamada a República Popular da China, sob direcção de Mao Tsé - Tung.

      "    1960 dá-se a independência de Chipre

      "    1962 é fundada em Londres a Amnistia Internacional.

      "    1970 é fundada em Lisboa, a CGTP-IN ( Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional ).


    10º Mês do Ano.

    Começamos o mês com o Sol a " nascer " pouco depois das 7h e 30 " e a " pôr-se " cerca das 19h e 20 ".
    No dia  27 um Domingo lá vamos " rejuvenescer " uma hora pois teremos de atrasar o relógio sessenta minutos.
    Também por esta razão quando chegarmos ao fim do mês veremos o Sol " nascer " poucos minutos depois das 7h enquanto já será noite às 17h e 30 ".
    O prestigiado Almanaque " Borda D'Água ".
     informa-nos de que convém  iniciar a colheita da azeitona e combater a gafa. Semear cereais praganosos. Nos lugares mais secos e abrigados, plantar as oliveiras. Atenção no entanto às faces da Lua pois é no Minguante que teremos de estercar as covas para árvores a transplantar na Primavera. Plantar árvores e podar aquelas que resistem ao frio.
    Na horta é um sem número de tarefas tais como preparar canteiros para  semear alfaces e cebolas. Em lugar definitivo semeamos os agriões, as cenouras e os rabanetes. Colhemos os feijões. No final do mês plantamos morangueiros, alhos e cebolinhas. Não esquecer couves e as alfaces. Quem as tem deverá colhê-las, as boas castanhas, nozes,avelãs, abóboras e  o melão de Inverno.
    Para quem ama a jardinagem convém estrumar, semear flores ( como no mês anterior ) e plantar roseiras,crisântemos,lírios, narcisos, tulipas, ciclames, açucenas, jacintos, junquihos e anémonas e muitos outros acrescentaria eu. Quem achar que o deve fazer colha as flores do Outono: dálias, rosas e o que mais houver.
    Eu pessoalmente nunca colho as flores do meu jardim. Ali nascem e ali permanecem até ao seu final para regalo dos meus sentidos.

    Um feliz Outubro para todos é o que mais se deseja.