sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

D.Carlos. Carta a um amigo.

Dom Carlos I

 


 


Nada Pode Haver de mais Belo

Amigo Bernardo, dos desertos do Roncão d’el-Rei, na mais bela poética noite de luar que ver se possa, te escreve este teu amigo. Nada pode haver de mais belo; os rouxinóis cantam à desgarrada, o ar rescende dos milhares de loendros (laurier-rose) que cobrem as encostas alcantiladas do Guadiana. Que maravilha, que encanto, que tristeza (tu, com certeza, aqui choravas)! Neste momento, houve-se o sinistro roncar da coruja e o longínquo uivar dos lobos, misturado com o forte ladrar dos rafeiros e os nossos cavalos relincham inquietos nas quadras... É à luz dum prosaico castiçal (uma garrafa com uma vela) que te escrevo estas sentidas regras, que espraio sobre este branco papel as ondas da minha melancolia. E como não estar melancólico se acabamos de fazer dezasseis léguas a cavalo em oito horas e não descansámos e não dormimos a noite passada senão uma mísera hora e vemos apenas diante de nós umas velhas esteiras, as nossas mantas, e os aparelhos dos nossos cavalos como travesseiros, para passarmos umas noites.

Dom Carlos I, in 'Carta ao Conde de Arnoso (1889)'




Imagem de D Carlos. Wikipédia.
Imagem do luar. mlopes 32.wix.com

sábado, 24 de dezembro de 2016

Bom Natal

2016: um ano quente em Portugal Continental
evolução temperatura2016-12-23 (IPMA)
2016 classifica-se como um ano quente e o valor de temperatura média do ar será cerca de +0.6 °C superior ao valor normal.
Em 2016, a temperatura média do ar em Portugal continental foi, na generalidade dos meses, muito superior ao normal. Em particular, no mês de janeiro e no período de junho a outubro verificaram-se anomalias superiores a +1.0 °C. Março foi o único mês com uma anomalia bastante negativa (-1.43 °C). Os restantes meses (fevereiro, abril, maio, novembro e possivelmente dezembro) apresentaram valores de temperatura média próximos do normal.
A precipitação total anual será cerca de 110% do valor normal. Valores de precipitação superiores aos de 2016 ocorrem em cerca de 40% dos anos.

Imagens associadas

  • Anomalias da temperatura média (desde 1931) em relação à normal 1971-2000
    Anomalias da temperatura média (desde 1931) em relação à normal 1971-2000
  • Anomalia da temperatura média mensal de 2016
    Anomalia da temperatura média mensal de 2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

Novembro, segundo o IPMA

Novembro de 2016 com comportamento normal
chuva2016-12-16 (IPMA)
O mês de novembro de 2016, em Portugal Continental, classificou-se como normal, quer em relação à quantidade de precipitação, quer em relação à temperatura do ar.
Durante este mês predominaram as situações frontais e as situações depressionárias associadas a depressões centradas a oeste do continente, bem como uma depressão complexa, com um núcleo centrado próximo da P. Ibérica.
O valor médio quer da temperatura média do ar (12,11°C), quer da temperatura máxima do ar (16,99°C) foram próximos do valor normal, com anomalias de -0,26°C e +0,17°C respetivamente; o valor médio da temperatura mínima do ar (7,23°C) foi inferior ao normal, com uma anomalia de -0,68°C.
Nos primeiros dias da última década registou-se uma descida acentuada dos valores da temperatura, em especial da temperatura mínima, que persistiu abaixo do normal até ao fim do mês.
De salientar que no período de 21 a 27, o território esteve sob influência de uma depressão complexa, à qual esteve associada uma superfície frontal fria com ar frio e instável do seu setor pós-frontal. Esta situação, que se estendeu a todo o país, originou períodos de chuva, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e vento forte, tendo-se registado no dia 26, na estação meteorológica do Fundão, a maior quantidade de precipitação em 24h com o valor de 91.0 mm.
No final de novembro houve uma diminuição da área em situação de seca fraca, com 47% do território nesta classe de seca, tendo-se verificado um aumento da área em situação normal e de chuva fraca.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Drones.

Drones passam a só poder voar de dia e até altura de 120 metros

Os 'drones' apenas podem voar de dia e até uma altura de 120 metros, fora das áreas sujeitas a restrições e dos aeroportos, segundo o regulamento da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

© Reuters
País ANAC

A ANAC considera que a utilização de 'drones' é "hoje uma realidade irrefutável", que tende "a conhecer um desenvolvimento e incremento substanciais, sendo que a operação massiva e desregulada pode, em certas situações, ser suscetível de afetar negativamente a segurança operacional da navegação aérea e ainda a segurança de pessoas e bens à superfície".
Assim, a partir de meados de janeiro, quando entra em vigor o regulamento hoje publicado, os 'drones' vão apenas "efetuar voos diurnos, à linha de vista, até uma altura de 120 m (400 pés), nos casos em que as aeronaves não se encontram a voar em áreas sujeitas a restrições ou na proximidade de infraestruturas aeroportuárias".
Os voos acima de 120 metros acima da superfície (400 pés) têm que receber autorização expressa da ANAC.
A operação deve manter uma distância segura de pessoas e bens patrimoniais, de forma a evitar danos em caso de acidente ou incidente e o piloto remoto deve dar prioridade de passagem às aeronaves tripuladas e afastar-se das mesmas sempre que, por qualquer razão, as aeronaves tripuladas estejam excecionalmente a voar a uma altura próxima do 'drone'.
Os drones têm que voar sempre com as luzes de identificação ligadas e os pilotos - à distância - não podem exercer funções quando se encontrem em qualquer situação de incapacidade da sua aptidão física ou mental, acrescenta o regulamento.
A violação de determinações, instruções ou ordens da ANAC constantes do presente regulamento constitui contraordenação aeronáutica civil grave ou muito grave.
A ANAC é a autoridade nacional em matéria de aviação civil, exercendo funções de regulação, fiscalização e supervisão do setor da aviação civil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ocaso

Por vezes surgem estes finais de dia em que quase nada há a comentar quanto ao riquíssimo colorido.