domingo, 4 de dezembro de 2016

Uma luz ao fundo do túnel.


Certamente todos nós já ouvimos a, direi, célebre expressão: " Uma luz ao fundo do túnel " pelos mais diversos e variados motivos. Alguns talvez já a tenham até descortinado na sua mente. Eu não fujo à regra admito-o. Agora ver a tal luz em estado físico?


 É pois com pompa e circunstância que apresento a foto de uma das minhas reais e raras " luzes ao fundo do túnel ".

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Trigo e pão há beira do alcatrão.

Ele há coisas que só vistas, contadas nem tem graça. Mesmo assim gostaria que vissem as fotos que junto. Um pé de trigo com as suas espigas bem aloiradas e repletas de pão nasceu e medrou à beira de uma estrada onde passam diariamente centenas de veículos.

   Quis o acaso que ainda tivesse tempo de registar tal facto. Reconheço que as fotos ficaram sem qualidade alguma o que muito lamento, mas...Nem por isso deixam de ser curiosas. Este pé de trigo esteve todo o Verão naquele local .
Assim é a minha terra. Terra de pão, aqui fica a prova documental.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cheias. 1967.

Cheias 1967
imagem do DN online 2016-11-24 (IPMA)
Na noite de 25 e madrugada de 26 de Novembro de 1967, há 49 anos, uma grande tempestade assolou o país. Na região da Grande Lisboa, mais de 500 pessoas perderam a vida, perto de 900 foram desalojadas e verificou-se um sem número de danos em infraestruturas, nomeadamente pontes, estradas e edifícios de diversa natureza.
A passagem de um sistema de baixa pressão sobre a região caraterizado por uma forte convecção e forte instabilidade, associada a uma atmosfera rica em vapor de água, traduziu-se num evento extremo cuja quantidade de precipitação registada num período de 4 a 9 horas foi compatível com um período de retorno superior a 100 anos.
A precipitação total ocorrida foi observada essencialmente num período de 5 horas, o que em algumas estações correspondia ao seu valor médio mensal.
A estação de São Julião do Tojal em 5 horas registou 110,6 mm (entre as 19 e as 24h), tendo tido um pico de 30 mm entre as 22 e as 23h da noite de 25 de novembro. Nessa noite, entre as 21 e as 22h, foram registados 42 mm em Sassoeiros, 60 mm no Monte Estoril e 33 mm em Sintra/Pena.
A elevada quantidade de precipitação originou este evento de cheias rápidas (as chamadas flash floods), no entanto o que o tornou num dos mais mortíferos em Portugal, foi principalmente a construção inadequada em leitos de cheia e a coincidência com a hora de pico da maré alta.
A maior parte das vítimas, residente ao longo de bacias de pequenos rios e ribeiras da região, muitas em habitações precárias e clandestinas, foi apanhada durante o sono, o que se traduziu num aumento substancial de mortos e desalojados.
Este evento corresponde ao segundo mais intenso de precipitação em 24h para a área da grande Lisboa entre 1950 e 2008, com uma média de precipitação de 86 mm. O evento mais intenso de precipitação na mesma área ocorreu em 1983 com média de precipitação de 95 mm, porém com impacto consideravelmente menor.

Nota: notícia elaborada com base no artigo: “The deadliest storm of the 20th century striking Portugal: Flood impacts and atmospheric circulation”, publicado no Journal of Hydrology, de Ricardo M. Trigo et all.; e na publicação “Contribuição para o estudo da cheia da região de Lisboa em 25-26 de Novembro de 1967” do Serviço Meteorológico Nacional de Silvério F. Godinho.

Era eu um garoto porém,hoje, ainda me recordo deste dia.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Setembro com os seus dias outonais.

Um destes dias de Outono, salvo erro em finais de Setembro, obtive esta imagem. Claro está que agora ao ver o resultado surge um " pontinho " escuro, lá ao longe, sobre a serra. Para mim ou é uma ave ou algo grande que por acaso captei. Não me apercebi de qualquer avião por ali. Seja lá o que for " estragou-me" a pureza de tão bela paisagem. Ou será que, pelo contrário, a tornou singular? Bem... mas o que queria realçar está na foto sob estas linhas. Uma magnífica flor de um cacto nascido no meio do mato. Tratamento da planta apenas a mãe natureza mais nada!
  Não me restam dúvidas que, quando se passeia em bicicleta por estes recantos da região, há sempre " um Portugal desconhecido que espera por nós ".

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Clima Global.

lima global 2011-2015: quente e imprevisível
mapa2016-11-11 (IPMA)
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou uma análise detalhada do clima global 2011-2015 – o período de 5 anos mais quente desde que há registos – e os efeitos crescentes de fatores antropogénicos como causa de fenómenos meteorológicos extremos e de eventos climáticos com impactos económicos na sociedade.
Valores recorde de temperatura foram acompanhados pelo aumento do nível médio do mar e pelo declínio da extensão de gelo do Ártico, bem como da cobertura de neve no hemisfério norte.
Todos estes indicadores de alterações climáticas confirmam a linha de tendência de aquecimento, causada pelo efeito dos gases de estufa. O dióxido de carbono atingiu um patamar importante de 400 ppm na atmosfera, pela primeira vez em 2015, de acordo com um relatório da OMM submetido à conferência de alterações climáticas das Nações Unidas.
Este documento também analisa a existência da relação entre as alterações climáticas causadas pelo homem e a sua ligação a fenómenos de tempo extremos. De 79 estudos publicados pelo Boletim da American Meteorological Society entre 2011 e 2014, mais de metade relacionam as alterações climáticas com os fenómenos extremos. Alguns estudos indicam mesmo que a probabilidade de temperaturas extremas aumentou em cerca de 10 vezes.