quarta-feira, 29 de maio de 2013

Interessante.

Casa em ruínas tinha revista valiosa escondida na parede



A capa e contra-capa da revista apresentadas no site de leilões Comicconect
A capa e contra-capa da revista apresentadas no site de leilões Comicconect
Quando o norte-americano David Gonzales, 35 anos, comprou uma casa em ruínas no Minnesota para a remodelar nem imaginava que lá iria encontrar um raríssimo número 1 da revista de BD Action Comics, que vale mais de 10 vezes o preço da propriedade.
Foi durante as obras de remodelação que Gonzales descobriu, metido entre duas paredes da casa, o exemplar da revista de 1938 que trouxe ao mundo o Super-Homem.
"Eu sabia que [a revista] valia algum dinheiro, mas não tinha ideia de quanto", admitiu o americano ao jornal Star Tribune.
A real noção do achado só se começou a formar após a revista ser colocada à venda num leilão online: em pouco tempo, recebeu mais de 35 licitações, a mais alta de 137 mil dólares (mais de 105 mil euros). Ou seja, mais de dez vezes o preço da casa, em Elbow Lake, que lhe tinha custado apenas 10.100 dólares (7800 euros).
E o valor da venda ainda poderá subir, uma vez que o leilão só termina no dia 11 de junho.
A sorte de Gonzales, no entanto, não é completa. Caso a revista estivesse em perfeitas condições, poderia valer muito mais. Recentemente, um exemplar semelhante mas em perfeitas condições foi vendido por nada menos que 2 milhões de dólares, segundo o Star Tribune.

Noticia obtida no jornal " Diário de Notícias "
Jornalista . Ricardo Simões Ferreira.
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

INVEJA E RANCOR


                                                      INVEJA E RANCOR

 Desde tempos imemoriais que estes sentimentos dominam a generalidade das relações humanas. Parece que tudo começou a" fazer fé " em versões religiosas com o aparecimento da primeira mulher. Se Adão e Eva permanecessem sós e na santa ignorância a " estória " teria acabado por ali. Mas, não " senhor meu deus " tinham que aparecer Abel e Caim. Este deu em reparar que, o irmão, era um rapazinho a quem os cordeirinhos que apascentava engordavam mais rapidamente que os seus e certamente isso era porque o bom e velho pai que lá do alto tudo observava ( e observa )  isso lho  permitia. Era sua opinião inabalável !
 Ou seria antes pelos seus lindos olhos ? ou seria outra a razão?
 Aliás lembrava-se agora que o Abel tinha andado a oferecer a Deus alguns cordeiros assados e isso parecia agradar-Lhe mais que as suas ofertas de bens vegetais. Podia ter-lhe dito que não gostava de produtos da horta. Ou que estes estavam fora de prazo. Quereria antes uns peixinhos ?
  Havia algo estranho. Deus não olhava para  si, porquê? 

Não o podia suportar.
Assim que apanhou o mano Abel a jeito espetou-lhe com uma paulada que de imediato o levou a prestar contas ao Divino. Morte rápida presume-se. 
Tinha alguma razão o Caim. Algum tempo depois perguntou-lhe Deus. " Onde está o teu irmão ? ",
Decerto Caim apeteceu-lhe responder algo como. " Sei lá !"  "Tu é que deves saber. Então não estás em todo o lado ? "  Não és omnipresente ?  Não é tudo feito segundo a Tua vontade ?"
Mas não. Não soube o que responder a tão estranha pergunta partindo de quem partia.
 Mentir não interessava pois a Outra parte estava a mentir-lhe também.
 Fartinha de saber onde estava Abel estava Ela. Constatação decepcionante. Nada disse e daí resultou que quando deu por si  estava  a vaguear entre as vastas estepes desérticas, sentindo-se uma vítima do sistema, como diria alguém hoje.
Não imaginava ou não sabia ( nem lhe foi dito por quem de direito )  que naqueles instantes era tão importante como um rei, um qualquer imperador ou, porque não, um presidente de uma  qualquer super- potência.
Depois dele, os homens  comportaram-se    quase  todos da mesma maneira.
Foi ele o verdadeiro e idolatrado criador do sentimento comum à humanidade. O príncipe, o imperador, o presidente, o rei, o chefe, o ministro, o vizinho do lado, o irmão, o amigo, o clero, a nobreza e o povo, o etc. e tal.
Desde esses tempos e até ao fim dos mesmos o real motor do Mundo é e será a inveja e o rancor.

terça-feira, 14 de maio de 2013

PRIMAVERA E INVERNO. 277 º Negativos !! ???

 Hoje ao olhar para o " Tempo que vamos ter " aqui por Cascais deparei com esta ante visão meteorológica da meteoblue.  que gentilmente me fornecem o estado do tempo, todos os dias, neste meu blogue.
Errar é humano, todos sabemos, mas permitir a inserção destes dados, refiro-me claro está, à previsão para quinta- feira ( - 277 º c ) direi que é no mínimo estranho.
Se fosse este meu blogue um local de informação meteorológica" oficial " teria de escrever o seguinte.
"Ao facto a que somos alheios as nossas desculpas "


Agora bem a sério. Vamos então de novo vestir umas roupinhas mais aconchegantes porque o  Inverno vem aí de novo para uma breve visita à nossa Primavera. Será uma semana, mais dia menos dia, em que andarão em alegre convívio.

No plano superior esquerdo temos a data de 14 / 15. Á  sua direita o dia 16 e depois pela mesma ordem decrescente chegamos ao dia 23 deste mês de Maio.

Segundo as estimativas virá alguma chuva acompanhada de trovoada e talvez granizo com maior incidência na região a norte do Tejo porém, no entanto, o sul também será visitado. Esta de uma frente polar a meio de Maio, aqui, pela Península é deveras interessante.
No mapa observa-se a situação descrita com inicio hoje e por mais oito dias até dia 23.
As cores estabelecem-nos  um padrão de análise que vai desde o tom verde claro  a um azul claro em que nestes predomina a tendência a chuva, ora fraca, ora mais significativa, até a um outro em tons mais carregados que revelam-nos a possibilidade de chuvas mais intensas. Os tons a roxo dão-nos a ideia de alguma neve.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

EUROPA. Hoje 9 de Maio é o Seu dia.

A " nossa " EUROPA
 




Europa


Mapa da Europa
Vizinhos Ásia, África e América do Norte
Divisões
 - Países 50 (lista)
 - Dependências 8
Área
 - Total 10 180 000 km²
 - Maior país Rússia
 - Menor país Vaticano
Extremos de elevação
 - Ponto mais alto Monte Elbrus (5 642 m), Rússia.
 - Ponto mais baixo Mar Cáspio (-28 m), Rússia
População
 - Total 738 200 000 habitantes
 - Densidade 72,5 hab./km²
Idiomas Línguas europeias



A Europa é, por convenção, um dos seis continentes do mundo. Compreendendo a península ocidental da Eurásia, a Europa geralmente divide-se da Ásia a leste pelo divisor de águas dos montes Urais, o rio Ural, o mar Cáspio, o Cáucaso,1 e o mar Negro a sudeste.2 A Europa é limitada pelo oceano Glacial Ártico e outros corpos de água no norte, pelo oceano Atlântico a oeste, pelo mar Mediterrâneo ao sul, e pelo mar Negro e por vias navegáveis interligadas ao sudeste. No entanto, as fronteiras para a Europa, um conceito que remonta à Antiguidade Clássica, são um tanto arbitrárias, visto que o termo "Europa" pode referir-se a uma distinção cultural e política ou geográfica.
A Europa é o segundo menor continente em superfície do mundo, cobrindo cerca de 10 180 000 quilómetros quadrados ou 2% da superfície da Terra e cerca de 6,8% da área acima do nível do mar. Dos cerca de 50 países da Europa, a Rússia é o maior tanto em área quanto em população (sendo que a Rússia se estende por dois continentes, a Europa e a Ásia) e a Cidade do Vaticano é o menor. A Europa é o terceiro continente mais populoso do mundo, após a Ásia e a África, com uma população de 731 milhões ou cerca de 11% da população mundial. No entanto, de acordo com a Organização das Nações Unidas (estimativa média), o peso europeu pode cair para cerca de 7% em 2050.3 Em 1900, a população europeia representava 25% da população mundial.4
A Europa, nomeadamente a Grécia antiga, é considerada o berço da cultura ocidental.5 Tendo desempenhado um papel preponderante na cena mundial a partir do século XVI, especialmente após o início do colonialismo. Entre os séculos XVI e XX, as nações europeias controlaram em vários momentos as Américas, a maior parte da África, a Oceânia e grande parte da Ásia. Ambas as guerras mundiais foram em grande parte centradas na Europa, sendo considerado como o principal factor para um declínio do domínio Europa Ocidental na política e economia mundial a partir de meados do século XX, com os Estados Unidos e a União Soviética ganhando maior protagonismo.6 Durante a Guerra Fria, a Europa estava dividida ao longo do Cortina de Ferro entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a oeste, e o Pacto de Varsóvia, a leste. A vontade de evitar outra guerra acelerou o processo de integração europeia e levou à formação do Conselho Europeu e da União Europeia na Europa Ocidental, os quais, desde a queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética em 1991, têm vindo a expandir-se para o leste

Fonte da informação aqui descrita: WIKIPÉDIA

terça-feira, 7 de maio de 2013

A origem do " Conto do Vigário "



O próprio autor escolheu como titulo para este conto; "Um grande português" Caso não queiram ler o conto, pelo menos, reparem no comentário final de Fernando Pessoa e a escolha dos adjectivos que, para ele, descrevem melhor um vigarista.  


                                                             Um grande português

"Vivia há já não poucos anos, algures, num concelho do Ribatejo, um pequeno lavrador, e negociante de gado, chamado Manuel Peres Vigário.

Da sua qualidade, como diriam os psicólogos práticos, falará o bastante a circunstância que dá princípio a esta narrativa. Chegou uma vez ao pé dele certo fabricante ilegal de notas falsas, e disse-lhe: «Sr. Vigário, tenho aqui umas notazinhas de cem mil réis que me falta passar. O senhor quer? Largo-lhas por vinte mil réis cada uma.»
 «Deixa ver», disse o Vigário; e depois, reparando logo que eram imperfeitíssimas, rejeitou-as: «Para que quero eu isso?», disse; «isso nem a cegos se passa.»
 O outro, porém, insistiu; Vigário cedeu um pouco regateando; por fim fez-se negócio de vinte notas, a dez mil réis cada uma.
Sucedeu que dali a dias tinha o Vigário que pagar a uns irmãos negociantes de gado como ele a diferença de uma conta, no valor certo de um conto de réis. No primeiro dia da feira, em a qual se deveria efectuar o pagamento, estavam os dois irmãos jantando numa taberna escura da localidade, quando surgiu pela porta, cambaleando de bêbado, o Manuel Peres Vigário.
 Sentou-se à mesa deles, e pediu vinho. Daí a um tempo, depois de vária conversa, pouco inteligível da sua parte, lembrou que tinha que pagar-lhes. E, puxando da carteira, perguntou se, se importavam de receber tudo em notas de cinquenta mil réis. Eles disseram que não, e, como a carteira nesse momento se entreabrisse, o mais vigilante dos dois chamou, com um olhar rápido, a atenção do irmão para as notas, que se via que eram de cem.
Houve então a troca de outro olhar.
O Manuel Peres, com lentidão, contou tremulamente vinte notas, que entregou. Um dos irmãos guardou-as logo, tendo-as visto contar, nem se perdeu em olhar mais para elas. O vigário continuou a conversa, e, várias vezes, pediu e bebeu mais vinho
. Depois, por natural efeito da bebedeira progressiva, disse que queria ter um recibo. Não era uso, mas nenhum dos irmãos fez questão. Ditava ele o recibo, disse, pois queria as coisas todas certas. E ditou o recibo – um recibo de bêbedo, redundante e absurdo: de como em tal dia, a tais horas, na taberna de fulano, e «estando nós a jantar (e por ali fora com toda a prolixidade frouxa do bêbedo...), tinham eles recebido de Manuel Peres Vigário, do lugar de qualquer coisa, em pagamento de não sei quê, a quantia de um conto de réis em notas de cinquenta mil réis. O recibo foi datado, foi selado, foi assinado. O Vigário meteu-o na carteira, demorou-se mais um pouco, bebeu ainda mais vinho, e daí a um tempo foi-se embora.

Quando, no próprio dia ou no outro, houve ocasião de se trocar a primeira nota, o que ia a recebê-la devolveu-a logo, por escarradamente falsa, e o mesmo fez à segunda e à terceira... E os irmãos, olhando então verdadeiramente para as notas, viram que nem a cegos se poderiam passar.
Queixaram-se à polícia, e foi chamado o Manuel Peres, que, ouvindo atónito o caso, ergueu as mãos ao céu em graças da bebedeira providencial que o havia colhido no dia do pagamento. Sem isso, disse, talvez, embora inocente, estivesse perdido.
Se não fosse ela, explicou, nem pediria recibo, nem com certeza o pediria como aquele que tinha, e apresentou, assinado pelos dois irmãos, e que provava bem que tinha feito o pagamento em notas de cinquenta mil réis.
 «E se eu tivesse pago em notas de cem», rematou o Vigário «nem eu estava tão bêbedo que pagasse vinte, como estes senhores dizem que têm, nem muito menos eles, que são homens honrados, mas receberiam.» E, como era de justiça foi mandado em paz.
O caso, porém, não pôde ficar secreto; pouco a pouco se espalhou. E a história do «conto de réis do Manuel Vigário» passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem.

Os imperfeitíssimos imitadores, pessoais como políticos, do mestre ribatejano nunca chegaram, que eu saiba, a qualquer simulacro digno do estratagema exemplar. Por isso é com ternura que relembro o feito deste grande português, e me figuro, em devaneio, que, se há um céu para os hábeis, como constou que o havia para os bons, ali lhe não deve ter faltado o acolhimento dos próprios grandes mestres da Realidade – nem um leve brilho de olhos de Macchiavelli ou Guicciardini, nem um sorriso momentâneo de George Savile, Marquês de Halifax.

Contado por Fernando Pessoa.
(publicado pela primeira vez no diário Sol, Lisboa, ano I, nº 1, de 30/10/1926, com o título de «Um Grande Português». Foi publicado depois no Notícias Ilustrado, 2ª série, Lisboa, 18/08/1929, com o título de «A Origem do Conto do Vigário»


MAIO HÁ 155 ANOS




Na luz crescente de Maio he bom tempo para alimpar os açafrões, e crestar as colmeas, a ajuntar as cabras com os machos. He tempo disposto para plantar as pevides azedas, e se são novas pegão melhor que as velhas: Póde-se plantar todo o genero de hortaliça, e enxertar de escudo pessegueiros damasqueiros, amendoeiras, cidreiras, e laranjeiras.
 No minguante de Maio he admiravel tempo para cozer os ladrilhos, e telhas, e outras cousas, que se fazem de barro, porque feitas, e cozidas neste tempo ficão singulares. Agora convém lavrar os campos, que se hão de semear pelo Outono, se fôr terra fria, e se podem castrar os bezerros, porcos e cordeiros. Finalmente; qualquer danno, e mal nos braços he perigoso neste mez, e muito mais se se curarem com ferro.
Se neste mez se ouvirem os primeiros trovões, ( entende-se do anno ) significa abundancia de agoas, e falta de aves, porém quantidade de pão, e legumes no Reino em que se ouvirem.

LUNARIO. 1858

domingo, 5 de maio de 2013

MÃE

Hoje é o dia da nossa Mãe

                      

                                             OUVE DENTRO DE TI 
                                OS SONS DA TERRA
                                    A CHORAR


 Thich Nhat Hanh

 Mestre Zen.  Vietnamita

sábado, 4 de maio de 2013

DAS IDADES DO HOMEM

     

Abri ao acaso uma página de um velho livro o " Lunário Perpétuo " datado de 1858 e achei deveras curiosa a referência à idade do homem e, por suposto, da mulher claro, pelo que gostaria de compartilhar aqui essa análise feita pelos  nossos antepassados. Omito a grafia original para comodidade de leitura.
Comento apenas o facto de nesses tempos idos estar na terceira idade era uma alegria, decerto!                              

                                               DAS IDADES DO HOMEM


 "   As idades do homem ( conforme Galeno ) são cinco. Puericia,  Adolescência, Juventude, Virilidade e Senitude. Esta variedade de idades nasce da mudança de uma qualidade noutra, deixando a certo tempo e anos um temperamento e adquirido outro muito diferente.
  A primeira idade chama-se Infância, ou Puericia, cuja qualidade é quente e húmida, a qual dura desde o nascimento até aos 14 anos.
 A segunda idade chama-se Adolescência, cuja qualidade é quente e seca e dura desde os 14 anos até aos 25.
 A terceira idade chama-se Juventude, ou Mocidade a qual é muito temperada ao princípio e dura desde os 25 até aos 40.
 A quarta idade chama-se Virilidade constante, cuja qualidade é algo um tanto fria e seca. Dura desde os 40 aos 55.
 A quinta idade chama-se Senitude ou Velhice cuja qualidade é fria e seca excessivamente e dura desde os 56 anos até ao fim da vida.