segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Veremos...

Veremos como manter equilibradas as contas entre o ter e o haver dado ser mais do que certa uma nova investida do inimigo comum. Nada de anormal nestes tempos de penúria financeira de toda a nossa Pátria, despojada de homens decentes que a sirvam visto o ùnico objectivo de todos os que ao seu leme, por nós lá colocados, tem sido servir-se Dela e não servi-La. Nada a fazer portanto. Eu por mim sinto ser chegada a hora de ir dormir.Gostaria de acordar como há 37 anos com as notícias de que um grupo de " descontentes " decidira alterar o rumo da nau. Infelizmente não acredito em milagres.  Veremos...

sábado, 17 de setembro de 2011

Cascais - Vila da Corte.



Ali... Em frente à praia do peixe ou dos pescadores temos a figura de Sua Magestade El Rei D. Luiz.
Sua Magestede El-Rei D. Luiz I.    Foto: Zé Pinto Lopes
Sentidas palavras.   Foto: Zé Pinto Lopes
Em 1870, quando o Rei D. Luiz e toda a Família Real decidem escolher esta Vila para local de veraneio, e residência oficial, Cascais atinge o auge da sua notoriedade.







No palácio dos governadores, na Cidadela, realizam-se algumas obras ( poucas ). É de facto o despertar de uma nova era. Da quase desconhecida praia de pescadores surgiria, em breve, a praia aristocrática, ponto obrigatório de reunião das melhores famílias portuguesas.
   Todos os anos, no alvorecer do Outono, a Vila anima-se com a presença do Chefe do Estado e da corte...dos primeiros turistas nacionais. Pouco a pouco, Cascais foi-se embelezando com a construção de luxuosas moradias. Aqui se radicaram alguns dos nobres de então.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um Patriota.

Herói Cascalense. ( Foto Zé Pinto Lopes )
D. Diogo de Menezes em frente à antiga Fortaleza. ( Foto Zé Pinto Lopes )
 ...A crise portuguesa de 1579 teve larga repercussão na Vila de Cascais, cujo trágico desfecho sofreu como poucas terras do País. Foi teatro da primeira investida castelhana no seu " assalto " a Lisboa para conquista da terra portuguesa, cujo direito, por morte do cardeal D. Henrique, Filipe II de Castela, arrogara.
Vencido após um acto de traição ( Foto Zé Pinto Lopes )
 Página sombria da história de Cascais, ...mas que  bem demonstra a intrepidez e a nobreza de carácter de quem esta Vila não mais poderá esquecer: D. Diogo de Menezes.
   Entregue a guarda de Cascais à sua reconhecida energia e lealdade para com o Prior do Crato, foi, porém, vencido pelo duque de Alba, após um desembarque ardiloso.
   A recusa formal de D. Diogo de Menezes e do alcaide Henrique Pereira em entregarem a Vila e a Fortaleza valeu-lhes o patíbulo e a forca.
   Bem ficaram merecendo desta heróica Vila estes dois valorosos portugueses. Que Cascais o reconheça...*
*Monografia de Cascais.

sábado, 10 de setembro de 2011

Um dia de nordeste e...

Setembro. Este mês é aquele em que os nossos campos são animados pela presença de inúmeras aves migratórias em sua maioria pequenos insectivoros que da Europa do norte demandam as regiões de África em busca de sustento que com os rigores do Inverno europeu seria de todo impossível aqui encontrar. Assim para mim é uma altura do ano em que melhor posso observar toda a beleza desse maravilhoso mundo em movimento.

As rotas migratórias
                                                    
Em tempos idos aqui na região de Cascais mais própriamente junto ao Farol da Guia logo que os primeiros " nordestes " de Setembro sopravam surgiam rolas em bandos de centenas e até milhares na sua rota migratória para África. Acompanhavam-nas largos milhares de pequenas aves que enchiam os campos com a sua alegre presença. Ainda assisti a isto em dias na minha meninice que revejo, saudoso, nos " arquivos " da memória.
   Hoje tudo acabou, fruto do progresso no que   a iluminação,  por exemplo, inviabilizou a orientação das aves pois é um dado adquirido que na sua maioria as grandes movimentações efectuam-se de noite. A agricultura é diferente também nas regiões de nidificação da rola comum sendo poucas as que pela Península criam em relação ao passado. O clima parece algo alterado e enfim um vasto rol de situações que todos sabemos tornaram o momento presente um local sem interesse que não seja o de perturbar a ordem natural.

Eram bandos de centenas e até milhares sobre a região de Cascais.
                                                  
                                                                  

A minha vizinha

Sem receio  ( Foto  Zé Pinto Lopes )

A rolinha. ( Foto Zé Pinto Lopes )
Eis um local de repouso como qualquer outro. Assinalo, no entanto, o facto curioso de na ocasião o termómetro registar 31º,  cerca das treze horas dessa Quinta feira oito de Setembro. De uma coisa a rolinha está segura desfruta uma boa paisagem sem medos. E, modéstia à parte de um vizinho amigo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Profetas da Desgraça.??? É Hoje.


        Representação gráfica simulando a possível trajectória do asteróide YU 55 entre 8 e 9 de Novembro.

  Segundo os jornais " The Sun " e a  " N.A. S.A." ou seja a tão « querida »  Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica, um calhau, rocha, pedra,detrito, gelo em suma: um asteróide descoberto por um cientista do " Programa de Observação Espacial " situado perto de Tucson, Arizona, E.U.A. encontra-se em rota de colisão com a nossa casa comum, mas tranquilizemo-nos tal não sucederá dentro dos próximos cem anos. A não ser que...Bem o YU 55 vai fazer-nos uma  " rasante " ou como eles, astrónomos afirmam vai ser por   " Um cabelo ". Este Rochedo do espaço ou  lá o que queiramos chamar-lhe tem 400 metros de diâmetro e pesa segundo os cálculos ;  55 Milhões de Toneladas. Daí o YU 55.
   Até ver é considerado o maior objecto a chegar perto cá da nossa casinha, a bem amada Terra. Apesar de orbitar o Sol de 14 em 14 meses só agora o sujeitinho decide aproximar-se a apenas 324 mil kilómetros ou seja, bem mais perto do que a distância da Terra à Lua que é de , neste caso, apenas 384 mil kilómetros. Uma distância preocupante ou não ? O tal " fio de cabelo ".
   Especulando um pouco. Caso atinja cá a nossa pacata Terra vamos desta para melhor pois o impacto equivaleria ao deflagrar simultâneo de cerca de 65 mil bombas atómicas, abriria uma cratera  de aí uns 10 Kilómetros de largura por uns meros 600 metros de fundo. Podemos especular o que sucederia se o impacto fosse em terra ou no mar.Eu tenho a minha ideia e não imagino que fiquemos muitos para contar.
   Porém como aqueles rapazes lá dos States dizem para estarmos nas calmas assim farei. No entanto segundo li a N.A.S.A. lá vai dando uns sinais de alerta para alguns dos seus conterrâneos simulando emergências e formas de actuar dentro dessas eventualidades. Exercícios preventivos e de rotina, segundo dizem.
                                                                
   Coisa estranha ? Ou não !!! Indicia algo sério este comportamento ou será impressão cá do simples mortal? Creio que se os cientistas alertassem para aquela trágica eventualidade seria o correr desenfreado a tudo o que fosse alimentos, medicamentos e afins. O fim do Mundo antecipado. E se depois fosse falso alarme. Estão a ver as cabeças a rolar, não estão!
  Bom vou aguardar e pensar como os Gauleses    " Só espero que o céu não me caia em cima da cabeça. Mas amanhã não será a véspera desse dia. "


Astérix , Óbelix e Ideiafix . Falto eu a fugir do céu em queda.
            * Recuperei esta minha postagem de há dois meses por ser hoje o " tal " dia.
               Não vai haver problema algum.O viajante do espaço não nos incomodará. 

Decidi , hoje, 11 de Novembro repor esta " mensagem " no seu local original.                                             
                                 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Serra de Sintra . O grande incêndio de 1966.

O primeiro relato ( Jornal " O SÉCULO ) de 7 /9 / 66.. ( Foto: Zé pinto Lopes )
Imagine-se o que por ali ardia!    ( Foto: Zé pinto Lopes )
Fez ontem ( 6 / 9 / 66. ) que teve inicio uma das maiores tragédias ocorridas , aqui, na região. Passam quarenta e cinco anos sobre o grande incêndio na Serra de Sintra. Guardo na minha memória, como fotografias nítidas, alguns pedaços desses dias em que o fogo se apoderou da minha serra, levando com ele desde vidas humanas a muitas outras vidas. Vasculhei as minhas recordações de criança, pois tinha doze anos, apresentando  aqui o que recortei nessa ocasião do jornal O Século.


25 militares morreram num inferno de chamas.     ( Foto: Zé Pinto Lopes )



1966. O Setembro que não se deve esquecer.  ( Foto : Zé Pinto lopes )

A hora.  Eram 4' 40 da madrugada de 7 de Setembro.??  Não ! Na realidade eram 16 ' e 40" .( Foto: Zé Pinto Lopes )
Uma palavra : luto ( Foto: Zé Pinto Lopes )
relato dramático.    ( Foto: Zé Pinto Lopes )
Um só destino; na vida e na morte.    ( Foto: Zé Pinto Lopes )
Descansem em paz.   ( Foto: Zé Pinto Lopes )

O maior fogo que há memória em Sintra.   ( Foto: Zé Pinto Lopes )
 Assim se recordou aquilo que os militares do R.A.A.F.. todos os anos consideram ponto de honra. Homenagear no local os seus Heróis, Assim tem sido ao longo destes anos.

Nas fotografias de baixo vemos recordada a memória daqueles infelizes. Pela minha parte muito mais tinha para dizer e publicar. De momento, fico-me por estes " retalhos ".

Perto do local.     ( Foto: Zé Pinto Lopes )
Aqui tentaram salvar a vida. Pereceram cerca de 40 metros acima.              ( Foto: Zé Pinto Lopes )
Certamente, tal como hoje, a porta estaria selada. Havendo fogo na serra nem uma destas portas deveria estar trancada. ( Foto: Zé Pinto Lopes )    



Não morreram em vão. A serra hoje.   ( Foto: Zé Pinto Lopes )
                                                              
Serra e Malveira.   ( Foto Zé Pinto Lopes )

Serra de Sintra vista de entre Birre e Areia ( Selão ) ( Foto: Zé Pinto Lopes)
 A serra de Sintra no dia 9 de Setembro
Entre a Areia e S. Gabriel ou , Mato Romão.  ( Foto: Zé pinto lopes)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A fonte de chafurdo

Há muitos e muitos anos atrás dizia-me meu Pai " Zé vamos apanhar erva para os coelhos "; eu garoto de oito ou nove anos lá ia todo contente pois a dita erva, a que os coelhos mais apreciavam, estava " fora de portas " ou seja ali para os lados da fonte do Cobre. Uma vez por aqueles lados ( parece que estou a vê-la ) lá estavam à sua volta os vestígios da sua utilização recorrente. Tinha água e asseio. Ali por perto muitos e variados motivos paisagísticos haverá para falar. Fica para outra ocasião. Vejam como está a fonte hoje nas fotografias anexas.




Fonte de chafurdo.   * 1

Ruinas do património da minha aldeia  * 2
Fonte de Chafurdo;    Fonte em que se retira a água com a própria vazilha.
Esperando a  "usual  terraplanagem "   * 3
                                                                   

Ao recordar-me dela lá fui em sua demanda interrogando-me se a acharia. Achei-a sim mas no meio de denso matagal. Mais um exemplo da história  rural deste meu Cobre que apenas vive na memória de alguns que, como eu, amaram aquele cantinho onde foram felizes e dele tentam encontrar as raízes.

O Fim.
        * * *  -   Fotos de Zé Pinto Lopes                                                               

sábado, 3 de setembro de 2011

A resposta do ouriço.

                                              

                                                                                       Não pode por má cara ao inimigo,
                                                                                       mostrando-lhe os cornos;
                                                                                       não os tem.
                                                                                       Nem sequer morder-lhe:
                                                                                       tem dentes
                                                                                       pacíficos, herbívoros.
                                                                                       Carece de aguilhões, de substâncias
                                                                                        para inocular: o corpo
                                                                                        não lhe produz venenos.

                                                                        
                                                                             Nem pode refugiar-se na manada:
                                                                             vive com a família apenas, cuida dela.
                                                                             Nem sequer a fuga lhe é possível:
                                                                             mau corredor, lentíssimo, pesadão,
                                                                             apanham-no num momento.
                                                                                                 
                                                                             Por isso, se se sente
                                                                             atacado, o ouriço enovela-se
                                                                             e arvora as púas.
                                                                             É a sua única defesa.


                                                                             Pois ainda há quem o acuse
                                                                             de agressivo. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Quinta do Castelo das Rosas.




Ali, na periferia daquilo a que convencionamos classificar do centro da vila encontra-mos esta estranha edificação. Do exterior podemos observar a sua arquitectura arrojada e deveras singular. Não sei nada de qual a razão da sua edificação, da sua história ou sequer de quem foi o, ou os autores, apenas sei que existe desde que me conheço. Pesquisei vários livros e registos Cascalenses e...nada.
                                       
Quinta do Castelo das Rosas * 1
                                          
Deixo duas  fotos do portal de entrada convicto que muito mais haveria a registar porém, de momento, é o que consegui. Será que haveria algum motivo iniciático para a edificação desta Quinta do Castelo das Rosas? Será uma esquecida " Quinta da Regaleira " Cascalense mas sem poço iniciático ? Ou será que haverá também esse detalhe ?
   Como digo. Demasiadas perguntas para tão poucas certezas. Um dia voltarei ao tema!

O tempo começa a marcar o seu registo inexoravelmente. * 2
                                                                 
     * 1 e 2 : Fotos de Zé Pinto Lopes                 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro

   Eis-nos em Setembro.

                                                     Setembro molhado, figo estragado.
                                                 Chuvas verdadeiras, em Setembro as primeiras.

Setembro na baía de Cascais * 1
                                                        
                                
                                               Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.
                                              Setembro ou seca fontes ou leva açudes e pontes.
 * Fotografia de Zé Pinto Lopes.