domingo, 20 de outubro de 2019

CORO CHRISTUS ENSEMBLE ontem na Igreja do bairro.


Foto . J.PL.
 CORO CHRISTUS ENSEMBLE

CONCERTO DE MÚSICA SACRA
IGREJA DE SANT'ANA

Decorreu ontem, ao fim da tarde, na Igreja do Bairro Santana, bairro este situado na periferia de Cascais, um Concerto de música Sacra.

Foto. J.P.L.
 Temas 

Look at the world - John Rutter

In your arms - Tore W. Ass

Down to the river to pray - Ken Medema

Draw me close - Kelly Carpenter

We lift our hands - Tore W. Ass

Breathe - Marie Barnett

Avé Maria - Giullo Caccini

Thousand storms - Heather Sorenson

10.000 Reasons ( Bless the Lord ) - Matt redman

You Raise me up - Brenda Graham

Foto. J.P.l.

   Novidade para alguns, não tanto para outros, poder-se à dizer que o evento atraiu ao local algumas dezenas de atentos espectadores e espectadoras, que, a avaliar pelo resultado final, não deram o seu tempo por mal empregue, como aliás era de esperar.
   As opiniões eram, duma maneira geral ou até direi na totalidade, favoráveis e, também, as pessoas manifestavam-se  já saudosas de uma próxima oportunidade.

Foto. J.P.L.


Igreja Santana ES-09.jpg
Igreja de Santana                                               Foto. AtelierRap




sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Telejornal. Sessenta anos a informar.



Telejornal. Há 60 anos a dar notícias aos portugueses

O Telejornal fez a sua estreia faz esta sexta-feira 60 anos exatos. E o primeiro pivô era um jornalista

A emissão desta sexta-feira  do Telejornal é festa:

 o formato noticioso cumpre 60 anos com uma emissão especial entre as 20:00 e as 22:00, conduzida por José Rodrigues dos Santos e João Adelino Faria. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa é um dos convidados. 

O Telejornal é, segundo a estação pública, a principal marca da empresa depois da própria RTP. Nasceu a 18 de ​​​outubro de 1959. Esta é a sua história:

- Quase três anos depois da primeira emissão experimental, em setembro de 1956, e do início das emissões regulares a 7 de março de 1957, começava o Telejornal.
 Foi a 18 de outubro de 1959 e os apresentadores foram Mário Pires, do Diário de Notícias, e Alberto Lopes, de O Século. Era uma novidade. Pela primeira vez, o espaço noticioso era conduzido por dois jornalistas profissionais.

- O primeiro de todos os Telejornal, ainda a preto e branco, tinha duas edições diárias: uma de meia hora e outra de 10 minutos no final da emissão, por volta das 23:30.

- O nome do Telejornal, que se mantém e nunca mudou ao longo de 60 anos, foi inspirado no Telegiornale da televisão italiana, como lembrou ao DN Vasco Hogan Teves, chefe de redação da RTP em 1957, por ocasião dos 50 anos da emissão.

- Porém, a novidade de ter dois jornalistas na condução do espaço informativo não foi bem acolhida.

Pouco tempo depois, eram substituídos por locutores do quadro da RTP como Fernando Balsinha (1948-2003) e José Fialho Gouveia (1935-2004), que, em última hora, deram a conhecer as movimentações dos militares no 25 de abril e a rendição do governo de Marcelo Caetano que entregou o comando ao Movimento das Forças Armadas. "A partir deste momento, o Movimento das Forças Armadas controla totalmente a rede emissora da Rádio Televisão Portuguesa", informou Balsinha.


A Informação que, em 1969, e não considerando o desporto, emitiu 421 h. de programas (total do ano: 3 166 h. 35 m.), indo o destaque, naturalmente, para o Telejornal que se viu enriquecido – e já era tempo que isso sucedesse! – com o serviço de troca de notícias da Eurovisão (conhecido sob a sigla EVN) que é, nem mais, uma bolsa informativa constituída no âmbito da UER e para a qual convergem com as suas contribuições (na forma de reportagem-actualidade) os organismos membros activos e associados, incluindo agências noticiosas especializadas.

Quer isto dizer que, a partir da segunda quinzena de Junho,27 o Telejornal passou a dispor das imagens precisas para dar o indispensável suporte visual aos acontecimentos do dia-a-dia no estrangeiro com maior actualidade e melhor teor documental.

 Até aí, essa “ilustração” dependia dos filmes enviados pelas agências e que se recebiam por via área; ou, na sua ausência, por imagens fixas, geralmente telefotos, para o que a Redacção dispunha de equipamento de recepção apropriado.
 Com a troca diária de notícias via Eurovisão ao seu alcance, o Telejornal da RTP conseguiu um considerável ganho de tempo em relação aos acontecimentos.

 As imagens recebidas a determinadas horas do dia (precedidas de uma conferência telefónica com o coordenador UER, em Genebra) eram gravadas em vídeo e neste trabalhadas para emissão.


Acontecimentos no cenário europeu tinham imagens certas no próprio dia em que ocorriam. Algumas vezes, também as enviadas do continente americano chegavam a boas horas, após serem recepcionadas em Londres e só depois injectadas na rede da Eurovisão.

 Com a abertura de uma delegação da UER em Nova Iorque obtiveram-se ainda melhores resultados. O material proveniente da troca de notícias tornou-se pois, um elemento imprescindível nos alinhamentos do Telejornal.
E, graças à presença da nossa Televisão nesse serviço da Eurovisão, passou a RTP a ter novas possibilidades de colocar extra-fronteiras assuntos que, embora de âmbito nacional, podiam merecer a atenção dos serviços noticiosos das suas congéneres estrangeiras.
 Bom exemplo dessas possibilidades foi o facto de, no ano de 1969, a RTP ter enviado para a rede da Eurovisão (para visionamento de milhões de espectadores de, praticamente, todos os países que a integravam) quase tantos assuntos-imagens como os que, nos 5 anos anteriores, foram, por métodos menos rápidos e precisos, divulgados no estrangeiro.

Edições normais e especiais do Telejornal (bem como largos espaços em rubricas de informação não diária, como “TV 7” e “Em Foco”) dedicaram especial atenção à primeira visita de um chefe do Governo Português ao Ultramar (Guiné, Angola e Moçambique), trabalho de que se ocupou uma equipa de enviados especiais constituída por: Carlos de Melo, subchefe da Redacção; Adriano Cerqueira, redactor; José Manuel Tudela e Sebastião Pinheiro, operadores de imagem; João Lourenço, operador de som; e João Mendes, assistente. João Terramoto, correspondente da RTP em Moçambique, colaborou, também, nas reportagens.

 Uma outra equipa da RTP, com o realizador José Elyseu e o operador de câmara Silva Campos, produziu alguns serviços especiais ainda relacionados com a presença do prof. dr. Marcello Caetano em África. Mais tarde, uma nova visita do Presidente do Conselho, dessa feita ao Brasil, foi reportada por novos enviados especiais: Horácio Caio, redactor-chefe; António Ribeiro Soares, redactor; Henrique Mendes, locutor; Pozal Domingues, Artur Moura e João Rocha, operadores de imagem; João Lourenço, operador de som; e Sebastião Fernandes, assistente.

Por ocasião das eleições para deputados à Assembleia Nacional, em Outubro, a RTP projectou e consolidou uma transmissão que fez frequentes apelos a intervenções em directo (efectuadas a partir de um centro coordenador de operações, instalado na sala de redacção da secretaria de Estado da Informação e Turismo) e a sucessivas conexões Lumiar - exterior - Lumiar.

 Houve, ainda, que desdobrar a Redacção do Telejornal para que se desempenhasse das missões confiadas nas duas frentes. Também equipas de reportagem actuaram em todas as capitais de distrito do Continente, de modo a que o espectador interessado pudesse seguir o acto eleitoral.

Pela primeira vez, e com regularidade, começaram a ser utilizadas locutoras na apresentação do Telejornal.
 Já algumas vezes se havia recorrido a vozes femininas para leituras “off” mas, raríssimas vezes, para intervenções “in”.
 E embora os locutores mais antigos, e experimentados, continuassem a ser as presenças mais frequentes para a leitura das notícias, registe-se que dois novos começaram a ser chamados a intervir nessa área: Raúl Durão e José Côrte-Real.


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Com o surgimento do cinema, a iniciativa para filmar notas de tipo informativo ficou latente, de tal modo que o primeiro filme produzido foi a saída dos operários de uma fábrica, mostrando-se assim as capacidades informativas do cinema como meio.

De tal modo, uma vez estabelecido tecnicamente, o cinema foi transmissor de notícias. As primeiras companhias cinematográficas estabeleceram diversos equipamentos para a confecção de noticiários em filme (cinejornais), que têm como característica a periodicidade e a multiplicidade - em alguns casos - para "localizar" (tornar local) a informação, oferecendo conteúdos de interesse para zonas específicas e sobretudo no idioma de cada população.

Com a chegada da televisão e o final da II Guerra Mundial, os noticiários de cinema foram gradualmente perdendo relevância. A televisão prometia imediatismo em vários sentidos: a notícia em um momento mais próximo e a localização em casa.

O primeiro evento televisivo noticioso foi no mês de agosto de 1928, nos Estados Unidos. A emissora WGY transmitiu simultaneamente em rádio e TV (WGY, 2XAF e 2XAD) o senhor Al Smith, pré-candidato à presidência pelo Partido Democrata, aceitando a indicação oficial. Foi o primeiro sinal ao vivo (em directo) e o primeiro evento de notícias.

Nas origens, o jornalismo de televisão copiou o formato do rádio. As primeiras notícias eram lidas diante da câmera, mas logo se notou a importância do apresentador, que demonstrava o jornalismo através de sua aparência, de sua expressão facial e de sua entonação. Algum tempo depois, surgiram as imagens que, no início não possuiam som. Mais tarde, os filmes passaram a ser sonoros, com a utilização de uma câmara-gravadora. Logo depois, surgiu o video-teipe e a transmissão de imagens via satélite, o que acelerou o ritmo das transmissões.

O telejornalismo no Brasil surgiu nos anos 50 com a TV Tupi, que entra no ar com o papel exclusivo de apresentadora de espetáculos. Mais tarde, Heron Domingues, o Repórter Esso do radiojornalismo, transforma-se numa das maiores expressões do telejornalismo nascente. Sem explorar imagens, o que fazia era rádio na televisão. Até o início da década de 60, não existiam redatores e locutores no universo da TV. Sem as imagens, sem redação própria e sem o recurso de câmeras, os telejornais apostavam tudo no locutor. Alguns anos depois, alguns telejornais adotaram novos formatos que duram até hoje, como por exemplo o Jornal Nacional e Jornal do SBT.

18 - 10 -  2019

Fontes: Hemeroteca Portuguesa
             Wikipédia.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

No Palácio de Monserrate inaugura-se 1ª Centro de Interpretação da Natureza.

Primeiro Centro de Interpretação da Natureza da Serra de Sintra abre quinta feira 17 de Outubro 

É o primeiro no parque na região e vai ser inaugurado com várias visitas dos mais pequenos. Lá dentro há viveiros, materiais didáticos e ferramentas digitais para ver como era a área noutro tempo.




Para acolher o novo centro foram necessárias obras de requalificação no antigo ateliê de pintura de Francis Cook

O primeiro Centro de Interpretação da Natureza na serra de Sintra, distrito de Lisboa, vai ser inaugurado na quinta-feira, às 10h30, para permitir aos seus visitantes recuar na História e ver a evolução da região.“Através de ferramentas digitais e materiais didáticos, será possível recuar milhões de anos, embarcando numa viagem que atravessa os períodos mais marcantes da História da região”, referiu, numa nota, a empresa pública Parques de Sintra — Monte da Lua.

A viagem ao passado começa com a formação da serra de Sintra e termina nos dias de hoje, “com uma paisagem única, integrada no Parque Natural de Sintra-Cascais”.

 O centro situa-se no Parque de Monserrate e é dirigido essencialmente a escolas e a famílias com crianças, entre os 6 e os 12 anos. Durante todo o dia da inauguração, este novo projeto vai ser visitado “por várias escolas do concelho”. “O objetivo é promover o contacto com a natureza, a sensibilização ambiental e o conhecimento sobre a fauna e a flora presentes nos ecossistemas únicos que caracterizam esta região”, informou a empresa.

O centro tem também um aquaterrário (tipo de viveiro) que “recria um ecossistema ribeirinho do Parque Natural”, onde as crianças podem explorar e descobrir “espécies aquáticas endémicas e ameaças, como a boga portuguesa”.

 Os visitantes podem ainda observar “um modelo de um carvalho-português, decomposto em raiz, tronco e copa, que explica a biologia da árvore”.

Para acolher o novo centro foram necessárias obras de requalificação globais no edifício que era o ateliê de pintura de Francis Cook, bisneto do primeiro visconde de Monserrate, datado de 1920.
O centro vai estar aberto todos os dias e os preços individuais variam entre os cinco euros (programa escolas) e os oitos euros (programa famílias).

Imagem. Internet
LUSA. Texto: António Pedro Santos em 16 -10 - 2019 

17 - 10 -  2019

Pinhal de Leiria. Foi assim há 101 anos.

Há 101 anos, um grande incêndio consumiu o Pinhal de Leiria. Foi assim

Em 1916, 150 hectares de pinhal arderam em Leiria e levantaram dúvidas sobre as políticas de proteção da floresta. Cento e um anos depois, tudo parece repetir-se. Na época, foi assim que aconteceu.


  • Em 1916, Portugal tinha uma luta em mãos: o país, especialmente a região centro, estava constantemente a ser fustigada por incêndios de grandes dimensões.
     Acácio de Paiva — poeta e jornalista leiriense que também contribuía para jornais como o “Diário de Notícias” e “O Mensageiro” — dizia que “os repetidos incêndios no pinhal de Leiria, a maior e melhor mata do Estado, constituindo uma verdadeira riqueza natural, tem chamado a atenção de toda a imprensa, que reclama, com os habitantes da região, providências urgentes dos poderes públicos”.
     E depois opinava: “Estes ouviram as reclamações, mas triste foi que se tivessem de formular, porque remediar vale muito menos do que prevenir.
    .
    As perguntas que Acácio de Paiva assinava numa crónica da Ilustração Portuguesa eram muito semelhantes às que hoje ainda se formulam: “Serão [os planos para diminuir os incêndios] ao menos eficazes? 
     Conseguir-se-á uma vigilância suficiente e permanente? Não se voltará, passada a impressão da catástrofe, à indiferença do costume?
      Será necessário fundar uma Sociedade dos Amigos do Pinhal de Leiria, como se fundou a dos Amigos do Jardim Zoológicos, a dos Amigos do Castelo de Leiria, a dos Amigos da Amadora, etc., e todas elas mais cuidadosas do que as repartições cujo fim é, precisamente, a defesa do património geral?”

    A revolta de Acácio Paiva tinha raízes num incêndio que consumiu grande parte do Pinhal d’El Rei, mandado construir por D. Afonso III e aperfeiçoado por D. Dinis, no início de setembro daquele ano.
     O mesmo que este domingo ( 15 de Outubro de 2017 )foi ameaçado pelas chamas, obrigando a evacuar aldeias e vilas no distrito de Leiria. 

    A 4 de Setembro de 1916 na Ilustração Portuguesa suplemento que acompanhava o jornal “O Século”, enchia quatro páginas de jornal com um texto assinado por Floreano sobre o que havia acontecido dois dias antes no pinhal da Marinha Grande e de como a população lutou contra o fogo. Pode lê-lo na íntegra aqui em baixo.

    O fogo extinguira-se dois dias antes. Que pena não ter passado por ali naquela ocasião! Devia ser um espetáculo assombroso! Parecia que o chão ainda escaldava debaixo dos pés e que no ar mal de dissipavam os últimos novelos de fumo e de cinzas.

    Trepei ao alto de uma duna fixada e convertida pelo precioso trabalho dos pinheiros num monte sólido e fértil. Era simplesmente desolador! Estendia-se diante de mim, a perder de vista, um trato de muitos hectares de pinhal novo, com as suas ramas torrificadas, mas ainda aderentes pela sua resistência excecional.
     Ao de cima dessa extensa massa carbonizada erguiam-se tristonhos, aqui e além, os pinheiros velhos, de cuja semente haviam nascido os outros. 
     Apesar de uma altura de 20 metros ou mais, as suas comas haviam sido alcançadas pelas labaredas! Mortas e bem mortas, aquelas gigantes sentinelas das dunas! Recordavam as heróicas sentinelas de Pompeia, surpreendidas e incineradas nos seus postos pela lava do Vesúvio, conservadas na mesma forma e na mesma atitude, através de séculos, ao abrigo das abóbadas sob que ficaram sepultadas.
     Desfizeram-se com a primeira lufada de ar fresco que lhes trouxeram as excavações dos arqueólogos. 
    Também os primeiros sopros ásperos de outono hão de reduzir às linhas hirtas e falhadas do seu esqueleto tantos milhares de árvores, há poucas horas ainda tão verdes e orgulhosas do seu porte, se antes disso o machado do lenheiro não fizer desaparecer a obra infame do incendiário.

    Que dor de alma ver tanta floresta destruída numa época tão angustiosamente falha de madeira e de lenha! Aquele crime enormíssimo nem parece ter sido cometido por portugueses contra sua própria terra, contra a sua própria vida e a da sua família; porque, devorado pelo fogo o Pinhal de Leiria, essa majestosa floresta de 25 quilómetros por 9, deixou de ter razão a existência de todos os povos que vivem à sua sombra saudável e hospitaleira.

    E como essa dor se refletia nos olhos e nas palavras de um pobre velho, que ainda hoje é dos primeiros a acudir os fogos do Pinhal, que lhe doem, que o afligem como se da sua casinha em chamas! Não tinha memória de outro em semelhantes circunstâncias.
     Sempre foram 150 hectares, ou seja um milhão e quinhentos mil metros quadrados de pinhal, novo e velho, absolutamente perdidos.
     As chamas rebentaram em três pontos ao mesmo tempo. Tocadas pelo vento e alimentadas pelo mato miúdo e pela caruma seca que cobriam o solo, não tardaram a cruzar-se num grande mar de fogo. Uma coisa sublimemente horrível!

    Buzinas, apitos, toques de sino, gritaria, alvoroçaram as povoações convizinhas, das quais a principal é a vila da Marinha Grande. Nas fábricas, nos campos, em casa não ficou ninguém.
      Todos munidos de enxadas, machados, pás, forquilhas, ancinhos, do primeiro instrumento que topavam à mão, abalaram desordenadamente para atacar o fogo; e centenas de mulheres também se puseram a caminho, com cântaros de água da cabeça para matar a sede aos homens, que devia ser insaciável no meio da faina debaixo daquela torreira.

    Na fúria com que toda a gente se atirava ao fogo não havia visivelmente um plano de ataque, executando a uma voz imperiosa de comando; mas havia uma perícia e uma tática individuais que davam ao conjunto dos esforços uma admirável unidade de ação.
     Abrem-se aceiros, compridos e largos, machadando sem piedade belas árvores para atalhar a marcha galopante do fogo, que as devoraria, a elas e a muitas mais, sendo admirável como essa gente se estendia numa linha rigorosa de combate, sem se estorvar uma à outra.

    Já se sentia o bafão estiolante do fogo, o crepitar do lenho verde abarcado pelas labaredas, o rugir surdo da fornalha rolante, em que esses valentes se podiam ver, de um momento para o outro e irremediavelmente, envolvidos; mas eles continuavam a manejar o machado, com o rosto afogueado, escorrendo em suor e arfando fortemente como os antigos ciclopes na forja abrasadora.
     Outros roçavam o mato e procuravam arredá-lo do caminho do fogo; estes deitavam pás de terra sobre a vegetação miúda para o abafar; aqueles abriam arrifes à enxada tentando atalhar-lhe a marcha de todas as formas possíveis.
     Daqui como se despegavam chamas para ir levar o incêndio muitos metros além, cercando por vezes os homens com tal surpresa que dificilmente saíam ilesos.

    São tão rápidos estes saltos do fogo, tão caprichosas e vivas as voltas que ele dá, que nem aos bichos que vivem acoitados na floresta lhes vale o instinto e a agilidade para escaparem.
      Raposas, coelhos, lebres, cobras, ouriços, texugos, parecem todos tomados de loucura e, na sua fuga, esbarram nos homens, metem-se debaixo das enxadas e dos machados, caem carbonizados dos matagais ardentes! As próprias aves, como as rolas — as pobrezinhas! — nem se desenvecilham num voo alto por entre os pinheiros espessos a tempo de se salvar.
    Também se lhes encontram os restos nas cinzas do imenso braseiro.

    Mas a fase culminante da batalha é o contrafogo. Abre-se um aceiro largo. Lança-se lumo, bem entendido, do lado onde lavra o incêndio. Este novo fogo vai ao encontro do outro.
     Avançam ambos velozes, rosnam cóleras tremendas, chocam-se com estranho estampido e ambos expiram numa explosão medonha, indo as últimas línguas de fogo e rolos de fumo desfazer-se bem alto na atmosfera.

    Segue-se então brusco um silêncio de morte. Se o mar encrespado, bramindo furioso, se estagnasse de súbito num lago dormente, não nos chocaria mais brutal impressão de contraste. Até o vento se acalmou.
     A forte exclamação de vitória, de alívio, saiu uníssona de tantas bocas, sucedeu o arfar surdo do cansaço e o sorvo ansioso de muitos cântaros de água, atirando-se toda essa gente, extenuadíssima, para o chão, onde não andara o lume, e contemplando com os olhos embaciados de água tão hediondo quadro de devastação.

    E o que iria talvez a essa hora, de remorso no espírito dos bárbaros incendiários ao contemplarem, sabe Deus de onde, os horrorosos efeitos da sua obra nefasta? Daí…
    Ou Nero mandasse deitar, ou não, fogo a Roma para deliciar a sua alma negra com os horrores de tão estranho espetáculo; o que é facto é que ele pôs-se, todo enlevado, a entoar ao som da lira um hino ao célebre incêndio de Tróia!”


terça-feira, 15 de outubro de 2019

O ELO MAIS FRACO


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Em 2017 as chamas levaram 86% do Pinhal do Rei. A PJ fala em dois fogos postos, mas há apenas um arguido: uma sexagenária que quis queimar umas silvas no quintal. O julgamento começa dia 17 de outubro
 
 Incêndio em Vieira de Leiria, às 17:00 de 15 de outubro
 
 
As silvas estão lá de novo, viçosas, a trepar o muro inacabado, de tijolo nu, que separa o quintal de Xana do início do Pinhal. A sua casa da Burinhosa, no concelho de Alcobaça, é a última de uma viela estreita. Basta sair da porta metálica azul-turquesa, virar à esquerda e logo os pés pisam areia e o corpo se embrenha na mata nacional.

 Ali foi sinalizado o ponto zero de um dos incêndios florestais (foram dois) que a 15 de outubro de 2017 reduziram a nada 9476 dos 11 mil hectares do Pinhal de Leiria. E a moradora, de 68 anos, foi acusada da autoria da “queimada dos silvados” que esteve na origem da tragédia. “Então eu lá ia pôr em perigo a minha casa? E às seis e tal da manhã? Estava a dormir, foram os vizinhos que me acordaram.
 O fogo entrou-me no terreno, olhe ali os pinheiros chamuscados, podia ter ido tudo. O que lhe conto a si disse-lhes a eles, mas mesmo assim fizeram-me arguida”, explica com desconsolo.

Eles, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria, constroem uma narrativa diferente do que aconteceu há quase dois anos.

 Na acusação, dá-se como certo que Xana “lançou fogo ao mato e silvas existentes num terreno baldio junto à sua residência” e que “sabia que a sua conduta era proibida pela lei penal”.

 Alimentadas pelo furacão “Ophelia”, as chamas mantiveram-se vivas cinco dias e percorreram mais de 50 quilómetros para norte, dali à Figueira da Foz.



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Mas nesta sequência de causa e efeito há um pormenor que tira das costas de Xana o peso da culpa pela destruição do ex-libris florestal.
 A queimada doméstica, realizada às primeiras horas da manhã, foi prontamente apagada por 17 bombeiros mas reacendeu por volta das 14h30 devido às condições atmosféricas anormais (alta temperatura, vento forte, humidade residual).
 E foi ao ressuscitarem que as chamas se tornaram incontroláveis.

 Sendo assim, lê-se na acusação, “não pode o reacendimento ser juridicamente imputado à ação inicial da arguida”. Quando na próxima quinta-feira, dia 17, Xana se sentar no banco dos réus do Tribunal de Alcobaça apenas enfrenta a acusação de um crime de incêndio florestal (a queimada) que atingiu 210 metros quadrados de mato de um baldio e do seu quintal. O resto do dolo ‘é imputado’ à meteorologia.

A sexagenária é a única arguida na investigação à autoria dos incêndios que arrasaram o Pinhal do Rei, levada a cabo pelo departamento de investigação criminal da PJ de Leiria, coordenado então por Gil Carvalho.

Mas houve outra “mão humana” a ajudar à tragédia. Uma segunda frente de fogo nasceu (também um reacendimento) junto à praia da Légua, a dez quilómetros da Burinhosa e com 42 minutos de diferença, e teve também causa dolosa, concluíram.

 O local revelou uma combustão lenta inicial entre duas cavidades e um púcaro de resina “atafulhado com pinhas e caruma”, identificado como um “presumível artefacto incendiário”. Não foi possível, porém, “apurar o ou os autores dos factos” e o inquérito foi arquivado.


MADEIREIROS SOB ESCUTA

Durante o inquérito, a Polícia Judiciária investigou ainda uma dezena de denúncias de potenciais autores e técnicas incendiárias.

 Mas todas caíram por terra, como o objeto encontrado em São Pedro de Moel e divulgado nas redes sociais como um cocktail Molotov e que era afinal uma embalagem metálica de frango de churrasco amachucada; e vários avistamentos de púcaros de resina.

© Tiago Pereira Santos Mais meios e inquirições levou a averiguação da “eventual correlação dos interesses de empresas do ramo de exploração florestal” sedeadas na zona do Pinhal de Leiria.

Os gerentes das firmas em causa foram alvo de escutas e interrogados mas nada se encontrou “de interesse”. Inquiriu-se também o proprietário de um restaurante em cuja cave teria sido realizada uma reunião de madeireiros “com o propósito de combinarem incendiar o pinhal”, como difundido por um canal televisivo, e o próprio desmentiu e mostrou a divisão, que era um armazém atulhado onde nenhuma atividade podia ter lugar.
 A pista foi deixada de lado.

Este foi o primeiro grande inquérito dos incêndios de 15 de outubro de 2017 a ser concluído. E é fácil perceber porquê. Correu isolado por não ter provocado vítimas.

 As ocorrências que causaram mortes — registaram-se 914 fogos e 50 mortes em 40 localidades de 15 concelhos dos distritos de Castelo Branco, de Coimbra, da Guarda e de Viseu — foram reunidas num único processo, que corre ainda nas mãos do DIAP de Coimbra

CORTAR, LIMPAR E REARBORIZAR

Em Leiria, porém, só a procura da culpa foi encerrada. Tudo o resto está ainda longe do fim, mas nitidamente em curso. Dois anos depois do grande incêndio, não se ouvem pássaros na área do pinhal-fantasma, mas em todo o lado soam serras elétricas, trituradoras, tratores e camiões de transporte de lenha.

 Nos 38 quilómetros das vias da mata nacional (ainda encerradas por risco de queda de árvores), o piso desaparece por baixo de cascas de pinheiro e serradura, resquícios dos trabalhos de corte.

 Restam os marcos com os números dos talhões a identificar cemitérios verticais ou coisa nenhuma: 108, 163, 164, 165, 172, 173, 180, 182, 242, 259, 299.

  O Pinhal transformou-se numa manta de retalhos em diferentes estados, e é difícil dizer qual angustia mais: se a desolação da limpeza, quilómetros e quilómetros de cepos negros cortados rente ao chão em talhões vazios onde domina a areia (puxada a vento que se fez mais forte) e vegetação espontânea invasora;
 se os aglomerados de pinheiros bravos queimados, palitos pretos de cima a baixo, que morreram de pé e que uma aragem mais forte faz cair que nem tordos. A rearborização existe mas não tem impacto visual. Veem-se os sulcos certinhos na areia mas não as plantas, que resistem a crescer num terreno escasso em nutrientes.
De acordo com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), até julho tinham sido cortados 3800 hectares de pinheiros, cuja venda rendeu €13,6 milhões, estando ainda por retirar as árvores queimadas de 1800 hectares. A ‘limpeza’ começou pelos exemplares de maior porte, e consequentemente de valor comercial mais elevado, muitos empilhados em forma de triângulos gigantes ao longo das estradas que atravessam o outrora denso pinhal. A de menor valor segue para a indústria dos painéis e da energia.


  Xana, 68 anos, é arguida do fogo do pinhal devido a uma queimada, em Burinhosa, que reacendeu. 

Resultado de imagem para xana arguida
O Elo Mais Fraco. Foto " Jornal Expresso "
  

A rearborização, levada a cabo pelo Estado, município e sociedade civil, abarcou até agora 1089 hectares, o que equivale a mais de um milhão de novas plantas no solo, mas é incerto quantas criaram raízes na nova mata nacional. A mortalidade pode chegar aos 70%.

A cumprirem-se os prazos, a Estratégia de Recuperação do Pinhal do Rei deverá terminar em 2022.

 Mas serão precisos 150 anos para que o Pinhal de Leiria volte a sê-lo. Como era.

MEGA INQUÉRITO PRONTO NO INÍCIO DE 2020

O Ministério Público decidiu juntar os mais mortíferos incêndios de 15 de outubro de 2017 num só megainquérito que se encontra centralizado no DIAP de Coimbra e na diretoria do centro da Polícia Judiciária.
 Assim, os fogos da Lousã, Oliveira do Hospital, Quiaios (Coimbra), Sertã (Castelo Branco), Vouzela (Viseu), Seia e Gouveia (Guarda) têm sido investigados todos em conjunto.
 Várias fontes judiciais garantem que este inquérito está ainda em aberto e coberto pelo segredo de justiça. No entanto, o Expresso apurou que deverá estar pronto no prazo máximo de três meses.

 Ou seja, entre o final deste ano e o início do próximo ano. Até ao momento não há detidos ou qualquer arguido constituído. “Poderá nem haver arguidos entre autarcas, por responsabilidade indireta, ao contrário do que aconteceu com o incêndio de Pedrógão Grande”, confidencia fonte próxima do processo.

Nem todos os incêndios incluídos neste inquérito têm as mesmas características, tornando mais complexa a investigação e mais diversas as futuras acusações. “Cada caso é um caso. E nos fogos de outubro isso é particularmente verdade”, acrescenta a mesma fonte.

Em relação aos incêndios da Guarda, por exemplo, há três inquéritos concluídos com resultados díspares, e posteriormente juntos ao tal megainquérito. Em Vide (Seia), comprovou-se que o fogo que começou na berma de uma estrada, e que matou duas pessoas, foi iniciado com chama direta (isqueiro), mas não se apurou a autoria.

 Outro, em Sandomil (Seia) e que causou dois feridos graves, terá sido acidental. Já no de Folgozinho (Gouveia), que fez uma vítima mortal, “não foram determinadas causas nem suspeitos”, revela fonte da PJ.


 
© Tiago Pereira Santos

15 -10 -2019 

domingo, 13 de outubro de 2019

Feiras das Velharias

Feiras de Velharias na região de Lisboa

Feira de Antiguidades (Amoreiras) Lisboa, Amoreiras Shopping Center de Lisboa
No 2º e 4º fim-de-semana do mês, em redor da escadaria central – Sábado e domingo das 10h00 às 22h00Feira do Alfarrabismo (Amoreiras) Lisboa, Amoreiras Shopping Center de Lisboa
No 1º e 3º fim-de-semana do mês, em redor da escadaria central – Sábado e domingo das 10h00 às 23h00
Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato (Belém)
Lisboa, Jardim Vasco da Gama – R. Vieira Portuense – 1º e 3º Domingo do mês, das 09h00 às 18h00Feira da Ladra, Lisboa
Campo de Santa Clara – Terças-feiras e Sábados, das 06h00 às 18h00
Feira de Alfarrabistas e Coleccionismo do Chiado
Largo do Chiado – Lisboa – Sábado das 09h00 às 18h00
Mercado das Colecções (Mercado da Ribeira)
Mercado da Ribeira – Av. 24 de Julho – Domingo das 09h00 às 13h00 (no 2º Dom do mês até às 18h)
Feira de artesanato, antiguidades e velharias do Príncipe Real
Jardim França Borges – Príncipe Real – 1ª segunda-feira, das 10h00 às 18h00
Feira velharias de Carcavelos
Recinto do Mercado de Carcavelos – último domingo do mêsFeira velharias de Paço d’Arcos
Jardim de Paço d´Arcos – 3º Domingo
Feira de Artesanato e Velharias de Caxias
Jardim Municipal de Caxias (Junto à Estação da CP/REFER – Frente aos Jardins da Mata Real)- 2º domingo das 09h00 às 19h00Feira das velharias de Algés
Jardim Municipal  – último domingo, das 08h00 às 18h00
Feira de velharias do Barreiro
Largo Casal – Barreiro (Junto aos Penicheiros) – 1º sábado, das 09h00 às 17h00Feira de Velharias e Antiguidades, Coleccionismo e Artesanato do Seixal
Praça 1.º de Maio – jardim da avenida marginal – 1º sábado, das 09h00 às 18h00
Feira de Artesanato e Antiguidades de Alhandra – Março a Dezembro
Praça 7 de Março – 2º sábado das 10h00 às 18h00
Encontro Mensal de Coleccionismo, Velharias e Alfarrabismo – Praça de Londres
Praça de Londres – Jardim Central – 2º sábado das 09h00 às 18h00
 
Feiras de Antiguidades e Velharias de Sintra

Feira de S. Pedro de Penaferrim – Largo D. Fernando II – 2º e 4º domingo
Feira de S. João das Lampas – S. João das Lampas – 1º domingo
Feira da Terrugem – Terrugem – 2º sábado
Feira de Montelavar – Montelavar – 1º e 3º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Colares – Av Bombeiros Voluntários, 46 (Colares-Viva) – 2º sábado das 09h00 às 18h00
 
Feiras de Antiguidades e Velharias da região de Leiria

Alcobaça – Em frente ao Mercado Municipal – 3º domingo
Pombal – Jardim Municipal – 3º sábado
Marinha Grande – Praça Stephens- 4º sábado, das 7h00 às 18h00
Vieira de Leiria – Largo da República – 4º domingo, das 7h00 às 18H00
Praia da Vieira – Largo 1º de Maio – 1º sábado, das 7h00 às 18h00
Batalha – Praça M. de Albuquerque – 2º domingo
Porto de Mós – Arcadas da Av. Sá Carneiro – 1ª sexta-feira, das 9h00 às 17h00
Leiria – Praça 5 de Outubro (junto aos jardins do Liz) – 2º sábado, das 9h00 às 18h00
 
Feiras de Velharias do Algarve

Albufeira – Largo 25 de Abril – 3º Sábado
Lagoa – Ferragudo – Centro da Povoação – 2º Domingo
Lagos – Barão de S. João – Centro Cultural (Rua da Mata) – 4º Domingo
Loulé – Almancil – Junto à Escola C+S – 2º e 5º Domingo
Monchique – Largo de S. Sebastião – 4º Domingo
Olhão
1.º Domingo do mês. – Fuzeta – Junto ao Parque de Campismo.
4.º Domingo do mês – Olhão – em frente à Doca de Pesca.
Portimão – Parque de Feiras e Exposições – 1º e 3º Domingo
São Brás de Alportel – Polidesportivo de São Brás de Alportel – 3º Domingo do mês.
Feira de Velharias e Numismática de Vila Real de Santo António – Praça Marquês de Pombal – 2º Sábado, das 10h00 às 18h00
Montegordo – Avenida Infante D. Henrique – 4º Sábado
 
Feiras de Velharias na região do Porto

Feira de Antiguidades e Velharias do Porto
Porto, Praça Francisco Sá Carneiro – 3º sábado de cada mês das 09h00 às 18h00
Mercado Porto Velho (Porto)
Porto, Praça Carlos Alberto (Aos Leões) – de junho a setembro todos os sábados de cada mês das 14h00 às 19h00
Feira da Vandoma antiga Feira dos Aflitos (Porto)
Porto, Passeio das Fontainhas (por baixo da Ponte do Infante) – todos os sábado – das 06h00 às 13h00
Feira das colecções (Porto)
Porto, Praça D. João I – domingos das 09h00 às 13h00
Feira de Velharias do Centro Recreativo da Foz do Douro
Ao Passeio Alegre – Centro Social (Casa do Jardim) – 1º sábado das 10h00 às 18h30
Feira de Velharias da Paróquia de Cedofeita
Parte de baixo da Igreja nova de Cedofeita – 1º sábado
 
Feiras de Antiguidades e Velharias de Sesimbra

Feira de Antiguidades e Velharias Quinta do Conde – Mercado Municipal da Quinta do Conde – 2º Sábado
Feira de Antiguidades e Velharias Sesimbra – Largo da Marinha na Vila de Sesimbra – 3º Domingo
Feira de Antiguidades e Velharias Cabo Espichel – (Abril a Outubro) – Domingo das 10h00 às 18h00
Feira do Disco e do Livro Antigo (Sesimbra), no largo da Marinha – 2º Domingo
 

  
 
 
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Outras Feiras de Antiguidades em Portugal
 
 
Feira de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Pinhal Novo
Topo Sul (Alameda Alexandre Herculano) – 1º domingo do mês entre as 09h00 e as 17h00
Mostra de Antiguidades, Velharias e Colecionismo de Setúbal
Avenida Luisa Todi – 1º, 3º e 5º sábado entre as 08h00 e as 17h00
Feira de Velharias e Antiguidades de Guimarães
Paços do Concelho (Claustros da Câmara) – 1º sábado entre as 08h00 e as 13h00
Feira de Velharias e Antiguidades de Braga
Claustros da Rua do Castelo – 1º domingo entre as 09h00 e as 13h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Viana do Castelo
Jardim D. Fernando (Junto à marina) – 1º sábado entre as 10h00 e as 18h00
Feira de Antiguidades Velharias & Coleccionismo (Torres Novas)
Praça 5 de Outubro,(em caso de mau tempo, muda para as instalações do mercado semanal), em Torres Novas – 4º domingo de cada mês
Feira de Velharias e Antiguidades de Abrantes – Praça Barão da Batalha – 1º sábado das 09h00 às 13h00
Feira Franca Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias (Figueira da Foz)
Figueira da Foz – R. República,131-2º-sala 60 – Sábado das 08h30 às 19h00
Feira das Velharias de Coimbra – Praça do Comércio, em Coimbra – 4º sábado do mês entre as 10h00 e as 19h00
Feira Sem Regras de Coimbra – Convento de Santa Clara a Velha – 1º sábado das 10h00 às 22h00
Feira das Velharias (Aveiro)
Na Pç. Melo Freitas, Pç. do Peixe, Pç. 14 de Julho e R. Tenente Resende – 4º domingo de cada mês, entre as 8h00 e as 18h00
Feira de Trastes e Velharias da Maia
Mercado Municipal Coronel Moreia, Vila do Castelo na Maia – 2º domingo de cada mês das 10h00 às 19h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Santo Tirso – Praça 25 de Abril – 2º sábado
Feira de Velharias de Famalicão
Largo dos Paços do Concelho, Vila Nova de Famalicão – último domingo de cada mês das 09h00 às 18h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Vizela
Praça da República – São Paio Vizela – 2º sábado do mês
Feira de Antiguidades e Velharias de Ponte de Lima
Avenida dos Plátanos – Ponte de Lima – 2º domingo de cada mês das 8h00 às 18h00
Feira de Velharias de Miranda do Corvo – Praça José Falcão – 1º domingo, das 9h00 às 17h00
Mercado de Velharias e Antiguidades (Évora) – Largo Chão das Covas – 2º domingo de cada mês
Feira de Antiguidades e Velharias de Elvas – Centro histórico de Elvas – todas as segundas-feiras
Feira de Antiguidades e Velharias de Estremoz – Centro da cidade – todos os sábados
Feira de Coleccionismo do Funchal – D Regional da Juventude – 1º sábado, das 10h00 às 15h00
Feira de Antiguidades de Alverca do Ribatejo – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Vila Real – Câmara Municipal – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Peniche – Centro da cidade – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Rio Maior – Praça da Républica – 1º sábado
Feira dos Peludos – Feira de Antiguidades e Velharias de Espinho
Espaço entre as ruas 27 e 41 na Avenida 24 ao lado do Pav. Multimeios – 1º domingo, das 09h00 às 18h00
Feira das Velharias de Óbidos – Cruzeiro da Memória – 1º domingo das 08h00 às 19h00
Feira de Antiguidades e Velharias da Lourinhã – Largo D. Lourenço Vicente – 2º sábado
Feira de Velharias em Benavente – em frente à igreja – 4º sábado das 09h00 às 17h00
Entroncamento – Feira de Antiguidades e Coleccionismo, junto ao Pingo Doce – 1º domingoFeira Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias da Cidade de Castelo Branco
Avenida Nuno Álvares, na cidade de Castelo Branco – 3º domingo, das 09h00 às 17h00 (Inverno) das 09h00 às 19h00 (Verão)