segunda-feira, 29 de maio de 2017

O que virá depois ?

Megaestrutura alienígena volta a intrigar a comunidade científica

Chama-se KIC 8462652 e apesar do nome estranho ainda mais o está a ser o seu comportamento observável.

© iStock
Tech Espaço


Se durante as passadas semanas não ouviu falar de uma megaestrutura alienígena que intriga os astrónomos e cientistas, tem andado fora das notícias científicas.

Porém, se até aqui, pela sua ‘excentricidade’ o objeto KIC 8462652 intrigava todos, agora ainda mais, até porque, desde que foi descoberto em 2015, o seu comportamento tem sido cada vez mais estranho.
Durante a passada semana foi noticiado pela imprensa internacional que esta estrela estava a perder luminosidade de forma inexplicável, havendo neste momento várias teorias em cima da mesa, sendo a explicação lógica que, por exemplo, teria de ter um planeta por perto, algo que, até aqui, não foi verificável.

Tem ainda sido sugerido que poderá ter passado um outro tipo de corpo celestial à frente deste objeto, por exemplo, um cometa, mas há também quem defenda, entre a comunidade que investiga este tipo de fenómeno que possa ser uma estrutura não natural, ou seja, extraterrestre.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Direitos fundamentais.

“Não abro a mala do carro”! Foi o que ela disse ao agente! E sabes porquê?


O simpático agente da PSP, olha para dentro do carro, apontou uma lanterna aos bancos traseiros e diz “abra a mala da viatura”.
“Não abro a mala”, responde o cidadão ao Agente.
Na mala da viatura, estavam vários acessórios sexuais, designadamente, alguma langerie em cabedal e meia dúzia de chicotes…
“Porquê ? “, perguntou o Agente.
O cidadão responde que não simpaticamente, nada há de ilegal no carro, mas que na mala tinha alguns objectos íntimos, pelo que recusava ser revistado. Acto continuo, diz ao Agente para tirar dali rapidamente os cães pastores alemães porque, há tempos foi atacado por um e ainda guarda o trauma…
Disse-lhe ainda que os bancos eram em pele muito fina, pelo que estava fora de questão um cão farejar o interior.
O simpático agente, sempre simpaticamente, respondeu que se recusasse a revista à viatura, teria de a apreender…
O cidadão pergunta, então, qual era o “forte indício” que o agente iria apresentar ao juiz para validar uma hipotética apreensão e emissão de mandado, para esse efeito…
E que, a simples ameaça de apreensão da viatura, sem que existam quaisquer indícios que o justifiquem (a lei diz que os indícios terão de ser “sérios”), era, por si só, um abuso de autoridade…

A intimidação, por via da ameaça de apreensão do carro, só vinha tornar o problema mais “grave””…
Foi aí que o simpático agente comunicou que podia seguir viagem…
Tudo isto, porquê?
A Constituição da República Portuguesa prevê o DIREITO DE PROPRIEDADE.
Um cão, por muito bem treinado que seja, tem as patas sujas, e pode causar danos nos estofos da viatura.
Nada, mas mesmo nada, justifica que numa operação STOP, seja feita uma “revista” ou “busca” a uma viatura, metendo lá dentro cães…
Outro direito, fundamental (de aplicação directa) que é a reserva da intimidade privada…
Ninguém é obrigado a expor-se, na intimidade, a um agente da PSP que o abordou ALEATORIAMENTE.
São DIREITOS FUNDAMENTAIS que só cedem perante um interesse fundado e concreto, de igual valor.
Direitos FUNDAMENTAIS são os valores mais altos de uma ordem jurídica, num Estado de Direito. São aquilo que nos distingue do absolutismo, do radicalismo e do extremismo.
Para que existam suspeitas sérias, que justifiquem a apreensão (um confisco temporário, no fundo…), e por via disso, o afastamento daqueles DIREITOS FUNDAMENTAIS, é preciso que haja algo de concreto e objectivo.
Nunca, jamais e em tempo algum um Juiz, em Portugal, emitirá um mandado e validará tal apreensão, apenas porque o cidadão se recusou a “colaborar”, ameaçado ILEGALMENTE com uma apreensão ILEGAL.
Não basta estar a conduzir um honda civic, ou ter a barba por fazer…
E desculpem, mas a permeabilidade destes valores, a forma como aceitamos certas intervenções, é fruto, sobretudo de muita falta de cultura democrática.

Traímo-los, com estas “colaborações”.
Percebo a necessidade de os agentes da autoridade fazerem qualquer coisa para atingirem os seus objectivos.
Mas isto não é a república das bananas.
Os fins não justificam os meios. Os meios é que têm de se adequar aos fins. Esse é um valor primário de um Estado de Direito. É isso que nos distingue da pura selvajaria.
A PSP não tem carros patrulha de que precisa para o seu trabalho, mas tem blindados parados, que custaram milhões de Euros, comprados de propósito para uma Cimeira e entregues com MESES de atraso! Da mesma forma que não há dinheiro para a gasolina das lanchas rápidas e é por isso que a droga entra em Portugal à tripa forra.
Não é a revistar carros “aleatoriamente” que se resolve o problema.

O problema resolve-se dando às polícias os meios de que precisam para trabalhar, e não obnubilando olimpicamente os cidadãos os seus DIREITOS FUNDAMENTAIS: não é assim que se trabalha nos países civilizados.


15/05/2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Outros tempos...

«Se...
Se depois de caçares um dia inteiro
Torceste a camisola, bagada de suor
E este maldito vício não perdeste
Se consumido já o provimento
Suportaste sem gemer
O vergonhoso peso de uma grade
Se na perdiz que te saltou dos pés
A arma chapeou
E nem porra disseste,
Se o companheiro cintou
A perdiz que mataste
E fizeste de contas que não atiraste
Se vês o javardo,
Sereno, a dormir
E não o fuzilas e o deixas fugir,
Se o pointer nervoso
Do bando t'enxauga
A mansa perdiz
E tu, como paga
Num gesto bondoso
Fazendo-lhe festas, te sentes feliz
Se a costeleta
(Que cem escudos te custou)
À hora da merenda
Repartes como irmão
Roendo tu o osso
E dando a chicha ao cão
Fará a multidão pouco de ti
Apupado serás
E ainda alvo da inveja dos Reis
De que és Senhor,
Por seres simplesmente "caçador".»



José Alcântara, in ATC, Termas de Monfortinho, p’los idos de 60