domingo, 19 de novembro de 2017

T.A.P. Maior desastre aéreo da Transportadora.

Um dos maiores desastres aéreos em solo português aconteceu há 40 anos

O maior desastre aéreo da TAP e um dos maiores desastres aéreos ocorridos em solo português aconteceu há 40 anos, no dia 19 de Novembro de 1977. O voo TP425 da companhia aérea portuguesa não conseguiu travar na pista a tempo de evitar uma queda fatal para 131 das 164 pessoas a bordo.

Um dos maiores desastres aéreos em solo português aconteceu há 40 anos
Há 10 Horas por Anabela de Sousa Dantas
País TP425 

Na noite de sábado de 19 de Novembro de 1977, o voo TAP Portugal 425 despenhou-se no Funchal, na ilha da Madeira, com 156 passageiros e oito tripulantes a bordo. Morreram 131 pessoas, incluindo seis dos oito tripulantes.
O comandante do Boeing 727-200, João da Costa Lontrão, tentou por duas vezes aterrar na difícil pista do Funchal mas por duas vezes desistiu. Era uma noite chuvosa, com ventos instáveis e equacionou-se divergir o voo para o aeroporto de Las Palmas, na Gran Canaria. Não sem antes tentar uma terceira vez.
O aparelho despenhou-se no final da pista número 24 do aeroporto de Santa Catarina às 21h48. O trem de aterragem só tocou na pista 323 metros depois do ponto de toque de segurança e, devido à água que se acumulou no solo, não conseguiu travar. Derrapou para fora da pista e caiu na praia, junto ao mar, dividindo-se em dois, entre uma ponte de pedra e a água.

Notícias ao MinutoPrimeira página do Diário Popular© Reprodução 
Quatro décadas depois, restam as homenagens e a memória dos familiares e amigos das vítimas. Entre as 131 vítimas mortais do acidente, estava João Melo e a família, Lurdes, a esposa, e Mafalda, a filha do casal, ainda criança.
O Notícias ao Minuto falou com Dulce Trindade André, afilhada do casal, que residia em Cascais e com quem Dulce chegou a morar. Agora com 50 anos, Dulce era uma criança de 10 anos na altura e refere que a memória que guarda do acidente é mais sentimental do que exacta.
Algumas coisas ficaram para sempre, a Mafalda na véspera da viagem agarrar-se à avó para não a deixar viajar com os pais é uma delas“Coincidiu com os anos do meu pai, o acidente foi no dia em que o meu pai fazia anos. Lembro-me da tristeza que foi terem perdido os amigos. Lembro-me mais das emoções do que propriamente dos pormenores”, começou por contar-nos Dulce.
Os pais de Dulce e a família de João Melo, na altura um homem com pouco mais de 30 anos, mantinham uma amizade próxima, tendo Dulce, inclusive, chegado a morar com os padrinhos. No dia do acidente, no entanto, estava em França com os pais e a trágica notícia só chegou dias mais tarde via carta. De todas as memórias que guarda dos padrinhos, recorda com pesar um momento contado pela avó de Mafalda, já em Portugal.

Notícias ao MinutoJoão, Lurdes e Mafalda© Imagem cedida 
“A Mafalda viajava muito e adorava viajar de avião com os pais. Na véspera dessa viagem é que estava muito renitente em ir”, relata Dulce, recordando como a avó da criança contou que, na véspera do voo, a menina não queria ir com os pais para a Madeira.
“Algumas coisas ficaram para sempre, a Mafalda na véspera da viagem agarrar-se à avó para não a deixar viajar com os pais é uma delas”, partilha.

Corpos do comandante e do copiloto nunca foram encontrados
O voo tinha origem em Bruxelas com destino ao Funchal, tendo efetuado uma escala intermédia em Lisboa, de onde partiu com 164 pessoas a bordo. A aeronave ficou quase totalmente destruída devido à explosão e consequente incêndio, excetuando a secção da cauda, que permaneceu sobre a ponte.

Notícias ao MinutoFotografia do avião Boeing 727 em Palma de Maiorca, em 1976© Reprodução Datacenter 
“De um total de 164 pessoas a bordo sobreviveram 33, morreram 122 e desapareceram nove, presumivelmente mortos”, pode ler-se no relatório final da Direção-geral de Aeronáutica Civil, atual Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Acidente Voo 425 TAP - Relatório Final

O relatório final da comissão de inquérito aberta ao acidente apontou como causa provável “a impossibilidade de desacelerar a aeronave até à paragem do comprimento da pista, devido, provavelmente, aos seguintes factores: condições meteorológicas muito desfavoráveis no momento da aterragem, existência possível de condições para hidroplanagem, velocidade de aterragem de mais de 19 nós, aterragem comprida motivada por um longo ‘flare’ e correção direcional brusca após toque na pista”.
A existência de hidroplanagem, ou seja, as rodas do avião terem deslizado por causa da água na pista, foi refutada por alguns sobreviventes e testemunhas, dizendo, até, que houve uma travagem antes da queda. A TAP, na altura, apontou também, através de relatório interno, as más condições da pista, incluindo as condições de escoamento de água, algo que não foi mencionado no relatório oficial.

Notícias ao MinutoAeroporto da Madeira nos anos 70© Reprodução 
João Lontrão, o comandante, na altura com 34 anos, e o copiloto, Miguel Guimarães Leal, estavam ao serviço há mais de 13 horas, faziam o quinto voo do dia, sendo o cansaço também apontado como uma possível causa. Os corpos do comandante e do copiloto nunca foram encontrados, assim como os de outras sete vítimas.
O período de horas máximo de voo para pilotos foi entretanto alterado de 17 horas para 13 horas. Os 1.600 metros da pista número 24 foram também ampliados por duas vezes, na sequência do acidente.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Casal Ventoso de Cascais.

 Recentemente, numa consulta por uns mapas aqui da região, encontrei esta denominação para um recanto quase no centro da Vila de Cascais.
   Obtive estas fotografias, um destes dias, as quais constituem para mim uma recordação de um belo passeio a pé que fiz nesse dia. Prossegui, depois, pelo recentemente inaugurado, Trilho da Ribeira das Vinhas até Alvide e daí até ao Cobre.

Quinta do Casal Ventoso

Quinta do Casal Ventoso
Trilho da Ribeira das Vinhas. 

Como podemos observar de Ribeira só o nome. Água nem vê-la. Uma tristeza em pleno final de Novembro.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Terceira Dimensão: Lagoa da Vela

A Terceira Dimensão: Lagoa da Vela: A Lagoa da Vela é uma das 5 lagoas do concelho da Figueira da Foz e faz parte do sistema de lagoas dulçaquícolas de Quiaios , Bom Sucesso ...

Obs: Estas duas fotos são meramente elucidativas. Não deixe de visitar o blogue deste meu amigo onde encontrará locais menos " deprimentes ".

Antes

Depois

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Camarão no rio Tejo.

CONFIRMADO NO ESTUÁRIO DO TEJO
camarão japonês2017-11-13 (IPMA)
Camarão japonês (Marsupenaeus (Penaeus) japonicus) confirmado no estuário do Tejo.
Desde o ano 2000 que o IPMA / IPMAR previa o estabelecimento do camarão japonês no Estuário do Tejo por ter sido objeto de cultivo experimental nessa área na década de 80 do século passado.
Com esta nota, confirmamos a ocorrência e estabelecimento do camarão japonês no estuário do Tejo, estando a ser capturado pela pesca artesanal, como demonstra a foto.
O IPMA encontra-se a preparar um artigo científico para assinalar este registo.
Este é um camarão com interesse comercial sendo objeto de pesca no Oceano Índico e Pacífico, como o Japão, onde também é produzido em aquacultura. A sua introdução na Europa ocorreu através do Canal do Suez para o Mediterrâneo mas também de modo intencional para a sua utilização em aquacultura em França e Espanha.

sábado, 11 de novembro de 2017

Outono. Uma opinião.


"Dantes, aos primeiros sinais de Outono, eu entrava em depressão. Mais do que a chegada do Outono, o que me deprimia era o fim do Verão, pois que sempre fui devoto dessa verdade enunciada por Rilke: "só o Verão vale a pena". Imaginar um longo ano pela frente sem as praias e os banhos de mar, sem as noites quentes nos terraços e pátios, as noites em que o luar atravessa a sombra dos pinheiros e vem pousar no chão do quarto onde dormimos de janela aberta, a maresia trazida pelo vento de sueste nas manhãs marítimas, as frutas de Verão nos mercados, o peixe fresco brilhando ainda com luminosidades de prata, as vozes que se transmitem ao longe, dobrando esquinas e ruelas do que resta dos nossos souks em aldeias ou até em Lisboa, tudo isso, imaginar um ano inteiro sem tudo isso, deixava-me irremediavelmente triste e desamparado, como se as marés de equinócio tivessem varrido todas as possibilidades de alegria, todos os dias felizes. Se o Verão morria assim, eu morria também com ele, de cada vez.

Mas, há uns anos, tudo mudou. Alguns amigos começaram a levar-me à caça e eu descobri que, além do mar, também havia a terra, e depois do Verão havia o Outono: foi uma descoberta tardia, mas decisiva, como se tivesse descoberto uma quinta estação do ano e, mais do que isso, um novo pretexto para a felicidade. Rapidamente tomei a minha decisão e resolvi tornar-me caçador. Comecei pelo princípio, passo por passo, e são muitos: as aulas e o exame para obtenção da carta de caçador, aprendendo coisas para mim inteiramente desconhecidas, como o ciclo de vida e hábitos dos animais, modalidades de caça, princípios de balística, como criar e treinar cães de caça, etc.; depois, atravessei todo o imenso processo burocrático para a concessão de licença de porte de arma, escolhi as armas (que ainda hoje são as mesmas), experimentei vários tipos e marcas de cartuchos até perceber com quais me dava melhor e fiz um mínimo de aulas de tiro; finalmente, experimentei dois cães - um tão bom, que mo roubaram, o outro tão mau que foi dispensado e hoje é um urbano-depressivo, cheio de doenças e tiques de personalidade.

Muito embora o campo não me fosse propriamente estranho, eu não sabia como eram os campos de caça. Não fazia ideia do mundo novo, primordial e deslumbrante, que iria encontrar. Não imaginava as manhãs de geada ou de orvalho suspenso nos arbustos e nos ramos das árvores, as manhãs de frio polar ou as de chuva e lama, onde nos enterramos até à alma e maldizemos a decisão de ter saído da cama - que logo depois bendizemos, assim que os primeiros raios de sol rompem as nuvens e o frio ou que a primeira peça de caça tomba no chão. Não imaginava as longas caminhadas por cabeços ou planícies, por leitos secos de rios ou através da água, o cheiro a esteva e a giesta, ou as longas emboscadas, atento a todos os ruídos, ao simples agitar de uma folha, adivinhando a presença próxima dos animais antes de os ver. As esperas silenciosas à beira de um riacho, molhando a cara na água cristalina, aproveitando para colher poejos ou beldroegas tardias, aproveitando para pensar na vida, no essencial, no que verdadeiramente importa. A sós, com os três maiores luxos que um homem pode ter: espaço, tempo e silêncio. Porque aqui não há multidões nem urbanizações turísticas, não há pressa nem vozearia de conversas inúteis.

E não sabia que os 'selvagens dos caçadores' (que os há, como em tudo o resto), também conseguem, outras vezes, reunir um grupo de amigos que tudo pode separar à partida, mas que finalmente se encontram unidos por essa paixão primitiva e talvez inexplicável da caça. Gosto especialmente dos jantares que antecedem as manhãs de caça, das conversas soltas e sem pressa, das anedotas que dão a volta e regressam no final da época. Há quem imagine que as conversas dos caçadores são sobre futebol, mulheres e política. Pois lamento desiludi-los: são sobre armas, cartuchos, cães, viagens, o estado dos campos e das culturas e as memórias antigas de 'lances' de caça, umas vezes inventadas, outras reais, que cada um guarda consigo e a que só a um outro caçador vale a pena contar. E gosto muito das pequenas pensões ou hotéizinhos manhosos de província, onde se joga cartas à lareira do salão (a inevitável 'sueca') e onde os quartos têm pesados armários antigos de madeira e uma casa de banho 'moderna' enxertada no meio do quarto, com o polibã para poupar espaço. Gosto de passar em revista e preparar todo o 'material' de véspera: verificar se as armas estão bem limpas, se os cartuchos escolhidos são os melhores para o que se vai caçar, se a roupa e tudo o resto estão preparados para não perder tempo de manhã, em que cada minuto conta. E depois é tentar adormecer cedo - o que nem sempre é fácil, porque a adrenalina e a excitação já começam a fazer-se sentir. E, se o sono vier cedo, hei-de adormecer feliz, pensando que no dia seguinte vou à caça, enquanto tantos outros, lá na cidade, vão gastar a noite e a madrugada em bares, discotecas, festas e concertos onde se atropelam para atrair as atenções dos fotógrafos das revistas sociais. E,quando eles, se calhar, ainda nem vão no primeiro sono, já eu estou sentado à mesa (trôpego de sono, é verdade) para algum extraordinário pequeno-almoço, como, por exemplo, açorda alentejana com ovo e bacalhau.

"Ah", dirão vocês agora, "e o prazer sádico em matar animais - disso não fala?". Falo sim, para dizer que não existe tal coisa como o prazer de matar. Existe, sim, o prazer de acertar, que é uma consequência lógica do prazer de atirar. Nenhum caçador gosta de errar o tiro ou, pior ainda, de errar parcialmente e deixar um animal ferido, em vez de morto redondo. É por isso que a ética exige que, no caso da caça grossa, que pode resistir muito tempo a um ferimento, o caçador vá atrás da peça ferida até lhe poder dar o chamado tiro de misericórdia. E é por isso, também, que nenhum caçador que se preze atira a uma ave que não esteja em voo ou a um coelho ou uma lebre que não esteja em corrida. Claro que há caçadores que o fazem, mas eu não caço com eles e os meus amigos também não. Também não caçamos o que não comemos e fazemos questão de saber cozinhar uma canja de pombo, uma perdiz de escabeche ou um arroz de tordos. E de nos sentarmos todos à mesa, terminada a 'jornada', e ficarmos à conversa pela noite adentro, moídos de cansaço e de felicidade tranquila, de bem com a consciência, de bem com a natureza e as suas leis, em paz contra as imperfeições do mundo, as suas falsidades e fúteis aparências.

E se me deu para escrever este texto é, não só porque abriu a época de caça, mas também por outras duas razões. Uma, porque amanhã, diz a lei, é 'período de reflexão' e eu mantenho a tradição de não falar de política antes de eleições. Outra, porque a caça é um grande tema de reflexão e uma grande escola de vida e de valores - de companheirismo, de fairplay, de conhecimento e respeito pela natureza, de paciência, persistência, de reaprendizagem de coisas primordiais e evidentes por si mesmas. E, por isso, antes que a multidão politicamente correcta da nova doutrina urbana e 'civilizacional' queira julgar como selvagens a caça e os caçadores, ou mesmo bani-los face à lei, convinha que a sua arrogante ignorância ficasse a saber que falam do que não sabem e não percebem, e que, para infelicidade sua, jamais entenderão."


Texto da autoria de Miguel Sousa Tavares, publicado na edição do Expresso de 9 de Outubro de 2009



terça-feira, 7 de novembro de 2017

Outubro ( 4 )

Outubro 2017: Europa excecionalmente quente e fogos severos em Portugal
area ardida 20172017-11-07 (IPMA)
O mês de Outubro de 2017 foi mais quente do que o habitual na maior parte da Europa. Recorrendo a medições de temperatura de superfície do solo obtida por satélite (no inglês Land Surface Temperature – LST*) verificou-se que a anomalia é particularmente pronunciada quando a LST é máxima (durante o dia). A Península Ibérica apresenta um padrão notável de temperatura máxima, com várias regiões no Noroeste da península onde a LST apresenta anomalias superiores a 7 ° C. Durante a noite também se registaram valores de LST anómalos, mas não tão elevados. As áreas com valores de LST superiores aos valores médios encontram-se representadas a vermelho.
A Fração de Cobertura Vegetal observada por satélite (no inglês Fraction of Vegetation Cover, FVC) sobre Portugal evidencia o stress térmico a que a vegetação tem estado sujeita, com valores inferiores aos valores médios observados em outubro na região. No entanto, é evidente uma área de grandes dimensões com anomalias elevadas de FVC (< -0,2) nos primeiros 10 dias de outubro que corresponde às áreas ardidas dos meses anteriores enquanto nos últimos 10 dias a destruição da vegetação devido aos incêndios de 15 de Outubro torna-se notória (ver áreas ardidas no painel inferior direito). Estes resultados apresentam correspondência com os mapas de áreas ardidas fornecidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). As áreas com menos vegetação que o habitual estão representadas a vermelho.
*A temperatura da superfície do solo é estimada a partir das radiâncias na banda do infravermelho térmico, medidas pelo sensor SEVIRI a bordo do Meteosat Second Generation a cada 15 min, em condições de céu limpo. Note-se que a LST não corresponde às habituais medições de temperatura do ar feitas na estações meteorológicas, podendo existir diferenças entre as duas temperaturas de vários °C. A Satellite Application Facility on Land Surface Analysis, um consórcio liderado pelo IPMA e que faz parte integrante do segmento terrestre da EUMETSAT (European Organisation for Meteorological Satellites), disponibiliza aos seus utilizadores estimativas da LST a cada 15 min desde 2004.

Imagens associadas

  • (Topo, esquerda) Anomalia da temperatura às 00UTC. Dados da LSA-SAF. (Baixo, esquerda) Anomalia da temperatura às 12UTC. Dados da LSA-SAF (Topo, direita) Anomalia da Fração de Coberto Vegetal nos primeiros dez dias de outubro e nos últimos dez dias de outubro. Dados da LSA-SAF (Baixo, direita) Áreas ardidas em outubro e no total do ano de 2017. Dados do ICNF.
    (Topo, esquerda) Anomalia da temperatura às 00UTC. Dados da LSA-SAF. (Baixo, esquerda) Anomalia da temperatura às 12UTC. Dados da LSA-SAF (Topo, direita) Anomalia da Fração de Coberto Vegetal nos primeiros dez dias de outubro e nos últimos dez dias de outubro. Dados da LSA-SAF (Baixo, direita) Áreas ardidas em outubro e no total do ano de 2017. Dados do ICNF.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Outubro 2017 ( parte 3 )

Outubro de 2017 - extremamente seco e excecionalmente quente
pdsi2017-10-31 (IPMA)
O mês de outubro de 2017 em Portugal Continental foi extremamente seco e excecionalmente quente.

Este foi o mês de outubro mais quente dos últimos 87 anos (desde 1931), com o valor médio da temperatura média do ar cerca de 3 °C acima do valor normal.

O valor médio da temperatura máxima do ar foi o mais alto desde 1931, cerca de 5 °C acima do valor normal. O valor médio da temperatura mínima do ar foi superior ao normal em cerca de 1°C.

De realçar a ocorrência de novos máximos (recordes) de temperatura máxima e mínima para o mês de outubro, com especial destaque para o dia 15 (o mais quente do mês). Em grande parte do território foram registados dias quentes (temperatura máxima ≥ 30 °C), muito quentes (temperatura máxima ≥ 35 °C) e noites tropicais (temperatura mínima ≥ 20 °C), no período de 1 a 15 de outubro; de 24 a 29 de outubro ocorreram dias quentes (temperatura máxima ≥ 30 °C).

Ocorreram 2 ondas de calor, de 1 a 16 e de 23 a 30 de outubro, que abrangeram grande parte do território do continente, com exceção das regiões do litoral. A primeira onda de calor teve uma duração máxima de 15/16 dias e está entre as mais longas para o mês de outubro.

Em relação à precipitação o mês de outubro classificou-se como extremamente seco, com um valor médio de precipitação em Portugal continental que corresponde a 30 % do valor normal. Este mês foi o mais seco dos últimos 20 anos.

A conjugação da persistência de valores de precipitação muito inferiores ao normal e de valores de temperatura muito acima do normal, em particular da temperatura máxima, teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défice de humidade do solo.

De acordo com o índice meteorológico de seca - PDSI, no final do mês de outubro, todo o território de Portugal continental encontra-se em situação de seca severa (24.8 %) e extrema (75.2 %).

Em situações de seca anteriores verificou-se no início do outono um significativo desagravamento da severidade (classes severa e extrema).Pelo contrário, na atual situação verificou-se em igual período um agravamento das classes de maior severidade.

Imagens associadas

  • índice meteorológico de seca - PDSI - Outubro 2017
    índice meteorológico de seca - PDSI - Outubro 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Outubro( seca tudo )



Fim de outubro quente e muito seco.

Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2017-10-21 13:34 e 2017-10-29 23:59 Fim de outubro quente e muito seco. Os valores de temperatura estão muito acima dos valores normais para a época, prevendo-se ainda uma pequena subida na quinta e sexta-feira, esperando-se valores de temperatura máxima acima de 30ºC em grande parte do território. Associado a estes valores muito elevados da temperatura prevê-se, a partir do dia 27 sexta-feira, intensificação do vento, predominando do quadrante leste, e valores muito baixos da humidade relativa do ar, abaixo de 20 % na generalidade do território.Esta condições meteorológicas, a par de uma situação de seca extrema ou severa e valores extremos de secura dos combustíveis florestais irão agravar significativamente o risco de propagação de incêndios florestais, prevendo-se um número elevado de concelhos nas classes de risco de incêndio elevado a máximo.Esta situação meteorológica, explicada pela persistência de um anticiclone sobre o centro e sul do continente europeu, não deverá ter alterações significativas pelo menos por mais uma semana.Para mais detalhes sobre os avisos meteorológicos emitidos consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev-sam/Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/ Qua, 25 Out 2017 14:16:26

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Convite.

Resultado de imagem para academia portuguesa
                      de ex líbris                 

ACADEMIA PORTUGUESA DE EX-LÍBRIS



Integrado nas Comemorações dos 65 Anos de Fundação
(1952-2017)

Sábado, 28 de Outubro de 2017, às 15.00h.

O Presidente da Academia Portuguesa de Ex-Líbris
tem o prazer de Convidar Vossa Excelência, Família e Amigos
para a Inauguração da

Exposição de Ex-Líbris com
Temática de Caça do Académico José Maria da Cunha

seguida da Apresentação do Livro: "Uma Vida num Chapéu e outros Contos de Caça",
de José Maria da Cunha

e da Conferência
"Ex-Líbris de Caça - Retratos com Sentido"
       pelo Dr. José Maria da Cunha. 
                    
No final da Conferência terá lugar o tradiconal "Porto de Honra" de Convívio,

  para Troca de Ex-Líbris... e muitos novos há, que importa conhecer.


        Rua do Jasmim, nº 14 - 1º Andar (ao Príncipe Real), em Lisboa.    

Entrada Livre.     

Todos não somos demais para continuar a História da
ACADEMIA PORTUGUESA DE EX-LÍBRIS
nos 65 Anos da sua Fundação (1952-2017).

 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Peixe pré -histórico.

Pez prehístorico en Marbella

Pez prehístorico en Marbella
Según publica La Opinión de Málaga, el pasado 3 de octubre técnicos del Ayuntamiento de Marbella hallaron un ejemplar de pez cocodrilo en el lago del Estanque de La Represa, en el centro del municipio.
A los pocos días, el siete concretamente, técnicos del ayuntamiento en colaboración con personal de Bioparc Fuengirola, intentaron capturar al pez con redes, sin embargo, estas eran muy finas y el animal consiguió romperlas con los dientes.
Finalmente, el pasado lunes personal del ayuntamiento con ayuda de la Cofradía de Pescadores de Marbella y de personal de Bioparc Fuengirola, consiguieron sacar del estanque al pez y lo trasladaron hasta las instalaciones del Parque donde ahora se encuentra en cuarentena. Será ahí donde se le realizarán pruebas para descartar enfermedades antes de ubicarlo junto a los otros tres peces cocodrilo que ya poseen.
Esta especie, que puede llegar a medir dos metros y posee dos filas de dientes muy afilados, habita en zonas de agua dulce de EE.UU. y el Golfo de México, por lo que desde el consistorio marbellí creen que fue un particular el que debió soltarlo después de tenerlo en su posesión durante un tiempo. Sin embargo, este pez no representa un peligro para los humanos, aunque sí es un depredador que se alimenta de ranas, patos y peces, especies que habitan en el lago mencionado.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Fátima.

Faz hoje 100 anos que a Cova da Iria assistiu ao Milagre do Sol

Celebra-se esta sexta-feira o centenário do Milagre do Sol, a prova prometida por Nossa Senhora aos pastorinhos em maio, para "todos pudessem acreditar". O fenómeno, que carece de explicação científica, foi bastante documentado e oficialmente declarado milagre pela Igreja Católica a 13 de outubro de 1930.

Jornal O Século

Há 11 Horas por Anabela de Sousa Dantas
País Fátima


No dia 13 de outubro de 1917, na Cova da Iria, cerca de 70 mil pessoas dizem ter assistido ao milagre prometido pela Virgem Maria aos três pastorinhos a 13 de maio, “de modo que todos pudessem acreditar”. Acreditar é, desde a altura, o busílis da questão, estando a explicação do evento talvez mais entregue à espiritualidade do que à ciência. O chamado Milagre do Sol celebra esta sexta-feira o seu centenário.



“O facto de milhares de pessoas — os números apontam para 70 000 — terem afirmado que no dia 13 de outubro de 1917 percecionaram, em Fátima, um fenómeno solar que não se enquadrava nas explicações do que tomavam como normal foi assumido, desde a primeira hora, como um acontecimento da ordem do sobrenatural que sublinhava a credibilidade dos testemunhos das três crianças que afirmaram terem visto a Virgem Maria”, afirmou o diretor do serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, em declarações ao Notícias ao Minuto.
Marco Daniel Duarte acrescenta, ainda, que “embora haja testemunhos de pessoas que afirmam não terem percecionado o fenómeno, existem muitas descrições do chamado Milagre do Sol, na documentação da época (cartas, depoimentos, textos de imprensa) que documentam essa experiência”.
Suzana Ferreira, astrónoma do Observatório Astronómico de Lisboa, foi perentória em relação ao fenómeno que “assustou milhares de pessoas”. “Naquele dia não houve eclipse, e os eclipses solares nesse ano não eram visíveis em Portugal. Em nenhum observatório do mundo houve qualquer registo de fenómeno astronómico”, indicou a responsável ao Notícias ao Minuto.
Uma opinião que, de resto, já tinha sido manifestada por Frederico Oom, que foi astrónomo do Observatório da Tapada da Ajuda, ao jornal O Século a 18 de outubro de 1917, cinco dias após o acontecimento. Pode ler abaixo o excerto das suas declarações, publicado na edição da tarde daquele jornal. Francisco Oom faleceu a 30 de abril de 1930.
Interrogado sobre os fenómenos cósmicos de que milhares de pessoas dizem ter sido testemunhas em Fátima, perto de Vila Nova de Ourém, um astrónomo ilustre, o Sr. Frederico Oom, teve a extrema gentileza de nos responder o seguinte:
- A ser um fenómeno cósmico, os observatórios astronómicos e meteorológicos não deixariam de o registar. E eis precisamente o que falta: esse registo inevitável de todas as perturbações no sistema dos mundos, por mínimas que sejam. Já vê …
- Fenómeno então – interrompemos – de natureza psicológica?
- Porque não? Efeito talvez, sem duvida curioso, de sugestão colectiva. Em qualquer dos casos completamente alheia ao ramo da ciência que eu cultivo …

O Milagre do Sol descrito por testemunhas
Avelino de Almeida, jornalista d’0 Século, que esteve presente na Cova da Iria naquele 13 de outubro, publicou no dia 15 do mesmo mês uma reportagem sobre o que viu, intitulada “Como o sol bailou ao meio dia em Fátima” (ver galeria).



 O jornalista descreveu que a chuva caía “incessantemente” mas que de repente parou para dar lugar a um sol que “não queima, não cega”.
A descrição do evento varia consoante o relato mas acorda em vários pontos. A chuva deu lugar ao sol, que surgiu diferente do normal. Uma das testemunhas, José Almeida Garrett, na altura docente na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, descreveu “uma coluna de fumo, ténue, delicado e azulado” que “se estendia talvez uns dois metros por cima das suas cabeças e se evaporava” num “fenómeno perfeitamente visível a olho nu” e que “depois de algum tempo, voltou a aparecer uma segunda vez e depois uma terceira”.
O docente indicou que “houve também mudanças de cor na atmosfera” e que o sol rodopiava. O “sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadamente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador”, indicou, sublinhado que este movimento causou um “clamor” entre a multidão e que, depois, desapareceu.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Setembro, do ano de 2017, em Portugal Continental .

Setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos
pdsi2017-10-06 (IPMA)
O mês de setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos (Figura 1), classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.
De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema (Figura 2). De referir que o índice SPI 6 meses (abril a setembro), escala que reflete o défice de precipitação a nível da seca meteorológica e agrícola, apresenta a 30 de setembro grande parte das bacias do território na classe de seca severa (Figura 3).
O dia 30 de setembro correspondeu ao final do ano hidrológico 2016/2017 (1 de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017), com um total de precipitação acumulado neste período de 621.8 mm (70 % do normal), sendo o 9º valor mais baixo desde 1931. No entanto, deve referir-se que o período de abril a setembro foi extremamente seco, com valores mensais da quantidade de precipitação sempre inferiores ao valor médio, correspondendo ao 2º mais seco depois de 2005.
De realçar ainda que neste semestre o valor médio da temperatura máxima (27.72°C) foi o mais alto desde 1931 e o valor médio da temperatura média o 2º mais alto (depois de 2005).
A conjugação de valores de precipitação muito inferiores ao normal e valores de temperatura muito acima do normal, em particular da temperatura máxima, teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défices de humidade do solo.
O índice de água no solo, a 30 de setembro, em grande parte das regiões do interior e no Sul de Portugal continental, apresenta valores inferiores a 20%, sendo mesmo em alguns locais iguais ou inferiores ao ponto de emurchecimento. Nas regiões do litoral norte e centro os valores variavam entre 20 a 40 %.
De referir que no sudoeste europeu, nomeadamente grande parte de Espanha e em algumas regiões do centro e sul de França, os valores de água no solo apresentavam-se iguais ou inferiores ao ponto de emurchecimento. Esta situação é devida às condições sinópticas que se verificam a estas latitudes (anticiclone intenso, quase estacionário, que se estende desde os Açores até ao Mediterrâneo Ocidental).
Relativamente às temperaturas, o valor médio da temperatura máxima do ar, 27.49°C, foi superior ao normal com uma anomalia de +1.20°C, mas o valor médio da temperatura mínima do ar, 12.42°C, foi inferior em 1.74°C ao valor normal, sendo o 5º valor mais baixo desde 1931.
O período de 1 a 8 foi o mais quente do mês, sendo o dia 6 o dia mais quente com uma temperatura média de 24.1°C (+3.9°C em relação ao normal). O valor mais alto da temperatura máxima do ar ocorreu no dia 7, 33.1°C (+6.8°C em relação ao normal).

Imagens associadas

  • Figura 1 - Anomalias da quantidade de precipitação em relação aos valores médios no período 1971-2000, em setembro, em Portugal continental.
    Figura 1 - Anomalias da quantidade de precipitação em relação aos valores médios no período 1971-2000, em setembro, em Portugal continental.
  • Figura 2 – Distribuição espacial do índice de seca meteorológica a 30 de setembro de 2017.
    Figura 2 – Distribuição espacial do índice de seca meteorológica a 30 de setembro de 2017.
  • Figura 4 – Percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, 30 setembro 2017, 00 UTC t+0, ECMWF-HRES (resolução 16 km).
    Figura 4 – Percentagem de água no solo (média 0-100 cm profundidade), em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, 30 setembro 2017, 00 UTC t+0, ECMWF-HRES (resolução 16 km).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Folheto apanhado no meu bairro

" Podem ter a certeza, a depressão nervosa é a doença do século, a vida está cada vez mais impossível de se viver. Precisamos cada vez mais de médicos para tratar os nossos " nervos " doentes, cada vez mais de psiquiatras, mais bem organizados e com mais crédito. Nós recusamos este estribilho, recusamo-nos a aceitar o medicamento, camisa de forças do mundo moderno. O que queremos é menos doenças. Se o mundo faz enlouquecer, mudaremos o mundo; se a vida é impossível de se viver, mudaremos a vida . Asmáticos, eczematosos, gastríticos, lombálgicos, loucos ou candidatos à loucura, não compremos mais remédios e boas palavras, compremos espingardas ! Homens de dinheiro, homens televisores, homens de togas, homens de negro, homens de branco, tomem cuidado ! Não queremos mais conselheiros e patrões para a nossa vida! Estamos fartos de ser comidos ! " *

* Autor: Jean Carpentier
Extrato do livro. Para uma  Antipolítica da Saúde
Editorial Teorema em Fevereiro de 1974.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Outubro seca tudo.

Estamos em outubro e os termómetros vão chegar aos 37 graus

Três distritos do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje e terça-feira sob 'aviso amarelo' devido à previsão de tempo quente, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Notícias ao Minuto
Há 12 Horas por Lusa
País IPMA
De acordo com o Instituto, os distritos de Setúbal, Santarém e Lisboa vão estar, entre as 06h00 de hoje e as 21h00 de terça-feira, sob 'aviso amarelo' devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.
Em Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 34 graus Celsius, em Setúbal 36 e em Santarém 37.
Também o arquipélago da Madeira vai estar hoje sob 'aviso amarelo' devido à previsão de tempo quente entre as 06h00 de hoje e as 21h00 de terça-feira.
No Funchal, as temperaturas vão oscilar entre 22 e 28 graus Celsius.
O aviso amarelo, o terceiro de uma escala de quatro, é emitido pelo IPMA sempre que há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

domingo, 1 de outubro de 2017

Irra que é demais...

Assine a petição

A Monsanto está tentando convencer o mundo sobre o uso de um super veneno que viaja pelo ar e mata qualquer plantação... exceto as que usam as sementes transgênicas deles! Se um milhão de nós assinarmos agora, vamos encaminhar essa petição em um processo oficial para que tirem esse produto tóxico de nossos campos e comida! Adicione seu nome:
Assine a petição
Queridos amigos e amigas,

A Monsanto lançou um super veneno que se espalha pelo ar e mata as plantações dos terrenos vizinhos em seu caminho, exceto aquelas que usam as sementes transgênicas deles!

Em poucos dias podemos proibi-lo.
Após uma enorme comoção de 1.000 fazendeiros que foram afetados por este veneno, um estado nos EUA pode finalmente bani-lo -- isso pode abrir um precedente de importância mundial para sua proibição.

A Monsanto está fazendo de tudo para abafar o caso e reduzir essa disputa ao nível local. Mas se um milhão de nós assinarmos essa petição, vamos encaminhá-la num processo oficial e mostrar que o mundo quer esse veneno longe de nossos campos e alimentos. Adicione seu nome: 

Enfrente a Monsanto

Os fazendeiros estão desesperados e não é à toa. O dicamba, como é chamado o veneno, se espalha com o vento levando destruição por onde passamatando suas plantações, árvores, solo e água. E agora os produtores estão enfrentando uma escolha terrível: migrar para as sementes transgênicas da Monsanto ou assistir a morte de suas plantações.

Esse é um esquema ganancioso e perigoso no qual a Monsanto vai embolsar bilhões de dólares, e que pode destruir o ciclo mundial de produção alimentar.
Mas podemos impedi-los. 17 estados americanos abriram investigações contra o dicamba e as autoridades de um deles, o Arkansas, recomendaram sua proibição. A decisão será votada em breve e autoridades da UE e da América Latina estão de olho nela. Se um milhão de nós enfrentarmos a Monsanto no Arkansas e vencermos essa proibição, podemos frear esse veneno mortal. 

Enfrente a Monsanto

Há anos, a comunidade da Avaaz luta como Davi vs Golias para impedir esquemas corruptos e perigosos de controlarem a produção de alimentos. Estamos vencendo: ano passado, ajudamos a impedir que a Monsanto abrisse uma mega-fábrica de sementes transgênicas na Argentina e que UE renovasse a licença do pesticida glifosato. Agora, podemos ajudar o Arkansas vencer essa nova batalha.

Com esperança e determinação,

Dalia, Nick, Danny, Allison, Diego, Camille e toda equipe da Avaaz

Mais informações:
Agricultores reclamam de estragos causados por pesticida nos EUA (UOL)https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2017/08/02/agricultores-reclamam-de-estragos-causados-por-pesticida-nos-eua.htm
EUA avaliam restrições a herbicida ligado a danos às lavouras (Exame)https://exame.abril.com.br/negocios/eua-avaliam-restricoes-a-herbicida-ligado-a-danos-as-lavouras/
Enquanto Blairo Maggi vira piada na ONU, CTNBio libera nova soja transgênica (RBA)ttp://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2016/12/enquanto-blairo-maggi-vira-piada-na-onu-ctnbio-libera-nova-soja-transgenica-527.html

Esse milagroso pesticida deveria salvar as fazendas. Mas na verdade, está destruindo tudo. (em inglês) (Washington Post)https://www.washingtonpost.com/business/economy/this-miracle-weed-killer-was-supposed-to-save-farms-instead-its-devastating-them/2017/08/29/33a21a56-88e3-11e7-961d-2f373b3977ee_story.html

sábado, 30 de setembro de 2017

Cápsula do Tempo

Cientistas enterram 'cápsula do tempo' num fiorde

Cientistas enterraram num fiorde na Noruega uma 'cápsula do tempo', um tubo de aço inoxidável com objetos que, dizem, retratam a ciência e a tecnologia de 2017, como amostras de ADN de humanos e um meteorito.

Cientistas enterram 'cápsula do tempo' num fiorde
Notícias ao Minuto
Há 21 Horas por Lusa
Mundo Noruega
Um artigo da revista científica Nature, hoje divulgado, descreve que o tubo foi enterrado a 17 de setembro, em Hornsund, na ilha de Spitsbergen, a maior do arquipélago Svalbard, banhado pelo oceano gelado Ártico.
O tubo, enterrado a cinco metros de profundidade, pode permanecer escondido durante mais de 500 mil anos antes de surgir à superfície em resultado da erosão e da elevação geológica.
A 'cápsula', de pouco mais de meio metro de comprimento, foi colocada num furo fora de uso, perto da estação polar polaca, e contém vários recipientes com amostras de um fragmento de um meteorito com 4,5 mil milhões de anos, lava basáltica de uma erupção vulcânica na Islândia e areia da Namíbia com partículas de diamantes e kimberlito (rocha que contém diamantes) que, de acordo com os cientistas, documentam a geologia da Terra.
Amostras de ADN (material genético) de humanos, ratos, salmão e batatas, uma abelha preservada em resina, sementes de aveia, abóbora, milho, feijão, ervilha e girassol e cerca de 300 tardígrados, animais microscópicos conhecidos como 'ursos-de-água' que conseguem sobreviver a radiação extrema, seca e ao calor, retratam o domínio da biologia.
Para comunicar aos futuros historiadores o estado da tecnologia atual, os investigadores colocaram no tubo aparelhos eletrónicos, como um detetor de radiação, um telemóvel e acelerómetros, um cartão de crédito, um relógio de pulso e uma fotografia da Terra tirada do espaço e reproduzida em porcelana.
Nas tampas de alguns dos recipientes, os cientistas deixaram as suas impressões digitais.
A 'mensagem' científica e tecnológica que os investigadores quiseram legar foi criada para assinalar os 60 anos da estação polar polaca, instalada no âmbito de um projeto que incluiu uma série de atividades geofísicas.
Marek Lewandowski, cientista polaco que teve a ideia e selecionou os conteúdos para a 'cápsula do tempo' depois de ouvir sugestões de dezenas de outros investigadores, crê que quem descobrir o tubo vai perceber a civilização de hoje, tal como os arqueólogos compreenderam o significado da Grande Pirâmide de Gizé, do Antigo Egito, e dos túmulos e artefactos do seu interior.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ama a Amazônia

Queridos amigos e amigas,

Acabamos de ajudar a salvar uma área do tamanho da Dinamarca na Amazônia!

Após mobilizarmos mais de 1.8 milhão de membros da Avaaz em todo o mundo, apelos de ativistas indígenas, artistas, deputados, e após causar uma tempestade na imprensa que feriu a credibilidade de Temer, o presidente decidiu revogar o decreto que extinguia a RENCA.



A equipe da Avaaz, líderes indígenas e ONGs entregam 700 mil assinaturas diante de toda a imprensa


É uma vitória imensa, mas não podemos baixar a guarda: dezenas de projetos de lei que ameaçam a floresta estão encaminhados no Congresso. Nosso movimento está mostrando aos ruralistas que não descansaremos até salvar este milagre vivo que é a Amazônia.

Foi assim que vencemos: depois que Temer anunciou de surpresa a extinção da RENCA, em poucos dias juntamos 500 mil brasileiros em defesa da floresta, criando um dos maiores protestos online pela Amazônia da nossa história.

Então músicos, atores, atrizes, Youtubers e até mesmo a top model Gisele se uniram ao apelo para dizer a Temer: "tire a mão da Amazônia."


A top model Gisele se uniu ao protesto para proteger a RENCA nas redes sociais


Mas precisávamos que o Congresso nos ouvisse -- e então a equipe da Avaaz foi à Brasília DUAS VEZES para entregar 1.5 milhão de assinaturas (com ONGs parceiras, artistas e muita gente bacana).


Artistas entregam mais de 1.5 milhão de assinaturas da Avaaz e do Greenpeace.



Artistas se juntam com Avaaz e outras ONGs para entregar a campanha ao presidente da Câmara


Temer não entendeu de onde veio a pancada! Após o barulho que fizemos em Brasília, sabíamos que o presidente ia para Nova York abrir uma grande conferência da ONU. Levamos nosso apelo mundo afora e nossa petição, já assinada por 900 mil brasileiros, DOBROU quando membros da Avaaz do mundo todo se juntaram ao apelo.

Foi aí que estragamos o jantar de Temer com Trump com um protesto na frente do restaurante com participação de brasileiros, líderes indígenas e membros da Avaaz, tudo diante da imprensa. Enquanto isso, nosso caminhão com um anúncio mostrando a cara de Temer e pedindo o fim da destruição da floresta rodou durante dias pelas ruas de Nova York e no entorno da ONU.


Brasileiros, líderes indígenas e membros da Avaaz protestam contra Temer em Nova York.



O caminhão que circulou a zona da ONU enquanto o presidente Temer discursava em Nova York


Cada um de nós é responsável por isso -- ao assinar e compartilhar a petição, falar sobre o tema com amigos e muito mais. Por isso, vamos celebrar como chegamos a esta vitória e nos preparar para a próxima.

Essa conquista dá um respiro para a Amazônia, mas os ataques à floresta não param por aqui. Para conquistar proteções permanentes, nosso movimento precisa se unir ainda mais a fim de derrubar os políticos que atacam as florestas nas eleições de 2018. Estaremos prontos… e juntos.

Com esperança e determinação,

Diego, Laura, Flora, Nana, Joseph, Emma, e toda a equipe da Avaaz


Mais informações:

Temer recua e vai revogar decreto que extinguiu reserva de cobre na Amazônia (Estadão)
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,temer-recua-e-vai-revogar-decreto-que-extinguir-reserva-nacional-de-cobre,70002015457

Protesto contra Temer em NY denuncia venda da Amazônia. Assista ao vídeo (Jornal do Brasil)
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/09/19/protesto-contra-temer-em-ny-denuncia-venda-da-amazonia-assista-ao-video/

Artistas e ambientalistas entregam petição a favor da Amazônia para Rodrigo Maia (Jornal do Comércio)
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/galeria_de_imagens/585281-artistas-e-ambientalistas-entregam-peticao-a-favor-da-amazonia-para-rodrigo-maia.html

#TodosPelaAmazônia: 660 mil brasileiros e movimentos pedem o fim dos ataques à floresta (Observatório do Clima)
http://www.observatoriodoclima.eco.br/todospelaamazonia-660-mil-brasileiros-e-movimentos-pedem-o-fim-dos-ataques-floresta/

Petição em defesa da Amazônia tem mais de 600 mil assinaturas (Istoé)
http://istoe.com.br/peticao-em-defesa-da-amazonia-tem-mais-de-600-mil-assinaturas/