sábado, 22 de julho de 2017

Parque Natural.

Parque Natural Sintra / Cascais . Paisagem de Julho.
Fotografei esta paisagem numa destas manhãs em que decidi " esticar as pernas " um pouco mais ali para os lados da serra. Deparei com este troço ao qual apenas vos falta transmitir, por impossível, os belos aromas que aqui respirei. Um abraço meus amigos.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Livros que valem fortunas.


Os mais TOP

Os 10 livros mais caros de todos os tempos

Vivemos numa época em que muitas pessoas pensam que as cópias físicas dos livros estão desatualizadas e são simplesmente desnecessárias. Felizmente, ainda existem muitas pessoas no mundo que estão convencidas do contrário e dispostas a pagar por eles! Alguns destes livros possuem um enorme valor histórico, outros são simplesmente obras de arte - aqui está uma lista dos dez livros mais caros já alguma vez vendidos!
10. Os Contos de Beedle, o Bardo, J.K. Rowling - €3.6 milhões
J.K. Rowling criou 7 exemplares deste livro infantil que é mencionado várias vezes em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Cada exemplar está escrito à mão e ilustrado pela própria autora, encadernado em pele castanha e decorado com prata e selenito. Ela ofereceu seis dos sete exemplares originais a amigos e editores. O sétimo exemplar foi, no entanto, leiloado por 3.6 milhões de euros, o que o torna o manuscrito moderno mais caro!
9. A Bíblia de Gutenberg - €4.6 milhões
A Bíblia de Gutenberg, também conhecida como a Bíblia das 42 linhas, é o primeiro livro impresso usando o tipo de metal móvel produzido em massa na Europa. Com cerca de 180 exemplares originais produzidos, apenas 48 chegaram aos dias de hoje e apenas 31 permanecem em perfeito estado. Um destes exemplares foi vendido em leilão por 4.6 milhões de euros em 1987.
8. O Primeiro Fólio, William Shakespeare - €5.6 milhões
“As Comédias, Histórias e Tragédias” de William Shakespeare ou simplesmente “O Primeiro Fólio” é uma coleção de peças de Shakespeare e foi impressa em 1623, apenas sete anos após a sua morte. Dos 750 exemplares originais apenas permanecem até aos dias de hoje cerca de 228. Considerado como o trabalho mais duradouro na literatura inglesa, esses exemplares são dos livros mais procurados por colecionadores de livros de todo o mundo. Paul Allen, o co-fundador da Microsoft, gastou 5.6 milhões de euros num deles em 2001.
7. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer - €7 milhões
Apenas uma dúzia de exemplares da primeira edição de “Os Contos de Cantuária”, de Geoffrey Chaucer, impressos em 1477, estão espalhados pelo mundo hoje em dia. O último exemplar que estava na posse de um colecionador privado foi comprado por Earl Fitzwilliam por apenas €6.80 em 1776. Quem iria adivinhar que o mesmo exemplar seria vendido em leilão em 1998 por 7 milhões de euros.
6. As Aves da América, James Audubon - €10.8 milhões
Existem apenas 119 exemplares completos da primeira edição de “As Aves da América”. Um dos conjuntos de quatro volumes foi vendido em leilão em 2010 por uns fantásticos 10.8 milhões de euros! Dois outros exemplares da primeira edição foram vendidos em 2000 por 8.3 milhões de euros e em 2012 por 7.4 milhões de euros.
5. Livro de Orações Rothschild - €12.6 milhões
Também chamado de “Horas de Rothschild”, o "Livro de Orações Rothschild" é um livro manuscrito iluminado flamengo de horas. O manuscrito foi compilado por vários artistas por volta de 1500-20 e tem 254 fólios. Foi comprado em 1999 por 12.6 milhões de euros, o que bateu o recorde do manuscrito iluminado mais caro do mundo.
4. O Livro de Salmos da Baía - €13.4 milhões
“O Livro de Salmos da Baía” é provavelmente o mais conhecido, por ter sido o primeiro livro impresso na América do Norte britânica e foi primeiramente impresso em 1640 em Cambridge, Massachusetts. Há rumores de que restam apenas 11 exemplares do livro, um dos quais foi vendido em leilão em 2013 por 13.4 milhões de euros!
3. Evangelho de São Cuteberto - €13.4 milhões
O “Evangelho de São Cuteberto” ou “Evangelho de Stonyhurst” é um livro de bolso evangélico do século VIII escrito em latim. O que torna este livro único é que é um dos primeiros exemplos de encadernação no mundo. Foi vendido em leilão em 2012 por 13.4 milhões de euros.
2. Magna Carta (exemplar original) - €20.1 milhões
A “Magna Carta”, também conhecida como “Magna Carta Libertatum”, é uma carta redigida pelo arcebispo de Canterbury, e aceite pelo rei João de Inglaterra, para fazer a paz entre ele e um grupo de barões rebeldes. Em 2007, um exemplar original da Magna Carta foi comprado em leilão por 20.1 milhões de euros. Correm rumores de que o comprador foi David Rubenstein.
1. O Codex Leicester, Leonardo da Vinci - €29 milhões
Este caderno de 72 páginas é talvez o diário científico mais famoso de Da Vinci. Contém reflexões e teorias manuscritas sobre uma grande variedade de tópicos, como o movimento da água, por que a lua brilha e até mesmo fósseis. Em 1717, o manuscrito foi comprado pela primeira vez por Thomas Coke, que mais tarde se tornou Earl de Leicester, daí o nome do manuscrito. Em 1980, o manuscrito foi parar às mãos do colecionador de arte Armand Hammer. Em 1994, no entanto, o diário foi comprado por nada menos que o próprio Bill Gates, que pagou 29 milhões de euros por ele, tornando este manuscrito o livro mais caro já vendido. Bem, faz sentido que o livro mais caro pertença ao homem mais rico do mundo!
 
Como podemos observar nesta lista há muito por onde escolher no que à temática respeita. Eu, modesto coleccionador, bem que gostaria de ter dinheiro para adquirir, não estas obras, pois isso está completamente fora de questão mas para algumas existentes no nosso mercado. Portugal tem muitas e boas edições que custam autênticas fortunas, também elas. Ao que sei a grande maioria quando aparece são adquiridas por profissionais do ramo que as enviam para o estrangeiro. Particularmente para os Estados Unidos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cascais e a Peninha na Serra de Sintra.

 " Cascais assume gestão do espaço natural da Quinta da Peninha.

 A Câmara Municipal de Cascais, através da Cascais Ambiente, vai assumir a cogestão da Quinta da Peninha para, à semelhança do que sucede com a Quinta do Pisão, promover a protecção e conservação da natureza, abrindo o espaço à vivência do público. "

A notícia acima transcrita li-a no Jornal " Tudo sobre Cascais " nº 84 de Junho do corrente.

Como breve comentário direi que é uma boa notícia.

Cascais e a sua exuberante verdura. Hoje! Lá ao longe, no ponto mais alto da serra, vemos a Peninha.
Foto de minha autoria.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Extinçao em massa. A progressiva escala.

Terra: Investigadores falam na sexta extinção em massa

Estudo conclui ainda que o tempo para reverter efeitos de tal escala é escasso.

Terra: Investigadores falam na sexta extinção em massa

 Fonte:  " Notícias Ao Minuto "
Um estudo publicado no PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States) apurou conclusões gravosas e que nos fazem questionar que futuro queremos para o planeta em que vivemos.
Gerardo Ceballos, Paul R. Ehrlich e Rodolfo Dirz, os investigadores responsáveis pelo estudo, provaram que, durante as últimas décadas, desapareceram do mapa não milhões, mas sim milhares de milhões de espécies pelo globo. E não são espécies raras, falam concretamente em diferentes tipos de aves, mamíferos, répteis e anfíbios que deixaram de existir.
Isto leva o trio de investigadores a afirmar que esteve em curso “a sexta extinção em massa” e que a mesma ocorreu de forma incompreensivelmente rápida.
Para chegarem a este veredito, foi preciso contornar a problemática de não haver registos sobre algumas das espécies que tinham sido analisadas ainda no início do século XX ou até agora. Por isso, o estudo escolheu fazer antes uma investigação geográfica, ou seja, foi analisada a distribuição de cada espécie pelos diferentes cantos do planeta ou de países em específico entre o ano de 1900 e o ‘hoje em dia’.
Dessa análise resultaram números alarmantes: Quase 8.900 espécies – o equivalente a um terço - já não estão presentes no que seria o seu território original, mas não só. Apurou-se também que quase todas as espécies estudadas se extinguiram a nível local ou perderam parte da população.
O grupo dos mamíferos, como nota o The Guardian, é aquele cuja análise conseguiu ser mais detalhada. Sobre eles, os dados mostram que pelo menos metade perdeu cerca de 80% da sua área geográfica.
“A aniquilação biológica resultante terá, obviamente, sérias consequências ecológicas, económicas e sociais. A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição do único conjunto de vida que conhecemos no Universo”, dizem os autores, utilizando expressões mais fortes do que é normal. “A situação tornou-se tão má que não seria ético não usar linguagem forte”, explica o investigador Gerardo Ceballos, citado pelo diário britânico.

O autor diz ainda que “todos os sinais apontam para agressões ainda mais poderosas à biodiversidade nas próximas duas décadas, criando uma perspetiva sombria para o futuro da vida, incluindo da vida humana”, sendo uma das principais responsáveis a “sobrepopulação humana e o crescimento populacional contínuo e o superconsumo”.

sábado, 8 de julho de 2017

Está aí alguém ?



A interrogação que encontrei apropriada a esta imagem muito provavelmente jamais no meu tempo de vida terá resposta palpável.
   Sinceramente gostaria que fosse diferente ainda que isso viesse a trazer mais complicações do que aquelas que todos vivemos, neste nosso Planeta, por enquanto o único que, comprovadamente, mantem a vida tal como a conhecemos.
   Utopia, sonho ou realidade no plano da fé poderei encontrar algumas respostas mas ( e há sempre um mas ) não queria que fosse essa a via.Já vivi uns poucos de anos e não sei quantos viverei mais, porém começo a achar que a humanidade acabará por ultrapassar em muito a sustentabilidade planetária e, não sendo egoísta, acho que todos temos direito a um cantinho por aqui. Animais ( irracionais ) plantas e demais viventes ou inertes rochas, areias, solos etc, etc... As complicações a que me refiro num anterior parágrafo inserem-se por simples exemplo, mas não único, na ordem das religiões em que muito naturalmente e considerando a nossa humana propensão, irão surgir sob a forma de conflitos na crença do Deus único.Aliás, conflitos haverá sempre até ao final dos tempos nem que seja entre aqueles que comem carne e os que comem vegetais. Mas como dizia o poeta " mantem-te em paz com Deus, seja qual for a ideia que Dele tiveres. Ou não será ? Ou será que mais prosaicamente " deus é o dinheiro e o diabo é não o ter ?. Como se vê questões não faltam. A amostra do que se passa nos nossos dias em que ninguém parece se entender leva a pensar se realmente aceitaria-mos alguma ajuda vinda do exterior na forma de um ente desconhecido. E se não fosse " à nossa imagem e semelhança " se fosse branco? preto ? amarelo? de pele vermelha? com traços fisionómicos e anatomia diferente ?
Aguardarei pois até ao final do meu tempo. Após este creio que nada de mim haverá por aí. Os dinossauros viveram milhões de anos por cá e deles só restam fósseis. No final deste ciclo temporal temo que, muito provavelmente, nada restará de humanidade nem do Planeta. Ainda que se pense que a actual guerra, a surgir, será nuclear a arrasadora para todos. A próxima será, de certeza e de novo, com paus e pedras. Mesmo assim tenho dúvidas. Como se tudo isto não bastasse aí estão as alterações climáticas e o seu rol de tragédias a ensombrar o futuro de Planeta. Mas ainda estamos a tempo de fazer alguma coisa por todos. Para já eu sempre vou reduzindo a minha " pegada ecológica " ao menor possível.
Até qualquer dia.
 
  

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Uma vida num chapéu.

Aqui há tempos um Amigo surpreendeu-me com uma proposta à qual dei o meu acordo imediato. Não poderia ser de outra forma até porque é mesmo para isso que a amizade serve. Assim " rezam velhos manuscritos ".


O resultado final é um belo livro no que aos textos diz respeito porque quanto às ilustrações não poderei formar juízo de valor. outros o farão certamente.

Se eventualmente alguém estiver interessado por favor entre em contacto com o meu Amigo e autor através do link que anexo.https://goo.gl/forms/aIQXLfnmd8G4qn162

terça-feira, 27 de junho de 2017

3º mais até ao fim do século e...

A pouco e pouco vemos como o clima está a mudar. Sinceramente já não sei o que pensar, em concreto, destes tempos que vivemos no que a esse tema diz respeito. Ora temos um calor abrasador, ora temos o frio. O que mais falta faz não apareceu a seu tempo. A chuva.
    Li  aqui há dias um artigo em que o autor afirma que no Alentejo é notória a morte de árvores como o sobreiro e a azinheira por escassez de água.

Nascer do Sol no presente. Ainda vivemos no paraíso.

   Não venham atribuir culpas a nós, portugueses, que em quase nada contribuímos para as alterações climáticas e consequente aquecimento global  mas sim a quem realmente a merece. Os países ricos que atearam a fogueira onde o mundo começou a ser consumido. 
 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Incêndio florestal em Pedrógão Grande.

Incêndio florestal de Pedrógão Grande em 2017

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Este artigo ou seção é sobre um evento atual. A informação apresentada pode mudar rapidamente.
Editado pela última vez em 26 de junho de 2017.

Incêndio florestal de Pedrógão Grande em 2017
Imagem de satélite da NASA das nuvens de fumo sobre Portugal a 18 de junho de 2017.

Imagem de satélite da NASA das nuvens de fumo sobre Portugal a 18 de junho de 2017.
Informações
Local Pedrógão Grande, Leiria
Data 17 de junho de 201724 de junho de 2017
Área queimada 53 000[1] ha
Uso do solo áreas florestais e urbanas
Vítimas mortais 64 mortos
Feridos 254 feridos (7 graves)[2]
Motivo Trovoada seca
Coordenadas 39° 57' N 8° 14' O
Mapa
Localização em Portugal.
O incêndio florestal de Pedrógão Grande deflagrou a 17 de junho de 2017 no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, em Portugal, tendo alastrado aos concelhos vizinhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião e Alvaiázere (também distrito de Leiria); ao concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco); ao concelho de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra) e ao concelho de Góis (Coimbra).[3] O desastre é o maior incêndio florestal de sempre em Portugal,[1] o mais mortífero da história do país[4] e o 11.º mais mortífero a nível mundial desde 1900.[5]
Um balanço provisório contabilizou 64 mortos (63 civis e 1 bombeiro voluntário — Gonçalo da Conceição Correia — de Castanheira de Pera) e 254 feridos (241 civis, 12 bombeiros e 1 militar da Guarda Nacional Republicana), dos quais 7 em estado grave (4 bombeiros, 2 civis e 1 criança).[6] Entre as vítimas mortais, 47 foram encontradas nas estradas do concelho de Pedrógão Grande, tendo 30 morrido nos automóveis e 17 nas suas imediações durante a fuga ao incêndio. O incêndio também arrasou dezenas de lugares.[2][7][8]
A causa apontada pelas autoridades foi trovoada seca que, conjugada com temperaturas muito elevadas (superiores a 40 graus Celsius) e vento muito intenso e variável, fez deflagrar e propagar rapidamente o fogo.[9] No entanto, o presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares, acredita que este incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrógão Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a trovoada seca nesta zona. A Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público está a investigar as causas do incêndio.[10]
Como resposta à catástrofe, o governo de Portugal decretou três dias de luto nacional, de 18 a 20 de junho de 2017, enquanto várias autoridades internacionais enviaram mensagens de solidariedade.[11]

Índice

Eventos

O incêndio na região de Pedrógão Grande, a 18 de junho.
Em 2014 e 2015, Portugal registou relativamente poucos incêndios florestais.[12] No ano de 2016, o país foi severamente atingido por eventos deste tipo, que consumiram mais de cem mil hectares apenas no seu território continental.[13]
Uma intensa onda de calor precedeu os incêndios de 2017, em Pedrógão Grande, com muitas áreas de Portugal registando temperaturas acima de 40 °C (104 °F).[14][15] Durante a noite de 17–18 de junho, iniciaram-se um total de 156 incêndios em todo o país, particularmente nas áreas montanhosas a 200 km (124 mi) a norte-nordeste de Lisboa.[16][17] Os iniciais começaram na vila de Pedrógão Grande e espalharam-se dramaticamente.[18]
As trovoadas secas precederam o evento e inflamaram alguns incêndios.[19][20] O diretor nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, afirmou que a Polícia, juntamente com a Guarda Nacional Republicana (GNR), descobriu a árvore que terá sido atingida por um raio, dando início ao fogo.[21][22] Rodrigues também descartou que o incêndio tenha origem criminosa.[23]
Mais de metade da região do Pinhal Interior Norte, que abrange Pedrógão Grande, estava ocupada por plantações de eucaliptos (Eucalyptus),[24] cujo óleo é altamente inflamável, e de pinheiro-bravo (Pinus pinaster).[25][26] O Jornal de Leiria escreveu: "a ajudar a violência do fogo pode ter estado a natureza do coberto vegetal da região, composto por mais de 90% de eucalipto, o baixo teor de humidade do dia de ontem e as altas temperaturas que, mesmo durante a noite, ainda se mantêm."[27]
No dia 20 de junho, uma das frentes ativas do incêndio de Pedrógão Grande confluiu com a frente principal do incêndio de Góis (distrito de Coimbra) e formou uma frente de fogo única com 58 km de extensão,[28] o que levou à evacuação de 27 aldeias.[29] Vários meios foram concentrados em Góis, contando com cerca de 1 000 bombeiros e 7 meios aéreos no combate às chamas.[30] Na noite de 20 de junho mantinham-se 7 frentes ativas no incêndio de Góis.
No dia 21 de Junho o incêndio de Pedrogão Grande foi dado como dominado, vindo a ser declarado extinto dia 24 de Junho.[31] O incêndio de Góis foi dominado no dia 22 de Junho e declarado extinto igualmente no dia 24 de Junho.[32] Ambos os incêndios, com múltiplas frentes que alastraram a diversos concelhos, lavraram durante uma semana, de 17 de Junho a 24 de Junho de 2017.

Vítimas e danos

Automóveis destruídos pelo incêndio.
Pelo menos 64 pessoas morreram nas aldeias ou estradas do concelho de Pedrógão Grande.[33][34][35][36] Outras 204 pessoas ficaram feridas, incluindo doze bombeiros; sete pessoas — cinco bombeiros e uma criança — ficaram em estado crítico.[37][2][23]
A maior mortalidade ocorreu na estrada nacional 236-1, numa zona florestal entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, onde 47 pessoas morreram dentro dos seus carros ou perto deles, quando um incêndio atingiu a área. 30 delas morreram presas no interior dos seus veículos enquanto as outras 17 morreram nas proximidades, ao tentarem escapar a pé.[38] Uma pessoa morreu atropelada.[39] Apesar de a causa da morte de 30 pessoas ter sido atribuída a carbonização, especialistas dizem que a verdadeira causa da morte poderá ter sido a inalação de fumos e que essas mesmas pessoas só teriam sido carbonizadas muito tempo depois de terem falecido.[40]
Esta é a catástrofe mais mortal, desde 1989, em Portugal, ano em que ocorreu o acidente aéreo do voo Independent Air 1851, nos Açores, vitimando 144 pessoas. Tratou-se, igualmente, da catástrofe natural mais mortífera sucedida no território português desde as cheias ocorridas na Madeira em 2010 e o evento com mais vítimas mortais no mesmo território desde o desastre áereo de 1989 na ilha de Santa Maria.[41] Também foi o incêndio florestal mais mortal na história de Portugal e um dos três maiores da Europa, consumindo mais de trinta mil hectares de floresta.[1][33][34]
Na tarde de 20 de junho, chegou a ser noticiado que um dos aviões Canadair que combatiam o incêndio ter-se-ia despenhado em Ouzenda,[42] algo que, quando questionado, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, não pôde confirmar.[43] Mais tarde, a Autoridade Nacional de Proteção Civil desmentiu as notícias que davam conta da queda do avião, atribuindo os relatos de algumas testemunhas à explosão de uma bilha de gás numa rulote.[44]

Reações

O primeiro-ministro António Costa chamou o desastre de "a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais", enquanto o Conselho de Ministros decretou três dias de luto nacional, a contar a partir de 18 de junho.[45][46] Visivelmente abalado, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a Pedrógão Grande na noite 17 de junho e encontrou-se com sobreviventes evacuados para Leiria.[47] Mais de 1 700 bombeiros foram mobilizados para combater os incêndios em todo o país, 800 deles apenas em Pedrógão Grande.[48] Muitas pessoas foram evacuadas para a vizinha Ansião, onde os residentes lhes forneceram abrigo.[49] O fumo de baixa suspensão impediu que os helicópteros pudessem oferecer apoio, prejudicando os esforços de combate ao incêndio. Alguns sobreviventes criticaram a resposta, que consideraram inadequada do Governo, alegando que, horas depois de o incêndio ter começado, ainda não teriam sido ajudados por nenhum bombeiro.[17][18]
A Comissão Europeia acionou o Mecanismo de Proteção Civil para prestar auxílio a Portugal, enquanto França, Itália e Espanha enviaram meios aéreos de bombardeio de água ao país.[50][51] O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, afirmou que a comissão poderia comparticipar até 95% das despesas de recobro e reconstrução necessárias, na sequência do acontecimento.[52] O Reino de Marrocos também enviou um meio aéreo de combate a incêndios.[53] Além de aviões de combate a incêndios, a Espanha enviou também meios terrestres e cerca de 200 bombeiros.[54]
Em Roma, o Papa Francisco orou e pediu que se rezasse pelas vítimas e pelo povo português durante a oração do Angelus.[55] Diversos outros líderes internacionais enviaram as suas condolências a Portugal, incluindo: Emmanuel Macron, presidente da França; Mariano Rajoy, primeiro-ministro de Espanha e os reis de Espanha, Filipe VI e Letícia; a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel e o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; Xi Jinping, presidente da China;[56] Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá;[57] Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia; Prokópis Pavlopoulos, presidente da Grécia e Aléxis Tsípras, primeiro-ministro da Grécia;[58] Paolo Gentiloni, primeiro-ministro de Itália; Stefan Lofven, primeiro-ministro da Suécia;[59] Michel Temer, presidente do Brasil; Francisco Guterres, presidente de Timor-Leste;[60] Evaristo Carvalho, presidente de São Tomé e Príncipe;[61] Jorge Carlos Fonseca, presidente de Cabo Verde;[62] José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau;[63] José Eduardo dos Santos, presidente de Angola;[64] Fernando Chui Sai-on, Chefe do Executivo de Macau;[65] entre outros.[66][67]
Também diversos líderes de instituições europeias e mundiais enviaram os seus pesares e palavras de coragem a Portugal e ofereceram ajuda no que lhes fosse possível, incluindo: António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas; Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia; Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA).[68]

domingo, 18 de junho de 2017

Já cá estou!

Por do Sol no Guincho num final de tarde outonal.
Hoje 18 de Junho celebro sessenta e três anos de vida. Daqui para a frente nada sei...mas do que passou posso falar alguma coisa.Um dia !

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O sublinhado é meu.



Previsão Especial Tempo Quente Continente 15 a 18 junho

Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2017-06-14 16:12 e 2017-06-18 23:59 Previsão Especial Tempo Quente Continente 15 a 18 junho Devido a uma massa de ar muito quente transportada na circulação conjunta de um anticiclone localizado a noroeste da Galiza e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica, prevêem-se temperaturas elevadas, em especial a máxima, pelo menos até domingo.Os valores da temperatura máxima irão variar, na generalidade do território, entre 30 e 36ºC, com exceção de alguns locais do interior, onde se poderão atingir valores entre 37 e 40ºC, e da faixa costeira a norte do Cabo Raso, onde as temperaturas não deverão ultrapassar 26ºC, aproximadamente. Entre os dias 16 e 18, a temperatura máxima poderá atingir valores entre 40 e 43ºC nas regiões do interior e entre 35 e 39 ºC nas regiões do litoral. A temperatura mínima irá subir gradualme nte esperando-se, a partir do dia 17, valores da ordem de 20-22ºC em quase todo o território, podendo mesmo atingir 23/25ºC em muitos locais, em especial do interior.Nesta situação de tempo quente, destaca-se ainda a persistência de dias com temperaturas elevadas nas regiões do interior, tanto os valores da mínima como da máxima.Para mais detalhes sobre os avisos meteorológicos emitidos consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev-sam/Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa Qua, 14 Jun 2017 16:19:56

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Maio. Os do futuro serão mais do mesmo ou pior.

Mês de maio 2017 extremamente quente em Portugal continental
calor2017-06-05 (IPMA)
O mês de maio de 2017 em Portugal continental foi extremamente quente em relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação.
Este foi o 3º mês de maio mais quente desde 1931, depois de 2011 e 2015. O valor médio da temperatura média do ar foi de 18.47 °C, +2.74 °C acima do valor normal. O valor médio da temperatura máxima do ar, 24.96 °C, foi o 2º mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4.0 °C, e o valor médio da temperatura mínima 11.99 °C foi +1.49 °C acima do normal.
Ao longo do mês a temperatura apresentou grande variação, sendo de realçar valores muito altos da temperatura máxima do ar, muito superiores aos valores normais para o mês, nomeadamente a partir do dia 20. Os dias 23 a 25 foram os mais quentes, com valores de temperatura média superiores a 23 °C e valores médios de temperatura máxima superiores a 30 °C.
Os maiores valores da temperatura máxima do ar, ≥ 35 °C observaram-se nos dias 24 e 25.
No período de 20 a 27 de maio registou-se uma onda de calor nas regiões do interior Norte e Centro e Alentejo.
Em relação à precipitação o mês de maio classificou-se como normal, com um valor médio de precipitação em Portugal continental de 66.1 mm, o que corresponde a 93% do valor médio.
De acordo com o índice meteorológico de seca - PDSI, no final do mês mantém-se a situação de seca meteorológica em quase todo o território de Portugal Continental, verificando-se, em relação a 30 de abril, um desagravamento na região noroeste do território e um agravamento na região Sul, com o aumento da área em seca moderada. No final deste mês cerca de 70% do território estava na classe de seca moderada.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O que virá depois ?

Megaestrutura alienígena volta a intrigar a comunidade científica

Chama-se KIC 8462652 e apesar do nome estranho ainda mais o está a ser o seu comportamento observável.

© iStock
Tech Espaço


Se durante as passadas semanas não ouviu falar de uma megaestrutura alienígena que intriga os astrónomos e cientistas, tem andado fora das notícias científicas.

Porém, se até aqui, pela sua ‘excentricidade’ o objeto KIC 8462652 intrigava todos, agora ainda mais, até porque, desde que foi descoberto em 2015, o seu comportamento tem sido cada vez mais estranho.
Durante a passada semana foi noticiado pela imprensa internacional que esta estrela estava a perder luminosidade de forma inexplicável, havendo neste momento várias teorias em cima da mesa, sendo a explicação lógica que, por exemplo, teria de ter um planeta por perto, algo que, até aqui, não foi verificável.

Tem ainda sido sugerido que poderá ter passado um outro tipo de corpo celestial à frente deste objeto, por exemplo, um cometa, mas há também quem defenda, entre a comunidade que investiga este tipo de fenómeno que possa ser uma estrutura não natural, ou seja, extraterrestre.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Direitos fundamentais.

“Não abro a mala do carro”! Foi o que ela disse ao agente! E sabes porquê?


O simpático agente da PSP, olha para dentro do carro, apontou uma lanterna aos bancos traseiros e diz “abra a mala da viatura”.
“Não abro a mala”, responde o cidadão ao Agente.
Na mala da viatura, estavam vários acessórios sexuais, designadamente, alguma langerie em cabedal e meia dúzia de chicotes…
“Porquê ? “, perguntou o Agente.
O cidadão responde que não simpaticamente, nada há de ilegal no carro, mas que na mala tinha alguns objectos íntimos, pelo que recusava ser revistado. Acto continuo, diz ao Agente para tirar dali rapidamente os cães pastores alemães porque, há tempos foi atacado por um e ainda guarda o trauma…
Disse-lhe ainda que os bancos eram em pele muito fina, pelo que estava fora de questão um cão farejar o interior.
O simpático agente, sempre simpaticamente, respondeu que se recusasse a revista à viatura, teria de a apreender…
O cidadão pergunta, então, qual era o “forte indício” que o agente iria apresentar ao juiz para validar uma hipotética apreensão e emissão de mandado, para esse efeito…
E que, a simples ameaça de apreensão da viatura, sem que existam quaisquer indícios que o justifiquem (a lei diz que os indícios terão de ser “sérios”), era, por si só, um abuso de autoridade…

A intimidação, por via da ameaça de apreensão do carro, só vinha tornar o problema mais “grave””…
Foi aí que o simpático agente comunicou que podia seguir viagem…
Tudo isto, porquê?
A Constituição da República Portuguesa prevê o DIREITO DE PROPRIEDADE.
Um cão, por muito bem treinado que seja, tem as patas sujas, e pode causar danos nos estofos da viatura.
Nada, mas mesmo nada, justifica que numa operação STOP, seja feita uma “revista” ou “busca” a uma viatura, metendo lá dentro cães…
Outro direito, fundamental (de aplicação directa) que é a reserva da intimidade privada…
Ninguém é obrigado a expor-se, na intimidade, a um agente da PSP que o abordou ALEATORIAMENTE.
São DIREITOS FUNDAMENTAIS que só cedem perante um interesse fundado e concreto, de igual valor.
Direitos FUNDAMENTAIS são os valores mais altos de uma ordem jurídica, num Estado de Direito. São aquilo que nos distingue do absolutismo, do radicalismo e do extremismo.
Para que existam suspeitas sérias, que justifiquem a apreensão (um confisco temporário, no fundo…), e por via disso, o afastamento daqueles DIREITOS FUNDAMENTAIS, é preciso que haja algo de concreto e objectivo.
Nunca, jamais e em tempo algum um Juiz, em Portugal, emitirá um mandado e validará tal apreensão, apenas porque o cidadão se recusou a “colaborar”, ameaçado ILEGALMENTE com uma apreensão ILEGAL.
Não basta estar a conduzir um honda civic, ou ter a barba por fazer…
E desculpem, mas a permeabilidade destes valores, a forma como aceitamos certas intervenções, é fruto, sobretudo de muita falta de cultura democrática.

Traímo-los, com estas “colaborações”.
Percebo a necessidade de os agentes da autoridade fazerem qualquer coisa para atingirem os seus objectivos.
Mas isto não é a república das bananas.
Os fins não justificam os meios. Os meios é que têm de se adequar aos fins. Esse é um valor primário de um Estado de Direito. É isso que nos distingue da pura selvajaria.
A PSP não tem carros patrulha de que precisa para o seu trabalho, mas tem blindados parados, que custaram milhões de Euros, comprados de propósito para uma Cimeira e entregues com MESES de atraso! Da mesma forma que não há dinheiro para a gasolina das lanchas rápidas e é por isso que a droga entra em Portugal à tripa forra.
Não é a revistar carros “aleatoriamente” que se resolve o problema.

O problema resolve-se dando às polícias os meios de que precisam para trabalhar, e não obnubilando olimpicamente os cidadãos os seus DIREITOS FUNDAMENTAIS: não é assim que se trabalha nos países civilizados.


15/05/2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

Outros tempos...

«Se...
Se depois de caçares um dia inteiro
Torceste a camisola, bagada de suor
E este maldito vício não perdeste
Se consumido já o provimento
Suportaste sem gemer
O vergonhoso peso de uma grade
Se na perdiz que te saltou dos pés
A arma chapeou
E nem porra disseste,
Se o companheiro cintou
A perdiz que mataste
E fizeste de contas que não atiraste
Se vês o javardo,
Sereno, a dormir
E não o fuzilas e o deixas fugir,
Se o pointer nervoso
Do bando t'enxauga
A mansa perdiz
E tu, como paga
Num gesto bondoso
Fazendo-lhe festas, te sentes feliz
Se a costeleta
(Que cem escudos te custou)
À hora da merenda
Repartes como irmão
Roendo tu o osso
E dando a chicha ao cão
Fará a multidão pouco de ti
Apupado serás
E ainda alvo da inveja dos Reis
De que és Senhor,
Por seres simplesmente "caçador".»



José Alcântara, in ATC, Termas de Monfortinho, p’los idos de 60

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Charrelas.


As charrelas (perdix perdix), também conhecidas por perdizes-cinzentas, pensavam-se extintas em Portugal.

No entanto, em janeiro deste ano, um bando destas aves surpreendeu um fotógrafo na região de Bragança.


















Gonçalo Rosa conseguiu captar imagens destas aves através de uma câmara de foto-armadilhagem, conta a revista Wilder, dedicada a temáticas da Natureza.
Este é o primeiro registo da espécie em várias décadas. A população desta ave foi em tempos muito numerosa, mas depois do século XIX foi dada como extinta.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ciclones e afins.

OMM retira os nomes Matthew e Otto da lista de furacões
furacao alex2017-03-28 (IPMA)
Os nomes Matthew e Otto foram substituídos por Martin e Owen na lista rotativa de nomes utilizados para os ciclones tropicais devido aos elevados danos e numerosas mortes causadas em 2016, nas regiões do Mar das Caraíbas, Golfo do México, Atlântico Norte e leste do Pacífico Norte.
O Comité de Furacões da Associação Regional IV (América do Norte, Central e Caraíbas) da Organização Meteorológica Mundial (OMM) tomou esta decisão durante a sua 39ª sessão, e onde Portugal esteve representado, que decorreu entre 23 e 26 deste mês de março, em San José da Costa Rica.
"A OMM e os seus membros estão continuamente a trabalhar, baseando-se nos impactos e nos diversos riscos, como a velocidade do vento, a sobreelevação do nível do mar de origem meteorológica (storm surge) e inundações costeiras ou continentais, para fornecer serviços de previsão e alerta precoce cada vez mais precisos ", disse Wenjian Zhang, subsecretário-geral da OMM.
"Tem havido um enorme progresso na redução de perda de vidas e bens aquando da ocorrência de ciclones tropicais e de outros fenómenos extremos. Sem avisos atempados e precisos e sem coordenação e cooperação regional, as baixas devido ao furacão Matthew teriam sido muito mais elevadas. ", disse Zhang.
A atividade dos ciclones tropicais na bacia atlântica, durante a época de 2016, esteve acima da média 1981-2010, de acordo com o centro meteorológico regional especializado de Miami da OMM (US National Hurricane Center). Formaram-se 15 tempestades tropicais, das quais 7 tornaram-se furacões e 4 atingiram categoria 3 ou superior na Escala de Vento de Furacões de Saffir-Simpson.
O RSMC Miami assume a liderança no fomento da coordenação e formação regional e no desenvolvimento de melhorias quer em alertas quer nas atividades operacionais.

terça-feira, 21 de março de 2017

Inverno 2016 / 2017.

Inverno 2016/2017
inverno2017-03-20 (IPMA)
O inverno 2016/2017 (dezembro, janeiro e fevereiro) em Portugal Continental classificou-se como normal em relação à temperatura e seco quanto à quantidade de precipitação.
A temperatura média no trimestre foi de 9.91°C, superior em +0.30°C relativamente ao normal. O valor médio da temperatura máxima, 14.86°C, foi superior ao valor normal, com uma anomalia de +1.06°C, sendo o 4º valor mais alto desde 1931. O valor médio da temperatura mínima do ar, 4.95°C, foi inferior ao valor normal, com uma anomalia de -0.48°C.
O valor médio da quantidade de precipitação no trimestre dezembro-fevereiro, 242.5 mm, foi inferior ao valor médio correspondendo a 69 % do valor normal.
De destacar no inverno de 2016/2017:
•    No dia 19 de janeiro foram ultrapassados os anteriores maiores valores absolutos da temperatura mínima do ar em estações meteorológicas automáticas com séries de cerca de 20 anos;
•    Entre 14 e 26 de janeiro observou-se uma onda de frio com duração de 6 a 12 dias, em alguns locais das regiões do Centro e litoral da região Sul;
•    Entre os dias 1 e 4 de fevereiro ocorreram valores de rajada superiores a 100 km/h em alguns locais das regiões Norte e Centro. O valor mais elevado ocorreu na estação meteorológica da Guarda às 04:20 UTC, 129.6 km/h, valor que ultrapassou o anterior máximo (129.2 Km/h em 23 de janeiro de 2009);
•    Inundações no dia 11 de fevereiro no sotavento Algarvio, e em particular no concelho de Vila Real de Santo António. Valor máximo em 1h de 57.8 mm entre as 18 e 19 UTC;
•    Queda de neve em todos os meses do trimestre sendo de realçar o dia 19 de janeiro com relatos de queda de neve fraca no sotavento algarvio (S. Brás de Alportel e Serra do Caldeirão);
•    No final de dezembro 78% do território estava em seca fraca; final de janeiro 95% do território em seca fraca e 3% em seca moderada; final de fevereiro diminuição significativa da área em seca, ficando apenas 57% do território em seca fraca.

Imagens associadas

  • Figura 1 – Temperatura e precipitação no inverno 2016/17 (período 1931/32 – 2016/17)
    Figura 1 – Temperatura e precipitação no inverno 2016/17 (período 1931/32 – 2016/17)

sábado, 4 de março de 2017

Oliveira mais antiga de Portugal.

Oliveira mais antiga de Portugal nasceu há 3350 anos

As obras da barragem do Alqueva abriram uma oportunidade única para que fossem abatidas centenas de árvores e testar um método de datação das oliveiras milenares.
A oliveira das Mouriscas
Foto
A oliveira das Mouriscas 
Um misto de respeito e perplexidade são inevitáveis quando se observa um dos seres vivos mais antigos de Portugal. Foi recentemente datado como tendo a espantosa idade de 3350 anos, como se pode ler na página online do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. É uma oliveira. A sua sombra, certamente, acolheu celtas, iberos, lusitanos, celtiberos, cónios, romanos, visigodos, alanos ou árabes que se alimentaram das azeitonas que produziu. É contemporânea do faraó Ramsés II e de Moisés (1250 anos a.C.).
Continua de pé e a produzir azeitona na freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes, revelando um estado vegetativo que lhe permite acrescentar mais uns séculos à sua tão longa existência se, entretanto, as acções do homem não a reduzirem a lenha.
A datação foi cientificamente comprovada em 2016 pelo professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) José Penetra Louzada, que descobriu o único método existente a nível mundial para datar árvores antigas quando o seu interior se encontra oco, como é o caso das oliveiras milenares.
Desde 2008, ano em que foi registada a patente, a UTAD “já datou mais de uma centena de oliveiras milenares”, adiantou ao PÚBLICO José Louzada. Entre os exemplares observados, encontra-se a “árvore das Mouriscas que está entre as mais antigas do mundo”, salienta o docente. Antes deste exemplar, estava em primeiro lugar, na lista portuguesa, “outra oliveira em Santa Iria da Azoia, com 2850 anos, que esteve em risco de ser derrubada para alargar uma rotunda”, observa. A população movimentou-se para que fosse datada e hoje a comunidade tem orgulho da sua árvore, que deixou de ser vista como um “empecilho”. Não faltam placas a assinalar o local aos visitantes.
Para a pesquisa do novo método de datação foram decisivas as obras da barragem do Alqueva e a construção de auto-estradas no Alentejo, refere o docente, salientando a necessidade que houve em “derrubar muitas centenas de árvores que ficaram disponíveis para elaborar o estudo, durante mais de uma década de trabalho.”
Os dois métodos de datação até então existentes tinham como base a identificação e contagem dos anéis ou a análise de radiocarbono da madeira formada nos primeiros anos de vida. Contudo, a observação implicava danificar parte dos troncos. E nenhum deles funcionava com as oliveiras milenares por estarem ocas. Louzada desenvolveu uma fórmula matemática para a sua datação que não danifica as espécies e se baseia em padrões de crescimento através de medições do diâmetro, altura e perímetro das oliveiras.

Para terem a certeza que o método padrão definido para as oliveiras estava correcto, pediram a colaboração do Instituto Tecnológico e Nuclear para fazerem datação a carbono 14, e verificou-se que “coincidia a 100%”, acentuou o especialista. 

Árvores à venda

O desafio para a obtenção de um novo método que se adequasse às oliveiras foi lançado por Soares dos Reis, proprietário de uma empresa de venda de árvores milenares. A dada altura, quando pretendia exportar exemplares para o estrangeiro, era confrontado com a exigência do comprador de um certificado sobre a idade das árvores passado por uma entidade credível e independente.
“Toda a investigação, incluindo o fornecimento de exemplares para estudo, registo da patente, tudo foi pago pela minha empresa”, adiantou ao PÚBLICO Soares dos Reis. A patente deste método está registada na proporção de 50% para UTAD e 50% em nome pessoal do empresário.
Soares dos Reis diz que está ligado ao transplante de árvores, em especial oliveiras, há mais de 15 anos. E foi para se distinguir da concorrência neste comércio que financiou a pesquisa de um novo método de datação. “Assim agrego um certificado de idade à oliveira vendida ao cliente mediante um método patenteado que tem apenas uma margem de erro de 2%”, assinala Soares dos Reis, realçando a importância da construção da barragem do Alqueva neste processo e de outras obras públicas. “Levaram ao arranque de milhões de oliveiras que até a essa data era impensável serem removidas”, revela o empresário, sublinhando que, neste número, “encontravam-se milhares de árvores centenárias e milenares cujo destino seria a destruição para lenha.” A sua recuperação para venda como árvores decorativas de jardins públicos, privados, adegas, lagares, campos de golfe, hotéis “permitiu que fossem salvas milhares de oliveiras centenárias.” Em relação às árvores milenares diz ter negociado “apenas algumas dezenas” com destino a Espanha, França e o Dubai, essencialmente.
Na realidade, a quase totalidade das árvores milenares “são zambujeiros, também conhecidas por oliveiras bravas que foram enxertadas” para produzir um fruto maior e desta forma obter mais volume de azeite, refere José Louzada, salientando a “capacidade de regeneração praticamente infinita” desta espécie.
É óbvio que as células iniciais de uma oliveira milenar “não estão lá, já morreram há muitos séculos, mas houve uma regeneração e desta forma vive quase perpetuamente”, explica. 
A oliveira de Mouriscas é originariamente um zambujeiro que foi enxertada e produz duas qualidades de azeitona. Quando se suspeitou que poderia ser a mais velha de Portugal, um grupo de cidadãos desta freguesia pediu que a árvore fosse datada e certificada. O investigador da UTAD, juntamente com a empresa Oliveiras Milenares, fizeram a recolha dos elementos e foi confirmado que tem a idade de 3350 anos. O certificado foi atribuído em Setembro de 2016.