quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Portal da alma.

                              Sentar em silêncio, entregando-me aos meus sentimentos parece ser das últimas coisas que desejo fazer como homem.  De facto, a coisa mais difícil é não fazer  " nada ".
Em paz.    *
   Contudo, em profunda reflexão, posso sentir que estou a entrar num lugar de alívio e de paz.  Confiante que a natureza ( o maravilhoso ar livre ) pode trazer consolação e uma nova visão das coisas.

* Fotografia de Zé Pinto Lopes.                                         

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um dia...

Não vou começar este conto com o " era uma vez " mas sim com:

                                                                         
 Um dia um Rei temido pelo seu mau génio perguntou a um grupo de cortezãos qual julgavam maior; se ele se seu pai.
                                                                     
    Os pobres cortezãos hesitavam em dar uma resposta que podia custar-lhes a vida; mas afinal um deles mais arguto que os outros, declarou:
   - Vosso pai ,senhor; porque, se bem que Vossa Magestade o iguale sob todos os outros pontos de vista, ele supera-vos num só: tem um filho bem maior que todos o que vós mesmo destes ao Mundo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

D. Quixote e Dulcinea ( Amores famosos da história e da literatura )

                                                                        D. QUIXOTE e DULCINEA

  O amor deste par imortal do livro de Cervantes pode considerar-se como o prototipo do amor puro e ideal.
                                              O amor que venda os olhos à realidade para sómente dar vista aos de espírito.
Dulcinea del Toboso
    Aldonza Lorenzo é uma inculta aldeã a quem Don Quixote viu certa ocasião. Mas para ele, não é inculta nem campónia; para ele é senhora de alta linhagem pois deste modo a visiona, tampouco se chama Aldonza Lorenzo visto que a baptisa com um novo nome sonhado pelo seu coração apaixonado: Dulcinea del Toboso.   
                                                
Don. Quixote .
                                                             
   Ele torna-a senhora dos seus pensamentos, dedicando-lhe todos os seus lances aventureiros, simbolisando nela o ideal feminino, ideal perfeito posto que haja sido criado, enfeitado e idealisado pelo seu próprio desejo. Don Quixote combate proclamando a formosura da sua Dulcinea e obrigando a confessar aos inimigos vencidos que ela é, sem dúvida, a mulher mais formosa do mundo.
   Se Dulcinea não é formosa, os olhos do seu adorador Don Quixote a convertem na mulher mais idealmente exalçada da literatura universal.

domingo, 23 de outubro de 2011

Galinholas...Uma saudade.

  Vou agora recordar algo acerca de uma ave que em tempos constituiu para mim, aqui em Cascais, o sentido de uma actividade lúdica hoje em declinio pessoal apenas, e tão sómente motivada pela situação a que o concelho chegou quanto ao urbanismo massivo.

Pinhal da Marinha e Galinhola.  Óleo s/tela.
          "  ...Há um exemplo flagrante no nosso País, que foi o da serra de Sintra, como zona tampão temporária para as galinholas não descerem mais para o Sul. Todos nós estamos recordados do enorme nevão que caiu há algumas décadas na serra de Sintra e que atingiu inclusivamente a zona do Estoril, Cascais e Pinhal da Marinha. Dum dia para o outro, porque nevou na serra de Sintra, a grande maioria das galinholas que lá estavam dispersas na floresta desceram imediatamente para o Pinhal da Marinha, onde nevava relativamente pouco e de forma passageira, permitindo desta forma que não se privassem de alimentos, receosas como estavam que os vermes existentes por debaixo das folhas secas, fetos e musgos, morressem com as temperaturas negativas. "  *

 " Na Esteira do Nordeste "    Memórias de um Caçador.
   
   Joaquim Canas Cardim.

 Pinhal da Marinha...Quantas recordações dos meus tempos de caçador de galinholas me acodem à memória, assim como os seus arredores, Quinta da Bicuda e Figueiras depois também a Serra de Sintra em que com os meus inolvidáveis perdigueiros  passei horas inesquecíveis e que jamais voltarão. As galinholas da Quinta das Patinhas e da Malveira e outras dispersas em caçadas, a sós com o bom amigo cão. Hoje tudo acabou não sei se para o bem ou para o mal excepto estas memórias de locais e companheiros caninos que prezo preservar em algumas obras.
        

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Então é amanhã !!???


 Parece certo que vamos ter a chuva e o frio neste fim de semana. No momento que escrevo tudo indica o contrário porém aguardemos para ver.

Obs: Decorridos que são alguns dias ( 3 ) direi que sempre se confirmou a chegada da desejada chuva, não no sábado previsto mas no domingo pela tarde. Neste caso mais vale tarde que nunca. *

* Data desta mensagem em geito de observação : 25 de Outubro.

domingo, 16 de outubro de 2011

Abraço apenas, um só abraço.


                                                                               " Na calma dos teus braços amantes "

O gesto do abraço apaixonado parece preencher, num momento para o sujeito, o sonho da união total com o ser amado.
   Momento de afirmação : durante um certo tempo, na verdade terminado, perturbado, algo se conseguiu: fiquei realizado ( abolidos todos os meus desejos pela plenitude da sua satisfação ). A plenitude existe e não deixarei de a fazer regressar: por entre os meandros da história de amor, teimarei em querer encontrar, renovar, a contradição - a contracção - de dois abraços.  




                                                            

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ali, no local apropriado.

                                          Bairro dos pescadores.            Foto. Zé Pinto Lopes
Para os homens do mar constitui um " dever " terem junto de si quem os proteja das adversidades do destino quando por esse oceano adentro trabalham para o pão nosso de cada dia. Assim junto ao seu bairro mandaram colocar a sua Padroeira. Nossa Senhora dos Navegantes, ou não fosse Cascais terra de pescadores.
   Lamentávelmente o aspecto em redor revela um abandono pouco abonatório para a nossa Vila como vemos na fotografia. Desconheço quem deveria cuidar do local, se os moradores, se a autarquia apenas estranho o abandono. Já não é de estranhar a imagem estar protegida por um gradeamento, são tempos difíceis estes que se vivem e decerto seria vandalizada, mas haverá alguém que  se lembre, como forma de gratidão, de limpar ao menos aquele pequeno jardim? Também não é de estranhar. A memória dos homens é curta. Infelizmente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Velhos.

Muros . Vale travesso.   Foto. Zé Pinto Lopes

 O que há de respeitável num velho são as dores de uma vida inteira, que só ele conhece, são as ambições insatisfeitas, os ideais irrealizados, o que partiu demasiado cedo e o que chegou demasiado tarde, as belas searas de ilusões e de esperanças que um dia de geada crestou e destruiu, o acordar de muitos sonhos. 




Na "minha " terra.    Foto. Zé Pinto Lopes.


Não é velho aquele que viveu um certo número de anos; mas é velho aquele que abandonou o seu ideal.
Os anos enrugam a pele, mas a renúncia ao ideal enruga a alma.
 As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são inimigos que, lentamente, vos fazem inclinar para a terra e tornar-vos poeira antes da morte.


domingo, 9 de outubro de 2011

Já viste chuva em dia de sol ?

                                             Fim de dia ensolarado.                    Foto : Zé Pinto Lopes.
                                                              
                                                                       Viste alguma vez a chuva ?

                                                                      Disse-me alguém há muito tempo atrás ;
                                               
                                                                      Há uma calma antes da tempestade !
                                               
                                                                      Eu sei... É assim desde há algum tempo.
                                               
                                                                  Dizem que quando se vai a calma choverá...num dia de sol !

                                                                      Eu sei...  Resplandecente  como água.

                                                               
                                                                                    (  Clique sobre a imagem para ver o filme. )

                                                         
                                                         Quero saber se alguma vez viste a chuva cair.
                                                         Quero saber se alguma vez viste chover num dia ensolarado.


                                                     Ontem... e nos dias anteriores o sol não aquece e a chuva é intensa.
                                                     
                                                          Eu sei...
                                                          Tem sido dessa forma toda a minha vida.
                                                          Será sempre assim...!???
                                             
                                                          Sucede entre ciclos rápidos e...lentos.

                                                          Eu sei...
                                                          Não os podendo deter, pergunto, quero saber.!
                                                          Alguma vez viste chuva  a cair num dia ensolarado ?

                                                          Eu sei...
                                                                             Não os podendo deter, pergunto, quero saber .!
                                                         Alguma vez viste a chuva a cair num dia ensolarado ?

                                                                             Eu sei...
                                                                             Não os podendo deter, pergunto, quero saber. !
                                                                             Alguma vez vista a chuva cair num dia ensolarado ? *  
                                             
                                                 
       *   Tradução; Zé Pinto Lopes.  Canção .   ----   " Have you ever seen the rain ? "
                                                                           
                                                                                          Grupo:  " Creedence Clearwater Revival " .
                                               

                                               
              

sábado, 8 de outubro de 2011

Naturalmente.

                                      Medronheiro e medronhos.               Foto. Zé Pinto Lopes
 Passei um destes dias na minha bicicleta,  por um caminho da Serra de Sintra  quando reparei no terreno atapetado por vários medronhos. Depois de saborear alguns destes delíciosos frutos ou bagas tirei a foto que vemos. Ao arbusto, com cerca de três metros de altura " carregado " deles sucedem-se alguns outros de maior ou menor altura espalhados por aquela encosta sul da Serra.
                                                        
Reparei, também, que muitos estavam roídos e outros picados pelos demais habitantes do lugar, estes, de classificação irracional  tais como ratos  e aves. Um encanto.
Rato dos pomares
             


Toutinegra
Ser humano... na Serra entre a natureza.     Foto. Zé Pinto Lopes.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tempos de Vergonha.

Estes tempos que vivemos são vergonhosos graças á classe política que rege os destinos de Portugal. Apoiada por uma parcela de portugueses que nela votam, em eleições sucessivas, alcandoram-se no " poleiro " todos ufanos do seu saber. Presidentes disto e daquilo, do País e das empresas, em estreita colaboração na arte de enganar. Surgem conversetas e prémios para aqui e acolá desejosos os seus mentores e patrocinadores de agradar a sua excelência o sr: presidente, préviamente convidado e que, claro, não faltará  à cerimónia sob pena de desagradar aos  de sua igualha. Atropelam-se valores morais e sociais e refinadamente em discurso solene entre sorrisos, abraços e vá lá porque não " queijos da serra " o " convidante " diz alto e bom som que " apesar da conjuntura adversa a nossa empresa etc. e tal.... decide continuar a entregar este prémio porque blá,... blá ,... blá. O  presidente convidado aplaude sabendo que nesse momento aquele outro presidente dispensa colaboradores alegando que a empresa atravessa dificuldades financeiras.
 Este estado de coisas prossegue e decerto prosseguirá ontem, hoje e amanhã. Desde há 37 anos.
 O Doutor António de Oliveira Salazar era  Presidente do Conselho de Ministros. Ninguem iniciava obra ou tomava iniciativas despesistas sem que ele desse o seu aval. A Portugal e aos portugueses  não roubou um tostão em impostos absurdos, como hoje se faz. Não viajava com comitivas de dezenas de figurões parasitários, como hoje se faz. As empresas de então floresciam e vingavam porque os seus Presidentes eram Homens de Bem e encorajados no respeito aos colaboradores porque sabiam que o timoneiro da Nação era um exemplo de austeridade e eles mesmos eram colaboradores nesse todo. Muito e muito mais nos ajudou a pontos tais de, recentemente a R. T. P. ter feito uma sondagem / estudo de que resultou terem os Portugueses escolhido o Doutor Salazar como o maior português.
Por alguma razão os espúrios da sociedade ou estavam fugidos, alguns até ao dever militar, ou estavam presos.
                                                                    
 Eram iguais à escumalha que se pavoneia entre nós hoje fazendo entrega de dinheiros e recebendo o dito sejam no público ou no privado.Por estas e outras razões estavam afastados da sociedade e lá deveriam ter continuado. Doa a quem doer.De malandros, preguiçosos, canalhas estavam todos fartos. Como hoje estamos.
 Enfim este meu escrito apenas reflete o estado de espírito de um cidadão que, durante parte da vida, tentou encontrar neste país aquele rumo, aquela paz , aquela cidadania que vivi, e, vi viver, antes dos meus dezoito anos ou seja antes de este lindo Portugal ser atraiçoado por quem nós muito bem sabemos.
Tentam apagar a história das empresas e dos seus obreiros por vezes até escondendo as placas comemorativas  da inauguração e da fundação.
Aves migratórias.  Foto. Zé Pinto Lopes.
 Tentam esconder com um 5 de Outubro  um outro 5 de Outubro ou seja esconder até a Fundação de Portugal.
 Seria bem mais útil  lembrar o 5 de Outubro de 1143 em que nasceu Portugal através do Tratado de Zamora do que este baseado num crime histórico . Raramente nas escolas se alude a aquele tratado. Porque será ???
 
 A resposta está dada.                        


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

D. Carlos. Um Homem. Um Amigo de Cascais.

Defeitos!    Quem os não tem?   Tinha-os El-Rei Dom Carlos?   É provável que os tivesse. Todos nós, os homens, somos imperfeitos.
   Se Dom Carlos tinha, realmente, alguns defeitos, eram eles tão desvanecidos que passaram sem o reparo de pessoas de subido critério.
   A magnanimidade de caracter de Dom Carlos, tantissimas vezes posta em relevo, compensava, vantajosamente, os Defeitos- que os inimigos, os invejosos e os intrigantes Lhe atribuiam.
   Disse Cervantes; A grandeza do Rei resplandece mais em ser misericordioso que justiceiro.
Cascais. Rei Dom Carlos.  Foto. Zé Pinto Lopes.

   Ora se Dom Carlos em vez de exercer a clemência tivesse exercido a Justiça, quiçá não tivesse sido vitima dos Seus inimigos.
Dom Carlos.   Foto ; Zé Pinto Lopes.
   Mas, Senhor Deus, passou alguma vez pela imaginação do Bondoso Soberano que, em Portugal, houvesse um português capaz de lhe apontar e desfechar uma  carabina ?  Não ! Dom Carlos, como português de raça e de coração, não podia tolerar tão repulsiva hipótese. Confiava na humanidade dos Seus subditos e por eles trabalhava com todo o valor da Sua inteligência. Nunca pensou, sequer, nos degenerados que poderiam surgir, subitamente, entre os portugueses de nobre alma. E foram seus algozes esses espúrios em que jamais pensou.


       Dom Carlos, todos o sabiam, foi sempre um Rei valoroso e justo, mas a Sua benignidade prejudicava-o, por vezes, na acção forte das Suas deliberações. Não era um medroso, era um timido receoso de uma incorrecção, de um desprimor ou de uma injustiça que fosso abalroar com os Seus sentimentos de doçura e cortesia.
Reconhecimento " deles " também.  Foto; Zé Pinto Lopes.
A Sua inteligência ligada ao Seu vigor físico eram factores temíveis se tivessem de ser postos em acção, e tão notória se tornou essa asserção que, para O vencerem, foi necessário um elevado número de emboscados assassinos. Só assim, traiçoeiramente, lograram derrubá-lo para sempre.
 Se a tentativa tivesse falhado teriam os instigadores e criminosos de sentir o peso do Seu pulso de ferro de Homem e de Rei.  *

   " Um Feixe de saudades "
   Autor: Trindade Baptista.
   Ano: 1933.                                             

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A estátua do Jardim Visconde da Luz.

Bem no coração da Vila.    Foto. Zé Pinto Lopes

Outros tempos.   Foto. Zé pinto Lopes.
Bem no centro de Cascais, no " coração " da minha terra está esta estátua rodeada por um aprazível jardim, o jardim Visconde da Luz. Evoca os mortos pela Pátria nas guerras em que o País se envolveu
ou viu envolvido.









       Na placa colocada em local nobre sob os pés de tão formosa figura alude-se o motivo do memorial. Em boa hora. Infelizmente mais haveria a acrescentar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Outubro

 Habitualmente dedico com todo o gosto umas palavras alusivas ao mês que decorre, desta feita e por motivos bem diversos não o fiz no seu inicio assim como estive ausente aqui, do meu cómodo cantinho, por alguns dias. Outubro é pois o mês em que ;

                                                             Outubro seca tudo.
                                                             Outubro nublado, Janeiro molhado.
                                                             Em Outubro, centeio ruivo.

Não refiro mais provérbios dado serem em sua maioria relacionados com a agricultura actividade autrora de primeiro plano em Portugal e que na actualidade não passa de mera recordação. Outubro está, isso sim, a ser um mês semelhante a todos os transatos no que diz respeito ao dia a dia de todos nós ou, pelo menos, na sua maioria e sendo assim temos então o Outubro ;

                                                 Outubro adivinha o mal que se avezinha.
                                                 Outubro português, pena o operário, ri o salafrário.
                                                 Outubro em Portugal para o  bem e  para o  mal.