terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejo a todos um Feliz Ano Novo de 2014

2014

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2014 (MMXIV, na numeração romana) será um ano do calendário gregoriano, um ano comum, de 365 dias e a sua letra dominical será E, terá 52 semanas, com início numa quarta-feira e terminará também numa quarta-feira. Será realizada a XX Copa do Mundo FIFA, que será sediada no Brasil e a XXII edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que será em Sóchi, Rússia.

Eventos esperados

Janeiro

Fevereiro

2 de fevereiro dia de Iemanjá

Março

  • 7 a 16 de Março
    • Jogos Paralímpicos de Inverno em Sochi, Rússia.

Abril

Junho

Julho

Agosto

  • 19 de agosto
    • 2000 anos do falecimento de Augusto, primeiro Imperador romano.
  • 25 de agosto
    • 20 anos da série de jogos de luta The King of Fighters.

Setembro

Outubro

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Referências

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Nova Era Glacial !

Cientistas russos garantem: Nova era glacial começa em 2014

28/12/2013 - 12:16


 
Contrariando a teoria de aquecimento global, dois cientistas russos afirmam que a Terra aproxima-se ràpidamente de um novo período glacial, que começará a partir do ano que vem.

Fonte: HIstory Channel

Os pesquisadores Vladimir Bashkin e Rauf Galiulin, do Instituto Gazprom VNIIGAZ, acreditam que os seres humanos, na realidade, não exercem grande influência nas mudanças climáticas.
Eles defendem que o planeta está, na verdade, a atravessar  diferentes ciclos de actividade solar, e a próxima fase será marcada por um decréscimo gradual da temperatura até atingir um pico glacial em 50 anos.

E os pesquisadores não param por aí. A dupla alega que o alarde actual em torno das mudanças climáticas é parte de uma conspiração com objectivo de desacelerar o consumo de petróleo, gás e carbono - três " bens " essenciais à vida moderna -, e controlar os preços deste mercado.
Apesar de polêmicas, as declarações dos dois cientistas não representam uma opinião isolada. No ano passado, Jabibula Absusamatov, director do sector de Investigações Espaciais do Observatório de Pulkovo e membro da Academia Russa de Ciências, confirmou a previsão de que a temperatura do planeta começará a baixar em 2014, alcançando seu pico  em 2055.
“Conforme os nossos dados, a temperatura começará a decrescer estavelmente a partir do ano 2014. O pico do frio será em 2055, ou 11 anos antes ou depois desta data. O arrefecimento fará que as superfícies cobertas pelas culturas agrícolas diminuam significativamente. Além dos problemas com a alimentação será muito mais difícil organizar escavações de petróleo e gás nas latitudes nortenhas. Problemas de aquecimento fornecido à população também vão se agravar. O arrefecimento será sentido em muitos países, quase em todos, mas principalmente os situados no hemisfério norte.

“Como acontece frequentemente, no início diz-se que tudo isso é ridículo, não é ciência alguma, não pode ser provado, depois encontra-se alguma verdade  e, finalmente, diz-se que  conhecia-mos o problema desde sempre. A teoria sobre o arrefecimento começa a ser reconhecida e discutida a níveis oficiais”, conclui um dos cientistas.


Apesar da nova teoria (de conspiração, inclusive), a maioria dos modelos astronômicos de maior consenso científico afirmam que somente daqui a 10.000 anos a Terra será novamente recoberta com gelo, afetando todas as formas de vida que nela habitam. Esta pesquisa  mais optimista, resulta de um estudo recente realizado por pesquisadores das universidades da Flórida, Cambridge e College de Londres, publicado pela revista Nature Geoscience, garante que a chegada da próxima era glacial será adiada em dezenas de anos, porém ainda assim levaria cerca de 1.500 anos...

A causa, pelo estudo anterior, contrariando os cientistas russos, pode parecer paradoxal: os altos níveis de gases de efeito estufa na atmosfera da Terra. Esta consequência indesejada da vida humana no planeta seria a razão deste importante adiamento temporal. O calor captado pelo dióxido de carbono muda os padrões pré-existentes, evitando que a Terra arrefeça  como ocorreu no Pleistoceno, levando à Idade do Gelo, que durou até cerca de 15 mil anos atrás.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Florbela Espanca - Amar

                                                   É vão o amor, o ódio, ou o desdém ;
                                                   Inútil o desejo e o sentimento...
                                                   Lançar um grande amor aos pés dalguém
                                                   o mesmo é que lançar flores ao vento !

                                                  Todos somos no mundo " Pedro Sem ",

                                              
                                             Uma alegria é feita dum tormento,
                                             Um riso é sempre o eco dum lamento,
                                             Sabe-se lá um beijo donde vem!
                                                                 

                                            A mais pobre ilusão morre...desfaz-se...
                                            Uma saudade morta em nós renasce
                                            Que no mesmo momento é já perdida...

                                           Amar-te a vida inteira eu não podia.
                                           A gente esquece sempre o bem dum dia.
                                           Que queres, meu Amor, se é isto a vida !... ( 1 )

(1.)  Florbela Espanca


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Deus ouviu-nos.

DEUS CRIOU O BURRO E DISSE:
Trabalharás incansavelmente de sol a sol, carregando fardos nos lombos. Comerás palha , não terás inteligência alguma e viverás 60 ANOS. SERÁS BURRO.
O BURRO RESPONDEU: 
Serei burro, mas viver 60 ANOS é muito, Senhor.
Dá-me apenas 30 ANOS Deus deu-lhe 30 ANOS.
DEUS CRIOU O CÃO E DISSE: 
Vigiarás a casa dos homens e serás o seu melhor amigo…
Comerás os ossos que ele te atirar e viverás 20 ANOS.
SERÁS CÃO.
O CÃO RESPONDEU: 
Senhor, vigiarei a casa dos homens, mas viver 20 ANOS é muito.
Dá-me 10 ANOS.
Deus deu-lhe 10 ANOS.
DEUS CRIOU O MACACO E DISSE:
Pularás de galho em galho, fazendo macaquices, serás divertido e viverás 20 ANOS.
SERÁS MACACO.
O MACACO RESPONDEU:
Senhor, farei macaquices engraçadas, mas viver 20 ANOS é muito.
Dá-me apenas 10 ANOS.
Deus deu-lhe 10 ANOS.
DEUS CRIOU O HOMEM E DISSE:
Serás o único ser racional sobre a face da Terra, usarás a tua inteligência para te sobrepores aos demais animais e à Natureza.
Dominarás o Mundo e viverás 30 ANOS.
O HOMEM RESPONDEU:
Senhor, serei o mais inteligente dos animais, mas viver 30 ANOS é muito pouco.
Dá-me os 30 ANOS que o BURRO rejeitou, os 10 ANOS que o CÃO não quis, e também os 10 ANOS que o MACACO dispensou.
E ASSIM DEUS FEZ O HOMEM ….
Está bem…
Viverás 30 ANOS como HOMEM.
Casarás e passarás a viver 30 ANOS como BURRO, trabalhando para pagar as contas e carregando fardos.
Serás aposentado pelo INSS, vivendo 10 ANOS como CÃO, vigiando a casa.
E depois ficarás velho e viverás mais 10 ANOS como MACACO, pulando de casa em casa, de um filho para outro, e fazendo macaquices para divertir os netos…

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Não sei o que tenho, mas me fatigo e mudo.

Não há nada no Mundo que nos rodeia, que fique perfeitamente imóvel. Em cada segundo, o nosso universo inteiro se modifica e nós estamos incluídos no Universo.

O tempo escoa-se e ninguém pode deter o seu decorrer constante. Viver, envelhecer, é ainda, e principalmente, mudar. Assemelhamo-nos ao viajante, ao longo de uma estrada. À nossa volta, à medida que caminha-mos, a paisagem transforma-se. Passamos da montanha à planície; impressionamo-nos pelas mudanças que nos são exteriores e, sem as ver, sentimos confusamente, aquelas que nos são próprias. Desejaria-mos parar, ficar imóveis, contemplar o mundo, olhá-lo uma vez, duas vezes, três vezes; voltarmo-nos à direita e à esquerda, rever ainda o que amamos. Não o podemos fazer. Somos arrastados, sempre, um pouco mais longe. Estamos, indissolúvelmente, ligados ao tempo que passa.

  Contudo, no começo da nossa vida, esta noção do tempo é-nos totalmente estranha. Quanto mais a criança  deseja a renovação duma experiência, mais o seu sentimento da duração e do futuro se desenvolve. Assim se forma muito lentamente a noção do tempo com as três atitudes que isso acarreta; viver as impressões imediatas do presente, fazer apelo à memória a fim de se voltar para o passado, ou evocar as novas possibilidades do futuro.



 Musset apenas aos vinte e oito anos de idade, já esgotado por uma existência intensamente vivida, escrevia o seguinte;
                           
                       *   " Não sei o que tenho, mas me fatigo e mudo "

                                 " J' ai perdu ma force et ma vie
                                   Et mes amis e ma gaîté
                                   J'ai perdu jusqu'à la fierté
                                   Qui faisait croire à mon génie  ( 1 ) "

( 1 ). Perdi a minha força e a minha vida / E os meus amigos e a minha alegria / Perdi até o orgulho / Que fazia crer no meu génio.



* Alfred de Musset



  • Alfred Louis Charles de Musset foi um poeta, novelista e dramaturgo francês do século XIX, um dos expoentes mais conhecidos do período literário conhecido como o Romantismo. Wikipédia







  • Nascimento: 11 de dezembro de 1810, Paris, França



  • Falecimento: 2 de maio de 1857, Paris, França

  •      
      

    segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

    Aves nocturnas.




     Excelente artigo editado hoje na edição 

    do jornal " PÚBLICO ". Nota- Os sublinhados e a foto são de minha autoria.

     

    “Uuuu – u – uhuhuhuhu”, a coruja-do-mato chama por si

    As aves nocturnas são mais difíceis de observar do que as diurnas, mas têm cantos mais simples e fáceis de distinguir. É sobretudo nas vocalizações que se baseiam os censos destas aves e, numa noite de Dezembro, fomos tentar ouvi-las com quem o faz voluntariamente.

    Antigamente, quando os cemitérios eram mal iluminados e os vivos tinham medo dos mortos, ver um vulto branco sobrevoar as suas cabeças, emitindo um ruído vindo do além, era razão suficiente para as pessoas acreditarem que tinham visto fantasmas. Mas os vultos brancos, com mais de um metro de envergadura de asas, e vocalizações que parecem rádios mal sintonizados, eram, na realidade, corujas-das-torres (Tyto alba). Será que esta ave de rapina nocturna tão comum se deixará ouvir numa saída de campo na zona de Sintra, marcada para uma noite de Dezembro?



    Embora algumas rapinas nocturnas também estejam activas durante o dia, especialmente no Norte da Europa, preferem caçar durante a noite, onde estão em vantagem perante as suas presas e os seus potenciais predadores. “Sempre que [as aves de rapina nocturnas] são detectadas durante o dia, são muito incomodadas, mesmo por andorinhas, picanços ou peneireiros”, explica, antes da saída, Rui Lourenço, coordenador, juntamente com o Ricardo Tomé e Inês Roque, do projecto Noctua Portugal – Programa de Monitorização de Aves Nocturnas em Portugal, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).
    A bióloga Vanessa Oliveira, uma voluntária que tem a seu cargo a monitorização da zona de Sintra, leva o carro cheio. “Nos últimos dois anos, tenho trazido sempre voluntários. Umas pessoas que querem experimentar, outras querem ficar com uma quadrícula [uma zona de observação] e vêm conhecer a metodologia.”
    Desta vez, leva três voluntárias, futuras biólogas, que se prepararam para a identificação de rapinas nocturnas com um curso online do site Aves de Portugal, onde também é possível ouvir os sons de outras aves. “Os cantos são simples e muito distintos. É muito mais fácil [identificar os sons das aves nocturnas] do que dos restantes grupos de aves”, afirma Rui Lourenço, que não acompanhou esta saída.
    A noite parecia perfeita, iluminada por uma Lua quase cheia e sem nuvens. O frio tinha abrandado e não havia vento, nem chuva. Mas o açude da Mula, o primeiro de cinco pontos de escuta da noite, está cheio de escuteiros que se aglomeram ruidosamente perto da barragem. Esta perturbação não é favorável, porque pode condicionar o comportamento das aves, mas o protocolo deste projecto prevê que se façam sempre os mesmos pontos e sempre pela mesma ordem. Tudo o que as voluntárias podem fazer é esperar que os escuteiros se vão embora.
    Falta quase um quarto de hora para as sete da tarde quando, finalmente, se iniciam os dez minutos de escuta, em silêncio absoluto, interrompido ocasionalmente pelo ladrar dos cães ao longe. Os ouvidos atentos captam até o som do mar e, mesmo antes de terminar o tempo, ouve-se aquilo que parecia ser um instrumento musical, mais precisamente uma ocarina: “Uuuu – u – uhuhuhuhu.” É uma coruja-do-mato (Strix aluco), uma ave muito activa vocalmente, cujas vocalizações são muito usadas nos filmes.
    A caminho do Convento dos Capuchos, Vanessa Oliveira pára o carro por baixo dos cedros. Passam alguns minutos das sete. Neste, como em todos os outros locais, mantém-se silenciosa e imóvel como uma estátua encostada ao carro. Por vezes, olha para o relógio, outras vezes toma notas na ficha de campo.
    Procuram-se voluntários
    Embora as restantes voluntárias também mantenham os ouvidos atentos, enquanto se treinam para um dia fazerem o mesmo trabalho em quadrículas que venham a ter a seu cargo, os registos desta noite competem apenas a Vanessa Oliveira. Duas das voluntárias, Marta Alexandre e Patrícia Jorge, vão partilhar a quadrícula em São João das Lampas e Terrugem, também no concelho de Sintra. “Queria ficar com a quadrícula na zona de Cascais, mas já está ocupada”, lamenta, por sua vez, a voluntária Joana Pereira.
    A área metropolitana de Lisboa já tem muitas das suas zonas de amostragem atribuídas a voluntários, mas o resto do país tem ainda muitos pontos disponíveis, que os cerca de 80 voluntários inscritos no projecto Noctua não conseguem cobrir. Qualquer pessoa que queira voluntariar-se para este ou outros projectos da SPEA pode inscrever-se directamente no site desta sociedade (http://www.spea.pt).

    Enquanto esperam pelo fim dos dez minutos por baixo dos cedros, em silêncio, um avião enche de ruído o espaço, ao cruzar o céu pouco estrelado de tão iluminado que estava pela Lua e pelas luzes das localidades que circundam a serra de Sintra. Ouve-se um som permanente – o nosso próprio pulsar do sangue nos ouvidos –, e depois um silvo, que mais parece um miado. Éum mocho-galego (“Athene noctua”).
    Foi esta espécie que deu nome ao projecto Noctua, primeiro em Espanha, em 1997, depois, em 2009, em Portugal. Ambos os projectos usam a mesma metodologia e espera-se que os dados possam ser cruzados no futuro. “Não conseguimos estabelecer uma cooperação com outros grupos [além de Espanha], porque não existem muitos programas de monitorização de aves nocturnas, e os que existem são dirigidos a uma determinada espécie”, diz Rui Lourenço.
    Perto das oito horas, pára-se num caminho de terra batida, em Janas, no meio de campos agrícolas e zonas de pasto. O som dos carros é mais intenso e o dos cães mais permanente. O início do uivo de um cão pode mesmo ser confundido com o piado de uma coruja-do-mato. “Gostávamos de poder dar formação para observadores menos experientes. Mas temos pouca disponibilidade para a formação directa”, lamenta Rui Lourenço, agora ocupado com o seu pós-doutoramento também com aves de rapina nocturnas.
    Os colaboradores vão ganhando experiência com o treino ou acompanhando colaboradores mais treinados, como Vanessa Oliveira, que já formou muitos voluntários. “Vêm pessoas das mais variadas profissões e com as mais variadas motivações: porque querem fazer parte de um grupo, porque querem aplicar os conhecimentos que têm, ou porque estão fartos de passar a semana sentados no escritório”, afirma a bióloga.
    A cada colaborador é atribuída uma quadrícula de dez quilómetros quadrados, onde terão de ser efectuados cinco pontos de escuta durante dez minutos cada. Os locais devem ser tão diversos quanto possível, representando vários habitats da zona demarcada. Cada quadrícula deverá ser visitada três vezes por ano (entre Dezembro-Janeiro, Março-Abril e Maio-Junho) para aproveitar os picos de actividade das espécies, normalmente durante a época da reprodução.
    No caminho para Lourel, contorna-se a serra de Sintra, encimada por um Castelo dos Mouros e um Palácio da Pena profusamente iluminados. O próximo ponto de escuta fica próximo de zonas de mato e de pousio, e de alguns pomares. No local escolhido, ouve-se um som semelhante aos estalidos que fazemos com a língua. Talvez seja uma perdiz, apreciadora deste tipo de ambiente, mas não contemplada neste censo de aves nocturnas.
    A perdiz, assim como outras aves nidificantes diurnas, são contabilizadas noutra campanha da SPEA – o Censos de Aves Comuns –, que ocorre em Abril-Maio. Os dados obtidos neste programa de monitorização de aves comuns, iniciado em 2004, são indicadores de referência para a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável e para o Programa de Desenvolvimento Rural, e também se baseiam em trabalho voluntário.
    Em 2014, irá decorrer o Censo Internacional da Cegonha-branca, que se repete a cada dez anos. E neste momento estão a decorrer os censos do projecto Arenaria, dedicado às aves do litoral, e as Contagens de Aves no Natal e no Ano Novo, para espécies invernantes dos campos agrícolas.
    São quase nove horas e está a iniciar-se a escuta no último ponto, na estrada que liga o Palácio de Seteais ao Palácio de Monserrate. O único som ouvido parece de um mocho-d’orelhas (Otus scops), mas a sua vocalização pode ser confundida com a do sapo-parteiro. “Na dúvida, é melhor não pôr nada”, esclarece Vanessa Oliveira.
    Existem outras espécies de rapinas nocturnas que podem ser monitorizadas com este método, como o bufo-real (Bubo bubo), que deve o seu nome científico ao som que emite. Ou a coruja-das-torres, que, afinal, não se chegou a ouvir nesta noite. Mas também há outras espécies nocturnas que os voluntários do Noctua esperam ouvir, como os noitibós, aves discretas que caçam insectos durante a noite, e o alcaravão, incluído neste censo nocturno porque é difícil de detectar durante o dia.
    “É um trabalho de campo peculiar, com uma perspectiva diferente. É bom para quem quer ter uma experiência sensorial diferente, mais baseada na audição do que na visão”, incentiva Rui Lourenço, que valoriza o papel dos cidadãos nos projectos de conservação.
    Pelas 21h30, a experiência auditiva acaba. Mesmo os ouvidos menos experientes conseguiram detectar os sons das poucas aves que se manifestaram. As jovens aprendizes dizem que não têm dúvidas, a metodologia é bastante simples. Fica a vontade de voltar ao local na próxima temporada de escutas, em Março, para ouvir os sons primaveris.

    sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

    Vendaval pelo Natal.


    Informa-nos o Instituto Português do Mar e da Atmosfera da situação prevista para a próxima semana a qual indicia alguma preocupação.
    Sublinhei aquilo que me parece mais de ter em conta aqui para a região Sintra / Cascais.





    Natal húmido e frio
    Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2013-12-20 18:29 e 2013-12-26 23:59 Natal húmido e frio A passagem de sistemas frontais de atividade moderada ou forte pelo território de Portugal Continental, no período Natalício, até ao dia 26, irão originar precipitação, prevendo-se valores elevados de precipitação acumulada nos dias 24 e 25, em especial nas regiões do Norte e Centro. Haverá queda de neve a partir do dia 23 nos locais mais elevados da serra da Estrela, e no final do dia 24 e no dia 25, há possibilidade de queda de neve nas terras altas do Norte e Centro. Nos dias 24 e 25, prevê-se uma intensificação do vento que soprará do quadrante sul forte e com rajadas, em especial no litoral e nas terras altas.A temperatura do ar registará valores baixos nos dias 21 e 22, subindo nos dias 23 e 24 e descendo significativamente no dia 25, sendo provável a formação de gelo e geada no interior das regiões Norte e Centro.Haverá formação de neblinas ou nevoeiros nos vales e terras baixas do interior e, nos dias 23 a 25, redução significativa da visibilidade devido a nevoeiro e precipitação mais provável nas terras altas. Sex, 20 Dez 2013 18:29:48

    quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

    DANTE E BEATRIZ. ( Amores famosos da história e da literatura )

    Aos olhos de Dante, Beatriz aparece como a mais encantadora das criaturas. Embriagado de gozo por haver obtido um cumprimento seu em plena rua, aspira a que ela lhe conceda o mesmo favor segunda vez e trata de a ver na igreja e em casa de seu pai onde o Poeta tinha entrada. Afim de pôr à prova o amor de Beatriz, Dante simula interessar-se por outra jovem e Beatriz irrita-se até ao ponto de lhe negar a saudação. Dante não volta a atrever-se cumprimentá-la. Contenta-se no entanto com elogiá-la em seus versos, convertendo a sua amada na personificação do Amor e da Beleza. Quando Beatriz morre subitamente, a adoração do Poeta adquire uma exaltação mística e a sua pena canta Beatriz do modo mais belo, mais inspirado, com que pode cantar-se um ser humano. Embrenhando-se na filosofia, o lirismo de Dante cristaliza num imortal poema cuja forma consiste na glorificação da sua Beatriz.
                                                    
                                                           Poema de Dante a Beatriz

                                                      Tão longamente me reteve Amor
                                                      E acostumou-se à sua tirania,
                                                      Que, se a princípio parecia rude,
                                                      Suave agora me habita o coração.
                                                      Assim, quando me tira tanto as forças
                                                      Que os espíritos vejo me fugirem,
                                                      Então a minha frágil alma sinto                                          
                                                      Tão doce, que o meu rosto empalidece,
                                                     Pois Amor tem em mim tanto poder
                                                    Que faz os meus suspiros me deixarem
                                                    E saírem chamando
                                                    A minha amada, para dar-me alento.
                                                    Onde quer que eu a veja, tal sucede,
                                                    E é coisa tão humil que não se crê.

    (Dante Alighieri)

    terça-feira, 17 de dezembro de 2013

    Vagas ceifam vida de jovens universitários. 42 anos passam e ....

    Por vezes ocorrem factos que por semelhantes apenas distam no lugar e no tempo. Atente-se, pois, nesta infeliz coincidência.

    Do livro " Naufrágios e Acidentes Marítimos no Litoral Cascalense " extraí o seguinte texto.

    Uma vaga ceifou a vida de seis pessoas.

    " A 16 de Dezembro de 1972 , pelas quatro da madrugada, vindos de uma boîte, cinco rapazes e cinco raparigas, todos estudantes universitários, dirigiram-se à Boca do Inferno, a fim de verem o mar, que estava embravecido devido ao vento forte de sudoeste. 

    O espectáculo que se lhes deparou naquele local foi, de facto, maravilhoso. As ondas alterosas batiam nos rochedos, galgando-os, atingindo a poalha muitos metros de altura. Depois, aconteceu a imprevidência e o destemor próprios dos verdes anos.A maior parte do grupo saltou a pequena cancela que, nos dias de perigo, barra a passagem e foi até quase à beira das rochas ver mais de perto o espectáculo que o mar oferecia a certa altura, uma onda alterosa atingiu o grupo, que pretendeu recuar, mas já não o conseguindo,pois, entretanto, mais duas ondas enormes arrastaram os jovens para o mar. Os gritos de aflição e o pedido de socorros das vítimas ficaram abafados pelo forte marulhar. Conseguem ainda agarrar-se às rochas e assim se salvarem a muito custo o brasileiro Salvador M.,de 24 anos, e a portuguesa Maria C.R., de 25 anos.Os outros dois que ficaram cá mais acima, Lino S. de 26 anos e Maria M R.de 21 anos, ambos portugueses, procuram imediatamente socorrer os companheiros, o que não lhes foi possível, dada a rapidez com que a tragédia se consumou.

    Cerca das quatro horas e meia, a Maria M.R chega a Cascais toda molhada e aflita, ao quartel dos bombeiros a pedir socorros, que estes logo fizeram seguir para o local: o jipe porta -cabos e uma ambulância, sob as ordens do comandante interino José Frito; nada podiam fazer, porém, dada a visibilidade ser nula e o mar não deixar ninguém aproximar-se dele.

    Já de manhã e apesar do mau tempo, a Capitania do Porto de Cascais mandou largar de Paço de Arcos um salva - vidas do Instituto de Socorros a Náufragos, que procedeu a intensas buscas durante o dia todo, não tendo aparecido nenhum dos seis corpos dos desafortunados estudantes.

    A identidade das vítimas que desapareceram: Nídia S.C, de 21 anos, natural de Luanda; Maria R.L.S. de 21 anos, brasileira; Maria J.C.M., de 24 anos, portuguesa; José P. R., de 24 anos, brasileiro; Flávio Z, de 24 anos, brasileiro; e joão F.C.G, de 25 anos, português

    In Diário de Notícias, 18 / Dezembro / 1972 "

    42 anos passam deste este infortúnio e noutro local sucede algo semelhante

    Domingo, 15 de Dezembro de 2013


      PRAIA DO MECO: Um morto e cinco estudantes desaparecidos



    Sete jovens estudantes universitários trajados, que estavam junto ao mar na Aldeia da Praia do Meco, às 02h25 deste domingo, foram arrastados por uma onda. Do grupo, com idades compreendidas entre 21 e 25 anos, um elemento já foi declarado morto, cinco estão desaparecidos – quatro raparigas e um rapaz, todos da zona de Lisboa – e um outro rapaz foi resgatado.

    O jovem resgatado com vida é de Campo de Ourique, em Lisboa, e foi transportado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas já teve alta, segundo fonte oficial do hospital. Será este estudante quem poderá ajudar as autoridades a identificar a vítima mortal e os desaparecidos, para que sejam contactados os seus familiares. O sobrevivente já está a prestar declarações à Polícia Marítima, disse à Lusa o vereador da Protecção Civil Municipal de Sesimbra. Sabe-se para já que algumas das vítimas serão alunas da Universidade Lusófona. Segundo o vereador da Protecção Civil Municipal de Setúbal, Francisco Luís, os jovens encontravam-se no Meco a passar o fim-de-semana.

    Segundo o site da Autoridade Nacional de Protecção Civil, o alerta foi dado às 02h25, tendo-se iniciado as buscas às 02h47 e instalado o posto de comando operacional na Praia da Aldeia do Meco às 04h50. No local estão os bombeiros e Protecção Civil de Sesimbra, a Polícia Marítima, GNR, INEM, um helicóptero da Força Aérea, 18 veículos terrestres, duas embarcações e Serviço Municipal, avançou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal ao Correio da Manhã. Ao todo estão cerca de 40 operacionais envolvidos nas buscas.

    domingo, 15 de dezembro de 2013

    Crise. A rendição ao inimigo !

    O dia em que acabou a crise


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    Concha Caballero
    Concha Caballero
    Concha Caballero é licenciada em filosofia e letras, é professora de línguas e literatura. Entre 1993 e 2008 ocupou um lugar no parlamento da Andaluzia onde chegou a ser porta voz do grupo esquerda unida.
    Deputada autonómica entre 1994 e 2008 foi uma das deputadas chave na aprovação da Reforma do Estatuto Autonómico da Andaluzia a que imprimiu um caracter mais social e humano do que, no principio, os grupos maioritários do parlamento pretendiam.
    Actualmente colabora em diferentes meios de comunicação. Escreve sobre actualidade politica. Em 2009 publicou o livro “Sevilha cidade das palavras”.
    O dia em que acabou a crise!
    Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários…
    Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.
    Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente  e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade  dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objectivos foram claros e contundentes:
    Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários
    Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.
    Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.
    Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenhas destruído todas as pontes de solidariedade. ENTÃO ANUNCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.
    Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.
    Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.
    Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.
    Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e “voila”: A sua obra estará concluída.
    Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.”

    sábado, 14 de dezembro de 2013

    Neva no Egipto.

    Estas duas fotos são da
    autoria  de: Frank W Zammetti
    Barcelona. (Agencias).- Las estampas típicas que vienen a la mente al pensar en Egipto son, entre otras, las pirámides, el desierto y el calor. Hoy, sin embargo, El Cairo ha amanecido con una imagen inusual, sorprendente e inquietante. La capital de Egipto ha despertado cubierta de nieve, una situación que no se daba desde hace 122 años.
    A primera hora de la mañana, los termómetros de la capital han llegado a temperaturas de 3 grados, según la agencia de noticias Itar-Tass, valores que no se registraban desde hacía décadas. La nieve, además ha llegado al desierto, dejando imágenes inéditas.


    Nieva en Egipto por primera vez en 122 años

    El intenso frío, acompañado de ráfagas de viento de hasta 108 km/h, ha causado la muerte por hipotermia de un hombre | Israel y Palestina, aisladas por segundo día consecutivo

    Natural | 14/12/2013 - 11:04h | Última actualización: 14/12/2013 - 11:08h
    Nieva en Egipto por primera vez en 122 años
    La ciudad de El Cairo ha amnecido nevada AFP