terça-feira, 28 de junho de 2011

Tormento do ideal.

Como quem da serra, olhando aos pés a terra e o mar ...
                                                        

                                                       
                                                        Conheci a beleza que não morre
                                                        E fiquei triste. Como quem da serra
                                                        Mais alta que haja, olhando aos pés a terra
                                                        E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,




                                                        Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre;
                                                        Assim eu vi o mundo e o que ele encerra
                                                        Perder a cor, bem como a nuvem que erra
                                                        Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.




                                                        Pedindo à forma, em vão, a ideia pura,
                                                        Tropeço, em sombras, na matéria dura,
                                                        E encontro a imperfeição de quanto existe




                                                         Recebi o baptismo dos poetas,
                                                         E assentado entre as formas incompletas
                                                         Para sempre fiquei pálido e triste.
                                                                                                              
 

                                              * Antero de Quental

                                                         

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caminhante cansado.

                                         

Cansaço o que é ? Um estado de espírito, o chamado estado de alma ? Um sentir físico que surge após a labuta e portanto bem vindo ? Ou antes um mal estar cuja origem não se identifica e que abrange o corpo e por vezes a mente... ou ambos ?  O meu cansaço, confesso-o sem rodeios, deriva de uma imensa saudade. Considerando as voltas que a vida deu, dá, e certamente dará, não encontro outra resposta a esta estranha sensação que de mim se vem apoderando dia a dia. Tento afastar o passado,  olhando o presente, mas em vão. Aqui neste olhar abrangente tudo reforça o sentimento dado me parecer sem rumo, sem sentido, sem alegria genuina esta procura de encontrar aquela paz  interior que em tempos foi minha. 
    Estou cansado demais. Mesmo assim ainda sinto vontade de recuperar algo e acho que esse algo um dia será finalmente real. Mas a que preço ? Os dias passam , os meses , os anos e temo que quando encontrar essa paz já seja demasiado tarde. Não...não direi aqui o que me aflige. É intímo, muito meu e não seria adequado compartilhá-lo. Acresce que não tenho pena de mim, longe disso, apenas uma estranha sensação de um mal estar profundo para o qual  tarda o remédio. A vida é tão valiosa e o amanhã tão incerto que, neste momento,constitui o desvendar desse amanhã o rumo por que me guio. Embora apenas veja " mais do mesmo "! Até quando ?  Que caminho tão cansativo !!!

domingo, 26 de junho de 2011

Ball Hockey


 Tomei conhecimento há um ou dois dias  que decorria o mundial desta modalidade em Bratislava capital da Eslóvaquia. Trata-se de uma modalidade semelhante ao nosso hóquei em patins com algumas nuances próprias a que a menor não será o ser jogada não sobre rodas, mas apenas com calçado semelhante ao utilizado nos courts de ténis. O que me encheu de admiração e orgulho foi saber que Portugal participou. Essa participação foi exclusivamente preparada e concretizada por emigrantes nossos, radicados no Canadá, os quais pagaram a expensas suas todas  enormes despesas que este evento originou.
    Atletas oriundos a sua maioria do hóquei no gelo modalidade rainha naquelas paragens nem por isso quiseram ficar de fora contribuindo assim para o engrandecimento do nosso País. Embora seja secundário referir feitos deste ou daquele apenas refiro que conseguiram uma vitória sobre a equipa actual campeã do Mundo. Não foi coisa pouca. Mais haveria para dizer certamente mas não me sinto muito familiarizado com a modalidade. Já no aspecto da imprensa escrita ou falada e apesar de ser um mundial não sei se algo foi dito. No que às televisões diz respeito honra seja feita ao canal Eurosport 2  que trouxe até nós seis jogos maravilhosos, préviamente defenidos entre os quais saliento o de hoje ás 23 h 15m que coloca frente a frente duas grandes selecções na disputa pelo 1º lugar no pódium mundial. O Canadá e a República Checa com comentários verdadeiramente a não perder á semelhança do que tem sido até aqui.  * 1

* 1 - Por incrível que possa parecer resolveram os mandões lá deste Eurosport cortar partes do jogo da final. E para quê !????
   Não é preciso muito para chegar à conclusão certa. FUTEBOL. Claro. Estes fulanos dicidiram impingir um jogo de segundíssimo plano,  e em que Portugal nem sequer participou.
   Mais grave ainda. Nem um pedido de desculpas ao espectador. Nada de nada. Por mim estamos conversados.Muito obrigado e passem bem.

 CASCAIS, pouco depois.

sábado, 25 de junho de 2011

Foi ontem





Ao passar pelos cruzamento dos Capuchos, ontem, dia vinte e quatro deparei com este painel colocado havia pouco tempo. Útil e esclarecedor.       * 1

                                                         
                                                 
Já há uns anos que não se regista qualquer incêndio de proporções preocupantes na Serra de Sintra, pese embora tenham ocorrido alguns, que só não se tornaram gigantescos devido à pronta acção das diversas entidades que vigiam e zelam pala segurança desta jóia. Na parte que me diz respeito procuro andar atento ao menor sinal de fumo ou algo suspeito, se tal suceder só espero ter tempo de avisar quem de direito.

* 1 - Embora não me deixe surpreendido, de forma alguma, tenho-vos a dizer que passei ali no dia seguinte ou seja, nem 24 horas depois, e já tinham vândalizado este placard. Desaparecera o essencial ou seja o ponteiro indicativo do que era de esperar para este dia.
   Malditos sejam os que assim procederam. Ladrões, energúmenos, seres incapazes de viver em sociedade.
Infelizmente eu acho que se visse um " gajo " destes em acção não saía dali enquanto não lhe partisse a tromba. E se não pudesse por serem mais de um ou dois tudo faria para os entregar à G.N.R. 

Registo este " desabafo " hoje 9 de Julho dado tudo estar na mesma. Passei ali ontem!
                                       hoje  13 de Julho  idem - idem -aspas - aspas.



Espero que desta vez não hajam actos de vândalismo.
 Hoje 28 de Julho .
 Pela justiça que se deve sempre pautar este meu blog tenho a assinalar, com alegria, que foi de novo reposto o ponteiro indicativo de risco de incêndio. Não sei quando mas lá está, de novo.  
                       

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Serra de Sintra e Santa Eufémia.

                                                Santa Eufémia da Serra é uma denominação pertencente à mesma família de topónimos em que se encontram as Senhoras da Rocha, da Penha,da Pena e da Peninha, da Lapa etc...
  Nomenclatura feminina que nos aponta, muito provavelmente, origem pré-histórica quando se cultava a Grande Deusa.
  Ora, esse culto matriarcal teve em Sintra grande expressão, sobretudo à Deusa Lunar Tripla,

    E o lugar de Santa Eufémia é rico em tradição sagrada e vestígios arquológicos. * Câmara Municipal de Sintra.
S. Eufémia

Fachada da Ermida

Azulejos que narram o milagre aqui ocorrido

Referência à edificação da Ermida

O local da Fonte de água com qualidades tarapeuticas.
 Ontem de manhã decidi ir de bicicleta desde casa até à serra, como faço muitas vezes. Atravessei montes e vales e decidi ir lá ao alto, a S. Pedro de Sintra, onde no topo de um monte de difícilima escalada em bicicleta se chega à Ermida de S. Eufémia. Digo-vos que fiquei maravilhado com as obras de restauro que nela fizeram. Vejam estas fotos que lá tirei.
  Apesar do decorrer dos séculos ainda se pode admirar esta jóia. Apenas pelo exterior pois o acesso ao interior do templo está vedado.Mesmo assim vale a visita nestes dias de Verão.Se levarmos merenda este recinto tem um amplo parque de estacionamento e um acolhedor cantinho com mesas e bancos. Convém notar que a fonte a que recorreram os nossos antepassados em busca de cura para as suas maleitas fisicas está seca e encerrada, apesar disso, ou por isso, no interior do gradeamento que vemos acima. No painel de azulejos pode lêr-se em escrita antiga as qualidades daquela água de antanho. Males do figado,dos rins, da pele eram aqui resolvidos.
   É um local a visitar mas, atenção. Regra geral temos por lá vento fresco e humidade. Se virem  sobre a Serra de Sintra alguma névoa vão preparados para essa contingência. Se o aspecto for limpido não há que hesitar. A ter em conta também a ingreme subida para lá chegar. Mesmo de automóvel é sempre em 3ª ou 2ª velocidades. Cá o rapaz gosta muito de ali ir em b.t.t. e usufruir depois da restante serra. Enquanto tiver força e saúde.Neste momento já cá vão cinquenta e seis primaveras.!
O Parque das merendas.
                                           
 

Movimento Perpétuo Associativo.

Passado um dia em que iniciou funções o novo Governo, recordemos atraves de uma canção o estado de espirito de alguns de nós. Escolhamos a versão que mais se aplica a nós nestes novos ( ??? )... tempos.
              
                                                              
                                            Agora sim, vamos dar a volta a isto !
                                            Agora sim, há pernas para andar !
                                            Agora sim, eu sinto o optimismo !
                                            Vamos em frente, ninguém nos vai parar.


                                            - Agora não, que é hora do almoço...
                                            - Agora não, que é hora do jantar...
                                            - Agora não, que eu acho que não posso...
                                            - Amanhã vou trabalhar.


                                            Agora sim, temos a força toda !
                                            Agora sim, há fé neste querer !
                                            Agora sim, só vejo gente boa !
                                            Vamos em frente e havemos de vencer.
                                                                     
                                                                      

                                            - Agora não, que me dói a barriga...
                                            - Agora não, dizem que vai chover...
                                            - Agora não, que joga o Benfica...
                                              E eu tenho mais que fazer.
                                          
                                         
                                          
                                               Agora sim, cantamos com vontade !
                                               Agora sim, eu sinto a união !
                                               Agora sim, já ouço a liberdade !
                                               Vamos em frente e é esta a direcção.
                                          
                                            
                                             - Agora não, que falta um impresso...
                                             - Agora não, que o meu pai não quer...
                                             - Agora não, que há engarrafamentos...
                                               Vão sem mim que eu vou lá ter. 
                                                     Vão sem mim que eu vou lá ter.
                                                                                          Vão sem mim que eu vou lá ter.
                                                                          



 Letra ; Pedro da Silva Martins
 Interpretação; Deolinda.
  


                                            
                                         

terça-feira, 21 de junho de 2011

Governo velho. Governo novo?

 Gostaria de deixar aqui um ponto de vista  traduzido numa das muitas canções dos Xutos e Pontapés
 cuja letra,  por demasiado explícita, causou mal estar no aparelho socialista até ontem  ( des ) Governo deste Portugal. Consta-se que devido a isto o grupo sentiu a pressão incómoda da " democracia " daqueles senhores. De tal forma que a canção só raras vezes passava nas rádios.
      O video aqui colocado fala por si. No entanto decidi transcrever a letra da canção  para que os eventuais visitantes, oriundos de outras Nações, dela tomem conhecimento se o desejarem.

                                       
         Anda tudo do avesso nesta rua que atravesso. Dão milhões a quem os tem, aos outros um passou bem.
     
Não consigo perceber quem é que nos quer tramar, enganar, despedir e ainda se ficam a rir.
     
Eu quero acreditar que esta merda vai mudar. Espero vir a ter uma vida bem melhor.
       
Mas, se eu nada fizer, isto nunca vai mudar.
     
Conseguir encontrar, mais força para lutar.
       
Senhor engº dê-me um pouco de atenção, há dez anos que estou preso, há trinta que sou ladrão...
     
Não tenho eira nem beira mas ainda consigo ver quem  anda na roubalheira e quem me anda a comer.
     
É difícil ser honesto, é difícil de engolir.
     
Quem não tem nada vai preso.
       
Quem tem muito fica a rir.
     
Ainda espero ver alguêm  assumir que já andou a roubar, enganar o Povo que acreditou !!!!


 Nota pessoal.        Os novos governantes decerto vão encontrar dificuldades e estou em crêr que vão ser diferentes destes. Porém numa coisa serão iguais. Vão mentir-nos. Dizem umas coisas em campanha e mal chegam ao " poleiro " vão fazer outras. Vamos continuar TODOS a ser espoliados sem dó nem piedade.                                

                                                                        

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Saudade, silêncio e sombra

                                                                         
                   
                       A saudade meu amor, é o martirio maior, da minha vida em pedaços.
                       Desde a tarde desse dia, em que ao longe se perdia, para sempre o som dos teus passos.
                       Saudades fazem lembrar, silêncios do teu olhar, segredos da tua voz.


                      Essa antiga melodia, que o vento na ramaria, murmurava só para nós.
                      Lembras-te daquela vez, quando eu cantava a teus pés, trovas que não tinham fim.
                      Quando o luar prateava, e quando a noite orvalhava as rosas desse jardim.


                      Jardim distante e deserto, sinto tão longe e tão perto o passado que te ensombra.
                      Devaneio e realidade, silêncio, sombra, saudade.
                      Saudade, silêncio e sombra.


 O tipico fado, aqui interpretado por Teresa Tarouca.  Magníficas imagens  desta Lisboa de sempre.

Cascais e a sua Baía.

                       Na manhã da passada terça feira era este o aspecto da baía aqui de Cascais.

         
              Com um mar destes o mais natural é sentir um apelo ao passeio pelas suas margens.
                                                                 
              Ao longe os diversos utensílios a que os homens do mar recorrem para a sua faina.

 Por enquanto ainda me posso  dar ao " luxo " de usufruir de tão tranquilizante recanto, que mais não seja por aqui residir. Muito mais tem esta linda terra para mostrar, felizmente. A Autarquia procura com zelo manter tudo muito limpo e bonito. Oxalá os privados fizessem por si o mesmo.
   Recentemente terminaram as comemorações da nossa elevação a vila. Aconteceu há exactamente 647 anos.                                                                

domingo, 19 de junho de 2011

Vamos para mais um ciclo.

Mais um ciclo de dias e meses. Tentarei fazer algo para alterar o rumo dos acontecimentos. Certo tenho, como todos nós, os dias e as noites. O tempo, esse, está dividido em convenções medidas pelo relógio.A natureza por seu lado vai agindo com sabedoria, ou não, na elaboração do seu dia a dia para no final olhar-mos o seu trabalho lento, mas sem atrasos em relação ao " previsto ". Fantásticas lições de sabedoria que vou recolhendo aqui e ali naquelas suas obras. Sem horários nem pressas.Quem me dera chegar aos calcanhares desta Mãe de tudo e todos. Dói a alma saber o que Lhe fazem por esse Globo inteiro. Até quando? Pergunto a mim próprio.
Seja como for já ultrapassei meio século de vida. Dei o meu contributo na " pégada ecológica " e continuarei a fazê-lo até ao derradeiro momento, simplesmente sei que vou tentar sêr o menos negligente possível para com Ela sem querer constituir exemplo para quem quer que seja. Quero ser eu e mais nada. Não será fácil visto que conheço algumas das minhas limitações, aliás quem me dera conhecer-me melhor.Tenho notado ao longo da minha vida certas atitudes e reacções em mim que, depois, me levam a estados de espírito contraditórios. Ante a natureza, ante a sociedade e ante o destino, esse grande obreiro da incógnita, humildemente me reconheço como imperfeito. Vou tentar neste novo ciclo, sem olhar para "o umbigo ", olhar para mim de uma forma diferente. Assim não estou bem. Algo me falha. Não sei o quê mas tenho de começar por me conhecer melhor. Não será fácil.

                                                        

                                                         

sábado, 18 de junho de 2011

Hoje, 18 de Junho.


                                                                      
 

                                   Mais um ano que para mim começa.
   

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quero é viver .





                                              
                                Vou viver. Até quando não importa.
                                    
A vida em mim é sempre uma certeza que nasce da minha riqueza, do meu   prazer em descobrir, 

                        encontrar, renovar, vou fugir ou repetir...
                       
              Amanhã,  Espero sempre um amanhã!  E acredito que será... mais um prazer.
                                 
                               A vida é sempre uma curiosidade que me desperta com a idade!
                            
               Que me importa  o que serei. Quero é viver. Pouco importa o que está para vir.
                               
                                          Vou viver, até quando eu não sei. 
                   
                                       interessa pouco o que está para vir.

                                              Quero é VIVER.  

Flor que mora no cruzamento dos Capuchos, serra de Sintra. Isolada e no meio da mais agreste vegetação  viceja . Admiro-a
                                        Vou viver !!! até quando eu não sei.
                                                                
                                                                    Quero  é viver.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cascais e eu, um cascalense.

Largo D. Luís junto á praia do peixe.
                                          

Sentir que o dia que passou algo teve de diferente é difícil de admitir. Diferente dos demais dias, claro. Nem ao final com o eclipse lunar algo se alterou.Pensei que ia ser mais impressionante mas admito-o sem reservas ter ficado decepcionado. Fim de tarde ventoso e frio e com a Lua encoberta por nuvens. Aqui junto á serra de Sintra acontece muitas vezes. Durante o dia até esteve algum calor. No que á vivência social diz respeito andando por Cascais nota-se o que em outras ocasiões já referi, ou seja, algum mal estar económico.
   Como não é novidade nenhuma tentei encontrar outros motivos de satisfação pessoal e não é fácil.Mesmo no centro da vila uma obra parada há anos ali junto à estação dos comboios. Lixo no chão, paredes conspurcadas por publicidade e outras coisas por esta minha terra que desgostam qualquer um. Que fazer ? Não há dinheiro para mais, temos de compreender estes tempos. Estou a ficar convencido que " isto " está bom para aquelas pessoas que nunca se esforçaram para ter algo de seu, materialmente falando, e que agora vêem todos os que, autrora, fizeram algo para isso poupando e sacrificando-se, começarem a descer aos seus níveis. Noto-lhes no rosto e nas atitudes essas alegrias cínicas. Com as dificuldades que nos foram e são impostas pelos sucessivos governos, acrescidas em alguns casos pelo desemprego forçado de ulgum membro da família, os bens autrora mantidos e conservados começam a tornar-se de custosa conservação. É aqui que os tais antes tidos como pessoas sem ambições, olham para os que as tiveram e, neste momento, lutam para se manterem naquela dignidade social a que se habituaram,  olham dizia, para o seu declinio com um prazer manifesto.
Praia do Peixe ou dos Pescadores. Cascais manhã de 14 de Junho.
De notar o asseio da praia. A beleza envolvente. Magnifico este meu cantinho.
                                                                       
  De facto a chamada classe média está submergida em uma angustiante queda no abismo. Muito em breve por este andar acabou.
   A por alguns desejada sociedade sem classes, frase conotada com uma certa esquerda serôdia   lamentávelmente aí está. Pena é que tenha ou pareça ter sido construida á custa da desgraça de centos de famílias cuja ambição não era outra  que construir um futuro melhor para si e para os seus. Como foi possível chegar a isto? Eu, pessoalmente, ainda tenho uma ténue esperança que este novo primeiro ministro faça algo diferente, para melhor. Estarei mais uma vez a ser parvo? Mas, como já há muito que deixei de acreditar no pai natal, só desejo condições para que se construa um Portugal, onde cada um de nós possa comprar o seu próprio presente e, fazer de cada dia um natal. Utópico decerto.Como se  diz na canção. Natal é quando um homem quiser!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eclipse total da Lua. 15 de Junho

  Hoje vamos assistir  a um eclipse total da nossa Lua. Com sorte talvez consiga-mos ter o espectáculo sem obstruções. Refiro-me, claro está, ao haver ou não nuvens. De salientar que o Sol se põe por voltas das 20 h.

Foto obtida por mim durante o eclipse

foto minha do eclipse
      
 A Lua entra na penumbra às ................17 ' 23
     "   " entra na sombra às    .................18'23
O eclipse total começa às     ................. 19'22
Meio do eclipse às              ..................  20'13
O eclipse total termina às    ................... 21'03
A Lua sai da sombra às     .................... 22'03
A Lua sai da penumbra às .................... 23'02

 Grandeza umbral do eclipse  = 1,705, considerando o diâmetro da Lua como unidade.
   Este eclipse será visível na Ásia, na Austrália, na América do Sul, na Europa, na África,no Médio Oriente, na Antárctica e nos oceanos Atlântico, Indico e sudoeste Pacífico.

Vamos todos olhar o fenómeno.
                                        

Primeiro voo transatlântico sem paragens. 15 de Junho de 1919


   O Capitão, John Alcock e Arthur Whitten Brown Tenente, completam o primeiro voo transatlântico sem paragens. Numa versão modificada do Vinny IV.

New York Times 16 de Junho, 1919.

                           
                     Foram recebidos como heróis em Londres

Vickers Vinny em montagem. St. John's. Terra Nova 1919*



A caminho...**
John Alcock e Arthur Whritten Brown.


        * Web site desta imagem . homen gimnasio altair. com
        ** Web site desta imagem. Wired. com                                                                                  

terça-feira, 14 de junho de 2011

Na verdade.

                                                                        




                  Não há melhor amizade que a de uma mulher que nos ame.  


 

domingo, 12 de junho de 2011

Povo Triste. Os mais culpados.

 " Vindos da Corunha,a bordo do Oransa, foram presos ontem vinte e um emigrantes portugueses...
    Confessaram tudo e disseram sem evasivas que se ausentavam para se eximir ao serviço militar.
( Do Diário de Noticias - 31 - 1 - 1915. )

 ""   Enquadrando uma reprodução fotográfica, vêem aqueles e outros dizeres explicativos, dos quais destaco essses periodos e as seguintes notas: -  Os vinte e um têm idades mediando os 17 e os 32 anos; dois são ferreiros, um empregado do comércio, os restantes pertecem à lavoura. Na ilustração da notícia que a grande informação lançou pelo país a dentro, vêem-se amontoados os vinte e um desgraçados, de cada lado um guarda  da polícia e na frente uns montes de sacos de roupa, a minguada bagagem do emigrante.
   Contemplei-os detalhadamente e desta grosseira reprodução, onde há homens tristes, de cabeças curvadas, veio-me toda a álgida resígnação dos míseros que não conseguiram realizar a derradeira esperança.
   Novos, fortes, sairam pela raia seca do norte, a exemplo de tantos outros milhares que escapam as estatisticas oficiais, e em terras de Espanha se entregaram, candidamente, aos embustes dos engajadores clandestinos; Por fim embarcaram e os bisonhos serranos olhavam atónitos a vastidão aterradora do mar; diziam-lhe que para nascente ficava a costa portuguesa e lá para dentro as terras só deles conhecidas, que talvez não mais tornassem a vêr; mas à entrada de Lisboa, os cúmplices dos engajadores amontoavam-nos sob as camas de uns beliches afastados, que torturas então passaram enquanto a denúncia fazia a sua obra. Descobertos e presos desembarcaram e quando interrogados - confessam tudo sem evasivas.
    Que lancinantes dias passaram esses míseros, desde os ardis para passarem a fronteira, até à hora sinistra em que entrados em águas do seu país, confessam tudo! E que mais poderiam eles fazer?
    A negativa é ainda uma esperança, a não confissão presume ainda energia, e eles nem acalentam    a esperança, nem abrigam nas almas energia.

                                       

   São agora uns destroços, inertes, sem vontade e sem norte;vão para onde os impelirem, com a indiferença amorfa de uma docilidade inconsciente.
    Sacrificando a ultima leira hipotecada, conseguiram juntar as libras que os engajadores exigiam e com os seus corpos vigorosos contavam, em terras distantes, conseguir juntar uns centos de mil reis para voltar e pagar a hipoteca e as demais dívidas, arredondar as hortas e bouças herdadas e dar melhor passadio às mulheres, aos pais ou aos filhos.
   E tudo se desvaneceu!
   Hoje são uns criminosos, a lei exige o seu castigo.
   Porquê ?
   Porque tinham de ficar, presos pelo serviço militar, que só os dispensaria em anos afastados, em idades em que já os seus braços nada poderiam, em que lá não os aceitariam, em que nada poderiam tentar, e então fugiram.
   Mas fugiram por cobardia dirá a lei.
   Cobardes eles e toda a legião enorme de desgraçados que da Europa vão para terras exóticas?
   Não.
   Os perigos que vão arrostar, ainda que os desconheçam por completo, contudo hão-de surgir com formas aterrantes nas suas rudimentares imaginações e nada os detem; se fossem cobardes ficariam.
   Não tem decerto a coragem retumbante, mas também não os manieta a cobardia. Cobardes, não. Desgraçados, sim.
   Mas, dirá ainda a lei, e a defesa da Pátria?
   Augusta é ela, e por isso mesmo dominante; mas poderá igualmente ser sentida em todos? não. A compreensão é diferente e vai desde a noção hipertrofiada, e como tal defeituosa do internacionalista, até
à limitada concepção dos que identificam a pátria com os horizontes que a conhecem. Esses que foram eram dos últimos, dos que sentem a pátria na leiva que lavram, na água que represam, nas árvores que plantaram e vértices dos montes circunvizinhos; o bem e o mal da pátria aferem-no pelo bem ou pelo mal que os rodeia. É uma noção bem restrita, mas não é inferior e talvez seja preferível à que alardeiam os leitores de brochuras e jornais dissolventes, em que a pátria é composta pelos membros de um club, tem por limites as paredes de uma casa e por ideal a imposição dos seus programas.
   Os pobres trabalhadores rurais sacrifícam-se pelo que lhes representa a pátria - a terra - os outros exigem que a sua pátria se sacrifique pelas suas vontades e pelas suas exigências. Ora tendo aqueles a noção da pátria, derramar o seu sangue por ela é tanto, como trocar anos de vida por ouro, e trazer um punhado de metal para benefício da terra da sua pátria.
Portugal
                                         
    A outra, a grande, a apregoada Pátria das gazetas, só a conhecem sob as formas de eleição, do imposto, do oficial de diligências, etc., e essa digam-lhes os periodos mais bonitos que quiserem, essa não a podem amar, porque a eleição lhes mostrou a perfídia dos dirigentes, o imposto lhes desvendou a sua impiedosa coacção e o oficial de diligências lhes abriu os alçapões das leis.
    Eles, fugindo ao serviço militar, nem eram uns cobardes, nem renegaram a sua Pátria, mas sómente aquela que os dirigentes não se tinham esforçado por que eles a amassem.
    Homens do  poder em Portugal, homens de ontem, homens de hoje, homens de amanhã, os únicos culpados dos crimes desses vencidos foram, são e sereis vós.
   Fazei um Pátria acalentadora e boa, carinhosa e justa, para todos os seus filhos, arranjai uma Pátria, onde não se sinta a fome, nem a miséria, nem o vexame, nem a perseguição, nem o ódio, nem a ameaça, nem a tirania, nem a afronta, nem o embuste, a dominar e a dirigir, e não mais haverá quem deixe de servir a Pátria ou vertendo o sangue em campos de batalha, ou calejando as mãos nas ceifas das searas. ""

 Foram estas palavras transcritas de um texto publicado na "  Gazeta das Aldeias " sendo seu autor Júlio de Melo e Matos. 
 Estavamos então em 7 de Fevereiro de 1915. Foi há 96 anos.
 Excluindo alguns detalhes, por demais óbvios, estas sábias palavras têem uma actualidade que em nada nos deve orgulhar.
   


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Feriado

                                                              
Somos o unico país em recessão na zona euro



10 de junho.Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas. ( feriado nacional )

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Caminhos

  Dou por vezes passos por caminhos diversas vezes percorridos.Não me refiro àqueles da vida de todos os dias por demasiado usuais, refiro-me aos alternativos e que são utilizados apenas uma ou outra vez. Tais foram os de quarta oito de Junho. Nesse dia andei bem. Não no sentido figurado do termo mas na realidade.Recordo e deixei para a posteridade o plantar de uma palmeira que há muito pedia mudança do vaso onde estava.Sendo ainda pequenina espero vê-la crescer lá onde a deixei, local que, de momento omitirei a localização.
Entretanto tirei uma foto a um velho, ou, idoso pinheiro. Será que esta minha árvorezinha chegará a tal idade? 

Pinheiro manso centenário
       Sob estas ramadas ainda vigorosas quanta vida já não passou e, sobre elas também.Sustos houve decerto para esta nobre árvore, fosse por obra do homem ou da natureza.Refletindo nisto e noutros detalhes acho-me feliz nestes meus passeios acompanhado em regra pelo meu cão.Tudo merece atenção pois julgo nada perder olhando ao redor para esta ainda bela terra que a região de Cascais guarda no seu interior.                                      
    
O meu cão
                                   
                            

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Washington disse...

                                                           
                            
A imortalidade do nome não é, por fim, mais do que uma vã ostentação. As páginas do livro da vida voltam-se em silêncio. Cada século é um livro que se lança para o lado, para nunca mais se abrir.
   O ídolo do dia expele da nossa memória o herói da véspera; e será por sua vez suplantado pelo herói de amanhã. 



Web Site desta imagem:
Whitehouse.gov 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Afinal o que somos ? Pensar como será !

 A sociedade em que se vive (vivemos) cada dia me parece mais frívola e inculta.
 Ignoramos ou fingimos ignorar que o nosso destino não está assegurado dando-nos ares de supremacia sobre  sobre todos os demais elementos desse infinito Universo.Deveriamos em minha opinião que vale o que vale, sem dúvida,interrogarmo-nos não sobre fé ou ausência dela mas acerca do nosso " papel " neste Planeta e a relação deste com o Cosmos.
   Parece que o empenho da humanidade é só um, arrasar e destruí-lo. Desflorestamos a Amazónia, esgotamos os recursos marinhos, queimamos carvão fóssil,  desbaratamos energia e um sem fim de " mos;  - mos; - mos;"
   Se não for por via da nossa espécie, evidentemente que a Terra conhecerá o seu fim, naturalmente, pois, na melhor das hipóteses, ainda que nenhuma catástrofe cósmica faça o Planeta desaparecer, o Sol não é eterno. E, sem Sol,a vida na Terra será impossível.
   Teremos a visão, a determinação e a inteligência para compreender isso a tempo de se fazer alguma coisa ?

                           
Quase todos nós, seres humanos, aparentamos uma dificuldade em ter consciência cósmica.Não me refiro a sentimentos religiosos ou místicos, sempre provincianos comparados com a verdadeira dimensão das coisas.



      Afinal, só na nossa Galáxia há o mesmo número de estrelas ( sem contar, pois, com os planetas que as orbitam ) que o número de segundos que há em três mil anos. E isso só a nossa Galáxia  - uma entre cem biliões de galáxias -.
Somos filhos do Cosmos e o nosso futuro depende do grau com que conseguirmos comprendê-lo.
   É difícil para os seres humanos terem esta consciência, tal como é difícil para uma formiga que pisamos distraidamente conceber que o seu destino não é independente dos passos aleatórios dos gigantes de carne e osso.
                              
  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A visita.



Veio de surpresa. Esta manhã nada indicava que tal viesse a ocorrer, afinal estamos em Junho e esta senhora nem sempre está disposta a visitas fora de tempo.No meu caso fiquei contente por a receber o que certamente não será o caso de outros pois quando chegou dignou-se tratar todos por igual. Faria bem se durante o Verão pelo menos de quinze em quinze dias desse um " saltinho " por este Portugal como fez hoje. Quantos aborrecimentos causaria ? Não imagino ! Imagino, isso sim, o bem estar e a comodidade que sentiriam as nossas florestas. Volta sempre minha amiga é como diz a canção...

                                                                             A Chuva