Entre as actividades mais queridas da nobreza e do clero, e com mais frequência praticadas, contava-se a caça. Na caça chegavam os nobres a passar semanas e meses.
Nos princípios do século XIII censurava-se D. Sancho I por obrigar os clérigos a sustentarem-lhe cães e aves para a caça.
Caçavam o urso, javali, o lobo, o gamo, o cervo, o onagro, etc.
A caça alargava-se a burgueses e vilãos. Caçavam-se o coelho, a perdiz, o gamo, o cervo.
O
nobre medieval exercitava-se na arte de cavalgar. Montar bem,
exercitar-se a cavalo, fazer toda a sorte de manobras do alto da sela.
OITO SÉCULOS DE CAÇA EM PORTUGAL ( Foto de J.P.L. Ano de 2013 ) |
Uma
vez a cavalo, o nobre medieval podia entregar-se a uma série de
exercícios desportivos, todos eles mais ou menos violentos. Desses,
destacavam-se as justas e os torneios.
Do século XII ao século XIV, os trovadores e os jograis desempenharam papel de relevo nos divertimentos da nobreza.
Também eram frequentes os espectáculos de danças populares.
Todos
os festejos populares se faziam à base de música e de dança. Bailava-se
em roda, cantava-se, batia-se com as mãos e os pés.
Havia danças só para mulheres e danças em que tomavam parte os dois sexos.
Os
instrumentos mais utilizados eram a viola, a cítola, o alaúde, a harpa,
o saltério, a rota, a giga, o tambor, o pandeiro, o atabal e as
castanholas.
Marques, A. Oliveira "A Sociedade Medieval Portuguesa"