sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TORRE DO TOMBO

 Aprendi alguma coisa na semana passada graças a uma visita à Cidade Universitária designadamente à Torre do Tombo.

                 Torre do Tombo                       ( Foto minha )

No interior desta " Torre " muitos e importantes documentos sobre nós todos estão acondicionados.
Ou não fosse ali o Arquivo Nacional.

 Cito abaixo

referências e esclarecimentos obtidos na Wikipédia:

O Arquivo Nacional Torre do Tombo (ANTT), o Arquivo Nacional antigamente designado por Arquivo Geral do Reino2 , popularmente referido apenas como Torre do Tombo, é uma unidade orgânica nuclear da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas3 que se constitui como arquivo central do Estado Português desde a Idade Média, tendo os seus primeiros Guardas-Mores sido, também, Cronistas-Mores do Reino. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ainda ativas.
Ao longo dos séculos, a conservação dos seus documentos foi prejudicada por diversas circunstâncias: mudanças de local, incêndios, desvio de documentos para outros arquivos quando da Dinastia Filipina (1580-1640), o terramoto de 1755, a Guerra Peninsular a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), e a Guerra Civil Portuguesa, entre outros.
Atualmente constitui-se numa moderna instituição, aberta a pesquisadores e ao público em geral.
Encontra-se instalado no Campo Grande, em Lisboa, Portugal, num edifício projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro, classificado, desde 2012, como monumento de interesse público.4

História

O seu nome vem do facto do arquivo ter estado instalado desde cerca de 1378 até 1755 numa torre do Castelo de São Jorge, denominada "Torre do Tombo". A designação de tombo deriva do grego tómos que significa «pedaço cortado, parte porção; pedaço de papiro; daí, tomo volume»5 , assim, por extensão, passou a designar os suportes onde se faziam registos e os arquivos dos mesmos, sendo a Torre do Tombo o local onde se guardavam os volumes e os papéis mais importantes por ser o arquivo real. Em 1755, em resultado do grande terramoto que atingiu Lisboa e que ameaçou de ruína a referida torre, o arquivo foi transferido para o Mosteiro de São Bento (atual Palácio de São Bento). Nessas instalações manteve-se até a construção de um moderno edifício-sede, na Cidade Universitária de Lisboa, para onde foi transferido em 1990. Ocupando uma área de 54 900 metros quadrados e contando com cerca de cem quilómetros de prateleiras, este moderno edifício possui três áreas principais: uma para arquivo e investigação, uma para a realização de atividades culturais e a última para os serviços administrativos.
Entre 1997 e 2006, a Torre do Tombo, organismo dependente do Ministério da Cultura, foi oficialmente denominado Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IANTT), possuindo simultaneamente funções de arquivo nacional e de órgão de coordenação da política arquivística nacional. O IANTT, além do arquivo da Torre do Tombo, supervisionava também a generalidade dos arquivos distritais de Portugal.
O Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de outubro6 , extinguiu o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e o Centro Português de Fotografia, «sem prejuízo da preservação das respectivas identidades», e integrou as suas atribuições na então criada Direcção-Geral de Arquivos.
O Decreto-Lei n.º 103/2012, de 16 de maio7 , procedeu à fusão da Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a Direção-Geral dos Arquivos, dando origem à Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas onde o Arquivo Nacional Torre do Tombo se integra como unidade orgânica nuclear.

Mas, se houver um pouco de tempo que tal um passeio pelos aprazíveis arredores ?


Jardins do Campo Grande

Faculdade de Letras







quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uns e os outros

De momento estou algo ocupado com uma série de afazeres, não sendo o menor deles ter de podar as minhas videiras " morangueiras " além das árvores de fruto e um ou outro arbusto no meu pequeno quintal. Como tais afazeres se devem executar, preferencialmente, sem ser debaixo de água não tenho tido outro remédio senão aproveitar as poucas abertas que o tempo dá. Hoje à tarde lá foi mais um bocadinho. Por outro lado o catalogar e fotografar alguns livros para edição no meu outro blogue também me tem ocupado umas boas horas. Disto tudo resulta que o tempo, como de costume ,passa a correr e quando dou por isso já é tarde para vir até aqui ao meu local de repouso colocar algo que me despertou a atenção. A seguir deixo um desses assuntos tal qual como dele tomei conhecimento .

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).
A cada minuto um mendigo tem 30 segundos para pedir a 5 motoristas e receber pelo menos de dois deles € 0,20 e facturar, em média, pelo menos € 0,40 o que numa hora dará: 60 x 0,40 =  €24,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá  facturado: 25 x 8 x € 24,00 = € 4.800,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 24 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 20 cêntimos e sim 30 / 50 e ,às vezes, até 1 Euro.

Se ele facturar a metade: € 12,00 por hora terá € 2.400,00 no final do mês.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de €1,00 (o que não é raro), ele pode até descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para lhe censurar por causa disto.


Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
 
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos numa conceituada padaria. Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 120 a 150 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 120 = 3.000  e ela disse que  não mendiga 8 horas por dia.


Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que encontrar emprego.




E lembre-se :

O mendigo não paga 1/3 do que ganha para sustentar o grupo de ladrões que, escusado é dizê-lo, todos sabemos quem são e onde estão.
Todos excepto, talvez, aqueles que os poderiam e deveriam tirar de lá. 
Assim sendo tanto é ladrão o que rouba como o que o permite!








segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Rochas. Belas e intrigantes.


Deparei com estas rochas que fotografei cujo aspecto belo e intrigante ( para mim )  denota terem sido elevadas por alguma força tectónica. Estou 
inclinado a que tal tenha ocorrido aquando da formação do maciço da serra de Sintra.
Sei que isso ocorreu à cerca de 80 milhões de anos mas como não encontrei registos fósseis ali por perto ... !!!?
Fui consultar informação a respeito e encontrei uma explicação que me satisfez, isto entre muitas outras de semelhante valia. 


Aspecto bem esclarecedor da elevação do solo quando da formação da Serra de Sintra
 Maravilhosas vistas. Que mais não seja  " só " isso justifica um passeio pelo nosso  Parque Natural.
O Azul profundo do mar, o céu, a natureza única.
Na orla da Serra . Aqui, bem perto, estão as " tais " rochas.
Segue o citado texto.

Ascensão do Maciço

« O maciço de Sintra é um dos aspectos geológicos mais importantes na caracterização de Lisboa.
A instalação deste maciço ocorreu durante o Cretácico Superior (de 82 a 75 Ma, aproximadamente) na bacia Lusitânia (margem oeste da Península  Ibérica). Teve como influência indirecta, a formação de uma estrutura em domo (resultante da deformação de rochas sedimentares) de forma elíptica, alongada na direcção Este – Oeste, com 10 km de comprimento e 5 km de largura.
Este, é visível à superfície, no sector meridional da Bacia Lusitânia, encaixado numa sequência sedimentar marinha, contínua desde o Oxfordiano (andar do Jurássico superior) ao Cenomaniano (andar do Cretácio superior) e rodeado por depósitos continentais descontínuos, com uma idade equivalente ao Oligocénico (época do período Paleogeno, que por sua vez pertence ao Cenozóico). As rochas mesozóicas pré-existentes, foram deformadas devido a uma intrusão magmática, formando uma dobra sinclinal.
As inversões tectónicas que provocaram o levantamento e o encurtamento da Bacia Lusitânia afectaram a região de Sintra da seguinte maneira (Fig. 3):
- A cobertura sedimentar da intrusão foi erodida na base, (como se pode verificar nos depósitos continentais que contêm clastos da cobertura sedimentar) e no topo.
- A dobra sinclinal foi encurtada e o seu flanco norte invertido. O início da exposição das rochas ígneas intrusivas, assim como o encurtamento verificado na região, não podem ser datados com precisão, visto que os depósitos continentais são azóicos (terrenos ou rochas de eras primitivas, nos quais não se encontram nem fósseis nem vestígios de animais) e não há afloramentos do Neogénico (período da era Cenozóica) com idade bem definida na vizinhança da intrusão.
    O complexo ígneo de Sintra é formado por dois maciços concêntricos e uma diversa rede de filões associados, de diferentes composições e orientações. O maciço exterior é granítico, e tem uma idade aproximada de 82 Ma. O maciço interno é constituído por uma sequência de rochas resultantes de cristalização fraccionada que incluem gabros, dioritos e sienitos.
    Em relação à origem do magma, as interpretações mais recentes afirmam que o maciço interno de Sintra se formou no manto, tendo ocorrido pouca contaminação crustal nas rochas não graníticas.
    Qualquer que tenha sido a génese das diversas rochas do maciço, o seu conjunto forneceu à sedimentação das zonas baixas não só os clastos grosseiros, mas também detritos da classe granulométrica das areias e material argiloso resultante da sua decomposição. »

Os meus agradecimentos a Geo Historialx.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Granizo na região de Lisboa. A explicação!

Granizo na região de Lisboa – 17 jan 2014
Image de um tornado2014-01-22 (IPMA)
No passado dia 17 de janeiro o território do continente encontrava-se sob a influência de uma depressão complexa cujo núcleo principal se centrava, pelas 0 UTC, entre a Islândia e as Ilhas Britânicas. Em associação a esta depressão desenvolveu-se e propagou-se, para sueste, um núcleo secundário que se centrava a oeste da Corunha (Espanha) pelas 9 UTC do mesmo dia. Esta configuração traduzia-se pela existência de um vale em altitude a oeste da península, que promovia um fluxo de ar polar modificado, ainda com razoável conteúdo em água precipitável, sobre o território do continente. A referida massa de ar não apresentava grande instabilidade, mas esta encontrava-se disponível até níveis relativamente elevados. Por outro lado, foi notória a presença de uma corrente de jato aos 300 hPa, com uma orientação noroeste-sueste e cujo máximo se localizava a oeste da península Ibérica pelas 9 UTC. Esta corrente de jato induzia, sobre as regiões centro e sul do continente, um importante forçamento dinâmico favorável à sustentação de fortes correntes ascendentes. Em face do perfil vertical do vento criado entre a superfície e níveis elevados, algumas das estruturas convectivas que se organizaram neste ambiente adquiriram uma natureza supercelular.
Uma destas supercélulas (forma convectiva dotada de uma corrente ascendente com movimento de rotação duradouro e organizado nos níveis médios), formou-se cerca de 60 km a oeste-sudoeste de Lisboa, tendo-se deslocado para este-nordeste e organizado gradualmente com a aproximação à costa portuguesa. À escala de uma supercélula, os movimentos ascendentes costumam ser particularmente fortes e, no contexto sinótico apontado, terão favorecido um rápido transporte vertical e consequente brusco arrefecimento da massa de água. Esta, conduzida bastante acima do nível de congelação num ambiente convectivo organizado e duradouro como o de uma supercélula, encontrou condições para se converter na grande quantidade de granizo observada. Tratou-se essencialmente de granizo (pedras com diâmetro inferior a 5 mm) e saraiva de pequena dimensão (pedras com diâmetro até 10mm). Não obstante o diâmetro relativamente modesto das pedras, o episódio foi notório pela sua duração (havendo casos de queda de granizo durante mais de 15 minutos sobre o mesmo local) e, por vezes, pela sua repetição sobre a mesma área. Estes factos foram devidos à propagação relativamente lenta da supercélula sobre a região de Lisboa (verificada entre a Parede e Sacavém) e a alguns episódios de realimentação da mesma que tiveram lugar. Favoreceram, no seu conjunto, a deposição de uma camada de granizo e saraiva com uma espessura razoável, sobre áreas relativamente extensas.
Recorreu-se a um método convencional baseado num valor limiar de refletividade radar, para efetuar um diagnóstico das áreas onde terão caído pedras com diâmetro da ordem de 8 mm ou superior, sobre a superfície. A animação de um produto de refletividade a baixa altitude (indicador de posição plana, PPIZ a 800 m de altitude, ver figura 1) permite acompanhar a progressão da queda de granizo observada sobre a região de Lisboa. Chama-se a atenção para o facto de áreas mais extensas do que as delimitadas poderem ter sido afetadas pelo fenómeno, já que granizo de menor dimensão poderá não ter sido detetado e, por outro lado, porque a observação do radar não é absolutamente contínua no tempo. O granizo caído em áreas como a margem sul, área a norte de Lisboa e região do Oeste esteve associado a formas convectivas com alguma organização, embora nem todas de tipo supercelular. A fim de se avaliar a distribuição global do granizo observado, apresenta-se a sobreposição num mapa Google das áreas afetadas pela queda de granizo (ver figura 2). Este mapa poderá ser confrontado com um outro, do mesmo tipo, construído para ilustrar o episódio de granizo de 29 de abril de 2011 sobre a cidade de Lisboa (ver figura 3). Uma comparação mostra que no episódio de 2011 foram afetadas áreas relativamente mais extensas da cidade. Por outro lado, o histórico mostra igualmente que as pedras de maior dimensão foram maiores no episódio de 2011.

Aproveita-se esta oportunidade para esclarecer que granizo e neve são fenómenos distintos e que não devem ser confundidos, embora se possa assemelhar o aspeto da deposição no solo. A neve está, em geral, associada a massas de ar estratificadas, sem grande instabilidade e caraterizadas por movimentos verticais ascendentes pouco expressivos embora persistentes e abrangendo grandes áreas. Estes movimentos são suficientemente lentos de modo a permitir a gradual formação dos cristais de gelo que constituem os flocos de neve, por agregação progressiva. O regime de precipitação tende a ser contínuo, embora também possam ocorrer aguaceiros de neve. A queda de neve é observada sob temperatura do ar negativa ou pouco positiva, à superfície. A queda de granizo, por seu turno, está apenas associada a massas de ar em que instabilidade, a uma escala pelo menos local e por vezes reforçada por outros efeitos, conduz a movimentos verticais ascendentes muito vigorosos. Estes movimentos são de tal modo rápidos que não permitem que o arrefecimento seja acompanhado pela cristalização. Nestas condições forma-se o chamado gelo amorfo (pedras sem cristal consolidado, i.e. granizo ou saraiva). Neste caso o regime de precipitação é de tipo intermitente (aguaceiro), podendo as quedas de granizo durar um pouco mais no caso de o escoamento ser lento e/ou diversas células convectivas passarem sobre a mesma área, em instantes sucessivos. A queda de granizo pode ser observada com temperatura do ar elevada à superfície, inclusive no Verão.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Frio até Fevereiro.

Pois bem. Segundo os entendidos em meteorologia, matéria que me desperta relativo interesse, estamos a entrar numa fase de rigoroso Inverno no que ao frio diz respeito porque, quanto à chuva, pelo menos aqui pelo centro do país não nos podemos queixar e ao que julgo saber pelo norte é igual. Acho que pelo Algarve e à excepção da última semana havia pouca quantidade de precipitação.

Geadas no Vale Travesso. Novembro 2013

Parece neve. Vale Travesso. Região do Cabreiro. Cascais, 2013

Inverno a sério com muito frio para os últimos dias de Janeiro ou seja 28,29 e 30. Esta mudança, algo radical,  terá um ou outro dia com um  episódio de entrada de ar do quadrante noroeste, fria, mas  um pouco mais amena ao contrário do ora predominante  norte / nordeste e quiçá leste. Serão " os noroestes "de curta duração dizem...Pois o Fevereiro entrará gélido e tudo indica assim se manterá até ao dia dez.
Atento estarei a isto e tentarei me agasalhar como puder. Lá voltarei a ter nostalgia pelo cálido ar marítimo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pleonasmite. Já manifestou sintomas hoje ?

    Compartilho este alerta, proveniente não sei de onde,  para uma doença que me parece comum. Será possível evitar o contágio ?



                                      
Todos os portugueses (ou quase todos) sofrem de  pleonasmite ?, uma doença congénita para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos. Não tem cura, mas também não mata. Mas, quando não é controlada, chateia (e bastante) quem convive com o paciente.
O sintoma desta doença é a verbalização de pleonasmos (ou redundâncias) que, com o objectivo de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.
Definição confusa ? Aqui vão alguns  exemplos óbvios: 




  Subir para cima,   descer para baixo,    entrar para dentro e  sair para fora
Já se reconhece como paciente de pleonasmite ? Ou ainda está em fase de negação ? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer-me que nunca recordou o passado ?      Ou que nunca está atento aos pequenos detalhes ? E que nunca partiu uma laranja em metades iguais ? Ou que nunca deu os sentidos pêsames à viúva do falecido?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha opinião pessoal . Baseio-me em factos reais para lhe dar este aviso prévio de que esta doença má atinge todos sem excepção...
O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com ofertas gratuitas. E agências de viagens que anunciam férias em cidades do mundo. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um acabamento final naquele projecto. Tudo para evitar surpresas inesperadas por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa  diga lá que às vezes não tem vontade de gritar alto « cale  a boca » ! ?
E ir ao  cinema ver aquele filme que estreia pela primeira vez em Portugal.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, tenho más notícias para si. Porque a televisão é, de certeza absoluta, a principal protagonista da propagação deste vírus.
Logo à noite, experimente ligar ao telejornal e  verá com os seus próprios olhos a pleonasmite em directo no pequeno ecrã. Um jornalista vai dizer que a floresta arde em chamas. Um treinador de futebol queixar-se-á dos elos de ligação entre a defesa e o ataque. Um governante dirá que gere bem o erário público. Um ministro anunciará o reforço das relações bilaterais entre dois países. E um qualquer político da nação vai pedir um consenso geral para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma multidão de pessoas
Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa dores desconfortáveis nem hemorragias de sangue E por isso podemos viver a vida com um sorriso nos lábios.  Porque um animal selvagem em liberdade está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu habitat natural
Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades. Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada. E já agora siga um conselho: não adie para depois  e comece ainda hoje a encarar de frente a pleonasmite!
Ou então esqueça este texto. Porque afinal de contas eu posso estar só maluco da cabeça.



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Serra de Sintra

Um destes dias passeava tranquilamente, pela Serra de Sintra, em manifesto  prazer que só a natureza me permite desfrutar. Existem  hoje em dia em todos os locais daquela jóia um motivo de conforto. Quase nada ali falta, de facto. Está a ser bem cuidada e estimada, o que se reconhece em alguns locais onde a tentativa de banir a vegetação infestante, como é o caso das acácias, a mais formidável invasora, a par do eucalipto,  que ali prolifera, tem sido levada a cabo com grande esforço dos homens encarregues de tal trabalho.

Jovens árvores para encantarem as gerações vindouras.

 Registo com agrado a paisagem resultante de mais uma dessas tarefas efectivadas no local por onde antes nada ali parecia viver sob as copas e ramagens das tão belas quanto monótonas árvores.
Assim onde as erradicaram foram plantadas outras espécies o mais aproximadamente possível ao que originalmente ali existiu, ou se supõe ter existido, quando, em recuados tempos e a fazer fé nos registos, Portugal era uma imensa floresta de norte a sul.




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Lisboa, não menina. Não moça.


Ao passar numa manhã deste Inverno por um bucólico cantinho  de Lisboa, sonolenta e adormecida, não resisti a preservar dela uma imagem para recordar depois.Como mulher amadurecida pela labuta da vida, dos desenganos, das alegrias e das tristezas que lhe vincaram algumas rugas as quais afagamos com carinho, amor e enlevo, eis esta linda Lisboa de hoje.


Lisboa Janeiro de 2014

Sombria, algo triste e, em certos locais, Lisboa parou no tempo. Talvez por isso tenha uma qualquer
" magia " que tanto nos atrai a nós portugueses que nela vivemos ou para todos os que a visitam. O nome feminino e dócil, a sua graça natural, o seu bem receber, o seu perfume  inspira a conhecê-la e amá-la. Porém, como as mulheres, nem tudo é para todos, nem para todos é tudo.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Amar



                                      Tua frieza aumenta o meu desejo:
                              fecho os meus olhos para te esquecer, 
                               Mas quanto mais procuro não te ver,
                              Quanto mais fecho os olhos mais te vejo.


                             
                              Humildemente, atrás de ti rastejo,
                              Humildemente, sem te convencer,
                              Enquanto sinto para mim crescer
                              Dos teus desdéns o frígido cortejo.


                             
                              Sei que jamais hei-de possuir-te, sei
                              Que outro, feliz, ditoso como um rei,
                              Enlaçará teu virgem corpo em flor.


                              Meu coração no entanto não se cansa:
                              Amam metade os que amam com esperança,
                              Amar sem esperança é o verdadeiro amor. *

 


 
                                                              
*  « Ao recordar estes versos de Eugénio de Castro julgo ter entendido o quanto ele deve ter sentido.Ao longo da vida a alguns jamais se coloca a questão.A Outros, no entanto,surge até inesperadamente.Quando se encontra alguem nos caminhos tortuosos da vida e esses caminhos estão a ser percorridos a dois ou seja quando ambos são comprometidos com outrem,que fazer? Distinguir a amizade e nada mais !!!? Porém muito difícil é a partir de certos olhares, certos sorrisos,certos gestos manter essa diferença.
Aqui reside a arte, chamemos-lhe arte menor se quisermos, de saber parar.Mas, a partir de um determinado patamar é difícil, senão impossível. 


O « artista » fica preso para toda a vida aquela imagem ou a um modelo que nunca pintou ou esculpiu. Será o seu tormento até ao fim dos dias.Apenas a ilusória esperança que nesses mesmos caminhos o destino esse grande e enigmático autor conceda de novo uma paragem, um abrigo, em que dois desses quatro viajantes parem para conversar.E que os outros dois alheios a essa paragem sigam apressados e despreocupados como até ali.No entanto ao fim da pausa urge seguir em frente. Falaram tudo os retardatários? Só o destino o dirá! »*

*Texto de; Fernando José Teresa Pessoa.
   Poema; Eugénio de Castro.

Acordo Ortográfico. Não deixem de ler !

 ACORDO ORTOGRÁFICO -por: JOSÉ MANUEL FERNANDES - 

 Espaireçam da austeridade. 
 Não deixem de ler este fabuloso texto sobre o Acordo Ortográfico.

 

 Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e
acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a
mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome.
Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç" .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s" .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas,designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar.
Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z" .
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z" .
Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras.
Nada de "k" .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som "ch" .
O som "ch" será reprezentado pela letra "x".
Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não ?
O "x" xama-se "xis".
Poix é iso mexmo qe fiqa .
Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x" .
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .
Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex .
O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural .
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .
Vejamox o qaso do som "j" .
Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j" .
Serto ?
Maix uma letra mud a qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra "a" .
Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô" .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !
qe é qe temux o "u" ?
Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil !
Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e" .
U mexmu para u som "ê" .
Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i" .
I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a" .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til"
subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur
"ainx" i "õix" pur "oinx" .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de
arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a
simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu
mundu .
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?...


E, acrescento eu por baixo uma imagem da SIC que adoptou o acordo e já o utiliza nas legendas de rodapé. 

                         
                Quem é que saiu da liderança ? ...       Quem foi ?

domingo, 12 de janeiro de 2014

O rural de Cascais é rico!

      Diz-nos João Anibal Henriques no livro de sua autoria " História Rural Cascalense " o seguinte, e cito:

... « Ser cascalense rural é assim ser muito rico, não de ouro e metais preciosos, nem tão pouco de saber livresco e dogmático, mas sim de harmonia e satisfação. Os saloios cascalenses, tal como podemos verificar pelos pouco que ainda vão existindo, são gente alegre, divertida, simpática e extrovertida, muito embora sejam também comunidades profundamente religiosas e conhecedoras dos segredos do universo.
 Não é quem quer ver que pode observar; nem é o que conhece que vai saber; o verdadeiro conhecimento e a verdadeira sabedoria, está naqueles que simplesmente procuram ser, deixando de lado os aspectos do ter e envolvendo-se internamente num processo complicado mas também de simples reflexão. »

Escreveu este belíssimo trecho em 1997   há " apenas " dezessete anos e quer-me parecer, que de então para cá muito mudou dada a circunstância de já não haver saloios,  uma vez que tudo se modernizou e as comunidades referidas por João Anibal Henriques  foram nos seus usos e costumes totalmente absorvidas pelo que chamamos de progresso. Ainda bem para uns, não tanto para outros, como tudo na vida.

Fotografia. Arquivo Municipal.  Câmara Municipal de Cascais
              

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Barraca de Pau.

Encontrar aqui na região de Cascais e muito particularmente nos tempos que correm barracas de pau, talvez não seja de todo necessário recorrer a uma pesquisa arqueológica, talvez...porém não é a esse tipo de barracas que me refiro, mas sim, a um local que desde sempre conheci por essa denominação mas que nunca vi de outra forma a não ser de " pedra e cal " e com bastante robustez material.

Onde autrora era a taberna

 Situa-se ao lado da estrada que liga Cascais à Malveira da Serra, um pouco antes de chegar-mos ao Cobre. Em tempos não muito distantes ali estavam em pleno funcionamento alguns estabelecimentos do pequeno comércio tais como uma barbearia a " Barbearia Caracol, " uma mercearia, uma padaria e uma taberna, a taberna do Sr: Manuel Martins ou " Manel da Barraca de Pau. O chafariz que ali ainda está constitui um marco do local pois também ele saciava a sede ao passante  há bem poucos anos.



O Chafariz da Barraca de Pau
Hoje tudo acabou restando algumas imagens de que o chafariz é, de momento, o  mais fiel exemplo desse século XX.





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AGA KHAN no Mato Romão

Escolheu Sua Alteza o Príncipe Karim Aga Khan a região de Cascais e o Mato Romão em particular,para edificar a sua famosa Academia. A zona em questão é rica em valores naturais e paisagísticos relevantes. Afortunadamente tem escapado à fúria incendiária e urbanística dos últimos tempos e oxalá assim permaneça por mais algum tempo.
Panorâmica do Mato Romão em 2013. ( foto de minha autoria )
Localização soberba. *( Foto de minha autoria. )


 A Academia que Sua Alteza irá ali edificar pauta-se, entre outras, pela preocupação ambiental e social. Bem melhor decerto do que vermos a zona cheia de moradias ou condomínios  inestéticos de que não faltam exemplos infelizes aqui no Concelho.
Como nascido e criado nesta região e conhecedor do local desde sempre apenas me resta esperar que tudo seja como se deseja.
Se assim for o meu muito obrigado

 Veja este filme excerto de uma extensa reportagem que a Rádio televisão Portuguesa dedicou à minha região com destaque para o ponto de vista do Sr: Presidente da Câmara Dr. Carlos Carreiras acerca do empreendimento que se irá edificar ali no Mato Romão.

Cascais é o mais que provável destino de um dos maiores investimentos estrangeiros do ano em Portugal: a Aga Khan Academy. De visita por Portugal, Sua Alteza o Príncipe Aga Khan deslocou-se ao terreno que poderá acolher a primeira escola europeia da Rede de Academias Aga Kahn. E não escondeu o entusiasmo com o que viu num belíssimo local cravado entre a serra e o mar, na freguesia de Cascais, no final da A5. “Hoje foi-nos dada a honra de receber o Príncipe Aga Khan e, com isso, demos um passo decisivo para a concretização de contactos e conversações que decorrem há um ano e que, estou certo, podem em breve chegar a bom porto”, salienta o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.
A hipótese de uma Academia Aga Khan em Cascais representa um investimento de grande magnitude a todos os níveis, como explica Carlos Carreiras: “Falamos de um investimento extraordinário do ponto de vista do conhecimento e do ponto de vista social, uma vez que aqui, numa academia de excelência, podem vir a ser formados muitos líderes do amanhã; falamos de um investimento extraordinário do ponto de vista ambiental, uma vez que nos vai permitir encontrar uma solução para terrenos magníficos que têm estado sobre forte pressão urbanística; e, por último, falamos de um extraordinário investimento do ponto de vista económico, porque permite criar prosperidade e empregos.”

As conversações entre a Fundação Aga Khan e a Câmara Municipal de Cascais têm decorrido de forma intensa ao longo dos últimos meses e contam com o patrocínio do governo. Prova desse compromisso foi a presença do Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, que acompanhou Sua Alteza o Príncipe Aga Khan ao longo de toda a visita.

Depois de Carcavelos e Parede, que vão acolher os novos polos universitários da Universidade Nova de Lisboa - Nova School of Business and Economics, e da Universidade Católica Portuguesa - Instituto de Ciências da Saúde, é agora a vez de Cascais entrar neste novo eixo do conhecimento. “Acreditamos que com a possibilidade de acolhermos a Academia Aga Khan, fechamos um ciclo extraordinário de atração de academias, de talento e de reconhecimento para Cascais que fará deste concelho um verdadeiro centro de conhecimento nacional.”

As Academias Aga Khan são uma rede global de escolas que através de um rigoroso programa académico de excelência reconhecido internacionalmente, o International Baccalaureate, formam alunos em ambiente internacional mas com o objetivo de fazer a diferença nas suas comunidades locais.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio faleceu .



Eusébio. Governo decreta três dias de luto por 'Pantera Negra'
O Governo decretou três dias de luto em honra da memória de Eusébio da Silva Ferreira que faleceu na madrugada de hoje, vítima de falência cardiorrespiratória.

É esta uma notícia que não deixa de ser penosa de receber, quer se goste, quer não, do Clube  que este notável Cidadão do Mundo toda a vida representou.Considerado um Embaixador do País em eventos da mais diversa índole Eusébio nunca se escusou a comparecer e dignificar o nome de Portugal.

Os homens passam as instituições ficam, diz-se, porém neste particular o Homem ficará por muitos e muitos anos na memória de muita gente.
Paz à sua alma.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Braille e RCA Victor

 Aconteceu no dia 4 de Janeiro

 Em 1809 Nasceu Louis Braille ( m. 1852 ), inventor francês do sistema de leitura para invisuais. Ficou conhecido  tal sistema pelo nome do seu inventor.

Em 1950 - A Empresa R.C.A. Victor anuncia a produção de discos ( gravações sonoras ) de longa duração, os L.P. ( Long - play ) de vinil

Braille

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Sistema Braile
Braille ou braile1 é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille no ano de 1827 em Paris.
O Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em alto relevo. O deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos relevantes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, números, sinais matemáticos e notas musicais.
Louis Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, ele fez algumas adaptações no sistema de pontos em alto relevo, e em 1829 publicou o seu método.
Sendo um sistema realmente eficaz, por fim tornou-se popular. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais, graças aos esforços decididos daquele rapaz há quase 200 anos.
O braille provou ser muito adaptável como meio de comunicação. Quando Louis Braille inicialmente inventou o sistema de leitura, aplicou-o à notação musical. O método funciona tão bem que a leitura e escrita de música é mais fácil para os cegos do que para os que vêem. Vários termos matemáticos, científicos e químicos têm sido transpostos para o braille, abrindo amplos depósitos de conhecimento para os leitores cegos. Relógios com ponteiros reforçados e números em relevo, em braille, foram produzidos, de modo que dedos ágeis possam sentir as horas.

  
Radio Corporation of America
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Logotipo da empresa.
Radio Corporation of America, também conhecida como RCA, é uma empresa estadunidense pioneira no setor de telecomunicações, criada em 1929.
Em 1929, a RCA comprou a Victor Talking Machine Company, fundada em 1900, formando a RCA Victor, o mais antigo selo fonográfico da América. O selo era facilmente identificado pelo famoso logotipo de um cachorro, chamado "Nipper", que olha atentamente para uma concha acústica de um fonógrafo e escuta a chamada Voz do Dono" - His Master's Voice.

A RCA Victor foi responsável pela mais famosa transação comercial da história da música, quando, em 1955, adquiriu o contrato de exclusividade de Elvis Presley da Sun Records por 35 mil dólares. Outros artistas famosos incluem Enrico Caruso, Little Richard, Jefferson Airplane, David Bowie, The Main Ingredient, Avril Lavigne, Kesha, Adam Lambert, Christina Aguilera, que veio a se tornar uma das maiores revelações de sua geração, inclusivamente ganhando o Grammy de Artista Revelação, em que disputava com sua "amiga" Britney Spears. Sam Cooke e Foo Fighters também foram exclusivos da RCA.
Em 1987, a RCA Victor foi vendida ao grupo alemão Bertelsmann, a BMG, passando a se chamar BMG/Ariola (por um breve período em 1987 foi denominada RCA/Ariola) e mais tarde BMG. Em 2004, houve a fusão da BMG com a gravadora japonesa Sony Music, formando assim a Sony BMG. Em 2008, o grupo Bertelsmann vendeu sua parte à Sony Music, que rebatizou a Sony BMG apenas como Sony Music.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Alentejo e o « Wireless » de antanho.

Durante escavações recentes nos EUA, os arqueólogos descobriram, a 100 m de profundidade, vestígios de fios de cobre que datavam do ano 1.000. Os americanos concluíram que os seus antepassados já dispunham de uma rede telefónica desde aquela época.

Entretanto os espanhóis escavaram também o seu subsolo, encontrando restos de fibras ópticas a 200 m de profundidade. Após minuciosas análises, concluíram que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade, divulgando triunfantes, que os seus antepassados já dispunham de uma rede digital à base de fibra óptica quando Jesus nasceu!

Uma semana depois, em Beja, no semanário local, foi publicada a seguinte notícia:
"Após inúmeras escavações arqueológicas no subsolo de Beja, Évora, Moura, Estremoz e Redondo, entre outras localidades alentejanas, até uma profundidade de 500 m, os cientistas alentejanos não encontraram absolutamente nada. Assim se conclui que os antigos habitantes daquela região alentejana já dispunham, há 5.000 anos atrás, de uma rede de comunicações sem-fios, vulgarmente conhecida, hoje em dia, pela designação de "Wireless".



 Enquanto aqui pelo Cobre, Cascais, onde resido obtive esta foto hoje 3 de Janeiro de 2014.
Esta é a verdadeira rede " com fios ".
Um sério problema para a arqueologia futura !


1 ( Uma rede sem fio (ou comunicação sem fio) refere-se a uma passagem aérea sem a necessidade do uso de cabos – sejam eles telefônicos, coaxiais ou ópticos – por meio de equipamentos que usam radiofrequência (comunicação via ondas de rádio) ou comunicação via infravermelho, como em dispositivos compatíveis com IrDA. É conhecido também pelo anglicismo wireless.
O uso da tecnologia vai desde transceptores de rádio como walkie-talkies até satélites artificais no espaço. Seu uso mais comum é em redes de computadores, servindo como meio de acesso à Internet através de locais remotos como um escritório, um bar, um aeroporto, um parque, ou até mesmo em casa, etc. *

1 * ( Texto extraído da Wikipédia  )