sábado, 31 de outubro de 2015

Mistério.

A Misteriosa Gruta de Conchas de Margate
Oculta no subsolo profundo na pequena cidade britânica de Margate, no condado de Kent; há uma gruta envolta em completo mistério. Adornada com 4,6 milhões de conchas e com 22 metros de passagens subterrâneas sinuosas que conduzem a uma câmara retangular, esta insólita gruta é, sem dúvida, um local digno de observação.
Narra a história que, em 1835, um agricultor estava, como de costume, trabalhando no campo, ao enfiar uma pá no solo, ela afundou na terra. O fazendeiro percebeu que estava de pé sobre algo oco, mas foi incapaz de ver qualquer coisa a partir da superfície. A notícia se espalhou pela cidade, e um professor da escola local ofereceu seu filho, Joshua, para que entrasse no buraco com uma vela e investigasse o que havia por lá. Depois de sair da caverna misteriosa, Joshua descreveu salas cheias de centenas de milhares de conchas cuidadosamente arranjadas.

gruta

 
A gruta das conchas é adornada com símbolos colocados como se fossem mosaicos feitos com milhões de conchas. Alguns deles celebram a vida; outros lembram da morte.
gruta

 
A gruta das conchas apresenta uma passagem, uma cúpula e uma câmara de altar.
gruta

 
As conchas da gruta incluem vieiras, mexilhões, búzios, amêijoas, caramujos e ostras, e todas podem ser encontradas naquela região. No entanto, as conchas planas devem ter sido trazidas de outro lugar.
gruta

 
gruta

 
Com tantos e intrincados detalhes, em uma escala tão grande, duas questões ainda permanecem: que construiu esta caverna subterrânea e para quê?
gruta

 
Envolta em mistério, alguns acreditam que a gruta já teve significado religioso - principalmente devido ao teto abobadado e ao espaço reservado para um altar.gruta

 
Ninguém sabe a idade desta gruta, mas algumas teorias indicam que ela tenha sido construída há cerca de 3.000 anos.
Outra teoria sustenta que a gruta foi criada como uma extravagância de um aristocrata em algum momento em 1700. Esta explicação proposta é validada pelo fato de que grutas subterrâneas foram realmente muito populares na Europa em 1700, especialmente entre os ricos. O único problema com esta teoria, porém, é que a localização desta gruta é numa terra de plantio - uma terra que nunca tinha sido parte de uma grande propriedade onde essas edificações criadas apenas por capricho e diversão teriam sido executadas.
Outros acreditam que ela pode ter sido usada como um calendário astrológico no passado.
Há aqueles também que dizem que a gruta deve, de alguma forma, estar conectada com os maçons ou os Cavaleiros Templários.
Outros acreditam que a gruta pode datar de 12.000 anos atrás, sustentando que  está conectada a uma misteriosa cultura mexicana.
gruta

 
Seu mistério tem deixado as pessoas completamente perplexas, tanto assim que na década de 1930, eram realizadas sessões espíritas, com a esperança de entrar em contato com os espíritos de quem construiu a gruta.
Ao que parece, tão cedo não se irá descobrir a origem deste local misterioso. A idade das conchas pode ser determinada através de datação por carbono, de acordo com o site da Gruta das Conchas, mas é um processo caro e outras questões de conservação estão sendo priorizadas.
Uma coisa é clara, porém: a disposição das conchas deve ter levado inúmeras horas de minucioso trabalho.
gruta

 
Infelizmente, muitas conchas da gruta desapareceram ao longo do tempo, perdendo seu brilho através de danos causados pela água. Ela deve ter sido deslumbrante e colorida quando foi construída. Esta recriação mostra como pode ter sido na época. Com mais de 4,6 milhões de conchas, certamente deve ter sido impressionante!
gruta

 
Desde a sua descoberta, a Gruta de Conchas de Margate foi aberta ao público, pela primeira vez pelo pai de Joshua, o professor da escola. Em 1835, ele rapidamente comprou a terra e começou a renovar a gruta para torná-la adequada para receber visitantes. Dois anos depois, em 1837, o local foi aberto ao público pela primeira vez, recebendo a visita de curiosos turistas até hoje.






segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bacalhau que suporta o consumo português.


Bacalhau
Bacalhau com natas de confecção caseira.
2015-10-23 (IPMA)




De um lado e do outro do Atlântico Norte duas organizações internacionais com corpos científicos próprios (NAFO e ICES) dividem o bacalhau (Gadus morhua) em unidades populacionais para efeitos de avaliação e gestão, que se designam por stocks. Existem 22 stocks de bacalhau entre o Cabo Hatteras na Carolina do Norte e o Mar do Labrador e Grônelandia no Noroeste Atlântico, e entre o Golfo da Biscaia e o Árctico no Nordeste Atlântico. A maior parte dos stocks de bacalhau encontra-se no Noroeste Atlântico mas é no Nordeste Atlântico que há mais bacalhau.
O maior stock é o do Nordeste do Árctico que se distribui pelo Mar da Noruega, Mar de Barrents e Mar de Svalbard. O bacalhau consumido em Portugal provem na sua quase totalidade deste stock do Árctico. Este stock estimado em mais de 4 milhões de toneladas a seguir à Segunda Guerra Mundial, caiu para um mínimo histórico de pouco menos de 740 000 t em 1983. A captura atingiu um máximo histórico de 1 343 000 t em 1956  e bateu no fundo em 1990 com “apenas” 212 000 t. No entanto desde 2000, quer o stock como um todo, quer o seu stock desovante têm aumentado rapidamente, graças à manutenção de mortalidades por pesca relativamente baixas e ao aparecimento e sobrevivência de classes anuais abundantes.
Em anos recentes (2013-2014) a biomassa total deste stock estabilizou nas 3 700 000 t e a captura sustentada subiu para perto de um milhão de toneladas (966 000 t), o maior nível observado desde 1974. A maior parte desta captura é retirada pela Noruega e pela Rússia. A captura Portuguesa não ultrapassou as 4 650 t.
O bacalhau que suporta o consumo português provem portanto na sua larga maioria (>95%) do maior stock de bacalhau do mundo e naquele que actualmente tem uma maior captura sustentada.

sábado, 24 de outubro de 2015

Atrasar o relógio logo!

HORA DE INVERNO E VERÃO PARA 2015

Portugal continental
Em conformidade com a legislação, a hora legal em Portugal continental:
  • será adiantada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Março e atrasada  60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 25 de Outubro.


Região Autónoma da Madeira
Em conformidade com a legislação, a hora legal na Região Autónoma da Madeira:
  • será adiantada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Março e atrasada  60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 25 de Outubro.

Região Autónoma dos Açores
Em conformidade com a legislação, a hora legal na Região Autónoma dos Açores:
  • será adiantada  60 minutos às 0 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Março e atrasada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 25 de Outubro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Português no Portugal de hoje.





NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos
pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As
criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os '
contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os
vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os
caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '.
O
aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os
gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os
operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As
fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O
analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as
1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou
mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes
crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'

Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os
alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há
cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As
putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em '
implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes
' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
                       


E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os
idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os
pretos passaram a ser pessoas de cor.
Os
gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os
mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem
desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que
"eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila".
O conceito de
corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de
complicado.*


* Texto de autoria desconhecida.
  recebi este texto, endereçado via e-mail, por uma amável leitora deste meu blog. Agradeço a deferência.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Chuva e trovoada aqui pela região entre o Cobre a a Serra de Sintra.

Este meu blog não é um local em que a meteorologia seja um assunto banal. Dentro das minhas limitações no que ao assunto respeita, lá vou tentando alguns esclarecimentos entre aqueles que realmente sabem. Entre outros o nosso Instituto do Mar e Atmosfera. Chove neste momento e ouviram-se alguns trovões o que foi algo de certa forma inesperado. Até para os profissionais do I.P.M.A.

GRANDE LISBOA:
Céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de
nebulosidade a partir do meio da manhã.
Períodos de chuva ou aguaceiros até ao início da manhã.
Vento fraco a moderado (10 a 25 km/h) do quadrante leste.
Pequena subida de temperatura.



Mas...o radar não engana !
Isto ocorreu entre as 18 e as 19 horas " apenas ".

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Castro Laboreiro. Um lugar do meu País que desconheço.

Um dia qualquer da minha vida hei-de ir a esta maravilhosa localidade.
Castro Laboreiro
Orago: Santa Maria / Nossa Senhora da Visitação

A freguesia de Castro Laboreiro, localizada no planalto com o mesmo nome, em plena serra, numa extensa área dentro do Parque Nacional da Peneda Gerês, dista vinte e cinco quilómetros da sede do concelho.




Confronta com terras da Galiza, a norte e nascente, Gavieira (Arcos de Valdevez), a sul e poente e Lamas de Mouro, a poente.
O seu nome vem de duas palavras Castrum, Castro – povoação fortificada pelo povo castrejo, de raça celta, que, depois do seu nomadismo durante milhares de anos nos planaltos, vivendo da caça e da pesca, e depois do pastoreio, se fixou nos outeiros para ali viver em comunidade e se defender das tribos invasoras, desde quinhentos anos antes de Cristo até ao século VI da era cristã: Laboreiro – do Latim “Lepus”, leporis, leporem, leporarium, lepporeiro, leboreiro.”
O Padre Aníbal Rodrigues, num estudo sobre os dólmenes de Castro Laboreiro, a que não faltam apontamentos poéticos, descreve Castro Laboreiro assim: “ Constitui uma região de extraordinária beleza, onde os seus vales amenos, os planaltos extensos e a serra agreste se harmonizam maravilhosamente, dando á paisagem cambiantes de rara e grandeza. Banhada pelas águas cristalinas do rio Laboreiro e embalada pelas maviosas canções da sua própria corrente, é uma região bela, cheia de microclimas, desde a terra fria que produz apenas batata, centeio e pastagens, até à parte quente e ribeirinha, em que se cultiva toda a espécie de cereais, fruta e vinhos.”
Tem mais de 40 lugares, distribuídos pelas brandas e pelas inverneiras – que são os lugares mais altos ou os mais baixos, onde o povo se resguarda do frio intenso dos agrestes Invernos ou do calor trazido pelos estios desabridos.





As brandas, nos lugares mais altos, são mais agradáveis e produtivas na época do calor, servindo aos animais também melhores oportunidades de alimentação – é assim uma espécie de casa comum de veraneio da população e gados da freguesia e de visitantes vindos de fora. Aqui os principais lugares são: Vila, Várzea Travessa, Picotim, Vido, Portelinha, coriscadas, Falagueiras, Queimadelo , Outeiro, Adofreire, Antões, Rodeiro, portela, Formarigo, Teso, Campelo, Curral do Gonçalo, Eiras, Padresouro, Seara, e Portos.
As inverneiras, nas zonas mais baixas, servem de refúgio ao frio e estão localizadas nos vales da freguesia. Os seus lugares: Bico, Cailheira, Curveira, Bago de Cima e Bago de Baixo, Ameijoeira, Laceiras, Ramisqueira, João Lavo, Barreiro, Acuceira, Podre, Alagoa, Dorna, Entalada, Pontes, Mareco, Ribeiro de cima e Ribeiro de Baixo.
É um ciclo que se repete há milhares de anos neste planalto elevado a uns mil metros acima do nível do mar. Daqui se estabelece uma longa linha de horizontes com a vizinha Espanha (para onde se poderá seguir pela estrada Ameijoeira).
O rio Laboreiro ajuda também à composição de todo um conjunto de extraordinária beleza, serpenteando serra abaixo, até se juntar ao rio Lima. Ligando as suas margens, permanecem as pontes que as várias civilizações que por aqui passaram foram construindo ao longo dos tempos. São segundo citado trabalho do Padre Aníbal Rodrigues, “ pontes romanas e românicas, da época de ocupação romana: a da Cava da Velha (monumento nacional), e românicas, do século XII, como a de Dorna, da Assoreira ou da capela, de Varziela, das Cainheiras, da Vila, do Rodeiro, das Veigas e dos Portos 8estilo celta).”


De facto, a ocupação humana de Castro Laboreiro é comprovável até ao longo passado de quatro ou cinco mil anos. Nesta região desenvolveram-se sucessivamente duas grandes culturas que atingiram um grau elevado de civilização: a cultura dolménica e a cultura castreja. Aqui pode encontrar-se ainda hoje, mais de uma centena de antas ou dólmenes (será talvez a maior concentração peninsular de dólmenes pré-históricos); alguns menires; a Cremadoura, a poente da Vila, onde se incineravam os cadáveres para serem recolhidas as cinzas em vasilhames de barro (no Mesolítico); doze castros, de há dois mil e quinhentos anos, pinturas e gravuras rupestres.
O Castelo de Castro Laboreiro, diz o povo ter sido obra dos mouros. Pinho Leal, no seu, “Portugal Antigo e Moderno”, afirma mais certo ser atribuível aos romanos. O Pe. Aníbal Rodrigues coloca-o, porém no ano de 955, fundado por S. Rosendo, governador do Val del Limia, desde Maio desse ano, por nomeação de D. Ordonho III, rei de Leão. D. Afonso Henriques rodeou-o de muralhas e, nos princípios do século XIV, quando caiu um raio no paiol de pólvora, que fez todo o polígono ir pelos ares, D. Dinis ordenou a sua reedificação.
Castro Laboreiro foi vila e sede de concelho desde 1271 até 1855. Teve tribunal, paços do concelho e cadeia, bem como alcaide e governador do castelo. Recebeu foral, em Lisboa, a 20 de Novembro de 1513, conferindo-lhe o nome de Castro Laboreiro. Tinha foral velho, dado por D. Afonso III, em Lisboa, a 15 de Janeiro de 1271, que a elevada vila, dando-lhe simplesmente o nome de Laboreiro. Um dos seus privilégios, concedido por vários reis e confirmado por D. João V, era o de não se recrutarem aqui os soldados.
Esclarece no entanto o Padre Aníbal Rodrigues: “ Pertença do condado de Barcelos até 1834, comenda da Ordem e Cristo desde1319, Castro Laboreiro ocupou um papel de grande relevo, quer na independência da Pátria quer na Guerra da Restauração, desde 1319, Castro Laboreiro ocupou um papel de grande relevo, quer na independência da Pátria que na Guerra da Restauração, desde 1640 a 1707. Defendida pelo seu inexpugnável castelo, manteve-se sempre fiel ao ideário pátrio, sem nunca se vender ao estrangeiro. Desde 1136, data em que D. Afonso Henriques visitou Castro Laboreiro, até ao presente, o povo castrejo conservou-se sempre coerente consigo mesmo e de um portuguesismo a toda a prova”.
Era da casa de Bragança, que apresentava o reitor (que tinha de rendimento anual seiscentos mil réis, e o seu co9adujuntor vinte alqueires de centeio e dez mil réis, tudo a pago pela encomenda). A igreja foi primitivamente vigairaria da matriz de Ponte de Lima, depois abadia do bispo de Tui, que D. João Fernandes de Sotto Maior trocou, em 1308, com o Rei D. Dinis.
No campo da monumentalidade construída, merecem finalmente destaque o pelourinho, de 1560, que é monumento nacional, e a igreja matriz, imóvel de interesse público, que foi construída primitivamente no século XII, em estilo românico. O coro, a torre e a capela-mor datam de1775 e ostentam o estilo joanino ou de D. Maria Pia. Possui uma magnífica pia baptismal, do século XII, e preciosas imagens, que abrangem um largo período que vem desde o século XIV até ao século XVII.

Tratando-se de uma raça pura, dócil e altiva, os mundialmente famosos cães de Castro Laboreiro são, desde o século VIII, motivo de orgulho do seu povo. É uma raça mastim de grande porte, nativa desta região montanhosa.
Dicionário Enciclopédico das Freguesias: Braga, Porto, Viana do Castelo; 1º volume, pág. 423 a 439; Coordenação de Isabel Silva; Matosinhos: MINHATERRA, 1996



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Protectorado.

 Sete interrogações e algumas afirmações contidas no texto que abaixo vos ofereço , deixaram-me pensativo acerca deste assunto dos protectorados em que Portugal neste momento é apenas mais um deles. Com inicio em meados dos anos setenta ou oitenta do século, passado esta triste história faz lembrar aqueles casos em que os filhos esbanjam tudo aquilo que lhes foi deixado em herança por seus pais ou familiares. Só que, no presente caso, o resultado disto tudo é que, e como quase sempre, quem fica mal são  aqueles que os serviram e neles acreditaram ou seja o povo a que pertenço. Sob a última afirmação, a qual sublinho, contida no texto que transcrevo abaixo permito-me no presente momento ter as minhas sérias dúvidas. Ainda que " não pareça ser muito inteligente " . Admito-o sem reservas !

                                                  PROTECTORADO

 À esquerda e à direita, anda por aí muita gente indignada por causa do protectorado de que Portugal sofreu e, segundo alguns patriotas sem mancha nem tumor, continua a sofrer. Isto deixa um indivíduo de boca aberta por duas razões.
   Primeiro, porque de maneira geral foram esses mesmos patriotas que levaram Portugal ao protectorado de Bruxelas. Depois, pela total ignorância da história deste pobre país desde pelo menos o fim do século XVIII. Toda a gente se esqueceu que em 1807 a Inglaterra meteu D. João VI num barco e o despachou para o Brasil ? Ou que Junot acabou corrido por um corpo expedicionário inglês ? Ou que o embaixador de S.M. Britânica tinha assento de jure no Conselho de Regência que ostensivamente governava o Reino ?
   E ninguém se lembra que, na guerra contra os franceses ( que durou até 1814 ), o general Beresford comandava o Exército português com a ajuda de uma dezena de oficiais que trouxera de Inglaterra e que o nosso Tesouro pagava ? E também ainda não é claro para a cabecinha nacional que o triunfo do liberalismo em 1834 não passou de uma conveniência da Inglaterra, que ela, de resto, financiou e forçou as potências conservadoras, como por exemplo a Áustria, a engolir ? E o progressismo indígena também se esqueceu que a guerra da " Patuleia " se resolveu com a intervenção da esquadra inglesa  ( ao largo do Porto e em Setúbal ), por uma invasão de um exército espanhol assalariado por Londres e por um " protocolo " de Palmerston, que determinava quem podia, ou não podia, entrar no Governo ?
   E a seguir desapareceu o protectorado ? De maneira nenhuma. A Inglaterra e, com a autorização dela, A França continuaram a sustentar a maravilhosa paz da Regeneração; e a promover ou a liquidar ministérios de acordo com o grau da sua subserviência e a mandar nos territórios de África de que Portugal, na sua ingenuidade se julgava dono. E finalmente em 1892 - 1893, não hesitaram em suspender os víveres de que a nossa miséria humildemente se alimentava. Os patriotas que hoje se
arrepiam com o protectorado dos credores deviam pensar que o único período em que não houve protectorado algum em Portugal foi durante a Ditadura de Salazar, cujos benefícios não se distinguiram na história da Europa. Mas voltar a 1928 não parece uma política muito inteligente. " *

Texto de Vasco Pulido Valente
 Jornal " Publico " nº 9287.

E...uma anedota 
Pai....quem foi Salazar?
 
- Foi um Senhor que pôs correntes ao povo português durante 40 anos.
 
- Ó Pai.... e o Mário Soares, quem é?
 
- Esse, meu filho, foi o homem que tirou as correntes ao povo português.
 
- Ó Pai....e o que são as correntes?
 
- Era aquela coisa de ouro que o teu avô trazia e usava no colete para segurar o relógio!......




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ceres.

NASA revela foto mais detalhada dos pontos brilhantes em Ceres

por RSF11 maio 2015Comentar
NASA revela foto mais detalhada dos pontos brilhantes em Ceres
Fotografia © NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

O mistério das duas manchas "luminosas" na superfície do planeta anão Ceres continua, mas imagem de maior definição revela que na realidade se tratam de vários pontos mais pequenos, muito próximos.

O que pareciam ser dois pontos brilhantes na superfície de Ceres são afinal dois aglomerados de pontos mais pequenos, revela uma foto em alta definição do planeta anão ontem divulgada pela NASA.
A origem exata destas manchas brilhantes continua no entanto por esclarecer. Uma observação detalhada da imagem que reproduzimos nesta página mostra o que parecem ser vários reflexos pequenos que se juntam de forma a parecerem duas manchas maiores.
A foto foi captada pela sonda americana Dawn no dia 6 de março, durante a sua primeira órbita para registar dados científicos. A sonda encontrava-se então a 13.600 quilómetros de distância. As imagens foram reunidas numa animação de toda a superfídie do planeta anão.

Os cientistas reconhecem que são precisas mais observações para concluir com exatidão a origem do fenómeno. Mas já podem afirmar que "a intensidade do brilho deve-se ao reflexo da luz do sol num material altamente refletivo, possivelmente gelo", segundo Chris Russell, o investigador principal da missão da NASA, citado pela BBC.

Resultado de imagem para ceres
Resultado de imagem para ceres
Resultado de imagem para ceres
Ceres
Planeta anão
Ceres é um planeta anão localizado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, sendo o maior dos asteroides. Wikipédia
Gravidade: 0,27 m/s²
Período orbital: 1.680 dias
Massa: 895,8E18 kg
coordenadas: Ascensão Reta 291°, Declinação 59°

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Saber beber. É viver menos ...

É SEMPRE BOM SABER ONDE INVESTIR
Economia | para reflectir!!!

O Nobel da Economia Prof. Dr. Wass Catar, explica como se deve pensar
na economia actual.
Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 eur em acções do Royal
Bank of Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, teriam hoje 29
euros!
Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 eur em acções da
Lehman Brothers teriam hoje 0 euros !!!
Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 eur em papel comercial
do BES, o maior banco privado de Portugal, teriam hoje 0 euros !!!!!



Mas se em Janeiro de 2010 tivessem gasto 1.000 eur em bom vinho tinto
(e não em acções) e tivessem já bebido tudo, teriam 46 euros em
garrafas vazias.

Conclusão: No cenário económico actual, é preferível esperar sentado e
ir bebendo um bom tintol. Não se esqueçam de que quem sabe beber, VIVE
MENOS:
Menos triste
Menos tenso
Menos descontente com a vida.


Pensem nisto e invistam na alegria de viver. O Vinho é das maiores
provas de que Deus gosta de nos ver ALEGRES...

Cabo Verde.

Colapso de ilha vulcânica desencadeia tsunami gigante, cabo verde, há 73000 anos
tsunami gigante, há cerca de 73000 anos2015-10-05 (IPMA)
“A investigação agora publicada na revista Science Advances (http://advances.sciencemag.org/content/1/9/e1500456), mostra que um colapso pré-histórico súbito de uma das mais altas e activas ilhas oceânicas – a ilha do Fogo em Cabo Verde – produziu um tsunami gigante com consequências catastróficas. As provas, que documentam o impacto destas ondas até pelo menos 220 m acima do nível do mar actual, foram encontradas na ilha de Santiago, 55 km a leste da ilha do Fogo. Este estudo reacende o debate que dura há algumas décadas sobre se os colapsos gravíticos de ilhas vulcânicas ocorrem subitamente e de um modo catastrófico, e se são capazes de gerar tsunamis de grandes dimensões. Este trabalho confirma essa capacidade de gerar tsunamis de proporções gigantescas.
As provas encontradas na ilha de Santiago incluem campos de blocos rochosos, alguns da dimensão de auto-caravanas, assim como sedimentos marinhos cobrindo a superfície topográfica da ilha, depositados a grande altura acima do nível do mar. Estes depósitos implicam a ocorrência de uma inundação marinha catastrófica apenas compatível com o impacto de um tsunami gigantesco proveniente de oeste, isto é da ilha do Fogo. Através da utilização de técnicas de ponta para a datação de rochas estima-se que o tsunami ocorreu à cerca de 73.000 anos, uma idade compatível com a datação pré-existente do colapso do flanco oriental da vizinha ilha do Fogo. Este estudo estabelece, assim, a ligação causal entre os depósitos encontrados em Santiago e o colapso do Fogo, indicando que o colapso terá ocorrido de um modo catastrófico e produzido um tsunami gigante. Uma vez que o nível do mar se encontrava então cerca de 50 metros mais baixo que o actual, pode inferir-se que o tsunami inundou o litoral da ilha de Santiago, nalguns locais até altitudes de 270 metros ou mais.
A ilha do Fogo eleva-se actualmente 2.829 metros acima do nível do mar e entra em erupção a cada 20 anos em média, a mais recente das quais foi a erupção que decorreu entre Novembro de 2014 e Fevereiro deste ano. O vulcão activo que se observa actualmente foi edificado dentro da cicatriz deste colapso, sendo tão alto e íngreme como o vulcão anterior ao colapso. A energia potencial para novo colapso de grandes dimensões continua, portanto, a existir. Não sabemos contudo se ou quando tal voltará a acontecer. O que sabemos é que é necessário que nos mantenhamos vigilantes.
Este estudo foi liderado por Ricardo Ramalho, actualmente na Universidade de Bristol e contou com a participação dos investigadores portugueses José Madeira da Universidade de Lisboa, Rui Quartau do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e Ana Hipólito da Universidade dos Açores.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Estado do tempo no dia das eleições

Previsão do estado do tempo no dia das eleições

Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2015-10-01 18:38 e 2015-10-04 18:38 Previsão do estado do tempo no dia das eleições No Domingo, dia 4 de Outubro, prevê-se que o estado do tempo seja condicionado por uma massa de ar quente e muito húmido, com instabilidade potencial, transportada num fluxo de sudoeste.No continente o céu vai apresentar-se geralmente muito nublado, com períodos de chuva a partir da madrugada, por vezes forte nas regiões Norte e Centro, passando a aguaceiros a partir da tarde. O vento será moderado do quadrante sul, soprando temporariamente forte no litoral oeste e nas terras altas.No arquipélago da Madeira céu estará geralmente muito nublado, com períodos de chuva e o vento será moderado a forte de sudoeste.No arquipélago dos Açores prevê-se aguaceiros geralmente fracos durante a madrugada e manhã, mas o céu vai apresentar boas abertas. O vento vai ser moderado de oeste. Qui, 01 Out 2015 18:38:13

Domingo pela manhã.