quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Exército Português. Marcelino da Mata. O nosso mais condecorado militar .

Com a devida vénia e natural agradecimento recolhi estas imagens e este texto do bloghttp://riodosbonssinais.blogspot.com.
Chamo a atenção para o inadmissível tratamento a que  foi sujeito este Homem aqui em Portugal no ano de 1975. O sublinhado é meu no texto a que me refiro.
.

> Marcelino da Mata




Nasceu na Ponte Nova, Guiné, a 7 de Maio de 1940. É um Tenente-Coronel na reserva do Exército Português, nascido na Guiné Portuguesa, conhecido pelos seus actos de bravura e heroísmo praticados durante a Guerra Colonial, em 2412 operações de comandos, e que lhe dão o título de militar português mais condecorado da História do Exército Português.






A 2 de Julho de 1969 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.



<Eu tinha um corneteiro e quando chegávamos ao meio do mato eu mandava-o tocar a corneta. Só depois é que íamos para cima do PAIGC. Mandava tocar a corneta para eles verem que eu ia a caminho e que não tinha medo
»



«Após a independência da Guiné foi proibido de entrar na sua terra natal.

Em 1975, durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso como ficou conhecida a actividade revolucionária de instigação comunista) foi detido no quartel do RALIS, Lisboa, e sujeito a tortura e flagelação praticada e ordenada por Manuel Augusto Seixas Quinhones de Magalhães (capitão), Leal de Almeida (Tenente Coronel), João Eduardo da Costa Xavier (capitão tenente) e outros agentes revolucionários ligados aos movimentos comunistas, num dos episódios mais pungentes, pela sua barbaridade e violência, de toda a revolução dos cravos».

ATT: Por favor leia a resposta que dei ao comentário que a filha do Sr Coronel Emiliano Quinhones de Magalhães faz no final deste artigo.




De:
Marcelino da Mata
(Pág da Wikipédia que foi alterada no dia 9 de Setembro 2013, dois meses depois de eu ter colhido as informações originais deste artigo)


«Mas eu nunca renunciei à nacionalidade portuguesa.

Houve um animal na Admistração Interna que me disse «O Sr foi colonizado».

Eu disse:

 -Eu nunca fui colonizado! Os meus antepassados foram colonizados , mas eu não.

EU NASCI NUMA NAÇÃO CHAMADA PORTUGA!.>>


De:
Marcelino da Mata Heroi Português.

O Agro e a Urbe. ( II )

(...) Vêm às feiras com qualquer produto, que afortunadamente não lhes ficou cativo, e logo lhes surge o aguazil a cobrar o imposto do ferrado, embora a Câmara não lhes dê a mínima comodidade, nem para si, nem para melhor exposição do que vendem. Ao fim de muitos trabalhos e não menores canseiras, vem a doença e prostra-os. No meio das serras, esquecidos nas suas choupanas, lá morrem à denegrência, porque levar um médico à sua cabeceira, é utopia em que Job não pode pensar.
   Os sacramentos da Igreja são o único socorro certo que têm para transpor o limiar da vida.
   Tudo isto faz andar o agro em constante revolta muda contra a cidade.
   Ah! mas a vingança é o prazer dos deuses e também dos mais simples mortais ! Acha-se o lavradorzinho liberto do jugo de uma tabela, e então é vê-lo no mercado a pedir por um quilo de presunto, 30 a 35 escudos; por uma galinha 25 a 30 esc. ; por uma dúzia de ovos, 10 esc.; uma arroba de batatas 40 esc.; uma molhadinha de grelos, 1$50 a 2$50; 3 nabos, 1 esc.; (...) etc...(...) .; e um porquito, pequeno, pouco mais avantajado que um leitão, 520 esc.;



   As boas donas de casa, ficam horrorizadas com estes preços, e oferecem o que a sua hética bolsa pode oferecer. A vendedeira resiste. Desabafam contra estas frases desprimorosas, como costumam só dizer-se pelos mercados.
   Então a lavradeira sorri olìmpicamente e com natural sobranceria não diz mais que isto:
  - Deixe ficar.
   E o sorriso impertinente vinca-se-lhe mais no rosto.
   Ao fim, a necessidade de comer é imperativa, e o preço exigido vai-lhe ter à algibeira. Depois é que fala:

- É assim mesmo ! Nem sempre os " cartolas " da cidade haviam de fazer pouco dos labregos. Algum dia havia de chegar a nossa vez !

Texto de Tancredo, publicado na Gazeta das Aldeias no 1º de Maio de 1946.
Quadro de minha autoria.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Salvaguardar memórias.

50 anos sobre o grande sismo de 1969
teste2019-02-26 (IPMA)
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciências e o laboratório associado Instituto Dom Luiz estão a lançar um inquérito macrosísmico nacional por ocasião dos 50 anos sobre o grande sismo de 1969.
Este é o sismo de maior magnitude sentido na Europa desde o grande terramoto de Lisboa de 1755. Ocorreu na madrugada de 28 de fevereiro de 1969 tendo gerado alarme e pânico entre a população, cortes nas telecomunicações e no fornecimento de energia elétrica. Para além do continente português, foi sentido na Madeira, Espanha, Marrocos e França, com registo de vítimas mortais em Portugal e Marrocos, tendo ainda sido gerado um pequeno tsunami registado instrumentalmente.
O sismo ocorreu numa época em que a instrumentação sísmica não estava ainda suficientemente desenvolvida, sendo fundamental complementar os poucos registos instrumentais de então com os testemunhos da população afetada. Neste momento, as tecnologias de comunicação permitem uma recolha de dados muito mais alargada do que a que foi possível naquele tempo. E, por motivos facilmente compreensíveis, não haverá no futuro outra ocasião com este significado e com real possibilidade de se salvaguardar esta memória. É por isso agora o momento certo para realizar um inquérito macrosísmico sobre os efeitos deste sismo tão importante.
O inquérito pode ser acedido em http://sismo1969.ipma.pt.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Era uma vez ...

Era uma vez... " Indo duas moças por um caminho com cargos nas cabeças, descarregaram-nos para descansar, e, quando se quiseram ir, vendo vir pelo caminho um homem de pardo, disse uma à outra, por zombar dele, que não buscassem  quem as ajudasse, porque lá vinha um asno que lhes levaria os cargos. Chegando o homem ( que não era surdo ) a elas, disse à que falara:

   - E se eu fora esse que vós dizeis, tanto que vos vi, não viera logo zurrando ? "

Texto: Autor desconhecido. Século XVI .
Quadro de minha autoria .

domingo, 24 de fevereiro de 2019

O Agro e a Urbe ( I )

" Os nossos lavradores, nos perdidos casais disseminados pelas serras, vivem completamente ao abandono, sujeitos à ruindade dos bichos e à aleivosia dos outros homens. Para ter a companhia do cão, seu fiel amigo, carecem de munir-se de uma licença e esportularem uns escudos; para se defenderem com energia da violência dum assalto, não lhes deixam ter em casa uma passarinheira, a não ser à custa de numerosa papelada e cara.

Agricultura nos tempos de antanho
   Logram vaidade de chamar sua a uma nesga de terra mais ou menos larga, logo têm à porta a bilheta da respectiva décima.
   Para amanho das suas terras, precisam de gado, que também é contribuido e de carro; embora este seja ainda hoje do tipo romano, sobre ele  incidem também licenças e taxas, muito actuais.
   Suam as estopinhas para arrancar da terra bravia algum fruto, logo vem a obriga de o declarar e não comer dele o que lhe aprouver, porque lho racionam. Se tem algum para vender, não são eles  que avaliam o preço daquilo que regaram com o suor do seu rosto, porque lhos tabelam, nem sempre com louvável equidade. (...)

Extrato de um texto da autoria de Tancredo, publicado na revista Gazeta das Aldeias no seu nº 2086 no dia 1 de maio de 1946. Há, portanto setenta e três anos.
Quadro, a óleo, de minha autoria.   


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Oumuamua, será um mensageiro do passado distante ?




A polémica continua. Não é cometa nem asteroide e há quem defenda que pode ser uma nave de outro planeta

Descobertas extraordinárias exigem provas extraordinárias. Mas o primeiro objeto interestelar encontrado em 2017 no Sistema Solar a 33 milhões de quilómetros da Terra e batizado de Oumuamua — uma palavra havaiana que significa “mensageiro do passado distante a chegar até nós”, porque foi observado inicialmente pelo telescópio Pan-STARRS do Havai — não reúne ainda consenso científico. E está a alimentar uma polémica sem fim à vista.
Tudo porque uma das hipóteses avançadas por dois investigadores da Universidade de Harvard (EUA) e publicada num artigo no jornal científico internacional “Astrophysical Journal Letters”, insiste que o misterioso objeto com 400 metros de comprimento e 40 metros de largura pode ser o resto de uma vela solar criada por uma civilização extraterrestre e acelerada pela luz do Sol, depois de uma longa viagem entre estrelas. Avi Loeb e Shmuel Bialy admitem que “não é claro se o Oumuamua será um resíduo tecnológico de um equipamento que deixou de estar operacional ou se está funcional”.
Helena Morais, astrónoma portuguesa do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no Brasil, descobriu também em 2017 com Fathi Namouni, do Observatório da Côte d’Azur (Nice, França), o segundo objeto interestelar no Sistema Solar: o asteroide 2015 BZ509. E afirma ao Expresso que “não se sabe exatamente o que é o Oumuamua”. Inicialmente pensou-se “que seria um asteroide, mas mais tarde foi detetada uma aceleração anómala, que não pode ser explicada por forças gravitacionais”. Uma explicação possível “é que seria um cometa e a aceleração extra devia-se à ejeção de gases e poeira por causa do aquecimento pelo Sol”. Mas quando o Oumuamua estava próximo do Sol não foi detetada ejeção de poeira ou gases, “como ocorre nos cometas usuais”. Por isso, “se for um cometa será diferente dos que conhecemos” (ver visão artística).
O objeto, que viaja pelo Espaço há milhões de anos, está agora junto à órbita de Júpiter. Os cientistas sabem que é rico em metal e rocha, tem cor vermelha escura e um albedo alto, isto é, reflete bastante a radiação solar, o que poderá indicar que tem uma superfície gelada. Veio de fora do Sistema Solar e está a sair dele, como revela a forma da sua órbita, tendo nascido em volta de outra estrela e sido ejetado devido a um encontro próximo com um planeta em formação. “Sabemos que estas ejeções ocorrem na formação planetária”, esclarece a astrónoma. Quanto às observações feitas por vários telescópios quando passou mais perto da Terra, Helena Morais reconhece que “não foram suficientes para tirar todas as dúvidas”.


Um objeto fabricado?

Ser uma nave extraterrestre é uma hipótese para explicar a aceleração anómala do Oumuamua, admite a astrónoma da UNESP. Se esta aceleração for devida à pressão da radiação solar, “o objeto deve ter a espessura de uma folha de papel” (0,3 a 0,9 milímetros), isto é, será uma vela solar. As outras dimensões — 400 metros por 40 metros — são inferidas a partir das variações da sua luminosidade com o movimento de rotação.
Avi Loeb e Shmuel Bialy, os cientistas da Universidade de Harvard que fizeram os cálculos, concluíram que um objeto deste tipo teria de ser fabricado por uma civilização extraterrestre. “O cálculo é válido mas a explicação improvável”, argumenta Helena Morais, porque objetos formados em volta de outras estrelas que não o Sol “poderão ter composição e estrutura bem diferentes” dos objetos que conhecemos no Sistema Solar.
Mas há outros sinais vindos do Espaço — mais de 60 já registados — que intrigam os cientistas. Em janeiro, astrónomos do Canadá detetaram impulsos rápidos de rádio a 1,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Emitem mais energia do que o Sol num dia, acontecem de forma aleatória e desaparecem imediatamente. Um ano antes, outro grupo de cientistas já descobrira emissões do mesmo género provenientes de um galáxia anã a 3000 milhões de anos-luz da Terra, geradas por campos magnéticos poderosos. Avi Loeb e o seu colega Manasvi Lingam, também da Universidade de Harvard, sugeriram que estas emissões podiam ter origem em transmissores laser construídos por civilizações extraterrestres, destinados precisamente a enviar velas solares em viagens interestelares.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Bacalhau " à maneira. "


Comprei um bacalhau seco e demolhei-o em casa. Isto porque um bacalhau congelado, mesmo que seja do melhor e bem congelado, perde gordura, e aquelas belas lascas não ficam tão perfeitas.
 O aborrecido da " demolhagem " é que se as postas são altas, precisam de quatro ou cinco dias na água e dentro do frigorífico, senão apodrecem. Já li, algures, que a melhor maneira será mergulhá-las num ribeiro de água bem fria ou quase gelada.


* Fotografia obtida da infiberia.com



 O mais parecido com isto é mudar a água várias vezes ao dia. No entanto, convém considerar que o bacalhau tem sempre de estar um pouco salgado. Ensonso, ou com pouco sal não tem graça nenhuma. Seja como for disto resultou uma economia razoável, além das vantagens de poder aproveitar o " fiel amigo" em todas as suas partes. Agora vou " dar ao dente "

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Galinholas

 Uma oportunidade  rara de se ver. Duas galinholas elevam-se no bosque.
    Este meu quadro, foi composto com base numa imagem que obtive na internet, da qual gostei  bastante, tendo dela feito uma composição, mais a meu gosto. O cão, que vemos ao fundo e, o referido espaço ( e as galinholas também )são da minha " lavra," tendo dentro do imaginário que a pintura permite e com as perspetivas que o meu talento naif descortinou na imagem,obtido este resultado.
   Se bom , se mau, cada um fará o seu juízo. Eu, e é o que interessa, ( desculpem-me a franqueza ) fiquei satisfeito com o resultado.


 

As  galinholas

 Galinhola: Ave migratória no Portugal continental, que nos visita logo após as primeiras chuvas outonais fugindo aos rigores da invernia nos seus países do norte da Europa.
   De difícil observação, dado os seus hábitos nocturnos aos quais alia durante o dia (que aproveita para descansar no mais espesso do bosque) uma aversão ao voo e uma plumagem que a faz passar despercebida, entre as folhas caídas no chão,  ainda que lhe passemos bem perto o que nos permite apenas observá-la  por qualquer acaso fortuito. Alia a isto um voo silencioso e discreto. Espécie cinegética de elevado valor,  no que concerne à sua captura, além de méritos culinários muito peculiares. Em ambas as vertentes referidas muito se escreveu e publicou.
   Ave a que se dedicaram autênticos tesouros da literatura cinegética, escritos pela " pena " de ilustres personalidades além de outras mais humildes, por cá e pelo estrangeiro, mas, ambas com a mesma paixão e carinho.
    Acontece até o caso curioso, de, aqui em Cascais, ter-se dado o nome a uma zona, hoje repleta de luxuosas moradias, a uma quinta em que o seu proprietário pretendeu homenageá-las tendo como referência não o nome " galinhola " mas sim o apelido porque eram então vulgarmente conhecidas  as bicudas . Ficou, para sempre, a Quinta da Bicuda.
   Eu ainda conheci esses terrenos, esses bosques de frondosos pinhais, essa quinta do Sr: Ereira. Mas isto são outros contos e outros " quadros ".








quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Forno da Cal

                          Esta relíquia ainda está de pé. Aqui na região cascalense.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Pisco de peito ruivo

O pisco de peito ruivo, é, uma das aves mais típicas, aqui da região logo que se anuncia a chegada dos primeiros dias frescos do Outono. Li agora que foi escolhido como a ave do ano de 2019 pela SPEA ( Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves ). Acerca deste pequeno passarinho muito há que contar. 
Pisco-de-peito-ruivo
Bird - 24.12.2007.jpg
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Muscicapidae
Género: Erithacus
Espécie: E. rubecula
Nome binomial
Erithacus rubecula
Lineu, 1758