terça-feira, 1 de abril de 2014

Divindades romanas.


São, como tenho referido neste meu blogue inumeráveis os deuses a que os romanos rendiam culto, e na escolha deles adoptaram, pela maior parte, os que foram consagrados pela superstição e fanatismo dos antigos homens. Cada cidade, lugar, casa e até fonte tinha suas divindades peculiares; os elementos, as virtudes, vícios, ciências, artes e tudo que na natureza, e na vida moral e material do homem era objecto de admiração, reconhecimento, terror e necessidade, se traduzia em culto, e se lhe apropriavam imagens; que, ou simbolicamente para uns, ou de crença arreigada para outros, vieram a merecer a adoração dos povos politeístas.
   Pela fundação de Roma, preveniu-se que não fossem admitidos sacrifícios a divindades estrangeiras; mas no decurso do tempo vieram a adoptar-se as práticas religiosas dos Gregos, Frigios, Egípcios e outras Nações: e muito contribuiu para a multiplicidade dos cultos o fanatismo, ou antes a politica do segundo rei de Roma, Numa Pompilio, que se auxiliou da religião para melhor realizar os seus planos de governo e administração.