No dia 13 de Maio em Fátima, enquanto decorriam as cerimónias habituais na data foi avistado no céu um halo.
Como sempre sucede, e, em regra, não há nada de novo « debaixo » do Sol. Vejamos o que diz o eminente meteorologista Manuel Costa Alves no seu belo livro " Mudam os ventos, mudam os tempos " editado em 2002 pela Gradiva :
" ...Ao começo da tarde do dia 27 de Maio de 1995, os habitantes da área da Grande Lisboa ficavam estupefactos com o que viam. Um imenso halo em volta do Sol que deixava uma extensa área de sombra no seu interior. Um acontecimento pouco comum que colocou no ar muitas interrogações e estranhos presságios que a aproximação do final do segundo milénio da nossa era acentuou.
Tratava-se, afinal, de um fenómeno óptico provocado pela refracção da luz solar nos cristais de gelo que formam as nuvens com bases mais altas--cirros e cirrostratos. Este grande halo, também designado por halo de 46º, forma-se devido ao desvio de 46º que sofre a radiação quando incide com ângulos de 90º nas faces dos prismas hexagonais que constituem os cristais de gelo, provocando a separação cromática da banda do visível, com o bordo interior vermelho do círculo mais bem definido do que o azulado do bordo exterior. Afinal de contas, sensivelmente o mesmo resultado que se obtém no caso do arco-íris, embora por causas diferentes e com disposição inversa das cores. O halo mais comum, o pequeno halo de 22º de raio angular, resulta de um ângulo de incidência de 60º
e , quando se forma à volta da Lua, raramente se observa a separação das cores e o resultado salda-se por um círculo brilhante, mas branco."
Segue Costa Alves detalhando aspectos técnicos que omitirei prosseguindo mais adiante...
" Os primeiros imperadores romanos cristãos transportaram esta visão aureolar do céu, a que era atribuido sinal divino, para os retratos que lhes asseguravam uma relação com a
posteridade. Em meados do século IV, a representação de Cristo já continha este atributo e 100 anos depois aparecia já na figuração dos anjos. No século VI, o halo passava também a ser utilizado na simbolização da Virgem Maria e dos santos. "
Tendo em vista estes esclarecimentos que mais resta a nós simples mortais?
Créditos fotográficos .Deste blog.
| Este halo foi observado por mim quando fazia b.t.t. na serra de Sintra ás 12 h 40" do dia 26/5/11. |
Como sempre sucede, e, em regra, não há nada de novo « debaixo » do Sol. Vejamos o que diz o eminente meteorologista Manuel Costa Alves no seu belo livro " Mudam os ventos, mudam os tempos " editado em 2002 pela Gradiva :
" ...Ao começo da tarde do dia 27 de Maio de 1995, os habitantes da área da Grande Lisboa ficavam estupefactos com o que viam. Um imenso halo em volta do Sol que deixava uma extensa área de sombra no seu interior. Um acontecimento pouco comum que colocou no ar muitas interrogações e estranhos presságios que a aproximação do final do segundo milénio da nossa era acentuou.
Tratava-se, afinal, de um fenómeno óptico provocado pela refracção da luz solar nos cristais de gelo que formam as nuvens com bases mais altas--cirros e cirrostratos. Este grande halo, também designado por halo de 46º, forma-se devido ao desvio de 46º que sofre a radiação quando incide com ângulos de 90º nas faces dos prismas hexagonais que constituem os cristais de gelo, provocando a separação cromática da banda do visível, com o bordo interior vermelho do círculo mais bem definido do que o azulado do bordo exterior. Afinal de contas, sensivelmente o mesmo resultado que se obtém no caso do arco-íris, embora por causas diferentes e com disposição inversa das cores. O halo mais comum, o pequeno halo de 22º de raio angular, resulta de um ângulo de incidência de 60º
e , quando se forma à volta da Lua, raramente se observa a separação das cores e o resultado salda-se por um círculo brilhante, mas branco."
Segue Costa Alves detalhando aspectos técnicos que omitirei prosseguindo mais adiante...
| O mesmo halo |
| de um outro ângulo |
| mais uma fotografia. Aqui vemos uma "névoa "causada por um avião que pouco antes passou. |
" Os primeiros imperadores romanos cristãos transportaram esta visão aureolar do céu, a que era atribuido sinal divino, para os retratos que lhes asseguravam uma relação com a
posteridade. Em meados do século IV, a representação de Cristo já continha este atributo e 100 anos depois aparecia já na figuração dos anjos. No século VI, o halo passava também a ser utilizado na simbolização da Virgem Maria e dos santos. "
Tendo em vista estes esclarecimentos que mais resta a nós simples mortais?
Créditos fotográficos .Deste blog.
