sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Alterações Climáticas

Christian Zuber, porta-voz da polícia de Valais, disse ao The Guardian que tem uma lista de mais de 300 nomes de pessoas que desapareceram nos Alpes desde 1925. "Os glaciares estão a recuar, por isso é lógico que estejamos a encontrar cada vez mais corpos e partes de corpos. Nos próximos anos esperamos que muitos mais casos de pessoas desaparecidas sejam resolvidos", afirmou ao jornal britânico.
Um relatório do World Glacier Monitoring Service estima que, entre 2000 e 2010, os glaciares dos Alpes perderam um metro de densidade todos os anos e uma investigação do jornal suíço Tagesanzeiger mostra que oito dos dez meses em que estes glaciares perderam maior volume no último século ocorreram desde 2008.
Por cá é isto.

O degelo vai continuar, isso parece certo. A única duvida dos especialistas é a velocidade a que os glaciares vão derreter.  E não apenas nos Alpes. Noutras cadeias montanhosas da Europa ou em regiões onde os glaciares dominaram durante muito tempo. Algo que está a mudar nesta era do aquecimento global. Se por um lado estas descobertas trazem algum alívio aos familiares e os arqueólogos se regozijam com a descoberta de corpos mumificados de antigas culturas, há um aspeto negativo e que preocupa cada vez mais os cientistas. Estas descobertas só atestam a rapidez com que o clima está a mudar, o ritmo é cada vez maior assim como as consequências. A corrida para combater as alterações climáticas está a atingir uma fase crítica.