quarta-feira, 17 de junho de 2015

P.D.M. de Cascais. Novo ataque ao nosso património natural !

Transcrevo um pequeno  excerto de um longo artigo do jornal " Público " de 9 de Junho, em que nos alerta a todos, cascalenses e não só, para nova tentativa ( mais uma ) de degradar o pouco que nos resta de natureza.
Passo a citar:

Quinta do Pisão


"   Analisando o documento  intitulado " Plano de Execução e Plano de Financiamento Meio Ambiente ", constata-se a existência de uma importante lista de projetos que, denominados de interesse ambiental, mais não são  que propostas de edificação em zonas que deveriam estar isentas de construção, nomeadamente na Quinta do Pisão. Pergunta-se para quê tantos Centros de Acolhimento quando se sabe, pelo que está à vista ( Duna da Crismina e Pedra do Sal ), que estes locais, ao serem geridos como têm sido, mais não são que cafetarias de luxo que muito benefício trazem  a quem as puder explorar.
Dentro deste plano destacamos, pela sua gravidade e simbolismo, o lastimável " Plano de Arborização Municipal -  Reorganização de Alinhamentos Arbóreos do Centro Histórico de Carcavelos e Cascais ", programa este que prevê a intervenção em 800 exemplares arbóreos ou seja, proceder ao seu abate, visto não se enquadrarem nos novos alinhamentos previstos. Depois de uma análise aturada aos locais e aos exemplares em causa, verifica-se que só um número muito restrito de espécies apresenta problemas fitossanitários ou risco de queda, verificando-se, pelo contrário, que a maioria demonstra uma notável vitalidade, resultando sobretudo de investimentos efetuados ao longo de dezenas de anos por parte dos serviços camarários. Refira-se que esta proposta de intervenção está prevista para algumas das áreas urbanas mais relevantes do ponto de vista paisagístico, ambiental e patrimonial do concelho, como são os arruamentos em redor do Museu Paula Rego, ou as artérias localizadas a norte da estação de Carcavelos da C.P. Neste último local chegou já a abater-se diversas árvores saudáveis de forma indiscriminada e sem qualquer aviso prévio. Pergunta-se se é este o tipo de estratégia que a atual proposta de revisão do PDM de Cascais pretende implementar no que resta de estrutura verde do concelho.
Conclui-se assim que esta proposta de PDM promove um tipo de política de gestão territorial que julgávamos estar já posta de lado, não só pelos maus resultados que tem obtido, mas também por ser o modelo que mais contestação tem gerado. Esperemos que a decisão que se avizinha para breve sobre o novo PDM de Cascais seja seriamente ponderada e não coloque em causa o futuro e a sustentabilidade deste nosso concelho. " ( Fim de citação )


Fotografias de minha autoria obtidas nesta Primavera naquela Quinta de acesso livre e património de todos nós portugueses, ou não, em que os mentores do novo PDM pretendem levar a cabo a " requalificação ". Ou será que se deveria antes escrever a " urbanização " ?


Destaquei apenas esta parte do artigo  porém muito fica por referir. Por esta amostra breve e, como o Verão está aí, com o " pessoal " a banhos começo a recear que em breve estaremos ante o facto consumado. Isto se, pelo meio, não ocorrerem os tristemente célebres incêndios florestais de má memória a que regra geral se sucedem os, também eles  sinistros, " Planos de Recuperação da Área Queimada ".