sábado, 23 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Oumuamua, será um mensageiro do passado distante ?
16.02.2019
A polémica continua. Não é cometa nem asteroide e há quem defenda que pode ser uma nave de outro planeta
— uma palavra havaiana que significa “mensageiro do passado distante a chegar até nós”, porque foi observado inicialmente pelo telescópio Pan-STARRS do Havai — não reúne ainda consenso científico. E está a alimentar uma polémica sem fim à vista.
Tudo porque uma das hipóteses avançadas por dois investigadores da Universidade de Harvard (EUA) e publicada num artigo no jornal científico internacional “Astrophysical Journal Letters”, insiste que o misterioso objeto com 400 metros de comprimento e 40 metros de largura pode ser o resto de uma vela solar criada por uma civilização extraterrestre e acelerada pela luz do Sol, depois de uma longa viagem entre estrelas. Avi Loeb e Shmuel Bialy admitem que “não é claro se o Oumuamua será um resíduo tecnológico de um equipamento que deixou de estar operacional ou se está funcional”.
Helena Morais, astrónoma portuguesa do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no Brasil, descobriu também em 2017 com Fathi Namouni, do Observatório da Côte d’Azur (Nice, França), o segundo objeto interestelar no Sistema Solar: o asteroide 2015 BZ509. E afirma ao Expresso que “não se sabe exatamente o que é o Oumuamua”. Inicialmente pensou-se “que seria um asteroide, mas mais tarde foi detetada uma aceleração anómala, que não pode ser explicada por forças gravitacionais”. Uma explicação possível “é que seria um cometa e a aceleração extra devia-se à ejeção de gases e poeira por causa do aquecimento pelo Sol”. Mas quando o Oumuamua estava próximo do Sol não foi detetada ejeção de poeira ou gases, “como ocorre nos cometas usuais”. Por isso, “se for um cometa será diferente dos que conhecemos” (ver visão artística).
O objeto, que viaja pelo Espaço há milhões de anos, está agora junto à órbita de Júpiter. Os cientistas sabem que é rico em metal e rocha, tem cor vermelha escura e um albedo alto, isto é, reflete bastante a radiação solar, o que poderá indicar que tem uma superfície gelada. Veio de fora do Sistema Solar e está a sair dele, como revela a forma da sua órbita, tendo nascido em volta de outra estrela e sido ejetado devido a um encontro próximo com um planeta em formação. “Sabemos que estas ejeções ocorrem na formação planetária”, esclarece a astrónoma. Quanto às observações feitas por vários telescópios quando passou mais perto da Terra, Helena Morais reconhece que “não foram suficientes para tirar todas as dúvidas”.
Um objeto fabricado?
Ser
uma nave extraterrestre é uma hipótese para explicar a aceleração
anómala do Oumuamua, admite a astrónoma da UNESP. Se esta aceleração for
devida à pressão da radiação solar, “o objeto deve ter a espessura de
uma folha de papel” (0,3 a 0,9 milímetros), isto é, será uma vela solar.
As outras dimensões — 400 metros por 40 metros — são inferidas a partir
das variações da sua luminosidade com o movimento de rotação.Avi Loeb e Shmuel Bialy, os cientistas da Universidade de Harvard que fizeram os cálculos, concluíram que um objeto deste tipo teria de ser fabricado por uma civilização extraterrestre. “O cálculo é válido mas a explicação improvável”, argumenta Helena Morais, porque objetos formados em volta de outras estrelas que não o Sol “poderão ter composição e estrutura bem diferentes” dos objetos que conhecemos no Sistema Solar.
Mas há outros sinais vindos do Espaço — mais de 60 já registados — que intrigam os cientistas. Em janeiro, astrónomos do Canadá detetaram impulsos rápidos de rádio a 1,5 mil milhões de anos-luz da Terra. Emitem mais energia do que o Sol num dia, acontecem de forma aleatória e desaparecem imediatamente. Um ano antes, outro grupo de cientistas já descobrira emissões do mesmo género provenientes de um galáxia anã a 3000 milhões de anos-luz da Terra, geradas por campos magnéticos poderosos. Avi Loeb e o seu colega Manasvi Lingam, também da Universidade de Harvard, sugeriram que estas emissões podiam ter origem em transmissores laser construídos por civilizações extraterrestres, destinados precisamente a enviar velas solares em viagens interestelares.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Bacalhau " à maneira. "
O aborrecido da " demolhagem " é que se as postas são altas, precisam de quatro ou cinco dias na água e dentro do frigorífico, senão apodrecem. Já li, algures, que a melhor maneira será mergulhá-las num ribeiro de água bem fria ou quase gelada.
* Fotografia obtida da infiberia.com
O mais parecido com isto é mudar a água várias vezes ao dia. No entanto, convém considerar que o bacalhau tem sempre de estar um pouco salgado. Ensonso, ou com pouco sal não tem graça nenhuma. Seja como for disto resultou uma economia razoável, além das vantagens de poder aproveitar o " fiel amigo" em todas as suas partes. Agora vou " dar ao dente "
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Galinholas
Este meu quadro, foi composto com base numa imagem que obtive na internet, da qual gostei bastante, tendo dela feito uma composição, mais a meu gosto. O cão, que vemos ao fundo e, o referido espaço ( e as galinholas também )são da minha " lavra," tendo dentro do imaginário que a pintura permite e com as perspetivas que o meu talento naif descortinou na imagem,obtido este resultado.
Se bom , se mau, cada um fará o seu juízo. Eu, e é o que interessa, ( desculpem-me a franqueza ) fiquei satisfeito com o resultado.
| As galinholas |
De difícil observação, dado os seus hábitos nocturnos aos quais alia durante o dia (que aproveita para descansar no mais espesso do bosque) uma aversão ao voo e uma plumagem que a faz passar despercebida, entre as folhas caídas no chão, ainda que lhe passemos bem perto o que nos permite apenas observá-la por qualquer acaso fortuito. Alia a isto um voo silencioso e discreto. Espécie cinegética de elevado valor, no que concerne à sua captura, além de méritos culinários muito peculiares. Em ambas as vertentes referidas muito se escreveu e publicou.
Ave a que se dedicaram autênticos tesouros da literatura cinegética, escritos pela " pena " de ilustres personalidades além de outras mais humildes, por cá e pelo estrangeiro, mas, ambas com a mesma paixão e carinho.
Acontece até o caso curioso, de, aqui em Cascais, ter-se dado o nome a uma zona, hoje repleta de luxuosas moradias, a uma quinta em que o seu proprietário pretendeu homenageá-las tendo como referência não o nome " galinhola " mas sim o apelido porque eram então vulgarmente conhecidas as bicudas . Ficou, para sempre, a Quinta da Bicuda.
Eu ainda conheci esses terrenos, esses bosques de frondosos pinhais, essa quinta do Sr: Ereira. Mas isto são outros contos e outros " quadros ".
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Pisco de peito ruivo
O pisco de peito ruivo, é, uma das aves mais típicas, aqui da região logo que se anuncia a chegada dos primeiros dias frescos do Outono. Li agora que foi escolhido como a ave do ano de 2019 pela SPEA ( Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves ). Acerca deste pequeno passarinho muito há que contar.
| Pisco-de-peito-ruivo | |||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
Pouco preocupante | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Erithacus rubecula Lineu, 1758 | |||||||||||||||
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