quinta-feira, 8 de março de 2018

MH 370.O mistério. Foi há 4 anos que desapareceu. Para sempre ?

Voo Malaysia Airlines  M H 370

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Voo Malaysia Airlines M H  370
Acidente aéreo
O avião de prefixo 9M-MRO envolvido no incidente, ao levantar voo do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle.
Sumário
Data 8 de Março de 2014 (4 anos)
Causa Acidente (de causas desconhecidas) [1]
Local Oceano Índico [2]
Coordenadas (sob investigação)
Origem Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Kuala Lumpur
Destino Aeroporto Internacional de Pequim, Pequim
Passageiros 227
Tripulantes 12
Mortos 239 (presumido) [1]
Sobreviventes 0 (presumido)
Aeronave
Modelo Boeing 777-2H6ER
Operador Malaysia Airlines
Prefixo 9M-MRO
Primeiro voo 14 de Maio de 2002
Malaysia Airlines MH370 foi a identificação da rota aérea de passageiros regular e internacional entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China.

A rota é operada pela companhia aérea Malaysia Airlines que, a partir de 14 de Março de 2014, substituiu sua identificação para Malaysia Airlines MH318.[3]


Na madrugada de 8 de Março de 2014, no horário local (tarde de 7 de Março, horário UTC), a aeronave que realizava esta rota levando 227 passageiros e 12 tripulantes, desapareceu dos radares após aproximadamente uma hora de voo enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China.

Até o instante do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não havia relatado nenhuma anomalia com o voo.

[4][5] O sistema ACARS do avião também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.

Em 24 de março de 2014, o governo malaio comunicou oficialmente que o voo caiu no mar no Oceano Índico sem deixar sobreviventes.[2]

 Segundo registos feitos por satélites, o avião voou por várias horas após desaparecer dos radares, até esgotar o combustível, com todos os seus sistemas de comunicação desactivados.

 Mesmo após três anos de extensas buscas, comandadas pelos governos da Austrália, da Malásia e da China no período de 2014 a 2017,[6][7]

os destroços da aeronave nunca foram localizados, tornando o caso um dos maiores mistérios da aviação civil contemporânea.[8][9]

Índice

Aeronave



Cabine de pilotagem do 9M-MRO

em 2004, envolvido no incidente.
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre a aeronave 9M-MRO
A aeronave envolvida neste incidente era um modelo Boeing 777-200ER, matrícula 9M-MRO, número de série 28420, teve o seu voo inaugural a 14 de maio de 2002 e foi entregue à Malaysia Airlines em 31 de maio de 2002.[10]


O Boeing 777 é tido como "de operação muito segura",[11]

  considerado um dos melhores da aviação comercial.[12]

  Em 9 de agosto de 2012, esta mesma aeronave esteve envolvida em um incidente de pequenas proporções, sem vítimas, no Aeroporto de Xangai, quando a extremidade da sua asa direita atingiu a cauda de um Airbus A340-600 da China Eastern Airlines, que estava parado na pista. .[13][14]


A Malaysia Airlines informou que a aeronave contava com 53 465 horas de voo e que, dez dias antes do incidente, passou por uma manutenção de rotina, não tendo sido reportado nenhum problema.[15]


O avião era equipado com dois motores Rolls-Royce Trent 800.[16]

Tripulação e passageiros

Havia no avião um total de 239 pessoas, sendo 227 passageiros e 12 tripulantes. O comandante, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, estava na Malaysia Airlines desde 1981.[17]

 Segundo o manifesto de embarque da Malaysia Airlines, os passageiros e tripulantes eram de quinze nacionalidades diferentes, a maioria chineses (153) e havia cinco crianças entre os 227 passageiros (de dois a quatro anos de idade) sendo três chinesas e duas norte-americanas.[18][19]

Algumas fontes mencionaram duas crianças apenas.[20]

Posteriormente, as autoridades descobriram que dois passageiros de nacionalidade iraniana embarcaram com passaportes de outras pessoas (de um italiano e de um austríaco), que haviam sido roubados meses antes na Tailândia.[21]

Assim, passou a ser quatorze o número de nacionalidades diferentes dos ocupantes.

A empresa de tecnologia Freescale Semiconductor, que tem sede no Texas, nos Estados Unidos, informou através de seu porta-voz Jacey Zuniga que 20 passageiros eram seus funcionários, sendo 12 malaios e oito chineses.[22]


Nacionalidade Passageiros Tripulantes Em terra Total
Austrália Austrália 6 - - 6
Canadá Canadá 2 - - 2
China China 153 - - 153
Estados Unidos Estados Unidos 3 - - 3
França França 4 - - 4
Países Baixos Holanda 1 - - 1
Índia Índia 5 - - 5
Indonésia Indonésia 7 - - 7
Irão Irã 2 - - 2
Malásia Malásia 38 12 - 50
Nova Zelândia Nova Zelândia 2 - - 2
Rússia Rússia 1 - - 1
República da China Taiwan 1 - - 1
Ucrânia Ucrânia 2 - - 2
Total 227 12 0 239

Fonte: Malaysia Airlines [18]

Cronologia do incidente


Local do último contacto e desaparecimento dos radares, sobre o Golfo da Tailândia.

8 de Março

O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur à 0h41 (UTC+8) ou 16h41 de 7 de Março (UTC). A sua chegada era esperada em Pequim às 6h30 do mesmo dia 8 ou 22h30 do dia 7 (UTC).[nota 1]


O último contacto do centro de controle de tráfego aéreo de Subang com a aeronave foi à 1h30, quase uma hora depois da descolagem, quando o avião desapareceu dos radares. Naquele momento, sobrevoava o Golfo da Tailândia, em um ponto intermediário entre Kota Bharu, a nordeste da Malásia e a Península de Cà Mau, ao sul do Vietname do Sul.[4][23]


Ao se confirmar o desaparecimento da aeronave, as buscas foram iniciadas, concentrando-se naquela região. Em nenhum momento os radares chineses registaram a entrada da aeronave em seu espaço aéreo. Ao desaparecer dos radares, a sua altitude era de 10 700m e durante todo o voo, a tripulação não relatou nenhum problema.[24][25]


A Malaysia Airlines providenciou acomodações para os parentes dos passageiros em hotéis tanto em Pequim, como em Kuala Lumpur, para que acompanhassem o desenvolvimento das buscas.

9 e 10 de Março

No dia 9, a China enviou dois navios para o local onde teria ocorrido o desaparecimento da aeronave dos radares.

 No dia anterior o presidente chinês Xi Jinping havia ordenado que fossem feitos "todos os esforços" para encontrar o avião.[26]





Áreas iniciais de buscas definidas entre 9 e 11 de
Março
No dia 10, o jornal vietnamita Thanh Nien informou que um objecto recolhido ao sudoeste da ilha de Tho Chu não pertencia ao avião desaparecido; tratava-se de uma capa mofada de um carretel de cabos.

 Duas grandes manchas de óleo que foram avistadas no dia anterior também não eram da aeronave e sim pertencentes a barcos de pesca, como foi determinado após análise em laboratório.[27]


A área de buscas no Mar da China foi aumentada de 50 milhas náuticas (90 km) para 100 milhas (180 km) de raio, cobrindo toda a área provável em que o controle de tráfego aéreo havia perdido contato com a aeronave, desde a região leste da Malásia até o sul do Vietname do Sul.[28]

11 de Março





O Estreito de Malaca, sobre o qual o voo foi detectado por radares militares, cerca de uma hora depois do último contacto.

A Força Aérea da Malásia informou, após fazer leituras de seus radares, que o avião mudou sua rota durante o voo, indo para a direcção oeste e se desviando assim da rota prevista entre Kuala Lumpur e Pequim.[29]

Segundo as fontes militares, um radar da Força Aérea próximo ao Estreito de Malaca, na Península da Malásia, teria detectado o avião sobrevoando o extremo norte do estreito por volta de 2h40 a cerca de 9 500 metros de altitude, sendo desconhecido o que aconteceu depois com o avião.

 Com essa nova informação, os investigadores deduziram que, após o último contacto com o controle de tráfego aéreo, por volta de 1h30, a aeronave fez uma curva sobre o Golfo da Tailândia e retornou por cerca de 500 km. A partir de então, as buscas passaram a se concentrar também naquela região.[30]

Esta informação, no entanto, seria desmentida posteriormente pelo comandante da Força Aérea, general Rodzali Daud, que afirmou que não tinha como ter certeza que os sinais captados pelos radares militares sobre o estreito de Malaca, fossem do avião desaparecido.[31][32]

12 de Março

Sem nenhuma evidência precisa do paradeiro da aeronave e em meio a uma enorme confusão de informações desencontradas e hipóteses, as equipes continuam as buscas nas águas de ambos os lados da Península da Malásia e no Mar da China.[32]


Durante um encontro com parentes de passageiros chineses, o embaixador da Malásia em Pequim, Iskandar Sarudin informou que a última mensagem de rádio transmitida para o controle aéreo foi "tudo bem, boa noite", pronunciada pelo copiloto[33]
 da aeronave no momento em que a aeronave deixava o espaço aéreo malaio para entrar no do Vietname.

 Um pouco antes, a torre de controle havia enviado uma mensagem de rádio avisando que estava transferindo o controle para a torre de Ho Chi Minh, tendo como resposta o termo padrão "Alright, roger that" ("Tudo bem, entendido").[34]

A China divulgou imagens de satélite, captadas no dia 9, indicando possíveis destroços do avião no Golfo da Tailândia, ao sul do Vietname.

 As fotos mostravam três objetos flutuantes não muito distantes da rota original do voo, cujo tamanho foi estimado em 13 por 18 metros, 14 por 19 metros e 24 por 22 metros.[31]

 Tais informações, no entanto, acabaram sendo refutadas pelo ministro dos transportes malaio Hishammuddin Hussein, que disse se tratar de um engano da China.[35]

13 de Março



Área onde teoricamente o avião poderia ser encontrado
O jornal norte-americano Wall Street Journal, publicou que a aeronave poderia ter voado por cerca de quatro horas, depois de desaparecer dos radares.

 Com esse tempo de voo, o avião poderia chegar a lugares como Paquistão, Mongólia ou Austrália. A afirmação se sustentou em suspeitas de investigadores dos EUA que realizavam análises das informações sobre os motores da aeronave. Esses dados são enviados em tempo real durante seu funcionamento à fabricante Rolls-Royce, um recurso estabelecido em contrato.[36]


Autoridades da Malásia, no entanto, incluindo o ministro dos transportes Hishammuddin Hussein, negaram que o avião teria continuado seu voo durante quatro horas depois do último sinal detectado por radar.
 O ministro também afirmou que as fotos de satélite que foram divulgadas pela China no dia anterior, que supostamente mostravam destroços da aeronave, não eram verdadeiras e sim frutos de um engano de avaliação.[35]

14 e 15 de Março

No dia 14, as indicações de radares militares voltaram a ser citadas pelas autoridades malaias.

 Desta vez, a nova hipótese foi de que o avião mudou deliberadamente de rota, em uma ação em que os controles foram assumidos manualmente, desligado-se os sistemas de comunicação com o controle de tráfego aéreo. A aeronave teria retornado sobre o Golfo da Tailândia, alcançando o Estreito de Malaca e, sobre o Estreito, seguindo a noroeste em direcção às ilhas de Andaman e Nicobar.[37]

No dia 15, Najib Razak, primeiro-ministro da Malásia, confirmou que a aeronave mudou de rota e voou durante horas na direcção oeste, tendo enviado sinais para um satélite até por volta das 8h14, cerca de 7 horas além do último contacto com o controle aéreo.
 O destino provável, segundo o ministro, teria sido a Indonésia ou fronteira entre Cazaquistão e Turcomenistão.[38]




Os corredores norte e sul, onde se concentraram as buscas a partir de 16 de Março.

16 e 17 de Março

No dia 16, as autoridades malaias confirmaram a declaração do primeiro-ministro no dia anterior, de que a partir do último sinal de satélite captado, o avião poderia ter seguido por dois possíveis corredores aéreos, de aproximadamente 640 km de largura:
  • para o sul, a partir da Indonésia até o Oceano Índico.
  • para o norte, do norte da Tailândia até a fronteira Cazaquistão - Turcomenistão.
Já são 25 países envolvidos nas buscas.[39]

No dia 17, foi o presidente da Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari Yahy, quem ficou sob os holofotes e comunicou em uma colectiva de imprensa que foi o copiloto da aeronave, Fariq Hamid, de 27 anos, quem fez o último contacto com o controle de tráfego aéreo, uma mensagem enviada ao entrar no espaço aéreo vietnamita, um "tudo bem, boa noite".

As buscas continuaram pelos dois grandes corredores aéreos, o norte (da Tailândia até e fronteira Cazaquistão -Turcomenistão) e o sul (da Indonésia até o Oceano Índico). Já são 26 países envolvidos nas operações de busca. O governo australiano se ofereceu para liderar as buscas no corredor sul.[33]

18 e 19 de Março

As investigações seguiram sem nenhuma evolução significativa e as buscas continuaram na área delimitada pelos dois corredores, que foi calculada em 7,5 milhões de km2, equivalente à do território australiano.[40]

No dia 19, parentes dos desaparecidos, instalados pela Malaysia Airlines em um hotel em Kuala Lumpur havia 11 dias, entraram em confronto com a polícia malaia, ao invadirem um local onde seria dada uma conferência  de imprensa, reclamando da falta de informações por parte das autoridades malaias.[41]

20 e 21 de Março

No dia 20, a Austrália divulgou imagens de satélite, registadas em 16 de Março, em que apareciam dois objectos flutuantes a cerca de 2 500 km de Perth, na costa sudoeste australiana (coordenadas 44° 03′ S 91° 13′ E), onde a profundidade do oceano pode chegar a 5 000 metros.

[42] Um dos objectos teria cerca de 24 metros. As autoridades australianas afirmaram que havia uma grande chance de que estes objectos fossem da aeronave desaparecida e que aquela era até então, a melhor pista sobre o desaparecimento da aeronave. Um navio norueguês que estava próximo àquela área passou também a auxiliar nas buscas.[43]

Além da embarcação norueguesa, mais cinco aviões militares e civis, além de outras embarcações foram envolvidos na operação de busca dos objectos.

 No dia 20, nada foi encontrado e as buscas foram interrompidas à noite devido ao mau tempo e pouca visibilidade, sendo retomadas no dia seguinte (21) pela manhã e durante todo o dia, também nenhum objecto foi encontrado.[44]

Críticas ao governo da Malásia

A empresa britânica fabricante e operadora de satélites Inmarsat,[45]

 criticou em matéria publicada pela BBC no dia 20, o modo como o governo malaio conduziu as operações de busca. Seus satélites captaram os últimos sinais da aeronave, o que determinou o estudo que concluiu que a aeronave poderia ter seguido pelos dois corredores.

 Segundo a Inmarsat, esta já havia pedido desde o dia 11, que as buscas se concentrassem no oceano Índico ou na Ásia Central (áreas limitadas pelos corredores), mas o governo daquele país insistiu em continuar as operações no mar do sul da China e no estreito de Malaca e demorou pelo menos três dias até reconhecer publicamente as informações recebidas.[46]

22 e 23 de Março

No dia 22, a China divulgou novas imagens de satélite de possíveis destroços, localizados na posição 44° 57′ S 90° 13′ E, a cerca de 120 km do ponto onde a Austrália havia informado ter achado objectos no dia 20.[47]

No dia 23, a França enviou à Malásia outras imagens recebidas de seus satélites, que também mostravam objectos que poderiam ser do voo MH370.

As imagens mostravam possíveis destroços ao longo do corredor sul (da Indonésia até o Oceano Índico).[48]

24 de Março

A Autoridade Marítima de Segurança Australiana.(AMSA), que coordenou as operações no corredor sul, informou que um avião australiano localizou dois objectos, um circular, de cor cinza e outro rectangular, de cor laranja no Oceano Índico, que poderiam pertencer ao avião desaparecido.

 Os objectos não tinham as mesmas características de outros, de cor branca, avistados por uma aeronave chinesa anteriormente. Todos os objectos estavam em uma área de aproximadamente 70 mil km2, dentro do corredor sul.

Dez aviões estavam envolvidos nas buscas no corredor sul e as más condições do tempo na região atrapalharam a missão.[49]

Confirmação da queda no mar

Em uma entrevista colectiva realizada no dia 24, o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, finalmente confirmou que, após uma análise dos dados recebidos pelos satélites, não havia mais dúvidas que o voo MH370 havia caído no Oceano Índico.

 Segundo uma análise preliminar, a aeronave teria seguido pelo corredor sul e caído no mar, em um ponto bastante isolado do oceano, sem qualquer possibilidade de um pouso de emergência. Razak afirmou ainda que não havia sobreviventes.[2][50]

25 a 31 de Março

Após a confirmação da queda do avião no Oceano Índico, as buscas continuaram por vários dias sem qualquer resultado.

Um satélite tailandês teria captado imagens de cerca de 300 objectos a sudoeste de Perth, mas nenhum destroço do avião foi encontrado pelos navios e aviões envolvidos nas buscas.[51]

1 a 30 de Abril

No início de Abril continuaram a aparecer novas pistas, que acabaram não tendo nenhum sucesso. Além das fortes correntes marítimas, tempestades e falta de visibilidade, aquela região do oceano também se caracteriza por conter uma grande quantidade de lixo, objectos vindos de navios e do litoral, o que também dificultou as buscas.[52]

Sinais captados

No dia 5 de Abril, o Haixun 01, um dos dois navios chineses que participavam das buscas, detectou por duas vezes, sinais no Oceano Índico com dois quilómetros de distância entre eles, na posição aproximada 25° 00′ S 101° 00′ E.

 As autoridades suspeitaram que poderiam ter sido emitidos pelas caixas-negras do MH370. Os dois sinais tinham frequência de 37,5 KHz, a mesma normalmente emitida por este tipo de equipamento. O segundo sinal foi captado durante 90 segundos.

 No entanto, o marechal Angus Houston, que comandava a equipe australiana de buscas, declarou que ainda não se poderia afirmar que estas pistas tivessem alguma ligação com o avião desaparecido.
[53]



O equipamento Towed pinger locator.

Em 6 de Abril, novos sinais foram captados, desta vez pelo navio australiano Ocean Shield, por duas vezes, a mil quilómetros da costa da Austrália.

 Na primeira vez, o ruído foi ouvido por mais de duas horas. A profundidade da emissão foi calculada em 4 500 metros. O equipamento utilizado é chamado Towed pinger locator (TPL),[54]

que foi desenvolvido para captar pings emitidos pelas caixas-pretas submersas a grande profundidade. O dispositivo é rebocado a baixa velocidade pela embarcação e pode chegar a uma profundidade de 6 100 metros.[55]

  Foram registados dois sinais distintos, que teriam sido emitidos pelas duas caixas-negras, uma do gravador de voz da cabine e outra do registador de dados de voo.

Depois que a posição exacta dos sinais é detectada, é enviado um veículo autónomo ao fundo do mar para tentar localizar as caixas-negras e possíveis destroços.[56]


No dia 8 de Abril, novamente foram captados mais dois sinais, um durante quase seis minutos e outro durante 7 minutos. Como estes sinais foram emitidos da mesma profundidade e localização dos anteriores, a área de buscas passou a ficar mais restrita, condição essencial para a utilização do veículo submarino autónomo.[57]

Utilização de veículo submarino autónomo


O mini-submarino autónomo Bluefin 

B-21 A ser colocado ao mar para a sua primeira missão, em 14 de Abril.
Entre os dias 14 e 17 de Abril, foram realizadas três missões com o mini-submarino autónomo Bluefin 21, que pode identificar objectos através da criação de um mapa do fundo do mar, gerado a partir de emissões de sonar.

 O veículo foi enviado à área em que foram captados os sinais acústicos pelo TPL, rastreando cerca de 90 km2, mas nenhuma das incursões mostrou nada de significativo.

 Cada missão teve duração aproximada de 16 horas e o equipamento chegou a ultrapassar a profundidade operacional recomendada pelo fabricante, que é de 4 500 metros.[58]

Entre 18 e 21 de Abril, mais cinco incursões do Bluefin 21 foram realizadas, totalizando oito operações em uma semana. Foram rastreados dois terços da superfície delimitada, sem nenhum sucesso.[59]

Entre 22 e 25 de Abril, foram realizadas mais cinco incursões, totalizando treze operações. Passadas quase sete semanas desde o desaparecimento, com 95% da área de busca pesquisada, nenhum destroço ou resquício do avião foi localizado.[60]


 8-3-2018



Final das buscas aéreas

Em 30 de Abril as buscas aéreas foram encerradas de forma oficial.[61]

Nova fase de buscas

Decorridos sete meses do desaparecimento, sem que tivesse sido descoberto qualquer vestígio, as buscas submarinas foram retomadas em 6 de Outubro de 2014, utilizando equipamentos de sonar com capacidade para submergir a até seis mil metros de profundidade.[62] As buscas submarinas continuaram sem nenhum resultado. Em 29 de Janeiro de 2015, quase onze meses depois do desaparecimento, o Departamento de Avião Civil da Malásia declarou que o desaparecimento do voo MH370 foi oficialmente considerado um acidente e todos os 239 ocupantes a bordo também considerados oficialmente mortos. Esta decisão estaria em conformidade com as normas internacionais de aviação civil.[1] Até Março de 2015, a área de buscas foi calculada em 60 mil quilómetros quadrados.[63]

Encontradas  partes do avião ( ? )

No final de Julho de 2015, foi encontrada uma parte da asa da aeronave no litoral da ilha de Reunião, próxima a Madagascar. A peça, encontrada por moradores durante uma limpeza da praia, foi submetida a uma perícia por especialistas e identificada como sendo do MH370. Além desta peça, foram encontradas almofadas de poltronas e janelas de avião, que as autoridades acreditam ser também da mesma aeronave.[64]
Dois destroços, encontrados a 27 de Dezembro de 2015 e a 27 de Fevereiro de 2016 em dois locais separados por 220 quilómetros, perto de Moçambique pertencem "quase com toda a certeza" ao voo MH370. As duas peças faziam parte da fuselagem do Boeing 777.[65]

Encerramento

Em Janeiro de 2017 e quase após três anos do acidente, as buscas foram oficialmente terminadas. Autoridades oficiais da Austrália, Malásia e China concordaram que as actividades terminariam quando considerassem a zona de busca definida exausta. Com um custo estimado em 160 milhões de dólares é a mais complexa e cara na história da aviação.

Investigações

Suspeita de acto terrorista

A Boeing anunciou que montou uma equipe de especialistas para prestar assistência técnica aos investigadores.[66] As autoridades descobriram que dois passageiros embarcaram com passaportes de outras pessoas, roubados meses antes na Tailândia, o que levou a uma suspeita de ato terrorista. Esses passaportes eram do italiano Luigi Maraldi e do austríaco Christian Kozel.[21][67] Os passageiros que embarcaram com os passaportes roubados foram identificados pela polícia como sendo Pouria Nour Mohammad Mehrdad, de 19 anos e Delavar Seyed Mohammad Reza, de 29 anos, ambos de nacionalidade iraniana.[68]
A suspeita de ato terrorista foi reforçada pelo fato de qua o avião teria feito uma manobra não prevista e não comunicada pela tripulação. Além disso, a região não apresentava problemas meteorológicos e o equipamento electrónico da aeronave não enviou automaticamente sinais por satélite.[21]
Descobriu-se também que cinco passageiros fizeram check-in, mas não compareceram ao balcão de embarque e suas bagagens, que já estavam no avião, foram retiradas antes da descolagem.[20]
As investigações seguiram também outras pistas, como por exemplo um relato feito por um funcionário de uma plataforma de petróleo que fica localizada no mar do sul da China; ele afirmou ter visto um objecto em chamas no céu durante as primeiras horas do sábado.

Outras suspeitas

No curso das investigações iniciais, a hipótese de ato terrorista foi se tornando menos provável. Os dois iranianos que embarcaram com passaportes roubados tinham reservas para irem para a Europa, o que levantou suspeitas de que poderiam ser simplesmente criminosos ou imigrantes ilegais, que costumam viajar portando documentos falsos ou roubados.[69] Outras possibilidades foram sendo também investigadas além do sequestro, entre as quais estavam sequestro (não vinculado a ato terrorista), sabotagem e problemas psicológicos e pessoais de passageiros ou membros da tripulação.[70]
Alguns parentes dos desaparecidos relataram à Malaysia Airlines e às autoridades que, mesmo três dias depois do incidente, os telefones móveis das vítimas ainda davam sinal de chamada e alguns ainda apareciam on line no serviço de mensagens chinês QQ. A companhia aérea também teria ligado para os telefones da tripulação, que tocaram, sem ninguém atender. Os números foram encaminhados para as autoridades chinesas.[71]

Investigação da tripulação e passageiros

A Malaysia Airlines investigou também relatos de uma turista australiana que acusou o copiloto Fariq Ab Hamid, de tê-la deixado entrar na cabine de comando junto com uma amiga, durante um voo em 2011, o que violaria as normas de segurança da companhia.[72]
No dia 15 de Março, policiais malaios foram à casa do piloto Zaharie Ahmad Shah, depois que o primeiro-ministro da Malásia afirmou que os sistemas de comunicação do avião foram desligados antes de alterar a rota, voando por horas na direcção oeste.[73]
Na casa do piloto foi encontrado um simulador de voo montado por ele próprio. O ministro da Defesa da Malásia, Hishammuddin Hussein, informou que alguns dados do simulador foram apagados e que os técnicos estavam a tentar recuperar as informações apagadas. O simulador supostamente teria cinco pistas para simulação de aterragem nas ilhas Maldivas, Diego Garcia, na Índia e no Sri Lanka.[74] Posteriormente, os investigadores concluíram que não havia nada suspeito no simulador.
As autoridades malaias continuaram a investigar, além do piloto e do copiloto, os outros membros da tripulação e passageiros que estavam no voo.[33] Uma das investigações mais detalhadas recaiu sobre Mohd Khairul Amri Selamat (nº 108 da lista do manifesto de embarque da Malaysia Airlines),[18] um passageiro malaio de 29 anos, engenheiro aeronáutico. Apesar de sua experiência em aeronaves executivas, as autoridades acreditaram que poderia ter conhecimento técnico sobre os sistemas de comunicação do Boeing 777.

Ajuda de outros países


Equipes de busca no navio americano USS Kidd (DDG-100)

em 17 de Março de 2014.
A evidência de que o voo continuou por várias horas depois de ter saído das telas dos radares, fez com que a Malásia pedisse ajuda nas investigações aos governos de Bangladesh, Mianmar, Laos, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e França, além de Austrália, China, Indonésia, Tailândia e Vietname, que já estavam participando das operações internacionais de procura.[75]
Os EUA também ajudaram, com um navio de busca e um avião de vigilância P-8 Poseidon no Golfo de Bengala e no Mar de Andaman.
O contratorpedeiro norte-americano USS Kidd seguiu para norte do Estreito de Malaca. Um outro contratorpedeiro que participa nas buscas é o USS Pinckney, em Singapura.[76]
A rede de comunicações WNYC,[77] de Nova York, utilizando o simulador de voo X-Plane, concluiu que havia 634 pistas em que o avião poderia pousar, dentro do alcance possível do voo. Na lista, apareciam pistas em países distantes como Maldivas, Mongólia, Micronésia e Japão.[78]

Prováveis rotas: os dois corredores

A partir de 16 de Março, as buscas passaram a ser feitas ao longo de dois prováveis corredores, por onde o avião poderia ter seguido, após o último sinal captado pelos satélites, chamados de "corredor norte" (da Tailândia até e fronteira Cazaquistão-Turcomenistão) e "corredor sul" (da Indonésia até o Oceano Índico).
Este rastreamento foi feito pela fabricante e operadora de satélites Inmarsat em conjunto com o Escritório britânico de Investigação sobre Acidentes Aéreos (AAIB em inglês), que consideraram a velocidade estimada da aeronave em piloto automático e o combustível teoricamente disponível. Mesmo com os sistemas de comunicação desligados, os satélites captaram os sinais provenientes do avião.[79]
Os sinais, que utilizam uma tecnologia de teste de conectividade entre equipamentos chamada ping, foram emitidos pelos equipamentos do avião durante cinco horas depois de ter saído do espaço aéreo da Malásia. Foi uma utilização inédita da tecnologia neste tipo de investigação.[80]

Relatório das buscas submarinas

Em 26 de Junho de 2014, a ATSB (Australian Transport Safety Bureau - Agência Australiana para a Segurança dos Transportes) emitiu um relatório das buscas submarinas. A agência foi responsável por definir a área de buscas, de aproximadamente 60 mil km2.[81]

Comparação com o Voo Air France AF447

A queda do voo MH370 no mar, em uma região de grande profundidade, foi comparada à queda do Voo AF447 da Air France em 2009 no Oceano Atlântico, em uma região onde a profundidade chegava a quase 4 000 metros. As dificuldades para encontrar os destroços, naquele acidente, fizeram com que as autoridades aeronáuticas europeias recomendassem algumas modificações para facilitar o rastreamento em operações de busca difíceis como estas. Embora os destroços do voo da Air France tenham sido localizados 2 dias após o desaparecimento do voo, as caixas pretas só foram recuperadas dois anos depois da queda.
Segundo especialistas, se tais recomendações já tivessem sido colocadas em prática, poderiam facilitar as buscas do MH370.[82]
Entre as recomendações pedidas pelo BEA, agência de investigação francesa para acidentes aeronáuticos, que foi responsável pelo relatório final daquele acidente, estão:
  • aumento da autonomia das baterias das caixas-negras de trinta para noventa dias;
  • aumento do alcance do sinal emitido pelas caixas-pretas de dois para quarenta quilómetros;
  • alteração da programação do ACARS, para envio de mensagens automáticas em tempo real e com intervalo menor entre elas, em caso de pane ou emergência;
  • aumento do tempo de gravação de voz da cabine de duas para quinze horas, fornecendo mais informações para a investigação das causas.

Por minha parte, autor deste blogue, como minha modesta homenagem acrescento um livro que tenta  trazer alguma luz sobre o assunto. A ler ! 








quarta-feira, 7 de março de 2018

" Felix " a depressão.



Informação Especial - Depressão FELIX

Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2018-03-07 21:01 e 2018-03-11 23:59 Informação Especial - Depressão FELIX No seguimento dos critérios de emissão estabelecidos, o IPMA após emitir aviso laranja de rajada para a ilha da Madeira, nomeou FELIX a depressão que se localiza a norte do arquipélago dos Açores. Assim, prevê-se que a depressão FELIX, às 00 horas do dia 9 de março de 2018, se encontre centrada em 47N 24W, a norte do arquipélago dos Açores, com uma pressão atmosférica prevista no seu centro de 979 hPa.Esta depressão irá afetar mais diretamente Portugal, Espanha e a parte oeste de França, seguindo depois a sua trajetória na direção nordeste para as ilhas Britânicas.Espera-se que os efeitos mais significativos em Portugal sejam vento forte e agitação marítima forte.A influência desta depressão em Portugal será sentida nas zonas marítimas de responsabilidade nacional.

 Obs: O sublinhado é meu.








Para mais detalhes para a navegação marítima consultar:http://www.ipma.pt/pt/maritima/boletins/Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa Qua, 07 Mar 2018 21:01:28

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Velhos ! Como sobrevivemos à infância ?




Nascidos antes de 1986.

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 40, 50, 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter
sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.


Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.


Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.


Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.


Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.


Depois de acabarmos num silvado aprendíamos

.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.


Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.


Não tínhamos Play Station, X Box..


Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.


Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.


Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!


Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.


Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.


Íamos a pé para casa dos amigos.


Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
Criávamos jogos com paus e bolas.


Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.


Eles estavam do lado da lei.


Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.


Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.


Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?

Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as
nossas vidas, 'para nosso bem'.

Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostassem de ler acerca de nós.

Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.

Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.


Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.


Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.


 

O HIV/SIDA sempre existiu.
 

Os CD's sempre existiram.

O Michael Jackson sempre foi branco.


Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.


Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.


Não conseguem imaginar a vida sem computadores.


Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos

:
1. Entendes o que está escrito acima e sorris.


2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.


3. Os teus amigos estão casados ou a casar.


4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.


5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.


6. Lembras-te da Gabriela (a primeira telenovela).


7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.


8. Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão gostar. Concerteza

SIM ESTAMOS A FICAR VELHOS (heheheh) ,


Mas tivemos uma infância do caraças !!!



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Frio. Chuva pouca. Fevereiro normal ?



Semana com frio

Informação Meteorológica Comunicado válido entre 2018-01-30 23:53 e 2018-02-04 23:59


Semana com frio
 Uma vasta região anticiclónica localizada na região dos Açores vai continuar a dar origem ao transporte de uma massa de ar muito frio e seco sobre o território do continente ao longo da próxima semana. Amanhã, com a passagem de um sistema frontal de fraca atividade, o vento vai ser temporariamente fraco do quadrante oeste, com a ocorrência de períodos de chuva fraca que se fará sentir na região norte a partir do meio da manhã, estendendo-se gradualmente a todo o território e passando a aguaceiros. A precipitação será sob a forma de neve acima da altitude de 800 metros. A partir da tarde o vento vai tornar-se de norte, soprando moderado a forte no litoral e nas terras altas.A partir de Domingo prevê-se que o céu esteja geralmente pouco nublado, mas apresentando temporariamente alguma nebulosidade com possibilidade de aguaceiros em geral fracos e dispersos, mas que serão de neve acima de 800 metros de altitude. O vento deverá soprar moderado do quadrante norte, temporariamente forte no litoral e terras altas, o que, aliado a uma pequena descida da temperatura, vai acentuar o desconforto devido ao frio.Durante a próxima semana a temperatura mínima de verá atingir valores entre -2 e -7 ºC nas regiões do interior Norte e Centro, onde a temperatura máxima deverá variar entre 2 e 8 ºC.Nas regiões do litoral a temperatura máxima não deverá ultrapassar 14 ºC, descendo a mínima para valores entre 0 e 5 ºC.Para mais detalhes sobre os avisos meteorológicos emitidos consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev-sam/Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar:http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa Sex, 02 Fev 2018 20:14:37

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Fósseis. Um Portugal adiado ?



 Li hoje no Jornal I



Portugal tem estado a perder muitos fósseis de plantas que são levados por investigadores de outros países para o estrangeiro. A denúncia é feita ao i por um paleontólogo da Universidade do Algarve. A lei não prevê a proteção deste tipo de património, avisa. E Portugal teria muito a proteger: tem vestígios que datam de há mil milhões de anos e exemplares das primeiras plantas com flor

Há fósseis portugueses a serem levados para outros países. O alerta é feito ao i por Mário Miguel Mendes, investigador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve (UAlg), para quem esta é uma matéria “extremamente sensível” que coloca em causa “valores naturais e culturais relevantes”.
O problema é facilmente identificável. Portugal, explica o investigador, tem condições “excelentes” para o estudo da evolução da flora, reconhecidas quase em todo o mundo. “Essas características têm
despertado a curiosidade e o interesse de investigadores de outros países”, continua.

É da Alemanha, França, Suíça, Suécia e Japão que mais investigadores se têm deslocado ao território português, conseguindo, com o apoio de cartas geológicas ou de GPS, “aceder às nossas jazidas e recolher material que transportam para os respetivos países de origem”.

A questão é que, em Portugal, ao contrário do que acontece com os vestígios arqueológicos, não há legislação que proteja as descobertas feitas no âmbito da paleontologia – ciência que estuda os fósseis de animais e plantas. Por isso, nada impede os investigadores estrangeiros de continuarem a transportar para os seus países fósseis que são património português.

A proteção adiada Mário Miguel Mendes recorda que, em tempos, a proteção e promoção do património paleontológico esteve na agenda do governo. “No governo de António Guterres, o ministro da Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, tentou fazer algo nesse sentido”, nota. Foi então criado um grupo de trabalho que registou “inúmeras recomendações sobre esta temática”. António Guterres, contudo, viria a demitir-se e nada se fez.

O novo governo, nas mãos de Durão Barroso, promulgou a lei n.o 107/2001, que se debruça “en passant”, diz o investigador, sobre o património paleontológico português. E, de facto, assim é: ainda que reconheça o seu valor patrimonial, a lei não estabelece qualquer proteção legal a esse tipo de património.

Lá fora, países há que valorizam o seu património paleontológico. É o caso do Brasil onde, como recorda Mário Miguel Mendes, durante anos ocorreu tráfico e comercialização de fósseis raríssimos extraídos das entranhas da bacia do Araripe. “A maior parte desses fósseis eram transportados para a Europa e o Museu de História Natural de Berlim, por exemplo, possui uma coleção riquíssima de vegetais fósseis oriundos da região do Cariri”.
 Consciente disso, o governo brasileiro proibiu “a exportação e comercialização de fósseis”, ao mesmo tempo que a polícia federal tem vindo a desenvolver um importante trabalho “no âmbito do tráfico de fósseis”, acrescenta o investigador.

Uma viagem ao passado Portugal é um local particularmente frutífero para a investigação de fósseis na evolução da flora. Mas porque é assim? Mário Miguel Mendes explica que o país “tem uma geologia com características que possibilitam acompanhar as principais etapas de evolução das plantas”. Em território português é possível encontrar rochas que datam do Proterozoico Superior, há 1000--542 milhões de anos.

O investigador leva-nos de volta ao passado, como quem conta uma história.

 Há cerca de 320 milhões de anos, Portugal começava a ser povoado por cordilheiras de montanhas com lagos, habitat de vários tipos de vegetação. “Havia cavalinhas gigantes (Calamites) e plantas afins de licopódios e selaginelas atuais mas de porte arbóreo (Sigillaria, Lepidodendron), a par de coníferas que lembravam araucárias. Os fetos eram particularmente abundantes e diversificados”, descreve Mário Miguel Mendes.
Depois, as colisões dos continentes constituíram o supercontinente Pangeia e resultaram em alterações no clima. Estas alterações tiveram consequências para a vegetação: no final do Paleozoico, há cerca de 300 milhões de anos, muitas plantas extinguiram-se e perto de 90% dos seres vivos desapareceram.

Entretanto, no Triásico – há 225 milhões de anos –, “as plantas foram povoando as imensas áreas continentais semidesérticas”, prossegue Mário Miguel Mendes. No Jurássico – há 200-150 milhões de anos –, “as coníferas dominavam a vegetação arbórea”.

Há 140 milhões de anos, no Cretácico, desenvolviam-se plantas que se acredita relacionarem-se com as primeiras angiospérmicas – plantas com flor –, “que hoje dominam todos os ambientes terrestres”. No seio da comunidade científica, esta súbita ocorrência foi motivo de espanto ao longo de gerações. Charles Darwin, por exemplo, considerava o fenómeno “um mistério abominável”. Hoje, sabe-se que o desenvolvimento das plantas com flor terá acompanhado a evolução dos insetos.

Tesouros por descobrir Portugal é especialmente rico em vestígios desse período. “A flora cretácica portuguesa é extremamente rica”, nota o investigador. “Tem características que permitem acompanhar a evolução florística desde o Cretácico Inferior – com predomínio dos fetos, coníferas, ginkgos, cycas, Bennettitales e outros grupos de plantas já extintos – até ao Cretácico Superior, quando as angiospérmicas colonizaram praticamente todos os ecossistemas terrestres”, continua.

E porque é interessante para a ciência estudar a flora fóssil? “As plantas são organismos extremamente sensíveis às alterações climáticas em escala continental” e refletem as modificações do ambiente terrestre.
 Por isso, o estudo das plantas fósseis tem “grande interesse”, pois permite verificar “anomalias de temperatura e de precipitação”, explica Mário Miguel Mendes.
O processo No trabalho de campo, ao descobrir-se um novo fóssil, a paragem seguinte é o laboratório. As amostras de sedimento recolhidas começam por ser submetidas a ataques químicos com ácidos “a fim de eliminar toda a fração mineral”, explica o investigador.

As amostras são depois lavadas com água destilada, tarefa que se estende por duas a três semanas “devido à existência de restos vegetais incarbonizados (carvão)”. O objetivo é, no final, obter “resíduo palinológico (relativo a palinologia, ramo da botânica que estuda o pólen e os esporos, recentes ou fossilizados), onde se encontram os esporos (partícula reprodutora das plantas) e os pólenes”.
Nem os esporos nem os pólenes podem ser observados à vista desarmada. Por isso, os investigadores recorrem a um microscópio ótico. Os pólenes e esporos identificados durante a observação são então “identificados e fotografados”.
A par do microscópio ótico, os investigadores recorrem também ao microscópio eletrónico de varrimento, que lhes permite observar “as ultraestruturas (estrutura detalhada) dos espécimes”. Também essas são identificadas e fotografadas.

Novas descobertas A par do trabalho desenvolvido no Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve, centrado na investigação e análise da flora fóssil, Mário Miguel Mendes tem vindo a colaborar também com outras equipas e a fazer várias descobertas na área da paleontologia ao longo dos últimos anos.

A mais recente foi revelada ao mundo em junho de 2017, num artigo em coautoria com Else Marie Friis e Kaj Pedersen publicado na revista científica “Grana”: é uma nova flor, Paisia pantoporata, e foi recolhida na jazida de Catefica, perto de Torres Vedras.
A nova flor é uma descoberta importante porque, como explica ao i Mário Miguel Mendes, os investigadores acreditam “tratar-se de uma flor pertencente a uma linhagem já extinta. É a primeira flor do Cretácico Inferior de Portugal, descrita até ao momento, que apresenta pólenes pantoporados (designação que diz respeito à estrutura da parede dos grãos de pólen, com pequenos espinhos e perfurações)”.

 Os nomes são complicados mas, para quem trabalha nesta área, são valores que importa proteger. A equipa acredita que a organização floral do fóssil “e a presença de pólenes pantoporados sugere afinidade com as Ranunculales (ordem dentro das angiospérmicas, plantas com flor)”.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sintra, já se avista a maravilhosa serra



Lord Byron descreveu-a assim na " Peregrinação  de Childe Harold ".

" Mosteiros suspensos de horridos penedos; sobros seculares em volta de precipícios vestidos de musgo, que o ardor do sol crestou; arbustos gotejando à sombra no vale profundo; o azul suave de um mar tranquilo; aureos pomos em viridentes ramos, torrentes que se despenham das cristas da serra, no alto as vinhas, cá em baixo as ramas dos salgueiros... Forma tudo um quadro maravilhoso de variada beleza ! "