sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TORRE DO TOMBO

 Aprendi alguma coisa na semana passada graças a uma visita à Cidade Universitária designadamente à Torre do Tombo.

                 Torre do Tombo                       ( Foto minha )

No interior desta " Torre " muitos e importantes documentos sobre nós todos estão acondicionados.
Ou não fosse ali o Arquivo Nacional.

 Cito abaixo

referências e esclarecimentos obtidos na Wikipédia:

O Arquivo Nacional Torre do Tombo (ANTT), o Arquivo Nacional antigamente designado por Arquivo Geral do Reino2 , popularmente referido apenas como Torre do Tombo, é uma unidade orgânica nuclear da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas3 que se constitui como arquivo central do Estado Português desde a Idade Média, tendo os seus primeiros Guardas-Mores sido, também, Cronistas-Mores do Reino. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ainda ativas.
Ao longo dos séculos, a conservação dos seus documentos foi prejudicada por diversas circunstâncias: mudanças de local, incêndios, desvio de documentos para outros arquivos quando da Dinastia Filipina (1580-1640), o terramoto de 1755, a Guerra Peninsular a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), e a Guerra Civil Portuguesa, entre outros.
Atualmente constitui-se numa moderna instituição, aberta a pesquisadores e ao público em geral.
Encontra-se instalado no Campo Grande, em Lisboa, Portugal, num edifício projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro, classificado, desde 2012, como monumento de interesse público.4

História

O seu nome vem do facto do arquivo ter estado instalado desde cerca de 1378 até 1755 numa torre do Castelo de São Jorge, denominada "Torre do Tombo". A designação de tombo deriva do grego tómos que significa «pedaço cortado, parte porção; pedaço de papiro; daí, tomo volume»5 , assim, por extensão, passou a designar os suportes onde se faziam registos e os arquivos dos mesmos, sendo a Torre do Tombo o local onde se guardavam os volumes e os papéis mais importantes por ser o arquivo real. Em 1755, em resultado do grande terramoto que atingiu Lisboa e que ameaçou de ruína a referida torre, o arquivo foi transferido para o Mosteiro de São Bento (atual Palácio de São Bento). Nessas instalações manteve-se até a construção de um moderno edifício-sede, na Cidade Universitária de Lisboa, para onde foi transferido em 1990. Ocupando uma área de 54 900 metros quadrados e contando com cerca de cem quilómetros de prateleiras, este moderno edifício possui três áreas principais: uma para arquivo e investigação, uma para a realização de atividades culturais e a última para os serviços administrativos.
Entre 1997 e 2006, a Torre do Tombo, organismo dependente do Ministério da Cultura, foi oficialmente denominado Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IANTT), possuindo simultaneamente funções de arquivo nacional e de órgão de coordenação da política arquivística nacional. O IANTT, além do arquivo da Torre do Tombo, supervisionava também a generalidade dos arquivos distritais de Portugal.
O Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de outubro6 , extinguiu o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e o Centro Português de Fotografia, «sem prejuízo da preservação das respectivas identidades», e integrou as suas atribuições na então criada Direcção-Geral de Arquivos.
O Decreto-Lei n.º 103/2012, de 16 de maio7 , procedeu à fusão da Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a Direção-Geral dos Arquivos, dando origem à Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas onde o Arquivo Nacional Torre do Tombo se integra como unidade orgânica nuclear.

Mas, se houver um pouco de tempo que tal um passeio pelos aprazíveis arredores ?


Jardins do Campo Grande

Faculdade de Letras







quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uns e os outros

De momento estou algo ocupado com uma série de afazeres, não sendo o menor deles ter de podar as minhas videiras " morangueiras " além das árvores de fruto e um ou outro arbusto no meu pequeno quintal. Como tais afazeres se devem executar, preferencialmente, sem ser debaixo de água não tenho tido outro remédio senão aproveitar as poucas abertas que o tempo dá. Hoje à tarde lá foi mais um bocadinho. Por outro lado o catalogar e fotografar alguns livros para edição no meu outro blogue também me tem ocupado umas boas horas. Disto tudo resulta que o tempo, como de costume ,passa a correr e quando dou por isso já é tarde para vir até aqui ao meu local de repouso colocar algo que me despertou a atenção. A seguir deixo um desses assuntos tal qual como dele tomei conhecimento .

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).
A cada minuto um mendigo tem 30 segundos para pedir a 5 motoristas e receber pelo menos de dois deles € 0,20 e facturar, em média, pelo menos € 0,40 o que numa hora dará: 60 x 0,40 =  €24,00.

Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá  facturado: 25 x 8 x € 24,00 = € 4.800,00.

Será que isso é uma conta maluca?

Bom, 24 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 20 cêntimos e sim 30 / 50 e ,às vezes, até 1 Euro.

Se ele facturar a metade: € 12,00 por hora terá € 2.400,00 no final do mês.

Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de €1,00 (o que não é raro), ele pode até descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para lhe censurar por causa disto.


Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
 
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos numa conceituada padaria. Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?

É isso mesmo, de 120 a 150 euros em média o que dá (25 dias por mês) x 120 = 3.000  e ela disse que  não mendiga 8 horas por dia.


Moral da História :

É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...

Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.

Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que encontrar emprego.




E lembre-se :

O mendigo não paga 1/3 do que ganha para sustentar o grupo de ladrões que, escusado é dizê-lo, todos sabemos quem são e onde estão.
Todos excepto, talvez, aqueles que os poderiam e deveriam tirar de lá. 
Assim sendo tanto é ladrão o que rouba como o que o permite!








segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Rochas. Belas e intrigantes.


Deparei com estas rochas que fotografei cujo aspecto belo e intrigante ( para mim )  denota terem sido elevadas por alguma força tectónica. Estou 
inclinado a que tal tenha ocorrido aquando da formação do maciço da serra de Sintra.
Sei que isso ocorreu à cerca de 80 milhões de anos mas como não encontrei registos fósseis ali por perto ... !!!?
Fui consultar informação a respeito e encontrei uma explicação que me satisfez, isto entre muitas outras de semelhante valia. 


Aspecto bem esclarecedor da elevação do solo quando da formação da Serra de Sintra
 Maravilhosas vistas. Que mais não seja  " só " isso justifica um passeio pelo nosso  Parque Natural.
O Azul profundo do mar, o céu, a natureza única.
Na orla da Serra . Aqui, bem perto, estão as " tais " rochas.
Segue o citado texto.

Ascensão do Maciço

« O maciço de Sintra é um dos aspectos geológicos mais importantes na caracterização de Lisboa.
A instalação deste maciço ocorreu durante o Cretácico Superior (de 82 a 75 Ma, aproximadamente) na bacia Lusitânia (margem oeste da Península  Ibérica). Teve como influência indirecta, a formação de uma estrutura em domo (resultante da deformação de rochas sedimentares) de forma elíptica, alongada na direcção Este – Oeste, com 10 km de comprimento e 5 km de largura.
Este, é visível à superfície, no sector meridional da Bacia Lusitânia, encaixado numa sequência sedimentar marinha, contínua desde o Oxfordiano (andar do Jurássico superior) ao Cenomaniano (andar do Cretácio superior) e rodeado por depósitos continentais descontínuos, com uma idade equivalente ao Oligocénico (época do período Paleogeno, que por sua vez pertence ao Cenozóico). As rochas mesozóicas pré-existentes, foram deformadas devido a uma intrusão magmática, formando uma dobra sinclinal.
As inversões tectónicas que provocaram o levantamento e o encurtamento da Bacia Lusitânia afectaram a região de Sintra da seguinte maneira (Fig. 3):
- A cobertura sedimentar da intrusão foi erodida na base, (como se pode verificar nos depósitos continentais que contêm clastos da cobertura sedimentar) e no topo.
- A dobra sinclinal foi encurtada e o seu flanco norte invertido. O início da exposição das rochas ígneas intrusivas, assim como o encurtamento verificado na região, não podem ser datados com precisão, visto que os depósitos continentais são azóicos (terrenos ou rochas de eras primitivas, nos quais não se encontram nem fósseis nem vestígios de animais) e não há afloramentos do Neogénico (período da era Cenozóica) com idade bem definida na vizinhança da intrusão.
    O complexo ígneo de Sintra é formado por dois maciços concêntricos e uma diversa rede de filões associados, de diferentes composições e orientações. O maciço exterior é granítico, e tem uma idade aproximada de 82 Ma. O maciço interno é constituído por uma sequência de rochas resultantes de cristalização fraccionada que incluem gabros, dioritos e sienitos.
    Em relação à origem do magma, as interpretações mais recentes afirmam que o maciço interno de Sintra se formou no manto, tendo ocorrido pouca contaminação crustal nas rochas não graníticas.
    Qualquer que tenha sido a génese das diversas rochas do maciço, o seu conjunto forneceu à sedimentação das zonas baixas não só os clastos grosseiros, mas também detritos da classe granulométrica das areias e material argiloso resultante da sua decomposição. »

Os meus agradecimentos a Geo Historialx.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Granizo na região de Lisboa. A explicação!

Granizo na região de Lisboa – 17 jan 2014
Image de um tornado2014-01-22 (IPMA)
No passado dia 17 de janeiro o território do continente encontrava-se sob a influência de uma depressão complexa cujo núcleo principal se centrava, pelas 0 UTC, entre a Islândia e as Ilhas Britânicas. Em associação a esta depressão desenvolveu-se e propagou-se, para sueste, um núcleo secundário que se centrava a oeste da Corunha (Espanha) pelas 9 UTC do mesmo dia. Esta configuração traduzia-se pela existência de um vale em altitude a oeste da península, que promovia um fluxo de ar polar modificado, ainda com razoável conteúdo em água precipitável, sobre o território do continente. A referida massa de ar não apresentava grande instabilidade, mas esta encontrava-se disponível até níveis relativamente elevados. Por outro lado, foi notória a presença de uma corrente de jato aos 300 hPa, com uma orientação noroeste-sueste e cujo máximo se localizava a oeste da península Ibérica pelas 9 UTC. Esta corrente de jato induzia, sobre as regiões centro e sul do continente, um importante forçamento dinâmico favorável à sustentação de fortes correntes ascendentes. Em face do perfil vertical do vento criado entre a superfície e níveis elevados, algumas das estruturas convectivas que se organizaram neste ambiente adquiriram uma natureza supercelular.
Uma destas supercélulas (forma convectiva dotada de uma corrente ascendente com movimento de rotação duradouro e organizado nos níveis médios), formou-se cerca de 60 km a oeste-sudoeste de Lisboa, tendo-se deslocado para este-nordeste e organizado gradualmente com a aproximação à costa portuguesa. À escala de uma supercélula, os movimentos ascendentes costumam ser particularmente fortes e, no contexto sinótico apontado, terão favorecido um rápido transporte vertical e consequente brusco arrefecimento da massa de água. Esta, conduzida bastante acima do nível de congelação num ambiente convectivo organizado e duradouro como o de uma supercélula, encontrou condições para se converter na grande quantidade de granizo observada. Tratou-se essencialmente de granizo (pedras com diâmetro inferior a 5 mm) e saraiva de pequena dimensão (pedras com diâmetro até 10mm). Não obstante o diâmetro relativamente modesto das pedras, o episódio foi notório pela sua duração (havendo casos de queda de granizo durante mais de 15 minutos sobre o mesmo local) e, por vezes, pela sua repetição sobre a mesma área. Estes factos foram devidos à propagação relativamente lenta da supercélula sobre a região de Lisboa (verificada entre a Parede e Sacavém) e a alguns episódios de realimentação da mesma que tiveram lugar. Favoreceram, no seu conjunto, a deposição de uma camada de granizo e saraiva com uma espessura razoável, sobre áreas relativamente extensas.
Recorreu-se a um método convencional baseado num valor limiar de refletividade radar, para efetuar um diagnóstico das áreas onde terão caído pedras com diâmetro da ordem de 8 mm ou superior, sobre a superfície. A animação de um produto de refletividade a baixa altitude (indicador de posição plana, PPIZ a 800 m de altitude, ver figura 1) permite acompanhar a progressão da queda de granizo observada sobre a região de Lisboa. Chama-se a atenção para o facto de áreas mais extensas do que as delimitadas poderem ter sido afetadas pelo fenómeno, já que granizo de menor dimensão poderá não ter sido detetado e, por outro lado, porque a observação do radar não é absolutamente contínua no tempo. O granizo caído em áreas como a margem sul, área a norte de Lisboa e região do Oeste esteve associado a formas convectivas com alguma organização, embora nem todas de tipo supercelular. A fim de se avaliar a distribuição global do granizo observado, apresenta-se a sobreposição num mapa Google das áreas afetadas pela queda de granizo (ver figura 2). Este mapa poderá ser confrontado com um outro, do mesmo tipo, construído para ilustrar o episódio de granizo de 29 de abril de 2011 sobre a cidade de Lisboa (ver figura 3). Uma comparação mostra que no episódio de 2011 foram afetadas áreas relativamente mais extensas da cidade. Por outro lado, o histórico mostra igualmente que as pedras de maior dimensão foram maiores no episódio de 2011.

Aproveita-se esta oportunidade para esclarecer que granizo e neve são fenómenos distintos e que não devem ser confundidos, embora se possa assemelhar o aspeto da deposição no solo. A neve está, em geral, associada a massas de ar estratificadas, sem grande instabilidade e caraterizadas por movimentos verticais ascendentes pouco expressivos embora persistentes e abrangendo grandes áreas. Estes movimentos são suficientemente lentos de modo a permitir a gradual formação dos cristais de gelo que constituem os flocos de neve, por agregação progressiva. O regime de precipitação tende a ser contínuo, embora também possam ocorrer aguaceiros de neve. A queda de neve é observada sob temperatura do ar negativa ou pouco positiva, à superfície. A queda de granizo, por seu turno, está apenas associada a massas de ar em que instabilidade, a uma escala pelo menos local e por vezes reforçada por outros efeitos, conduz a movimentos verticais ascendentes muito vigorosos. Estes movimentos são de tal modo rápidos que não permitem que o arrefecimento seja acompanhado pela cristalização. Nestas condições forma-se o chamado gelo amorfo (pedras sem cristal consolidado, i.e. granizo ou saraiva). Neste caso o regime de precipitação é de tipo intermitente (aguaceiro), podendo as quedas de granizo durar um pouco mais no caso de o escoamento ser lento e/ou diversas células convectivas passarem sobre a mesma área, em instantes sucessivos. A queda de granizo pode ser observada com temperatura do ar elevada à superfície, inclusive no Verão.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Frio até Fevereiro.

Pois bem. Segundo os entendidos em meteorologia, matéria que me desperta relativo interesse, estamos a entrar numa fase de rigoroso Inverno no que ao frio diz respeito porque, quanto à chuva, pelo menos aqui pelo centro do país não nos podemos queixar e ao que julgo saber pelo norte é igual. Acho que pelo Algarve e à excepção da última semana havia pouca quantidade de precipitação.

Geadas no Vale Travesso. Novembro 2013

Parece neve. Vale Travesso. Região do Cabreiro. Cascais, 2013

Inverno a sério com muito frio para os últimos dias de Janeiro ou seja 28,29 e 30. Esta mudança, algo radical,  terá um ou outro dia com um  episódio de entrada de ar do quadrante noroeste, fria, mas  um pouco mais amena ao contrário do ora predominante  norte / nordeste e quiçá leste. Serão " os noroestes "de curta duração dizem...Pois o Fevereiro entrará gélido e tudo indica assim se manterá até ao dia dez.
Atento estarei a isto e tentarei me agasalhar como puder. Lá voltarei a ter nostalgia pelo cálido ar marítimo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pleonasmite. Já manifestou sintomas hoje ?

    Compartilho este alerta, proveniente não sei de onde,  para uma doença que me parece comum. Será possível evitar o contágio ?



                                      
Todos os portugueses (ou quase todos) sofrem de  pleonasmite ?, uma doença congénita para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos. Não tem cura, mas também não mata. Mas, quando não é controlada, chateia (e bastante) quem convive com o paciente.
O sintoma desta doença é a verbalização de pleonasmos (ou redundâncias) que, com o objectivo de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.
Definição confusa ? Aqui vão alguns  exemplos óbvios: 




  Subir para cima,   descer para baixo,    entrar para dentro e  sair para fora
Já se reconhece como paciente de pleonasmite ? Ou ainda está em fase de negação ? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer-me que nunca recordou o passado ?      Ou que nunca está atento aos pequenos detalhes ? E que nunca partiu uma laranja em metades iguais ? Ou que nunca deu os sentidos pêsames à viúva do falecido?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha opinião pessoal . Baseio-me em factos reais para lhe dar este aviso prévio de que esta doença má atinge todos sem excepção...
O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com ofertas gratuitas. E agências de viagens que anunciam férias em cidades do mundo. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um acabamento final naquele projecto. Tudo para evitar surpresas inesperadas por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa  diga lá que às vezes não tem vontade de gritar alto « cale  a boca » ! ?
E ir ao  cinema ver aquele filme que estreia pela primeira vez em Portugal.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, tenho más notícias para si. Porque a televisão é, de certeza absoluta, a principal protagonista da propagação deste vírus.
Logo à noite, experimente ligar ao telejornal e  verá com os seus próprios olhos a pleonasmite em directo no pequeno ecrã. Um jornalista vai dizer que a floresta arde em chamas. Um treinador de futebol queixar-se-á dos elos de ligação entre a defesa e o ataque. Um governante dirá que gere bem o erário público. Um ministro anunciará o reforço das relações bilaterais entre dois países. E um qualquer político da nação vai pedir um consenso geral para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma multidão de pessoas
Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa dores desconfortáveis nem hemorragias de sangue E por isso podemos viver a vida com um sorriso nos lábios.  Porque um animal selvagem em liberdade está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu habitat natural
Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades. Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada. E já agora siga um conselho: não adie para depois  e comece ainda hoje a encarar de frente a pleonasmite!
Ou então esqueça este texto. Porque afinal de contas eu posso estar só maluco da cabeça.