A origem da burca
A
burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. É usada pelas mulheres do
Afeganistão e do
Paquistão, em áreas próximas à fronteira com o Afeganistão.
O seu uso deve-se ao facto de muitos muçulmanos acreditarem que o livro sagrado islâmico, o
Alcorão, e outras fontes de estudos, como
Hadith e
Sunnah,
exigem a homens e mulheres que se vistam e comportem modestamente em
público. No entanto, esta exigência tem sido interpretada de diversas
maneiras pelos estudiosos islâmicos e comunidades muçulmanas; a burca
não é especificamente mencionada no Corão e nem no Hadith. A comunidade
religiosa
Talibã, que comandou o Afeganistão nos
anos 2000, impôs seu uso no país.
Para alguns estudiosos, o Hadith fala de cobrir completamente o corpo
das mulheres, enquanto outros interpretam que é permissível deixar o
rosto, mãos e ocasionalmente pés descobertos.
A burqa foi proibida, na
França, em
17 de julho de
2010, pela Lei nº 524, que entrou em vigor seis meses após.
A burca, traje islâmico que cobre o rosto e corpo da mulher, tem a
sua origem num culto à divindade Astarte, deusa do amor, da fertilidade e
da sexualidade, na antiga Mesopotâmia.
Astarte (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do
panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos
Sidônios (
I Reis 11:5). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de
Baal e irmã de
Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em
Sidom,
Tiro e
Biblos.
Identidade
- Nome: Asterate / Asterath / Astarote / Astorate / Asterote / Astorete / Astartes / Astartéia / Asera / Baalat.
- Família: Filha de Baal, Irmã gêmea de Camoesh (Camos), esposa de Tamuz
Ritualismo
Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de
teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O
seu principal culto ocorria no
equinócio
da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e
sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto fazia dela uma
deusa muito adorada entre os povos da altura, exatamente pelo seu teor.
Talvez seja este o motivo que levou o rei
Salomão a adorar esta deusa (1 Reis 11:5), contrariando o seu Deus.
* In: Wikipédia
A propósito deste assunto foi-me enviado o seguinte texto que muito agradeço.
Como acabou a Burca na Turquia.
-
A
Turquia, cujo nome oficial é República da Turquia, é um país
euro-asiático que ocupa toda a península da Anatólia, no extremo
ocidental da Ásia, e se estende pela Trácia Oriental, no sudeste da
Europa. Wikipédia
Governo: Estado unitário, República parlamentarista
Em homenagem à deusa do amor físico, todas as mulheres, sem excepção,
tinham de se prostituir uma vez por ano, nos bosques sagrados em redor
do templo da deusa.
Para cumprirem o preceito divino sem serem
reconhecidas, as mulheres de alta sociedade acostumaram-se a usar um
longo véu em protecção da sua identidade.
Com base nessa origem histórica, Mustapha Kemal Atatürk, fundador da
moderna Turquia (1923 – 1938), no quadro das profundas e
revolucionárias reformas políticas, económica e culturais, que
introduziu no país, desejoso de acabar de uma por todas com a burka,
serviu-se de uma brilhante astúcia para calar a boca dos
fundamentalistas da época.
Pôs definitivamente um fim à burca na Turquia com uma simples lei que determinava o seguinte:
«Com
efeito imediato, todas as mulheres turcas têm o direito de se vestir
como quiserem, no entanto todas as prostitutas devem usar a burca».
No dia seguinte, ninguém mais viu a burca na Turquia.
Essa lei ainda se mantém em vigor.