quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Diversões medievais e actuais.


Entre as actividades mais queridas da nobreza e do clero, e com mais frequência praticadas, contava-se a caça. Na caça chegavam os nobres a passar semanas e meses.

Nos princípios do século XIII censurava-se D. Sancho I por obrigar os clérigos a sustentarem-lhe cães e aves para a caça.
Caçavam o urso, javali, o lobo, o gamo, o cervo, o onagro, etc.
A caça alargava-se a burgueses e vilãos. Caçavam-se o coelho, a perdiz, o gamo, o cervo.
O nobre medieval exercitava-se na arte de cavalgar. Montar bem, exercitar-se a cavalo, fazer toda a sorte de manobras do alto da sela.
Oito séculos de caça em Portugal
Oito séculos de caça em Portugal
No livro cuja imagem de capa reproduzo podemos encontrar as melhores referências do pouco que aqui fica dito sobre a caça na época  medieval.
Uma vez a cavalo, o nobre medieval podia entregar-se a uma série de exercícios desportivos, todos eles mais ou menos violentos. Desses, destacavam-se as justas e os torneios.
Do século XII ao século XIV, os trovadores e os jograis desempenharam papel de relevo nos divertimentos da nobreza.

Também eram frequentes os espectáculos de danças populares.
Todos os festejos populares se faziam à base de música e de dança. Bailava-se em roda, cantava-se, batia-se com as mãos e os pés.
Havia danças só para mulheres e danças em que tomavam parte os dois sexos.
Os instrumentos mais utilizados eram a viola, a cítola, o alaúde, a harpa, o saltério, a rota, a giga, o tambor, o pandeiro, o atabal e as castanholas.



Marques, A. Oliveira "A Sociedade Medieval Portuguesa"

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Etnias e linguagens do passado.

 ...E então quando falamos de antepassados olhemos para este mapa !
Pequena ou grande ( como cada um interprete ) amostra da humanização peninsular muitos e muitos anos antes dos romanos, por exemplo. O Portugal actual, diz-se, era então um enorme bosque povoado de toda uma imensidade de vida vegetal e animal que nós hoje dificilmente imaginamos. Se fosse possível recuar a esses tempos, interrogo-me como seriam esses ares de então no que ao oxigénio diz respeito? Poluição inexistente  que originaria fantásticas noites estreladas, com todo o encanto inerente. Como seriam as praias, os rios, o mar e a terra onde vivo ? Enfim; um sem número de questões que muito me apraz compartilhar.

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Parque Natural.


Eis aqui um exemplo de uma arquitectura interessante. 
Recantos do Parque Natural.


Ainda convive com construções de traça moderna que nos surgem em qualquer recanto cá do burgo, mas que nem por isso  deixamos de apreciar bela sua singular beleza.

Estimado e limpo o chafariz é disso um outro exemplo.
São pequenas maravilhas destas que tornam agradáveis os largos passeios pelo Parque Natural Sintra Cascais.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tempo ... e memória!

Por vezes dou comigo a cismar no que o tempo vai fazendo. Em tudo. Viver o dia a dia da melhor forma possível é o que se pede. Hoje, um amigo de longa data alvitrou que bons eram os tempos, em que adolescentes não nos parecia o dia de amanhã grande motivo de preocupação encarando até com alguma bonomia esses mesmo futuro. Fosse hoje e talvez não se pensasse assim... Concordei e olhei para dentro de mim para esses tempos e reconhecidamente foram e serão inesquecíveis.
Tempos bons de hoje ...para recordar mais tarde.
  Felizmente ainda podemos recordá-los. Das pessoas que de uma forma ou de outra comigo estiveram nessa viagem quantas restarão actualmente ? Por onde andarão ? Algumas houve em que laços afectivos foram bem fortes alguns deles pareciam-nos na altura perenes mas que o tempo se encarregou de esfumar. Outros, sei,  já cá não se encontram pela própria natureza desse mesmo tempo. Feliz me sinto por sobrarem ainda uns poucos ( muito poucos ) verdadeiros Amigos. São um tesouro a preservar no mais intimo da minha alma. E aqueles outros que de tão breve passagem por este mundo nos deixam escorrer uma lágrima saudosa, os nossos companheiros do mundo animal ? Quantas vivências não me ocorre.   Alguns cães por exemplo que criei de pequeninos e comigo cresceram, envelheceram e a meu lado faleceram? Hoje, mais que nunca, sinto muitas saudades de todo um passado que o tempo inexoravelmente afastou e  jamais voltará mas felizmente tenho um bom acervo fotográfico e uma razoável memória.
Becas II .

Sendo assim há coisas que nunca se esquecem e outras que esquecidas afloram de novo à mente quando um Amigo resolve reabrir o arquivo do tempo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Perdiz Vermelha


 A estrada parece deserta mas não está. Ainda que um pouco afastadas algumas perdizes usam-na como itinerário para as suas deslocações.
 As fotografias não permitem observá-las bem porém elas estão lá.

Perdizes no seu novo habitat ? !
 Caminhavam e caminharam muito tranquilas alguns metros à minha frente. Achei triste que o urbanismo desenfreado e inútil por vezes vá roubando os campos aos seus ancestrais habitantes.Mas, felizmente, a Mãe natureza zela pelos seus.
Aqui fica um exemplo " às portas de Cascais " daquilo que se classifica de urbanizar por urbanizar.
AlectorisRufa.jpg
Como ler uma caixa taxonómicaPerdiz-vermelha

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Phasianidae
Género: Alectoris
Espécie: A. rufa
Nome binomial
Alectoris rufa
(Linnaeus, 1758)
   
Alectoris rufa rufa
A perdiz-vermelha ou perdiz-comum (Alectoris rufa) é uma ave cinegética da família Phasianidae (faisões), da ordem Galliformes, ou galináceos. A perdiz-vermelha ocupa habitats algo variados, incluindo searas. É uma ave gregária que vive em grupos.
Habita em toda a Península Ibérica, sobretudo a sul, e encontra-se no sul da França e no médio oriente.
É uma espécie muito caçada, principalmente na Península Ibérica.

Subespécies









terça-feira, 22 de outubro de 2013

Burca. Um simbolo de opressão feminina ? !

 A origem da burca


  
A burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. É usada pelas mulheres do Afeganistão e do Paquistão, em áreas próximas à fronteira com o Afeganistão.
O seu uso deve-se ao facto de muitos muçulmanos acreditarem que o livro sagrado islâmico, o Alcorão, e outras fontes de estudos, como Hadith e Sunnah, exigem a homens e mulheres que se vistam e comportem modestamente em público. No entanto, esta exigência tem sido interpretada de diversas maneiras pelos estudiosos islâmicos e comunidades muçulmanas; a burca não é especificamente mencionada no Corão e nem no Hadith. A comunidade religiosa Talibã, que comandou o Afeganistão nos anos 2000, impôs seu uso no país.
Para alguns estudiosos, o Hadith fala de cobrir completamente o corpo das mulheres, enquanto outros interpretam que é permissível deixar o rosto, mãos e ocasionalmente pés descobertos.
A burqa foi proibida, na França, em 17 de julho de 2010, pela Lei nº 524, que entrou em vigor seis meses após.
A burca, traje islâmico que cobre o rosto e corpo da mulher, tem a sua origem num culto à divindade Astarte, deusa do amor, da fertilidade e da sexualidade, na antiga Mesopotâmia.

Astarte (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:5). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.

Identidade

  • Nome: Asterate / Asterath / Astarote / Astorate / Asterote / Astorete / Astartes / Astartéia / Asera / Baalat.
  • Família: Filha de Baal, Irmã gêmea de Camoesh (Camos), esposa de Tamuz

Ritualismo

Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O seu principal culto ocorria no equinócio da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto fazia dela uma deusa muito adorada entre os povos da altura, exatamente pelo seu teor. Talvez seja este o motivo que levou o rei Salomão a adorar esta deusa (1 Reis 11:5), contrariando o seu Deus.

* In: Wikipédia


A propósito deste assunto foi-me enviado o seguinte texto  que  muito agradeço.

Como acabou a Burca na Turquia.


  • Turquia
  • A Turquia, cujo nome oficial é República da Turquia, é um país euro-asiático que ocupa toda a península da Anatólia, no extremo ocidental da Ásia, e se estende pela Trácia Oriental, no sudeste da Europa. Wikipédia

  • Em homenagem à deusa do amor físico, todas as mulheres, sem excepção, tinham de se prostituir uma vez por ano, nos bosques sagrados em redor do templo da deusa.

    Para cumprirem o preceito divino sem serem reconhecidas, as mulheres de alta sociedade acostumaram-se a usar um longo véu em protecção da sua identidade.

    Com base nessa origem histórica, Mustapha Kemal Atatürk, fundador da moderna Turquia (1923 – 1938), no quadro das profundas e revolucionárias reformas políticas, económica e culturais, que introduziu no país, desejoso de acabar de uma por todas com a burka, serviu-se de uma brilhante astúcia para calar a boca dos fundamentalistas da época.

    Pôs definitivamente um fim à burca na Turquia com uma simples lei que determinava o seguinte:

    «Com efeito imediato, todas as mulheres turcas têm o direito de se vestir como quiserem, no entanto todas as prostitutas devem usar a burca».

    No dia seguinte, ninguém mais viu a burca na Turquia.

    Essa lei ainda se mantém em vigor.