sábado, 20 de agosto de 2011

Finalmente vai abaixo! ( Diz-se )

Cascais.Largo da estação, Agosto de 2011.
 Segundo li um destes dias num dos jornais locais já se encontra confirmada a demolição deste edifício jamais concluído devido à sua volumetria exceder o configurado no P.D.M..
 Em tempos existiu neste local um hotel ( Hotel Nau ) anteriormente uma estação de abastecimento  de combustíveis ( Mobil ) e por fim uma garagem dos veículos de transportes públicos ( Rodoviária Nacional ) que eu me recorde. Estas, chamemos-lhes ruínas, permanecem ali há mais de dois anos. Ainda bem que se resolverá este problema paisagistico, oxalá não surja em seu lugar algo incaracteristico  tipo  " aquilo " que deu lugar ao antigo hotel Estoril - Sol ( com o meu sincero pedido de desculpas a quem considera aquela obra como uma referência arquitetônica pelo seu  " design " e não só ). Ainda, segundo a imprensa, nascerá após a demolição um conjunto destinado a habitação e comércio. Certamente será bem melhor estéticamente que este feio " postal " desta minha terra que adoro. Aguardemos então pelo final de verão.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estive cá.


Agosto.     Parque Natural Sintra - Cascais
                                                                            

Terminou a primeira quinzena de Agosto. Na política interna tudo na mesma, ou seja mais mal estar, na externa crises e mais crises tal como a recente na Inglaterra com criminalidade violenta pelo meio.No desporto decorreu e concluíu-se hoje a septuagéssima terceira volta a Portugal em bicicleta ganha por um português.Houve uma etapa, não sei se é o termo certo e nem me preocupo em verificar, de uma prova de vela a nivel mundial aqui na baía e enfim um  " mar " de ocorrências em outras modalidades. O clima hora seco, hora frescote e ventoso.A sociedade com os seus dramas nas estradas e fora delas. Em resumo: Tudo normal. Vamos ver a 2ª quinzena.

domingo, 14 de agosto de 2011

A força do destino.

 Pareceu-me bem este pensamento ao qual muito haveria a acrescentar, pois de momentos, como direi, menos felizes que por serem decerto a maioria na idade adulta não são de esquecimento fácil. A raridade reside em minha opinião nas pessoas que os motivaram para o bem ou para o mal. Assim sendo essas permanecerão intimamente ligadas à nossa consciência, essa suprema força que nem sempre está onde deveria estar aquando de algumas das nossas atitudes. Quando surge e actua eis então mais um motivo para acrescentar às memórias.


                                                                    

                                                                                   O destino une e separa
                                                                                   As pessoas.
                                                                                   Mas nenhuma força é tão grande grande
                                                                                              Para fazer
                                                                                              Esquecer pessoas,
                                                                                              Que por
                                                                                              Algum motivo
                                                                                              Um dia nos fizeram felizes.

 

sábado, 13 de agosto de 2011

Cascais velhinho. Cobre e seu património.

Fachada virada ao norte.          * 1
Eis aqui um dos mais remotos exemplares da arquitectura tradicional portuguesa que ainda existe aqui no Cobre. Fazendo parte das minhas memórias de infância sempre a vi ali, situada no então chamado " alto do Cobre " era habitação de um amigo cuja presença no meu espírito se foi desvanecendo com o decorrer dos anos permanecendo, contudo, as tais memórias.
Lá no " Alto do Cobre.    Fachada poente . * 2
Existe ainda este testemunho do passado . Fachada nascente * 3
                                                                          
Fantástico muro de pedra de morosa e complicada edificação. Fachada norte. * 4
A casa foi " vendo " serem edificadas ao seu redor diversas habitações,  todas com uma traça diferente e moderna derrubando as então existentes ou o arvoredo, ou o campo de cultivo. Assim desapareceram uma leira onde se debulhava o milho, assim desapareceu uma velha árvore onde nós crianças recolhia-mos as folhas para alimentar os bichos da seda e, em resumo, se perderam muitas outras coisas belas.Da fachada virada para o norte jamais " olhou " para o perfil da serra de Sintra obstruido por moradias. De nascente foram os campos, as árvores,  umas modestas casas térreas, a tal leira e velhos caminhos.
A fachada nascente. * 5
...De mais perto. * 6
                                                                                                                         

Olhando para noroeste as extensas terras semeadas, casas várias e até um moinho tudo " viu " o tempo apagar. Se observar-mos da sua janela a paisagem, para o lado poente, ainda veriamos ao longe alguns pinheiros dispersos mas, das terras, onde autrora os roseirais, os trigais, os milheirais salpicavam de cor e aroma a campesina aldeia apenas casario sem graça nem estética predominam no local. Até quando esta velha relíquia se aguentará em pé não sei, receio que não seja por muito tempo dado que nos seus muros vetustos já se encontra afixada a sinalética correspondente ao desejo de venda da propriedade.
Ao fundo da imagem uma adega, " virada " ao poente. * 7
   Não me cabe fazer qualquer juízo de valor quanto a estas intenções como é óbvio mas não deixo de lamentar  o futuro que lhe adivinho. Que bom seria que a munícipalidade, no seu todo, tivesse para com estes edifícios de antanho um olhar protector do qual estou em crêr as gerações vindouras leriam um pouco da nossa história rural.        
Muro de pedra solta * 8
A placa toponímica. ( fachada norte. ) * 9
                                                                                                                                                      
   Os tempos não estão de feição para investimentos na área do património edificado, e portanto temo ser este mais um daqueles casos em que, em breve, restarão algumas fotos e pouco mais para a nossa história cascalense.
 * Todas as nove  fotos são de minha autoria . Zé Pinto Lopes

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Informação & notícias.

Decorrem estes dias repletos de informação noticiosa ou de outra qualquer natureza. Estou saturado de tudo isto o que me leva a desejar um isolamento deveras impossível. Que fazer então? Não sei! Uma coisa sei, no entanto, não é humanamente viável tal solução sem acarretar sérios incómodos para mim e outros. Como eu acho que somos assim todos, na maioria dos casos, de que resulta vivermos na sociedade sempre atentos e prontos a " desembainhar a espada " ao menor sinal  de alarme.


                                       
               
                                                           Mensagens. Muito interessantes.              

                                                                                   Estou todos os dias que passam em demanda do encontro com aquele algo que me falta e, estou seguro disso, não serão as notícias do Mundo que me farão encontrá-lo. Mas,e há sempre um " mas " como passar um dia, um só dia, sem informação escrita ou falada? Sempre quero saber da Aldeia Global e dos meus vizinhos da mesma. Embora nos intervalos  " leve " com a publicidade. Até aqui, na Internet claro está.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cabo Raso e um caso ali ocorridos

 Falar de algo desconhecido que envolva o misterioso, não é fácil. Ontem, com amigos de longa data, abordamos alguns momentos deliciosos da adolescência, em evocações não sentimentalistas, mas, que para sempre se foram. Ocorreu a alguém o tema superstições e inerentes acontecimentos noturnos baseados num facto  real ( ??? ) sucedido na estrada do Guincho em meados dos anos setenta. Sei, de fonte segura, o seguinte. Um casal, vinha no  carro em passeio de Cascais para a zona da praia do Guincho noite escura. ( hoje o local está relativamente bem iluminado ) Repararam que, um pouco além do Cabo Raso, uma mulher jovem pedia boleia. Decidiram parar e permitiram a entrada da srª. Perguntaram-lhe o normal, donde era, para onde ia, o que fazia, etc...como resposta, o silêncio. Ao chegarem perto da curva situada entre o Arriba  e o Porto de Santa Maria, curva  que no sentido Sul / Norte da estrada  deve-se fazer com cautela, pois, um despiste, pode levar a queda para as rochas,  a jovem mulher diz, e cito.          " Cuidado. Foi ali  que eu tive um acidente e morri. "                       
                                      

                                                      
                                                                      
   Diz-se que o casal foi encontrado muito perturbado mentalmente. Posteriormente, foi reportado pelas autoridades policiais que, essas pessoas, após as diligências habituais nessa época,não indiciavam vestígios de álcool ou estupefacientes Parece que pararam o carro, assustados, constatando de imediato o desaparecimento da aludida jovem. Aterrorizados, vaguearam às cegas sendo encontrados assim por alguém que chamou as autoridades. Confrontados com o que sucedera, e, após muita insistência, contaram aquela vivência  da qual jamais recuperaram a paz de espírito, como  afirma  quem sabe  deste estranho caso. Diz-se, igualmente, que ali ocorrera um acidente  no qual falecera  uma jovem, em tudo semelhante à descrita à polícia pelos intervenientes.
  Houve quem disto falasse na Escola Técnica de Imagem  e Comunicação ( E.T.I.C. ) e alguns estudantes fizeram uma reconstrução deste episódio, mas, imaginando-o, ocorrido na serra de Sintra. Resta saber no entanto, se algo semelhante ocorreu na serra, e, sendo assim resta-me admitir a semelhança entre os dois como muito intrigante.
 Para finalizar direi que oiço contar isto desde os anos oitenta. Como, igualmente, refiro a tristeza que senti ontem ao recordar um  amigo, naquela estrada falecido, quando ambos teríamos pouco mais de vinte anos. A sua morte ocorrera de um despiste fatal sobre as rochas. Isto sim foi um caso ali ocorrido, real, pois com coisas sérias não se brinca. Claro que nada tem uma coisa a ver com outra, ( ??? ) dissemos. Mas que dá que pensar, lá isso dá !
 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aprender com os erros ??? ( o que são os homens )

Para que não sejamos intolerantes com os outros , é conveniente sabermos que a nossa consciência não é infalível, que muitas vezes não é pura , e que é sempre susceptível de ser esclarecida pelas consciências exteriores.
    Digo isto depois de ler alguns papéis que arquivei assim como jornais e revistas de largos anos a esta parte com testemunhos alguns deles seculares, confrontando-os  com a realidade presente à escala Global.  Analisando as causas que levaram os homens a baterem-se contínuamente, verifica-se, sem dúvida nenhuma, perfeita identidade. 
   Todas as desavenças, todos os distúrbios, todos os tumultos, tiveram a mesma origem, tanto em épocas pretéritas como nas actuais. As guerras de então só diferiam das de hoje na forma como se matavam os contendores; quanto ao resto , o homem é sempre o mesmo homem.
   A conclusão que tiro , portanto , desse confronto, será uma mesma e única. A incompatibilidade de se harmonizarem os ideais e a intolerância de uns para com os outros.


Lucy
                                                           
   Esta asserção é, por consequência, inteiramente controversa desde que o nosso poder de observação seja sensato e o nosso critério justo e imparcial. Ora se a história nos tem trazido ao conhecimento as acções dos nossos progenitores , é necessário que a analisemos , porque ela foi criada mais para os homens a estudarem , a compreenderem e se redimirem , que para divertir crianças nas aulas , com os seus episódios extravagantes.
   Creio ver confirmado - o que aliás é muito intuitivo - que o desentendimento das massas só tem sido proporcionado pela maneira egoista como procedem certos seres humanos , isto é , por não admitirem as ideologias de outrem.
   Tenho a certeza que em qualquer tempo que vivesse no futuro, pois do passado já sei o que foi , haverá sempre perseguições inauditas , sempre desconfianças mordazes e jamais haverá na Terra sossego entre os Povos.
                                                                             
O presente com olhos no futuro.
                                                             

                                                             *

         * Créditos desta imagem :  gijoe portugal.                                                     
                                            ( GIJOEPORTUGAL.BLOGSPOT.COM )

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O ciúme.


    O ciúme que os amantes têm pelos maridos não é o mesmo que estes têm pelos amantes.
    O ciúme dos primeiros é o ciúme de alguém   que é nosso mas a que outros insolentemente têm o direito de chamar seu.

AMANTES
                                                             

 O dos segundos é o ciúme daquele que chamando seu a alguém suspeita que ele seja muito menos seu do que nosso. *
                           
  * Albino Forjaz de Sampaio.
     Academia das Ciências de Lisboa. 18 de Março de 1922.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Olha para o que eu digo. Não olhes para o que eu faço.

Traço contínuo ...? !!! Cinto de segurança ? !!! As mãos no volante ...? !!! 
                                                       
 Pregava Frei Tomás a pontos de ter ficado para a memória popular o célebre; " olha para o que eu digo . Não olhes para o que eu faço . "
 Devo confessar que hesitei bastante antes de colocar esta foto neste espaço. Foi-me enviada por um site de amigo. Agradeço-lhe . De facto merece uma palavras pouco abonatórias para tão prestigiada e útil corporação.
 Sou da opinião que não se deve ver o todo pela parte sob pena de sermos injustos. Agora o que vemos na imagem assenta " que nem uma luva " naquela antigo adágio. De realçar que se tratam de militares da Guarda Nacional Republicana no interior de um veículo , em movimento, e a quem compete fiscalizar o cumprimento da lei rodoviária, ainda que acredite que a foto foi obtida quando aqueles elementos da prestigiosa corporação procediam a alguma demonstração do que se não deve fazer na estrada.  Seria ?


Agosto

  Eis alguns provérbios para Agosto:

                     Hoje o dia  " acordou " nublado por aqui. E depois choveu. Nada preocupante pois:

                                               
                                                     Agosto chuvoso é ano formoso.
                                               Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.                                                 
                            Bem pior estou eu. Jantei um peixe  cozido com batatas e couve.

                                              Couves em Agosto, tumba à porta.
                           ou então !!
                                            
                         Se queres ver o teu homem morto, dá-lhe couves em Agosto.

               Seja como for o mês de Agosto aí está. Com mais ou  menos chuva pois; 
                                                     
Agosto.  Silva Porto que muito admiro.
                                                                
                                             Chuvas de verão, depressa vêm, depressa vão.
                                             Chuva de verão, chove agora e logo não.

 E como apetece um melãozinho comprei um que me pareceu bom. Enganei-me. Era acerca deles que mantinha algum acerto na escolha. Apalpava-lhes o "cu ".  Via-lhes a cor. O peso. O aroma. Mas como diz o adágio:

                                          Com mulheres e melões, ninguém tenha presunções.

     Não há que preocupar,pois, caso contrário, seria de afastarem-se de mim uma vez que:

                                        Com homem perdido, ninguém se meta.
             e...         
                                        Deixa ficar como está para ver como fica.