quinta-feira, 31 de março de 2011

Informação ao viajante

              Percorrendo com vagar as páginas da minha vida nelas encontro alguns motivos de interesse. Alguns retive-os na memória,outros na fotografia. Uns e outros por aqui  andam.


Foto do inicio da tarde de 7 de Fevereiro de 2011. 
Zona sul da Serra de Sintra,área da Malveira da Serra.
                                


         


 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Proibido morrer ?



 Esta foto que tirei hoje 30 /3 / 11; no Porto Alto região de Vila Franca de Xira diz-nos  que deveriamos evitar a morte. O sinal de sentido proibido é irónico. No entanto todos corremos pelas estradas porque pensamos que nunca nos sucederá tal coisa.No caso da foto tinha acontecido esta fatalidade, a alguém, havia pouco tempo.

terça-feira, 29 de março de 2011

1ª Batida Real, ás raposas, realisada em campo livre, em terras de Portugal.




  (...) Ao poente da Vila de Cascais,um pouco além do farol da Guia, existe uma planicie ladeada, do lado norte pelo frondoso pinhal da Marinha e do sul pelas ribas do vasto Oceano.
   Essa planicie alonga-se desde Oitavos á praia do Guincho, e é nessa orla sul que hoje se estende a estrada marginal que vai do farol da Guia ao Guincho.
  Era em frente do antiquado forte do Guincho, mais além do Cabo Razo, que as ladinas raposas aguardavam a chegada da Familia Real e do seu vistoso cortejo, para depois serem soltas e corridas em batida Real.
 O dia era calmo, de uma suavidade outonal, e o sol derramava sobre a terra a sua luz afogueada, consolante e vivificadora.
 Uma ou outra nuvem branca funambulava no espaço azul num voltejo airoso de danças serpentinas.
( ... ) A cavalgada com a Rainha á frente, foi colocar-se na planura, além do Cabo Razo, onde acampavam as raposas, matilhas e matilheiros.
  El- Rei, escolheu, como ponto estratégico, o montículo denominado Outeiro dos Ovos, ao norte de Oitavos.
 ( ... ) Ás tres horas exactas, a Rainha á frente do seu esquadrão de gentis cavaleiros, aguardava, sorridente, a solta da primeira raposa.
  O D. Manuel de Menezes, dirigente das batidas, rogando vénia a Sua Magestade, ordenou ao matilheiro que soltasse a primeira raposa.
  ( ... )Esta batida de dois kilómetros, foi para mim, habituado a diversões semelhantes, a mais interessante, em todos os aspectos, a que assisti em minha vida.
  Se ao tempo, estivesse em vóga a filmagem  animatográfica, os empresários teriam tido o ensejo de filmar a mais elegante e vistosa fita que seria dado vêr em assuntos de caça.
  Apanhado o zorro, as trompas de caça soltaram aos quatro ventos as notas alegres e cadenciadas da singular marcha de Diana.
 ( ... )D. Manuel de Menezes ( ... ),mandou soltar a segunda raposa. ( ... ) 
       Desatrelaram-se os galgos, e estes, ainda quentes da primeira batida,seguiram com vigorosa impetuosidade as peugadas dos podengos.
 ( ... ) As trompas, tocando novamente a marcha da deusa da caça, a formosa Diana, anunciaram, com os seus acordes, o final da primeira batida Real, realisada em campo livre, em terras de Portugal.
 ( ... ) Findas as saudações, Sua Magestade A Rainha encaminhou-se para o bufête que mandára armar no eirado que se vê entre Oitavos e o Outeiro dos Ovos.

 (... ) A esse tempo,estava em Lisboa,como adido militar, um ilustre coronel inglês, pessoa que eu só vi, no dia da montaria, a conversar, muito á vontade, com o Marquês de Soveral, próximos d,El-Rei.
   Esse coronel, que era homem dedicado ao desporto e ás letras, escreveu, alguns dias depois, numa ilustração inglesa, um admirável artigo sobre a Real batida ás raposas na margem do Cabo Razo, como já havia escrito outros sobre regatas e tiro aos pombos.
(... ) Elogiava o garboso conjunto de cavaleiros e descrevia, num espasmo arrebatador, as belezas da paisagem que ladeava o campo da batida.
 Por vezes, dizia o coronel, tive a nitida impressão de que os cavaleiros galopavam, ora no espesso bosque do pinhal, ora sobre o manto azul do imenso Oceano, como Neptuno-Hipio.
 Endereçava as mais elogiosas referências a D. Manuel de Menezes, e gabava a minha apagada pessoa como atirador afamado e timoneiro vitorioso.
 O ilustre coronel, soube-o depois, era um gentleman muito afeiçoado a todo o género de exercicios desportivos. Não lhe escapava um torneio de lawn-tennis, uma justa de tiro aos pombos, ou uma regata, assim como não lhe escapou a caçada Real.
   Era um grande admirador de Portugal, do seu solo, do seu clima, da maciez do seu mar, da sua vegetação superabundante, e, finalmente, do céu azul que nos cobre. Mantinha pelos portugueses um afecto fraternal. Assim me afirmou, mais tarde, o Marquês de Soveral.
 Em 1907, na ultima visita da Rainha Dona Amélia, a Paris, Lhe foi oferecida pela Duquesa d,Uzés, uma batida aos veados em Celles les Bordes.
   Essa brilhante montaria não teve o privilégio de apagar no espirito da Rainha a recordação da batida ás raposas na campina de Oitavos, acompanhada de Seu esposo, de Seus Filhos e Cunhado; De Seus áulicos e damas da Corte; de personagens afeiçoadas e até de humildes pessoas a quem a Rainha auxiliava e amparava.
   Quantas vezes, quantas, em momentos meditativos, terá a Rainha recordado aquele dia sem precedentes no nosso desporto; aquele Unico dia que, em Portugal, deu expansão ao Seu espirito juvenil, esquecendo, quiçá, por algumas horas, os seus preconceitos de Rainha, no gôso descuidado de uma diversão que tanto A surpreendeu e enlevou.
   Sim! Quantas vezes terá a Rainha, em visão fagueira, visto passar ante Seus olhos saudosos, aquele quadro vivífico da sua ridente mocidade, quadro sem igual, de uma aprazivel tarde de Outono na pitoresca margem do Cabo Razo.
   Há pedaços na vida, bons e maus, que nunca esquecem. 
   Este pedaço Bom, na vida da Rainha, não poderá jamais ser olvidado por tão lembrada Senhora.
  Praza a Deus que a Rainha se Digne pousar os Seus Augustos olhares nas Recordações  históricas que este feixe de --Saudades -- encerra.

in - Trindade Baptista.
Lisboa, ano de 1933.

Decorreu esta 1ª batida Real em Portugal em terreno livre. Decorria o ano de 1900.
Achei interessante evocá-la pelo interesse que me parece ter para a história cinegética do Concelho de Cascais como até de Portugal.
   Mantive o grafia da época em alguns parágrafos. Ex: Razo. Hoje escrevemos Raso.
   Naturalmente o (...) significa que muito mais está narrado pelo autor no seu livro, não que eu o achasse menos interessante transcrevê-lo  pelo contrário, porém tornaria muito extenso, o já de si extenso, « retalho » que transcrevi.
Muito interessante sabermos que aquela zona era, em meados do século passado, um terreno de Campina.
   Ainda voltarei a este assunto da caça em Cascais narrado por quem o viveu ao lado de D. Carlos I.

Realizou-se esta batida na tarde de dezassete de Outubro de 1900 na " grande planicie que se estende á beira do Oceano, desde Oitavos á praia do Guincho. É uma linda e pitoresca campina..."         


















segunda-feira, 28 de março de 2011

Moinho tipo " Americano "


 Ainda existem inumeros moinhos deste tipo espalhados por Cascais.
  Este fotografei-o ao inicio da tarde deste dia 28 de Março.
  Tal como o que o rodeia caminha para o fim. Mais dia ,menos dia, certamente nascerá aqui mais uma urbanização semelhante ás que o envolvem.

domingo, 27 de março de 2011

D. Manuel II. O nosso ultimo Rei



 Os politicos, sempre desorganizados, em vez de se unirem numa atitude patriótica em defesa do novo Rei, procurando encaminhá-lo e auxilia-lo na Sua inexperiencia das coisas da vida reinante e orientá-lo sobre as altas funções que ia desempenhar,reparando desse modo as cótas partes de responsabilidade moral havida na dolorosa tragédia,mais e mais se acirraram e se desligaram do Jovem Soberano até que, sem consciencia e sem remorsos, presenciaram,impávidos, a vitória dos inimigos no dia 5 de Outubro de 1910.
    Desde então, a grande asa negra, anátema de maldição não mais deixou de pairar sobre nós.

 In- Trindade Baptista   " Feixe de Saudades "
Lisboa 1933 


 Ontem como hoje. Acrescento eu! 

sábado, 26 de março de 2011

26 de Março.Dia português do livro



 Um livro é um bem a preservar.Algo com que sempre posso contar.
 


 Aqui vemos reproduzida uma edição recente daquele que é um ex libris da nossa literatura.O original foi escrito por El-Rei D. João I de Portugal no século XV.


O Livro de Montaria é um precioso testemunho da vivência medieval,que traduz,na frescura das suas páginas,um imenso entusiasmo pela arte de caçar,exercício cuja origem se perde na imensidão dos tempos. Desde os primórdios da humanidade que a caça foi um recurso para o homem,mas, de uma imposição inicial de subsistência,ela passaria a ser uma prática agradável e um desafio.
 Por isso se diversificou e exigiu especialização. Na corte Portuguesa do século XV, reis e senhores deslumbravam-se com o exercício da montaria,que o mesmo é dizer,a caça específica ao porco montês. Mas essa prática era mais que uma distracção,pois era assumida como uma necessidade que,nesta obra,D. João I apresentou e imortalizou como o segredo indispensável para manter os homens permanentemente preparados para a guerra.
 É que, na atitude de vigilância que exigia em cada uma das etapas que supunha, esta arte era a garantia de que o guerreiro medieval que a praticasse estaria em permanente treino para que " o uso das armas se não perdesse ".
 Por isso e encerrando toda uma variedade de situações, informações e ensinamentos, o rei português escreveu este livro, justificando-o pela necessidade de tornar conhecido aquele jogo que,transmitindo a arte de andar ao monte, proporcionava, em simultâneo, um tipo de exercício que servia de treino para a guerra, em tempo de paz.

Temos assim o melhor exemplo de como, na corte portuguesa de quatrocentos, se fomentou uma actividade desportiva, com a preocupação do crescimento harmonioso, empenhando toda a potencialidade humana.
A montaria pratica-se hoje! Certamente que o livro de D. João I será um precioso auxiliar para quantos continuam a procurar neste exercício o desporto e o lazer,mas também o equilíbrio necessário às correctas tarefas do quotidiano.

In -Manuela Rosa Coelho Mendoça de Matos
Professora  do Departamento de História, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Mar de Letras Editora. 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Preito de homenagem

D. Carlos I       ( A. Roque Gameiro 1902 )



   Não conheço coisa mais agradável nestes equivocos tempos de intrigas,difamações e despeitos do que,em repouso espiritual,lêr um livro sadio,de agradável colorido,ou recordar,em quieta reminescencia,episódios e peripécias de um passado longiquo,conceitos e frases de alguem que nos foi querido,ou de Pessoas a quem tributámos a mais carinhosa amizade e a mais afectuosa homenagem de respeito.


In " Feixe de saudades "
Trindade Baptista
Lisboa,Janeiro de 1933.

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Dia Mundial da Meteorologia



 Como hoje é o dia Mundial da Meteorologia aqui fica um pequeno documentário da nossa capital.

terça-feira, 22 de março de 2011

O que é isto?



 Nada de especial.Uma nuvem  Cumulus com os seus raios crepusculares por detrás. Anunciadora de trovoada e chuva como veio a suceder horas depois.
 O pontinho luminoso. O que será?