terça-feira, 23 de março de 2010

Um tema lindo por Kate Bush


           O monte dos ventos uivantes; Original da escritora britânica Emilly Bronte.Datado de 1847.


 Wuthering Heights. Muito gosto de ouvir esta voz. Em todo o lado o vento transporta consigo aquilo que dele se espera.Neste caso Kate com o extraordinário registo vocal que lhe é apanágio leva-nos ao cimo do monte onde o vento " uiva ".

segunda-feira, 1 de março de 2010

na caça

               


                                                      Imprevista...Apesar de tudo.




 uma paragem espectacular do pointer.Uma ordem breve para avançar.Salta a galinhola do mais cerrado matagal para delicia do caçador.






Aguarela
Formato. 42,5 x 32,5.
Adquirido                                           

                                    

No Monge

               A bela galinhola!


  Na Serra de Sintra, sob os velhos cedros, repousa a galinhola.Um raio de Sol acaricia o seu corpo.



Acrilico s / tela.
Formato: 12 x 15.
Adquirido

praia do Peixe



                                                    Baseada, esta obra, numa minha antiga fotografia.




Da  estrada Marginal captei esta imagem de Cascais.Ainda não existia o pontão agora em frente á casa Seixas.O Hotel Estoril-Sol ainda era uma realidade.Estamos nos idos de setenta.




 Acrilico S / Tela
Formato. 46,5 x 38,5.

Conservando o que deve ser conservado

 Assim se recordou alguns registos .Espero ter conseguido com isto, manter vivo, em mim, o desejo de descobrir mais e mais maravilhas e compartilhá-las aqui. Continuarei a fazer o possível!

 Servatis Servandis .

                                    
    ( Conservando o que deve ser conservado...Por sua própria vontade )                                                                   
                                                 Sponte Sua !
       



                           

Um Ilustre habitante de Cascais no século XX

Vejo-o muitas vezes,na caminhada do seu passeio higiénico da manhã,bastando que haja uma nesga de sol a dourar o céu azul.Páro,dou-lhe um abraço de respeitosa e sincera amizade,e pregunto-lhe com interesse de verdade:
- Como vai?
- Bem.
   E segue andando,um pouco curvado,naquela curvatura que da terra mãe apróxima o corpo mortal,mas desembaraçado,lesto,observador,como não sabem nem podem caminhar muitos homens novos,precocemente velhos
  E no entanto são noventa e um anos de vida que vão caminhando, todas as manhãs numa volta pelos Estoris,com ladeira,pela Bôca do Inferno,em que tambêm se sobe, pela Ribeira das Vinhas, em que as curvas e as pontes em degraus se sucedem,pelas estradas de Cintra e da Malveira ---por todos os arredores de Cascais, em suma, com panoramas diversos, de mar infinito, o trilho dos mundos,e das serras culminantes, que se avisinham dos céus.
  Quási um século, cheio de tantas cousas, e nêsse tempo de vida, uns setenta e cinco anos, pelo menos, de vida trabalhada e trabalhosa, de vida honesta,disseminando doutrinas boas,praticando o bem; trabalhando sempre,sempre, porque o antigo vogal do Conselho Superior de Agricultura, doutor em Filosofia,o sábio director do Museu Agricula e Florestal,o autor da Zoologia Elementar Agrícola,o autorizado cronista técnico do Jornal do Comércio, o respeitado comissário régio da 7ª região agronómica, o elaborador do notabilíssimo relatório desta comissão,documento que certifica da superioridade do seu critério,ainda hoje trabalha,ainda hoje colabora no Correio de Europa,e nas minhas estantes, religiosamente,tenho inéditos seus,por me obsequiar com êles dispensando-se de os dar à publicidade -distinção que me condecora nos meus poucos desvanecimentos!
...Mas o floricultor?
Tambêm o é,baixando da teoria à pratica com os cuidados de devoção do seu espírito superior,que se compraz em cousas simples.
Eu lhes conto.
Em chegando à estação de Cascais, desçam pela Avenida Valbom, que aínda conserva  o nome antigo, quási  excepcionalmente...
 A direita, bem cuidados,mal cuidados, com gôsto e sem gôsto nenhum, encontram-se jardins,circundando chalets. 
Pois a última casa, a que termina a fila, modesta, sem ornatos nem brincados,em linhas rectas,é a do dr: Paulo de Morais,com um pequeno terraço e, ladeando para uma travessa, com um pequenino pátio.
 Sustenham o passo: olhem, examinem. É tudo pequeno, mas é tudo perfeitíssimo, no cultivo das flores que se sucedem na dinastia florícola das estações. ( ... )

    Basta, porque o leitor conclúi  que não é sómente o descritivo de um professor; é tambêm,e principalmente, um quadro de poeta.
   E que pela denúncia nos desculpe o venerando amigo, tão respeitável pelo saber como pelo caractér.

 Cascais -- 1916 .    

Sérgio de Castro. -----( Homens de letras e as flores )