A saudade meu amor, é o martirio maior, da minha vida em pedaços.
Desde a tarde desse dia, em que ao longe se perdia, para sempre o som dos teus passos.
Saudades fazem lembrar, silêncios do teu olhar, segredos da tua voz.
Essa antiga melodia, que o vento na ramaria, murmurava só para nós.
Lembras-te daquela vez, quando eu cantava a teus pés, trovas que não tinham fim.
Quando o luar prateava, e quando a noite orvalhava as rosas desse jardim.
Jardim distante e deserto, sinto tão longe e tão perto o passado que te ensombra.
Devaneio e realidade, silêncio, sombra, saudade.
Saudade, silêncio e sombra.
O tipico fado, aqui interpretado por Teresa Tarouca. Magníficas imagens desta Lisboa de sempre.