quarta-feira, 1 de junho de 2011

COBRE menino. II

   Em frente a minha casa era um pinhal bravo, descia uns metros e começava um pinhal manso.  Os pinheiros mansos eram velhos e enormes, que regalo era procurar pinhões para com uma pedra os partir e comer o miolo.Um pouco mais a poente havia um terreno cheio de arbustos e ervas atravessado por um regato cujas águas eram sujas e diziamos nós miudos de 10,11 anos, virem dos tanques de lavar roupa. A seguir no meio do que é hoje um largo amplo, na Pampilheira, estava uma pedreira.Quantas e quantas vezes eu não fiz o caminho de minha casa á escola em Cascais por atalhos que terminavam na estrada da Malveira onde hoje está a rotunda, junto ao bairro José Luís ou bairro Operário. Lembro-me de onde está a urbanização do J.Pimenta ser terreno deserto, apenas ali existir um marco geodésico e nada mais até ao bairro da Caixa. Do marco geodésico para S /O havia um depósito de água e uma casa de habitação cercada por altos muros.Onde hoje está o bairro da Assunção recordo-me de junto á estrada da Malveira existir uma casa belissima que no jardim tinha um lago e uma estatueta identica á que têm na Bélgica, em Bruxelas de um
pequenote a urinar na Mann eken - Pis Fountain que dizem datar de 1619 .Dizia-se ser esta casa mal assombrada e o que é facto é que a demoliram para no seu lugar construirem um edificio banal. A norte existia um outro depósito de água bem menor.Deste até á rotunda que falei era só mato e terras de semeadura. Ao longe, para o lado do Guincho o lugar da Torre.
Quando saía em frente a minha casa passando o pinhal havia a casa do sr: eng: França simpática família que passava por aqui aos fins de semana e que eu, miudo, admirava muito. Era uma moradia com um amplo terreno todo ele cultivado e estimado pelo seu caseiro o sr: Lima e sua esposa a d.ª Joaquina, gente boa que habitavam ao lado numa casinha linda. A seguir a este terreno do engº França e do lado poente a sul do já falado pinhal manso fizera um outro senhor de Lisboa uma residência e que dera o nome de " Baraca " também gente muito amável. Quando vinham passar os fins de semana traziam a familia com eles e era uma festa pois pouca gente via estranha ao meu cantinho. O unico senão era o cão que a familia França trazia. Um bulldog preto de seu nome bambu que corria atráz de nós miudos e que metia um medo terrivel. Era inofensivo mas como convencer os garotos disso ? Entre estas duas propriedades havia um caminho que nos levava a locais mágicos. Pinhais a perder de vista e aromas maravilhosos desses campos para sempre perdidos.
Voltarei a estes um outro dia.